Isoenzimas


O termo isoenzimas define um grupo de múltiplas formas moleculares da mesma enzima que ocorre em uma espécie, como resultado da presença de mais de um gene codificando cada uma das enzimas. O princípio básico da técnica reside no uso de eletroforese, em geral de amido, e na visualização do produto enzimático por métodos histoquímicos.

A difusão de seu uso ocorreu através do desenvolvimento de métodos eficientes para visualização do produto enzimático e da aplicabilidade imediata encontrada em várias áreas de biologia. As isoenzimas têm sido utilizadas no estudo de dispersão de espécies, na análise de filogenias, no melhoramento de plantas, possibilitando a detectação de ligação gênica com caracteres mono e poligênicos, identificação de variedades, na seleção indireta de caracteres agronômicos, introgressão gênica e avaliação germoplasma.

Base genética dos marcadores isoenzimáticos: As isoenzimas desempenham a mesma atividade catalítica, mas podem ter diferentes propriedades cinéticas e ser separadas por processos bioquímicos. O número de isoenzimas de uma determinada enzima está relacionado ao número de compartimentos subcelulares onde a mesma  reação catalítica é realizada.





A premissa básica adotada ao se utilizar dados enzimáticos é que diferenças na mobilidade de isoenzimas em um campo elétrico são resultantes de diferenças ao nível de seqüencias de DNA que codificam tais enzimas. Assim, se os padrões de bandas de dois indivíduos diferem, assume-se que estas diferenças possuam base genética e sejam herdáveis. Para interpretar os padrões de bandas resultantes, é importante ter um conhecimento prévio sobre o número de subunidades da enzima -  enzimas monoméricas são formadas por um polipeptídeo, enquanto as diméricas, por dois.

Indivíduos heterozigotos para uma enzima dimérica, além de duas bandas correspondentes aos dois polipeptídeos, apresentam uma terceira banda intermediária, produto da conjugação dos dois polipeptídeos. É comum observar-se mais de um loco gênico em um mesmo gel, e a migração das bandas de cada loco é visualizada em zonas diferentes. As subunidades de uma enzima podem ser codificadas por locos genéticos distintos, tornando mais complexa a análise do padrão de bandas isoenzimáticas.

Fonte: geneticavirtual.webnode




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