Sobre Fluoroquinolonas


As fluorquinolonas podem combater as infecções bacterianas, já que são capazes de inibir a DNA girase, uma enzima essencial envolvida na replicação, transcrição e reparação do DNA bacteriano.

A DNA girase bacteriana é um tetrâmero, composto de duas subunidades A e duas subunidades B. As fluoroquinolonas se ligam especificamente às subunidades A. A habilidade de penetração em diferentes espécies de bactérias, bem como de se ligar à DNA girase, são processos determinantes no espectro de atividade.

A resistência bacteriana associada as fluoroquinolonas está relacionada com mutações na subunidade A da DNA girase bacteriana. Os fatores principais que predispõem o desenvolvimento de resistência incluem concentrações sub-inibitórias do fármaco e terapia prolongada.

Fonte: rbfarma.org.br




Omeprazol e risco aumentado de fraturas ósseas


Para determinar a associação entre uso de inibidores de bomba de prótons e risco de fraturas de ossos da bacia, foi realizado um estudo na Universidade da Pensivânia. Publicado no JAMA (Journal of the American Medical Association), o estudo mostrou que este medicamento interfere na absorção de cálcio, por induzir à hipocloridria e também reduzir a reabsorção óssea, aumentando o risco de fraturas em ossos da bacia. 

Cientistas norte-americanos examinaram prontuários médicos de 145 mil pessoas com mais de 50 anos e confirmaram resultados de estudos anteriores sobre efeitos danosos do uso prolongado e em doses altas de inibidores da bomba de prótons. O estudo mostrou que este medicamento pode inibir a absorção de cálcio pelo organismo e, conseqüentemente, causar enfraquecimento progressivo dos ossos.





Os pesquisadores descobriram que, estatisticamente, a chance de uma dessas pessoas ter uma fratura de bacia era 44% maior se fez uso de um inibidor de bomba de prótons por mais de um ano. Quanto mais longo o tempo de consumo do medicamento, maior a probabilidade de fraturas. Milhões de pessoas fazem uso deste tipo de medicamento para controle da acidez no estômago. Entre os mais usados está o omeprazol.

Apesar da abrangência da pesquisa e da coincidência dos seus resultados com os de outros estudos anteriores, ainda é recomendado cautela sobre o assunto. O cientista Ken McColl, professor de gastroenterologia da Universidade de Glasgow, na Escócia, diz que o trabalho da equipe da Universidade da Pensilvânia não prova uma relação de causa e efeito entre o uso dos antiácidos e o enfraquecimento dos ossos e acredita na possibilidade de distorções na conclusão da pesquisa.

Fonte: JAMA




Intervenção do Profissional Farmacêutico


O papel paliativo ou curativo de um medicamento não se limita somente à acessibilidade. Deve ser acompanhado de informações apropriadas, sejam verbais ou escritas, com intervenção de forma decisiva na sua utilização no intuito de minimizar os riscos previsíveis. Dentro deste contexto, pode ser dito que um medicamento é a soma do produto farmacêutico com a informação sobre o mesmo.

O farmacêutico perante a sociedade tem a corresponsabilidade pelo bem estar do paciente, privilegiando a saúde e trabalhando para que a qualidade de vida não seja comprometida por um problema evitável, decorrente de uma terapia farmacológica. Faz-se necessário atentar ao uso racional, de forma que os pacientes recebam os medicamentos para a indicação apropriada nas doses, nas vias de administração e no tempo de tratamento adequado; orientando as possíveis reações adversas e contraindicações.

O farmacêutico é o último profissional da saúde que tem contato direto com o paciente depois da decisão médica. Desta forma, dentro do sistema de saúde, representa umas das últimas oportunidades de identificar, corrigir ou reduzir possíveis erros associados à terapêutica.

Com efeito, diversos estudos demonstraram diminuição significativa do número de erros de medicações e reforçaram a ideia de que a intervenção farmacêutica reduz o número de eventos adversos, aumenta a qualidade assistencial e diminui os custos hospitalares.

Fonte: revista.oswaldocruz.br


Consumo indiscriminado e irracional de paracetamol


De acordo com os dados da FDA, em função do desconhecimento, a população tende a consumir grande variedade de medicamentos isentos de prescrição (MIP) à base de paracetamol, sendo utilizados concomitantemente para inúmeras indicações. O uso de múltiplas preparações que contém paracetamol (em geral combinações em doses fixas) constitui um fator de risco para a hepatotoxicidade.

A American Academy of Pediatrics descreve a intoxicação do paracetamol em quatro fases. A primeira consiste na anorexia, náuseas, vômitos, mal-estar, sudorese e o que pode provocar a administração de doses adicionais do paracetamol. Na segunda fase, os sinais da primeira são substituídos pela dor no quadrante superior direito ou sensibilidade, aumento do fígado e oligúria em alguns pacientes; a bilirrubina e os níveis de enzimas hepáticas se tornam elevados e o tempo de protrombina prolongado.





