Histórico da Dipirona


A sua síntese remonta a 1883, quando Perkin pesquisava um termolítico sintético como substituto da quinina, produto extraído da casca de Cinchona, antimalárico peruano. Este produto de eficiência relativa e custo excessivamente alto teria como contraponto a aspirina extraída do salgueiro europeu (Salix alba).

Do lavado hidro-alcoólico do piche, Perkin isolou o 1º corante sintético – anilina – que serviu para extração do derivado pirazolônico - a antipirina (fenozona). O metamizol é pois um derivado pirazolônico (antipirina) sintetizado na Alemanha pela Hoechst AG em 1920. No ano seguinte, foi comercializada a primeira pirazolona de uso clínico (dipirona), composta por 50% melubrina e 50% aminopirina.





Desde 1922, quando foi introduzido no Brasil sob o nome de Novalgina, sua comercialização tornou-se mundialmente crescente até a década de 70, quando foram relatados graves casos de agranulocitose, uma condição clínica de déficit imunológico potencialmente fatal (7 a 25%), exigindo suspensão do tratamento e atendimento médico de urgência com potentes antibióticos. A maioria dos países do Hemisfério Norte proscreveram a dipirona do receituário a não ser no mercado veterinário, pois há disponibilidade no receituário médico de AINEs substitutos e menos tóxicos para tratamento da dor.

No entanto, a atual incidência estimada da agranulocitose é aceitável, pois oscila entre 0,2 a 2 casos por milhão de pessoas/dia de uso. Além disso, há fármacos com maior risco de provocar agranulocitose, como o antipsicótico clozapina com incidência de 8:1000/paciente após 6 meses de tratamento.

A dipirona continua sendo medicada na Rússia, Brasil, Índia e em muitos outros países sul-americanos, caribenhos, africanos e asiáticos. Dipirona é o principal analgésico da terapêutica brasileira, ocupando 31,8% do mercado; o paracetamol- 29,7%; AAS em terceiro lugar, com 27,1%. A maior parte das vendas (em torno de 80%) ocorre sem prescrição médica, representando papel importante na condenável automedicação.

Fonte: associacaoamigosdagrandeidade.com




Um comentário:

  1. Seu mecanismo de ação e sua possível interação medicamentosa

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