Funções da Aldosterona no Organismo


A aldosterona, depois de produzida na zona glomerulosa das adrenais, entra na circulação sistêmica. Uma de suas ações ocorrerá nas células principais do rim. Estas células estão presentes na metade final do túbulo contorcido distal e nos dutos coletores. A aldosterona se liga a receptores destas células, que iniciam a transcrição de dois genes.

Um deles levará à produção de Na+/K+-ATPases (bombas de sódio potássio) na superfície de toda a membrana das células principais, exceto na parte luminal (em contato com o túbulo e o ducto). Isso faz com que praticamente todo o sódio seja devolvido ao sangue, deixando a célula rica em potássio. Já o segundo gene, levará à produção de canais de sódio apenas na parte luminal da célula.




Devido à diferença de concentração, o pouco de sódio restante (maioria absorvida no túbulo proximal) passa facilmente pelos canais de sódio induzidos pela aldosterona e imediatamente é jogado para o sangue pelas bombas de sódio e potássio, também induzidas pela aldosterona. Essas ações permitem a reabsorção de quase 100% do sódio filtrado e praticamente nada é perdido na urina. O sódio volta para o sangue e junto dele a água, que também é reabsorvida.

Assim, há aumento do volume sanguíneo e, consequentemente, aumento da PA. Há ainda um terceiro gene ativado pela aldosterona nas células principais que induzem a produção de canais de K+, que, por diferença de concentração, saem das células e vão para o túbulo distal e ducto coletor, sendo eliminado pela urina.

A aldosterona também atuará no SNC, mais especificamente em receptores no hipotálamo, aumentando a produção da vasopressina (hormônio anti-diurético - ADH) pelo núcleo supra-óptico. O ADH atua diretamente no ducto coletor, aumentando sua permeabilidade à água e, portanto, a reabsorção.

Fonte: medsimples.com




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