Na terceira fase, geralmente 3 a 5 dias no curso, anorexia, náuseas, vômitos e mal-estar reaparecem junto com sinais de insuficiência hepática, incluindo icterícia, hipoglicemia, encefalopatia, coagulopatia, insuficiência renal e cardiopatia. A quarta fase está associada com a recuperação ou a progressão para a morte por insuficiência hepática completa.

O desconhecimento por parte da população perante aos riscos do paracetamol conduzem à utilização indiscriminada; no entanto, é importante que os consumidores sejam adequadamente educados e informados, promovendo o uso seguro e racional. Esta educação visa à efetividade terapêutica e pode ser alcançada pela intervenção do farmacêutico.

Fonte: revista.oswaldocruz.br




Ainda precisamos debater e aprender sobre depressão


A falta de informação correta, mesmo com tudo o que temos à nossa disposição nos dias atuais, ainda pode ser um problema. A depressão, enfermidade que ainda pode ser vista por alguns como um tipo de "simples indisposição" para encarar a vida, é um exemplo muito claro disso.

Quando vemos alguém que experimentou muito sucesso e reconhecimento em seu trabalho, supostamente tem a vida ganha, filhos e condições materiais bem adequadas, cometer o ato de tirar a própria vida, precisamos repensar tudo. O problema exige ainda muito mais atenção do que a dispensada até aqui.

O agravante reside no fato de que Chester Bennington, ex-vocalista do Linkin Park, não foi o primeiro neste ano. Pouco antes vimos o mesmo ocorrer com Chris Cornell, ex-Audioslave. Isso nos desperta atenção por se tratar de pessoas expostas na mídia e, conforme dito, supostamente com todas as conquistas que representam anseios de todos. Agora, quantos serão os casos anônimos? A pergunta é preocupante.

Pacientes em tratamento de depressão precisam receber o devido cuidado e a devida compreensão de todos à sua volta. É necessário maior conscientização para lidarmos com o problema, para que saibamos como acolher quem necessita de atenção, para que possamos mostrar a estas pessoas que elas não estão sem saída e que podem conversar a respeito do que sentem, de modo a verificarem algo muito necessário à humanidade: empatia.

Este texto não foi escrito motivado por qualquer tipo de exploração do sofrimento alheio, referindo-se a algo exposto em veículos de comunicação. É apenas uma forma de não deixarmos passar batido um problema muito sério, buscando criar em nós próprios a oportunidade de maior entendimento do que são as coisas e de onde elas podem chegar.

É também forma de prestar homenagens a um artista que fez parte de muito do que vivemos, assim como Chris Cornell, também aqui citado, vítima do mesmo problema e igualmente querido por tantos.




Ibuprofeno: danos intestinas em atletas


Os anti-inflamatórios, tais como o ibuprofeno, são comumente usados por atletas para evitar a dor induzida pelo exercício. Desta maneira, supostamente eles melhoram o desempenho físico. No entanto, estes medicamentos podem ter efeitos potencialmente perigosos para a mucosa do trato gastrointestinal durante a execução de um exercício físico extenuante.

Um estudo teve o objetivo de determinar o efeito da administração de ibuprofeno, antes do exercício, por via oral, na integridade da mucosa gastrointestinal e na função do intestino em indivíduos saudáveis.

O estudo, publicado pela revista Medicine & Science in Sports & Exercise, contou com a participação de um pequeno grupo de nove homens saudáveis e atletas que foram estudados em quatro ocasiões diferentes:

1-Recebendo 400 mg de ibuprofeno, por duas vezes, antes da prática de ciclismo.
2-Praticando ciclismo sem estarem recebendo o ibuprofeno.
3-Recebendo 400 mg de ibuprofeno, por duas vezes, estando em repouso.
4-Descansando sem ingestão de ibuprofeno.





Para avaliar os pequenos danos intestinais, foram medidas as concentrações de ácidos graxos intestinais que se ligam a proteínas, enquanto que, após a ingestão de multisugar, a excreção urinária foi medida por cromatografia líquida e por espectrometria para determinar a permeabilidade gastrointestinal.

Os resultados mostraram que tanto o consumo de ibuprofeno quanto a prática de ciclismo resultaram em aumento das concentrações proteicas, refletindo pequenos danos intestinais. As concentrações foram mais altas depois de pedalar tendo usado o ibuprofeno do que depois de pedalar não tendo usado a medicação, descansar tendo usado o ibuprofeno ou descansar sem ter usado o medicamento.

Do mesmo modo, a permeabilidade do intestino delgado aumentou, especialmente depois do ciclismo após uso do ibuprofeno, o que reflete a perda da integridade da barreira intestinal. É interessante notar que a extensão da lesão intestinal e a disfunção da barreira foram significativamente correlacionadas.

Este é o primeiro estudo a mostrar que o ibuprofeno agrava a lesão intestinal induzida pelo exercício e leva à disfunção da barreira intestinal em indivíduos saudáveis. Os autores concluíram que o consumo de anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, por atletas não é inofensivo e deve ser desencorajado.

Fonte: Medicine & Science in Sports & Exercise


Quais os AINEs mais seguros em relação aos riscos cardiovasculares?


Ensaios clínicos randomizados têm destacado os riscos cardiovasculares do uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em doses elevadas. O presente estudo, publicado pela revista PLoS Medicine, fornece estimativas de risco dos AINEs em doses individuais típicas em ambientes comunitários.

Os principais eventos cardiovasculares associados ao uso individual de AINEs, em diferentes doses e em populações de baixo e de alto risco para desenvolver eventos cardiovasculares, foram avaliados. Trinta estudos caso-controle incluindo 184.946 eventos cardiovasculares e 21 estudos de coorte descreveram os resultados observados em mais de 2,7 milhões de indivíduos expostos.

Dos medicamentos amplamente estudados, os maiores riscos observados foram com o diclofenaco. Os menores riscos foram encontrados com o uso de ibuprofeno (que não chega a ser baixo) e naproxeno. Dos medicamentos menos estudados, o etoricoxibe, o etodolaco e a indometacina tiveram os maiores riscos. Nas comparações por pares de medicamentos, o etoricoxibe teve risco relativo maior do que o do ibuprofeno. O naproxeno apresentou risco significativamente menor em relação ao ibuprofeno.





Esta revisão sugere que, entre os AINEs amplamente utilizados, o naproxeno e o ibuprofeno em baixas doses são menos prováveis de aumentar o risco cardiovascular. O diclofenaco nas doses disponíveis para compra sem prescrição médica eleva o risco. Os dados para o etoricoxibe foram escassos, mas em pares de comparações esse fármaco tinha um risco relativo significativamente maior do que o do naproxeno ou do ibuprofeno.

A indometacina é um fármaco mais antigo, mais tóxico e as evidências sobre o risco cardiovascular lançam dúvidas sobre seu uso clínico continuado.

Fonte: PLoS Medicine




IBPs: Quando encerrar a prescrição e como orientar suspensão do uso?


Uma diretriz de prática clínica baseada em evidências foi publicada pelo Canadian Family Physician e alerta sobre a importância de saber tomar decisões sobre quando e como reduzir a dose ou parar de prescrever/usar inibidores da bomba de prótons como, por exemplo, o omeprazol.

O objetivo do trabalho foi desenvolver uma diretriz baseada em evidências para ajudar os clínicos a tomar decisões sobre quando e como reduzir a dose ou encerrar de forma segura o uso dos inibidores da bomba de prótons (IBPs). Isto feito de forma a se concentrar no mais alto nível de evidência disponível e buscar a contribuição dos profissionais de atenção primária nos processos de desenvolvimento, revisão e endosso das diretrizes.

Cinco profissionais de saúde (um médico de família, três farmacêuticos e um gastroenterologista) e cinco membros não votantes integraram a equipe geral. Os membros divulgaram conflitos de interesse. O processo de orientação incluiu a abordagem GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation), com uma revisão detalhada de evidências em reuniões pessoais, telefônicas e online.





A diretriz recomenda a não prescrição de IBPs (redução de dose, interrupção ou uso de dosagem "on-demand") em adultos que completaram no mínimo 4 semanas de tratamento com IBP para azia ou doença do refluxo gastroesofágico leve a moderado ou esofagite e cujos sintomas são resolvidos. As recomendações não se aplicam àqueles que tiveram ou têm esôfago de Barrett, esofagite grave grau C ou D, ou história documentada de hemorragia por úlceras gastrointestinais.

Esta diretriz fornece recomendações práticas para a tomada de decisões sobre quando e como reduzir a dose ou parar com o uso de IBPs. As recomendações são destinadas a ajudar (não a ditar) a tomada de decisões em conjunto com os pacientes.

Fonte: news.med.br




Infecções e o uso de glicocorticoides


Doses de prednisona maior que 20mg/dia podem aumentar o risco de infecções, devido aos efeitos na imunidade celular. Infecções por organismos atípicos ou oportunistas são até quarenta vezes mais freqüentes. O uso prolongado de glicocorticoides (GC), devido a efeitos inibidores do sistema imunológico e da resposta inflamatória, provoca uma grande facilitação a infecções por fungos, bactérias, vírus e parasitas, podendo gerar infecções disseminadas graves.

Os pacientes que apresentam deficiência da imunidade celular devido ao uso de medicação imunossupressora como os GC, devem ter alguns cuidados como: higiene corporal, manutenção de bom estado nutricional, evitar contato com pessoas sabidamente doentes ou que tiveram contato com portadores de doenças infecto-contagiosas, evitar vacinas de germes vivos e usar antibiótico precocemente, ao menor sinal de infecção.





A imunoglobulina específica do vírus da varicela zoster deve ser dada para os pacientes que tiveram contato com pessoa com varicela ou herpes zoster, que não tenham tido varicela e nem tenham recebido vacina, que estejam usando GC por pelo menos quatorze dias. A imunoglobulina da varicela zoster quando administrada dentro do prazo de dez dias do contato reduz a severidade da varicela, mas não a previne.

Devido ao risco de reativação da tuberculose latente, pacientes que recebem GC por período prolongado e apresentem PPD positivo (≥ 5 mm), mesmo com RX tórax sem lesão cicatricial de BK pulmonar, devem fazer profilaxia com isoniazida. Na quimioprofilaxia utiliza-se 10 mg/kg até o máximo de 400 mg/dia por seis meses.

Fonte: saudedireta.com.br


Glicocorticoides: Efeitos adversos dermatológicos


Os glicocorticoides em excesso inibem os fibroblastos, levam à perda de colágeno e tecido conjuntivo com diminuição da reepitelização e da angiogênese, resultando, assim, no adelgaçamento da pele, atrofia e telangiectasias, ocasionando fácil formação de equimoses, estrias e má cicatrização das feridas.

As estrias são tipicamente de cor vermelha a púrpura, deprimidas e mais largas (0,5 a 2 cm) que as estrias branco-rosadas que ocorrem na gravidez ou no ganho de peso rápido. Devido à hipersecreção dos androgênios suprarrenais pode ocorrer hirsutismo. A localização facial é mais comum, mas também pode haver aumento do crescimento de pelos sobre o abdome, mamas, tórax e parte superior das coxas. É possível o aparecimento de eflúvio telógeno.

Púrpuras ocorrem pelos efeitos catabólicos no músculo liso dos vasos. Infecções cutâneas, principalmente por Stafilococos e herpes vírus e infecções fúngicas mucocutâneas também são freqüentes. Acantose nigricans pode ser encontrada secundária à resistência insulínica. Acne se apresenta como lesão pustular resultando de hiperandrogenismo ou como lesões papulares decorrentes do excesso de GC. Urticária e erupção maculopapular também são reações possíveis.

Fonte: saudedireta.com.br


Efeitos dos glicocorticoides no sistema imunológico celular


Os glicocorticoides (GC) produzem linfopenia devido à redistribuição aos órgãos linfáticos, alterações nas moléculas de adesão e eventualmente apoptose celular. A amplificação linfocitária encontra-se afetada pela diminuição de IL2. São afetados predominantemente os linfócitos T e, dentro destes, principalmente os TCD4, ocorrendo inibição das respostas Th1 e Th2.

Para alterar os linfócitos B (e assim a síntese de anticorpos), é necessário nível plasmático muito alto de GC, como ocorre na pulsoterapia. Evidencia-se também neutrofilia, que se deve à diminuição da marginação endotelial, aumento da saída de neutrófilos da medula para a corrente sanguínea e diminuição de sua migração dos vasos para os tecidos. Esta limitação na saída dos neutrófilos dos vasos deve-se, em parte ao aumento de anexina e diminuição da permeabilidade capilar.

Contudo, não existe aumento no número total de neutrófilos e sua função não é afetada. Com uma dose moderada de GC, espera-se contagem plasmática de polimorfonucleares de 15.000-20.000 cels/mm3. Eosinófilos e macrófagos diminuem em número e ação. A diminuição dos eosinófilos deve-se à sua saída da medula para a corrente sangüínea e apoptose celular.

Os macrófagos diminuem seu recrutamento para lugares de inflamação, fagocitose e processamento de antígenos. A ação dos GC sobre linfócitos e macrófagos é maior do que sobre os polimorfonucleares.

Fonte: saudedireta.com.br




Naproxeno para Artrite Reumatoide (AR)


O naproxeno, assim como o ibuprofeno, é utilizado no tratamento da artrite reumatoide (AR) com o objetivo de controlar sintomas inflamatórios, principalmente artrite. Em estudos de eficácia no controle da artrite, o naproxeno foi semelhante à indometacina, ácido acetilsalicílico, piroxicam, ibuprofeno e diclofenaco.

O benefício do naproxeno na AR pode ser ainda maior quando associado ao paracetamol. Estudos de posologia identificaram benefício semelhante entre uma e duas doses diárias de naproxeno. Excepcionalmente, três doses diárias podem ser um pouco melhores do que duas. Pelo controle eficaz da artrite em adultos com artrite reumatoide e em crianças com artrite reumatoide juvenil, o naproxeno vem sendo estudado em ensaios clínicos como medicamento padrão.





Meta-análise com 1.732 pacientes com AR ou osteoartrite tratados com diversos anti-inflamatórios não esteroidais por até oito semanas estimou taxa de eficácia do naproxeno em 65% e taxa de efeitos adversos em 29%. Para o ibuprofeno, essas taxas foram, respectivamente, de 77,2% (70,7%- 83,8% e 16,7% (14,7% e 18,8%). O uso de naproxeno é seguro no tratamento da artrite reumatoide. No entanto, úlcera gástrica, insuficiência renal, hepatite e doenças cardiovasculares podem estar associadas ao tratamento, principalmente com doses e tempo de uso maiores.

Em revisão sistemática de diversos anti-inflamatórios não esteroidais utilizados em osteoartrose, artrite reumatoide, dor periarticular, lombalgia e espondilite anquilosante, o naproxeno foi o único que não apresentou risco aumentado de eventos cardiovasculares sérios.

Fonte: http://conitec.gov.br




Utilidadades da Ceftriaxona


A ceftriaxona constitui o fármaco de primeira escolha, juntamente com a cefotaxima, para o tratamento empírico de meningites, infecções graves por Haemophilus influenzae, gonorréia ou por germes Gram-positivos como o Streptococos pneumoniae.

A ceftriaxona, juntamente com a cefotaxima, possuem atividades semelhantes quando analisadas “in vitro”, porém esse antibiótico possui uso específico em infecções extra Sistema Nervoso Central. Nesse caso, essas infecções devem ser comprovadas por cultura que identifica germes Gram-negativos e testes de sensibilidade que demonstram resistência a cefazolina, ampicilina, cotrimazol, mas sensibilidade a ceftriaxona.





Além disso, mostra-se eficaz em osteomielite juntamente com aminoglicosídeos. Segundo preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), a ceftriaxona é indicada para os tratamentos de: sepse, meningite, borreliose de Lyme, infecções intra-abdominais (peritonites, infecções gastrointestinais e biliares), infecções osteoarticulares de tecidos moles, pele e ferida, infecções em pacientes imunocomprometidos, infecções genitais (inclusive gonorreia), infecções renais e do trato urinário, infecções do trato respiratório (particularmente pneumonia), infecções otorrinolaringológicas e profilaxia de infecções pós-operatórias.

Contudo, as cefalosporinas de 3ª e 4ª geração devem ser empregadas somente para o tratamento das infecções nas quais elas são indicadas, a fim de se evitarem mecanismos de resistência. O mecanismo de resistência mais prevalente às cefalosporinas consiste na destruição dos fármacos por hidrólise do anel beta-lactâmico.

Fonte: unieuro.edu.br




Diclofenaco e Dismenorreia


Uma revisão de Cochrane sobre o uso de AINEs no tratamento de sangramento ou dor associado ao dispositivo intrauterino (DIU), constatou que o uso do diclofenaco e outros AINES foram benéficos na redução do fluxo menstrual e no alívio da dor em pacientes portadoras de DIU. Em pacientes com dismenorreia primária, a administração de 50-150mg diárias de diclofenaco, por via oral, mostrou-se mais eficaz que o placebo, quer no alívio da dor, quer na redução do sangramento menstrual.

O diclofenaco apresentou ação semelhante à nimesulida tanto na redução da intensidade da dor como no volume do fluxo menstrual. A dor (cólica) menstrual resulta do aumento da contratilidade miometrial e da constrição de pequenos vasos sanguíneos do endométrio, que ocasiona isquemia tecidual, ambos associados à níveis elevados de prostaglandinas. A inibição da síntese das prostaglandinas decorrente da administração do diclofenaco alivia os sintomas da dismenorreia.

Estudos adicionais revelaram que, além de reduzir a dor, a administração do diclofenaco também impactou de forma positiva no desempenho do exercício, assim como nas medidas objetivas e subjetivas da qualidade do sono, restaurando estas a níveis semelhantes àqueles observadas nos períodos de ausência de sangramento menstrual.

Fonte: files.bvs.br




Efeitos do pantoprazol na mucosa gástrica e sobre o H. pylori



- Efeito sobre a mucosa gástrica

Administração de pantoprazol em longo prazo (24 meses) em animais (ratos e camundongos) causou a inibição da secreção ácida gástrica, levando à hipergastrinemia, resultando na hiperplasia das células e não se observando tumores carcinoides do estômago e cólon dos animais testados. Estes fenômenos não foram constatados em seres humanos.

Segundo Fitton e Wiseman, em seres humanos com úlcera péptica recebendo pantoprazol, 40 a 80 mg, durante três anos, ocorreu um leve aumento da densidade das células enterocromafínicas, estatisticamente não significativo. Pantoprazol 40 mg durante 14 dias reduziu significativamente as lesões gastroduodenais causadas pela ingestão de ácido acetilsalicílico.





- Efeito sobre o Helicobacter pylori

O H. pylori é o elemento indutor da gastrite crônica e sua atividade se torna a base principal da úlcera duodenal. A infecção com H. pylori contribui para o desenvolvimento de úlcera gástrica e duodenal e a cura destas está relacionada ao controle da acidez gástrica, erradicação de H. pylori e prevenção de recorrências.

Pantoprazol em condições de pH 4 tem atividade bactericida contra H. pylori. A monoterapia com doses terapêuticas de pantoprazol 40 mg ao dia não é suficiente no combate a H. pylori em pacientes com úlcera duodenal. A associação de pantoprazol com amoxicilina ou claritromicina e metronidazol ou tinidazol é capaz de erradicar o H. pylori em 89% e 92% dos pacientes com úlcera duodenal.

Fonte: moreirajr




Quimioterapia pode propagar novos cânceres


A quimioterapia pode fazer com que o câncer se espalhe e se torne mais mortal, segundo novas pesquisas. O tratamento é muitas vezes considerado como a primeira opção para pacientes com câncer de mama para diminuir os tumores. No entanto, cientistas do New York Albert Einstein College of Medicine encontraram evidências de que esta é apenas uma solução de curto prazo.

Sua pesquisa sugere que, ao encolher os tumores, a quimioterapia abre simultaneamente uma porta de entrada para que os tumores se espalhem no sistema sanguíneo, facilitando que ele fique mais forte. O câncer torna-se incrivelmente difícil de tratar – muitas vezes fatal – quando se espalha para outros órgãos.

O autor principal, George Karagiannis, diz que as descobertas, divulgadas na quarta-feira, não devem impedir os pacientes de buscarem tratamento, mas sugerem que podemos criar uma maneira de monitorar melhor o movimento do tumor em pacientes submetidos à quimioterapia.





“Uma abordagem seria obter uma pequena quantidade de tecido tumoral após algumas doses de quimioterapia pré-operatória“, disse Dr. Karagiannis ao Telegraph. “Se observarmos que as pontuações dos marcadores são aumentadas, recomendamos a descontinuação da quimioterapia e a cirurgia em primeiro lugar, seguida da quimioterapia pós-operatória“.

Este não é o primeiro estudo a demonstrar as formas como a quimioterapia pode desencadear cânceres secundários. Um estudo de 2012 realizado pelo Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson em Seattle descobriu que a quimioterapia ativa células saudáveis ​​para estimular o crescimento do tumor. O autor principal Peter Nelson, professor de biologia humana, disse que, em teoria, a quimioterapia é perfeita para matar células cancerosas. No entanto, ele disse que a dose necessária para matar tumores é letal para os pacientes.

Como tal, os médicos têm que administrar uma dose mais baixa, resultando em duas desvantagens principais. Primeiro, facilita a disseminação perigosa. Em segundo lugar, permite que algumas células tumorais sobrevivam, se tornem resistentes à quimioterapia e se espalhem para outros órgãos.

O câncer secundário também é referido como câncer metastático. Isso significa que o câncer se espalhou do lugar original para outro órgão, através dos gânglios linfáticos. Isso também é chamado de câncer do estágio 4, a última etapa. Pode ser extremamente difícil de tratar, uma vez que os tumores tendem a ser mais agressivos e resistentes. Em muitos casos, os tumores podem ficar em áreas delicadas que podem ser perigosas de operar.

Fonte: jornalciencia


A maioria dos pacientes prefere cannabis em relação aos opioides para alívio das dores


Um novo estudo investigou o que os próprios pacientes preferem quando se trata de administrar a dor – os opioides, que são amplamente distribuídos para o alívio da dor intensa ou a maconha medicinal. Os pesquisadores descobriram que os pacientes preferem a maconha medicinal.

“Pacientes neste estudo que estão usando cannabis e opioides relatam que a cannabis apresenta menos efeitos colaterais indesejados do que a medicação baseada em opioides”, informou a equipe na revista Cannabis and Cannabinoid Research.

Os pesquisadores da University of California Berkeley e Kent State University enviaram por e-mail aos participantes uma pesquisa perguntando sobre sua dor e seu uso de opiáceos e cannabis. Dos 2.810 participantes que estavam atualmente usando cannabis, 828 usaram opioides nos últimos 6 meses para gerenciar sua dor.





Desse grupo, 97% da amostra concordaram “que são capazes de diminuir a quantidade de opioides quando também usam cannabis”. Além disso, 89% acreditam que “tomar opioides produz efeitos colaterais indesejados como constipação e náuseas”, escreveram os pesquisadores.

Curiosamente, os pesquisadores também descobriram que 81% concordaram que “usar cannabis por si só foi mais eficaz no tratamento de suas condições do que usar cannabis com opioides”. Basicamente, se pudessem escolher, muitos dos participantes prefeririam usar cannabis a opioides.

Embora os opioides sejam uma parte importante da gestão da dor, cerca de 100 pessoas estão morrendo por dia devido ao uso abusivo de opiáceos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. O que ocorre pela combinação de heroína e opioides médicos como a morfina e a codeína.

“As overdoses de medicamentos prescritos são a principal causa de morte acidental nos Estados Unidos. Alternativas aos opioides para o tratamento da dor são necessárias para abordar esta questão”, escrevem os pesquisadores. Embora a maconha esteja longe de ser uma solução perfeita, não houve registros de overdoses.

Fonte: jornalciencia




Inibidores da monoamina-oxidase


Esses fármacos promovem o aumento da disponibilidade da noradrenalina e da serotonina por meio da inibição dessa enzima responsável pela degradação desses neurotransmissores no meio intracelular.

Os IMAO são análogos da feniletilamina e são classificados de acordo com sua seletividade, inibidores seletivos da MAO-A (responsável pelo metabolismo de noradrenalina e serotonina), fenelzina e tranilcipromina e inibidor seletivo da MAO-B (degradação seletiva da dopamina), selegilina.

Os IMAO podem provocar como efeitos adversos hipotensão postural (pelo bloqueio da transmissão simpática), estimulação do SNC (tremor, excitação, insônia e convulsão), ganho de peso (aumento do apetite), ação anticolinérgica e rara hepatotoxicidade (associada ao uso de fenelzina).

O tratamento com os IMAO estão sujeitos a interações farmacológicas e alimentares significativas. A associação de IMAO com antidepressivos tricíclicos causa episódios de hipertensão, excitação e hiperatividade. A interação entre IMAO e aminas simpaticomiméticas de ação indireta, como a anfetamina resulta em hipertensão grave.

A ingestão de alimentos ricos em tiramina (queijo, vinhos, laticínios) em indivíduo fazendo uso de IMAO provoca um quadro conhecido como “reação do queijo”; a tiramina é degradada pela monoamina oxidase no intestino e no fígado. Quando a atividade desta enzima se encontra inibida, os níveis de tiramina aumentam causando efeitos simpaticomiméticos, tais como elevação acentuada da pressão arterial, cefaleia pulsátil severa e hemorragia intracraniana. Dessa forma, esses alimentos devem ser evitados em pacientes hipertensos tratados com um IMAO.

Fonte: portaleducacao


Consumo de antidepressivos cresce 74% em 6 anos


De acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a população brasileira é a mais deprimida da América Latina. Essa triste constatação acaba de receber reforço de um levantamento realizado pela SulAmérica: em 6 anos, houve um salto de 74% no número de antidepressivos adquiridos pelos segurados dessa operadora. Foram 35453 unidades em 2010 contra 61859 em 2016.

Seguindo a tendência global, o estudo encontrou maior prevalência do uso desses medicamentos entre mulheres e pessoas a partir dos 50 anos. Atualmente, os antidepressivos ocupam a segunda posição na lista de remédios mais vendidos contra desordens do sistema nervoso, com 6% do total na categoria.

O primeiro lugar pertence aos analgésicos, que somam 10% das vendas. Já os ansiolíticos estão em terceiro. Aliás, a demanda pelos fármacos usados contra a ansiedade também avançou demais: de 17197 unidades para 36179 no mesmo período, o que corresponde a um incremento de 110%.





No interior do cérebro, a depressão pode ser explicada como um desequilíbrio químico que diminui a disponibilidade de substâncias essenciais para o bem-estar e a disposição. Um exemplo é a serotonina, neurotransmissor que regula, entre outras coisas, humor, apetite, funções intelectuais e sono — não à toa, a doença é uma das mais incapacitantes do mundo. O restabelecimento dessas moléculas no cérebro pode, sim, ser feito com a ajuda dos medicamentos.

Agora, o que funciona em um paciente não necessariamente se aplica a outro. Às vezes, o acompanhamento de um psicólogo é a melhor arma (e pode ser recomendado em sessões individuais ou em conjunto). Com a escalada global da depressão, é mais importante do que nunca saber que existem alternativas para sair da melancolia profunda. E o primeiro passo é buscar ajuda!

Fonte: Saúde Abril


Antimicrobianos na gravidez: risco de aborto espontâneo


Embora os antimicrobianos sejam amplamente utilizados durante a gravidez, as evidências relativas à sua segurança fetal permanecem limitadas. O objetivo de um estudo publicado pelo Canadian Medical Association Journal foi quantificar a associação entre a exposição a antimicrobianos durante a gravidez e o risco de aborto espontâneo.

Pesquisadores da Université de Montréal realizaram um estudo caso-controle aninhado dentro da Quebec Pregnancy Cohort (1998–2009). Foram excluídos os abortos planejados e as gestações expostas a drogas fetotóxicas. O aborto espontâneo foi definido como um diagnóstico ou um procedimento relacionado ao aborto espontâneo antes da 20ª semana de gestação. A data-índice foi definida como a data-calendário do aborto espontâneo.





Dez controles por caso foram selecionados aleatoriamente e combinados por idade gestacional e ano de gravidez. O uso de antibióticos foi definido pelas prescrições preenchidas entre o primeiro dia de gestação e a data-índice e foi comparada com (a) não exposição e (b) exposição a penicilinas ou cefalosporinas. Estudou-se o tipo de antibiótico separadamente usando os mesmos grupos de comparação.

Após os ajustes necessários para potenciais fatores de confusão, o uso de azitromicina, claritromicina, metronidazol, sulfonamidas, tetraciclinas e quinolonas foi associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. Resultados semelhantes foram encontrados quando penicilinas ou cefalosporinas foram usadas como grupo comparador.

Fonte: Canadian Medical Association Journal




Bradicardia


Fala-se em bradicardia quando a frequeñcia cardíaca se torna mais lenta do que o normal. O coração de indivíduos adultos em repouso costuma contrair e dilatar entre 60 e 100 vezes por minuto. Na bradicardia, este número é menor.

Quais são as causas?

A bradicardia pode ser causada por danificações nos tecidos cardíacos em virtude de vários fatores: envelhecimento ou doenças coronárias, defeito cardíaco congênito, miocardite, complicação de cirurgia cardíaca, hipotireoidismo, desequilíbrios químicos no sangue, apneia obstrutiva do sono, doenças inflamatórias autoimunes ou medicamentos.





Muito comumente, a bradicardia começa no nódulo sinusal por ele liberar impulsos elétricos mais lentos do que o normal ou o impulso é bloqueado antes de contrair os átrios. Em algumas pessoas, os problemas do nódulo sinusal resultam em frequências cardíacas lentas e rápidas alternadas (síndrome da bradicardia-taquicardia).

A bradicardia também pode ocorrer porque os sinais elétricos transmitidos através dos atrios são bloqueados antes de chegarem aos ventrículos. Esse bloqueio pode ter vários graus de gravidade e inclusive ser total, geralmente levando à morte.

Fonte: news.med.br




Superdosagem de Benzodiazepínicos


A superdosagem de BZD não causa graves conseqüências devido ao seu alto índice terapêutico, quando ocorre ingestão de doses superiores as usuais os principais sintomas são ataxia e sono, sem depressão respiratória.

A maioria dos pacientes com intoxicação aguda por BZD necessitam somente de observação e medidas de suporte até que a depressão do SNC desapareça. A êmese não é indicada na intoxicação por BZD. A lavagem gástrica é indicada em até uma hora até a ingestão e o carvão ativado pode ser utilizado se o uso da substância tiver sido recente.

O quadro clínico se agrava quando há associação com outros sedativos como álcool e barbituratos; essa associação pode ser fatal devido à depressão respiratória grave. O medicamento utilizado no caso de superdosagem para reverter o caso de depressão respiratória é o flumazenil, que é imidazobenzodiazepínico e se comporta como um antagonista específico dos benzodiazepínicos com ação direta nos receptores gabaérgicos em SNC que compete pela ocupação dos sítios de alta afinidade dos benzodiazepínicos nos receptores GABA-A.





Possui a capacidade de reverter todos os efeitos centrais dos BZD, mas não altera o efeito provocado por outros agentes depressores. O uso de flumazenil não é indicado se houver ingestão concomitante com antidepressivos tricíclicos, cocaína (que pode induzir convulsões) ou em pacientes que utilizam os benzodiazepínicos como terapia anticonvulsiva.

Após a administração do antídoto, o paciente retorna à consciência em 15 a 30 segundos e o seu potencial tóxico é mínimo, mesmo em altas doses.

Fonte: web.unifil.br




Vírus


Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.

Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. São parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de autorreprodução celular. 





Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõem o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros, no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.

São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.

Fonte: sobiologia




Ibuprofeno aumenta em 31% o risco de parada cardíaca


Um estudo publicado na revista European Heart Journal concluiu que o ibuprofeno aumenta em 31% o risco de parada cardíaca. Para realizar este trabalho, os cientistas avaliaram todas as paradas cardíacas registradas na Dinamarca entre 2001 e 2010. Além disso, coletaram toda informação sobre prescrições desses medicamentos desde 1995.

No tempo estudado, 28.947 tiveram parada cardíaca fora do hospital no país. Deles, 3.376 tinham tomado AINEs 30 dias antes de dar entrada. O ibuprofeno cobriu 51% do uso total. Em relação ao incremento do risco de parada cardíaca, o ibuprofeno foi responsável por 31%.





Entre as explicações possíveis, os autores afirmam que os efeitos podem se dever à agregação de plaquetas que provoca coágulos, faz com que as artérias se estreitem, aumenta a retenção de líquidos e aumenta a pressão sanguínea.

Na Espanha, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) emitiu uma recomendação para limitar o consumo de ibuprofeno. Não se recomenda ingerir mais de 2.400mg ao dia para pacientes com doença cardiovascular grave: insuficiência cardíaca, cardiopatia isquêmica, doença arterial periférica ou cerebrovascular.

A recomendação chegou depois da revisão europeia (do Comitê para Avaliação de Riscos de Farmacovigilância) elaborada em relação ao risco cardiovascular deste medicamento.

Fonte: elpais




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