Omeprazol: Consequências da terapia prolongada


Há aumento na concentração plasmática do fármaco. O perfil de absorção parece ser dose dependente. A partir de doses superiores a 40mg tem sido relatado aumento da concentração plasmática do fármaco de forma não linear devido ao metabolismo hepático de primeira passagem saturável.

A absorção é maior com o uso prolongado. A biodisponibillidade do fármaco pode estar aumentada em pacientes de alguns grupos étnicos (ex: chineses) e em pacientes com deficiência hepática, mas não é marcadamente afetada naqueles com insuficiência renal.





Outras reações adversas ao uso prolongado de omeprazol, baseadas em relatos de caso e estudos observacionais, são:

- hipomagnesemia;
- hipomagnesemia grave com hipoparatiroidismo secundário em pacientes que usavam por vários anos;
- diminuição de cianocobalamina sérica (vitamina B12) em pacientes com síndrome de Zollinger Ellisson3;
- aumento de peso;
- pólipos em glândulas gástricas;
- anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12 (tratamento de 3 anos, 40-60 mg/dia, para refluxo gastroesofágico);
- aumento do risco de osteoporose (exposição de 1 ano ou mais) e fraturas ósseas (exposição de 1 a 12 anos);
- aumento do risco de pneumonia comunitária adquirida;
- aumento do risco de infecção por Clostridium difficile.

Fonte: ufrgs.br




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