Diabetes Mellitus Gestacional


O tratatamento de diabetes mellitus gestacional (DMG) visa a um bom controle glicêmico. Quando ocorre falha na obtenção do controle glicêmico com dieta, associada ou não a exercícios físicos, está indicada a insulinoterapia. Estima-se que entre 15 e 60% das gestantes com DMG necessitam de tratamento com insulina.

A insulina é uma terapia efetiva para controlar a glicemia materna, porém cara, inconveniente e necessita de habilidade para manuseio. Muitos autores não recomendam o uso das sulfonilureias durante a gestação, devido ao aumento na incidência de anomalias fetais e de hipoglicemia neonatal. Essa recomendação é baseada, principalmente, em estudos realizados com pequenas amostras, feitos antes que fármacos como a glibenclamida estivessem disponíveis.

Em um ensaio clínico randomizado com mais de 400 gestantes, foi demonstrado que a glibenclamida não cruza a barreira placentária, não altera os níveis de insulina fetal, não está associada a aumento da mortalidade perinatal e tem os resultados perinatais iguais às pacientes tratadas com insulina. Vários autores encontraram bons resultados com a utilização da glibenclamida no tratamento do DMG. A incidência de DMG em mulheres com mais de 20 anos, atendidas no Sistema Único de Saúde, é de 7,6%.

Devido ao grande número de usuárias de insulina entre estas gestantes, uma opção mais barata, simples e de fácil aceitação, como o uso de terapêutica oral, torna-se um grande atrativo não só para a saúde pública, como para toda a comunidade médica.

Fonte: scielo




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares