Risco de câncer com pioglitazona


A pioglitazona é um fármaco utilizado para tratamento do diabetes e, como qualquer outro para qualquer outra indicação terapêutica, apresenta recomendações precisas. É consumido na atualidade, segundo estimativas, por algo em torno de 1% dos diabéticos.

O uso do fármaco foi aprovado em 2000, comercializado como referência (Actos) e mais tarde como genérico. As primeiras suspeitas de câncer como reação adversa surgiram em 2005, com a confirmação posterior de existência de pequenso risco de câncer de bexiga.

De fato, em 2011, as agências do medicamento (europeia e norte-americana), revisaram suas complicações e benefícios, determinando a continuidade do uso, salvo em pessoas com antecedentes de câncer de bexiga ou hematúria (sangue na urina, que é outro sintoma desse tipo de tumor).





Após análise de todos os dados disponíveis, as agências regulatórias de medicamentos europeias concluem que em determinados pacientes diabéticos a relação risco-benefício do tratamento com medicamentos que contêm pioglitazona se mantém favorável, sempre que se tenham em conta uma série de contraindicações e advertências que servem para minimizar o modesto incremento de risco de câncer de bexiga observado em alguns estudos.

Esta possibilidade de reação adversa, agora mais esclarecida, rendeu multas a dois grandes laboratórios, Takeda Pharmaceuticals e Eli Lilly, por ocultação de riscos à saúde em decorrência do uso do produto.

Fonte: elpais




Proibição de lote de Lexotan


A Anvisa proibiu no dia 26/07 a comercialização de um lote do medicamento Lexotan 3mg, indicado para combater ansiedade e estresse.

O órgão classificou o lote RJ0874 (com validade até 01/2019)  como de “baixo risco” após comunicado da fabricante Roche Químicos e Farmacêuticos confirmar a detecção de resultados abaixo da especificação do produto.

O produto deixou de ser distribuído aos pontos de venda a partir desta data, de acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União. A publicação também determinou o recolhimento do estoque existente no mercado.





A Roche, fabricante do medicamento, informa que proativamente comunicou a Anvisa sobre a detecção de uma alteração (queda na dissolução – parâmetro que determina o tempo de absorção do medicamento pelo organismo), durante estudos de estabilidade.

“A Roche reforça o seu compromisso com a saúde dos brasileiros e considera que o caso não apresenta risco aos pacientes, uma vez que o ocorrido não impacta na segurança e eficácia do lote”, diz o laboratório.

Fonte: veja.com


Aprovado novo medicamento para diabetes tipo 2


A Anvisa aprovou este mês um novo remédio para o tratamento de diabetes tipo 2. O Soliqua, nome comercial do medicamento da farmacêutica Sanofi, será uma alternativa para o controle glicêmico de diabéticos.

A terapia é composta por uma combinação de duas moléculas em uma mesma formulação: a insulina glargina e a lixisenatida, um agonista do receptor do GLP-1, que estimula a secreção de insulina quando a glicose está alta. O medicamento é injetável, aplicado por uma caneta.

O novo método poderá ser indicado para adultos que não tenham o controle adequado da glicemia, apesar do uso de remédios já disponíveis no mercado.

Atualmente, são 14 milhões de pessoas com diabetes no Brasil — cerca de 9% da população. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, metade delas ainda não foi diagnosticada.

Fonte: veja.com


Opiáceos procedentes da China disparam mortes por overdose no Canadá


O Canadá sofre uma epidemia causada pelos opiáceos. A imagem de consumidores em busca de uma experiência ligada à diversão foi substituída por pessoas viciadas em analgésicos legais, que recorrem cada vez mais aos traficantes para adquirir esses medicamentos e também heroína.

Segundo um índice elaborado pela Universidade de Wisconsin com dados da Organização Mundial da Saúde, o Canadá é o maior consumidor per capita de opiáceos legais no mundo.

O ponto nevrálgico desta epidemia é a província da Columbia Britânica, embora a onda de mortes já tenha avançado para o leste. Em 2016, 914 pessoas morreram de overdose nessa região, 79% a mais do que em 2015. Em janeiro e fevereiro de 2017, 218 indivíduos já faleceram pela mesma causa. Em Alberta, o número de vítimas aumentou 91% nestes dois primeiros meses, em comparação com o mesmo período em 2016. Saskatchewan e Manitoba também registaram alta.





Além de um consumo desenfreado de analgésicos de venda legal, a epidemia teve como origem o fato de os traficantes misturarem suas mercadorias com fentanil, um opiáceo 40 vezes mais potente que a heroína. Também foi detectada a presença de carfentanil, cem vezes mais potente que o fentanil. Ambos os produtos provêm principalmente da China.

As autoridades manifestaram seu temor de que este fenômeno golpeie em cheio as populosas províncias de Ontario e Québec. Não há cifras de 2015 e 2016 para esses lugares, mas a imprensa noticiou várias mortes por fentanil nos últimos meses em cidades como Toronto, Hamilton, Montreal e Québec.

"O fentanil está cada vez mais presente nas ruas. As amostras que tomamos indicam isso. As apreensões da polícia também nos preocupam”, afirma Guy-Pierre Lévesque, fundador da ONG Méta d'Âme, de Montreal, que presta apoio a farmacodependentes.

Fonte: Elpais




Desvio à Esquerda


Desvio à esquerda é a presença, no sangue periférico, de número elevado de bastonetes, eventualmente de alguns elementos precursores dos granulócitos maduros. Estes tipos celulares passam à circulação em virtude de estímulo medular importante.

Tipos de desvio à esquerda:

1- Regenerativo: comum na leucocitose

Patologias associadas: doenças infecciosas agudas - pneumonias e meningites; processos agudos progressivos - apendicite, abscesso, peritonite e supurações.

2- Degenerativo: comum na leucopenia

Patologias associadas: tuberculose e febre tifoide.




Ocorre quando há maior quantidade de bastonetes e de células mais jovens da série granulocítica: metamielócitos, mielócitos, promielócitos e mieloblastos.

A faixa de normalidade de valores absolutos para os bastonetes é de 150 a 400 bastonetes por mm3. A resposta inicial da medula óssea frente ao processo infeccioso é de liberação da população de neutrófilos de reserva. O estímulo para o aumento da produção ocorrerá simultaneamente, resultando na resposta proliferativa.

Além do aumento da população granulocítica, ocorrerá aceleração do processo de maturação e liberação das células, com conseqüente desvio à esquerda no sangue periférico. O desvio à esquerda, reacional ao processo infeccioso, é caracteristicamente escalonado.

O desvio à esquerda não escalonado traduz a liberação de granulócitos jovens em processo de produção não-hierarquizado e disfunção da medula óssea.

Fonte: fleury.com.br




Canabinoides removem placas causadoras de Alzheimer


Cientistas do Instituto Salk (EUA) descobriram evidência de que o tetra-hidrocanabinol (THC) e outros componentes encontrados na maconha podem ajudar na remoção da beta-amiloide, proteína observada no cérebro de pacientes com a doença de Alzheimer.

“Apesar de outros estudos terem oferecido evidência de que canabinoides podem ser neuroprotetores contra os sintomas de Alzheimer, acreditamos que nosso estudo é o primeiro a demonstrar que os canabinoides afetam tanto a inflamação quanto o acúmulo de beta-amiloide nas células nervosas”, diz o professor David Schubert, autor principal do trabalho.

Esses estudos exploratórios aconteceram em neurônios desenvolvidos em laboratório. Eles foram alterados para produzir grandes níveis de beta-amiloide e imitar os aspectos da doença, que atinge 1,5 milhão de pessoas no Brasil e 37 milhões no mundo.




O beta amiloide se acumula nas células nervosas do cérebro, formando placas amiloides, também conhecidas como placas senis ou neuríticas. Elas são a marca registrada da doença.

O trabalho desenvolvido pela equipe do Instituto Salk, publicado com o título Aging and Mechanismis of Disease, mostra que altos níveis desta proteína estão associados à inflamação celular e morte celular.

Os pesquisadores conseguiram demonstrar que a presença de THC reduz os níveis da proteína beta-amiloide e elimina a resposta inflamatória das células nervosas. Assim, as células conseguem sobreviver.

Fonte: hypescience.com




Lista atualizada para similares intercambiáveis


Confira lista atual disponibilizada pela ANVISA e verifique as possibilidades de intercambialidade com similares. O acesso prático a estas informações facilita o dia a dia do farmacêutico no ato da captação de receituários.

Lista atualizada em 05/07/2017

Link para acesso:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/352782/Lista+de+medicamentos+similares+intercambi%C3%A1veis/27d0f06c-5082-4a92-a667-08b4763a498f


Maconha pode causar ataques cardíacos


A maior parte do debate sobre os efeitos da maconha na saúde foca nas mudanças cerebrais que podem vir com o uso da droga, como a associação com um risco aumentado de desenvolvimento de esquizofrenia e outros transtornos psicóticos. Mas será que os prejuízos podem ser apenas psiquiátricos?

Em um estudo de abril de 2014, pesquisadores analisaram 2 mil casos de complicações médicas relacionadas à maconha na França e descobriram que 2% deles envolviam problemas cardíacos, incluindo nove ataques fatais.





O estudo não foi projetado para determinar por que o uso da maconha pode, ocasionalmente, levar a problemas cardíacos, mas pesquisas anteriores descobriram que a maconha pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial, o que poderia deixar um indivíduo vulnerável mais próximo de um ataque cardíaco.

“A percepção de que a maconha é uma droga totalmente segura, e por isso mesmo utilizada em diversos tratamentos médicos, não é verdadeira. Ainda não se conhecem bem os efeitos negativos e danos potenciais”, aponta Suzanne Steinbaum, cardiologista do Lenox Hill Hospital, em Nova York.

Fonte: hypescience.com


Prevenção de rinite alérgica com vaselina nas narinas


A rinite alérgica, que também recebe o nome de febre do feno ocorre quando o pólen entra nas narinas, olhos ou garganta e se anexa aos glóbulos brancos sanguíneos, particularmente mastócitos, desencadeando a liberação de histamina e, consequentemente, sintomas como espirros, coceira nos olhos e corrimento nasal.

A vaselina nas narinas age como uma barreira simples, aprisionando o pólen antes de esta substância penetrar a cavidade nasal. Segundo Anshu Bhimbat, da Lloyds Pharmacy, é recomendado o uso de vaselina para evitar a febre do feno.

É uma opção muito fácil e barata que funciona para muitas pessoas. Você só precisa colocar o produto no interior das narinas, mas sem inalar; o objetivo é o de o produto permanecer no local e o uso, portanto, é externo. A barreira pode ser reaplicada sempre que necessário.

Fonte: jornalciencia.com


Detecção de Alzheimer por meio de exame de sangue simples


Um exame de sangue pode detectar se placas de beta-amiloide estão se acumulando no cérebro do paciente – um indício de que a pessoa pode desenvolver mal de Alzheimer.

As pessoas com Alzheimer têm acúmulos de beta-amiloide no cérebro, sendo um dos principais fatores que auxiliam no diagnóstico. Para visualizá-las, porém, são necessárias ressonâncias caras ou uma desconfortável punção lombar. Agora uma equipe médica desenvolveu um exame de sangue simples que torna possível que clínicos gerais investiguem o risco de Alzheimer em check-ups normais.

“Esse é o tipo de teste que pode ser usado para examinar milhares de pacientes para identificar aqueles com risco de Alzheimer, para começar o tratamento antes da perda da memória e do dano cerebral”, diz Randall Bateman, da Universidade de Washington em St Louis (EUA).





Bateman diz que o teste poderia ser usado da mesma forma que realizamos exame de sangue para check-ups de colesterol. O exame funciona ao medir quantidades relativas de diferentes formas de beta-amiloide, um sinal de que as placas estão provavelmente se acumulando no cérebro do paciente.

O teste foi desenvolvido ao comparar a presença de beta-amiloides no sangue de 41 pessoas com os resultados dos exames de ressonância magnética que mostrava a quantidade de beta-amiloide no cérebro.

As pesquisas para identificação de um medicamento ideal para tratamento da doença prosseguem. Por outro lado, as evidências já alcançadas revelam que um estilo de vida saudável reduz em até 30% o risco de desenvolvimento da patologia. O exame de sangue pode auxiliar indivíduos predispostos a promoverem mudanças de hábitos com finalidade preventiva de progressão do Alzheimer.

Fonte: hypescience.com




Estatinas aumentam risco de Parkinson


O uso de estatinas pode acelerar o aparecimento dos sintomas da doença de Parkinson em pessoas suscetíveis à doença. Embora as estatinas venham sendo objeto de controvérsia na comunidade médica há tempos, este alerta é surpreendente porque algumas pesquisas anteriores sugeriam que esses medicamentos, usados contra o colesterol alto, poderiam proteger contra a doença de Parkinson.

Até agora, os estudos nessa área vinham se mostrando inconsistentes, com alguns mostrando um menor risco, alguns não mostrando diferenças e alguns mostrando maior risco de doença de Parkinson entre os usuários de estatinas.

Outra razão para os resultados inconsistentes é que existem 2 tipos de estatinas. As estatinas solúveis em água não conseguem entrar no cérebro, enquanto as estatinas lipossolúveis, chamadas lipofílicas, conseguem. A maioria das estatinas é lipofílica e incluem atorvastatina, lovastatina e sinvastatina.





Em estudo, foram selecionadas cerca de 22 mil pessoas com doença de Parkinson entre milhões de pacientes. A seguir, esse número foi reduzido para 2.322 pacientes com doença de Parkinson recém-diagnosticada. Cada paciente de Parkinson foi então pareado aleatoriamente com um paciente do banco de dados que não tinha Parkinson, formando o chamado grupo de controle.

A seguir foram determinados quais pacientes estavam tomando estatinas e por quanto tempo eles tomaram antes do aparecimento dos sintomas da doença de Parkinson. Para os investigadores, estas descobertas contradizem as crenças de que as estatinas lipofílicas podem ter um efeito neuroprotetor.

Embora sejam necessários mais estudos para entender melhor esses resultados, os investigadores defendem o uso cauteloso das estatinas, particularmente em pacientes com maior risco de desenvolver a doença de Parkinson.

Fonte: diariodasaude.com.br


Superbactérias avançam no Brasil


As bactérias que não respondem aos antibióticos vêm aumentando a taxas alarmantes no Brasil e já são responsáveis por ao menos 23mil mortes anuais no país, afirmam especialistas.

Capazes de criar escudos contra os medicamentos mais potentes, esses organismos infectam pacientes geralmente debilitados em camas de hospitais e se espalham rapidamente pela falta de antibióticos capazes de contê-los. Por isso, as chamadas superbactérias são consideradas a próxima grande ameaça global em saúde pública pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Estamos numa situação de alerta," diz Ana Paula Assef, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, citando estimativas sobre mortes anuais com base nos dados oficiais dos Estados Unidos porque ainda não há uma compilação sobre o número de vítimas por bactérias resistentes no Brasil.

"Sabemos que, assim como vários países em desenvolvimento, o Brasil tem alguns dos maiores índices de resistência em determinados organismos. Há bactérias aqui que não respondem mais a nenhum antibiótico," acrescenta.





Uma dessas superbactérias é a Acinetobacter spp, que pode causar infecções de urina, da corrente sanguínea e pneumonia e foi incluída na lista da OMS como uma das 12 bactérias de maior risco à saúde humana pelo seu alto poder de resistência.

De acordo com a Anvisa, 77,4% das infecções da corrente sanguínea registradas em hospitais por essa bactéria em 2015 foram causadas por uma versão resistente a antibióticos de último recurso, como os carbapenemas.

Outro exemplo é a Klebsiella pneumoniae. Naturalmente encontrada na flora intestinal humana, é considerada endêmica no Brasil e foi a principal causa de infecções sanguíneas em pacientes internados em unidades de terapia intensiva em 2015, segundo dados da Anvisa.

O mais preocupante é que ela tem se tornado mais forte com o passar do tempo. Nos últimos cinco anos, a sua taxa de resistência aos antibióticos carbapenêmicos praticamente quadruplicou no Estado de São Paulo - foi de 14% para 53%, segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica paulista.

Fonte: diariodasaude.com.br


Medicamentos de Referência: Listas Atualizadas


Confira abaixo as listas atualizadas nesta semana e disponibilizadas pela ANVISA:

Medicamentos de Referência (Lista A - atualizada em 28/07/2017)
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/3478123/Lista+A+28-07-2017.pdf/e46f3b71-07bc-4fa0-8895-342a6ecca7b7

Medicamentos de Referência (Lista B - atualizada em 28/07/2017)
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33836/3478123/Lista+B+28-07-2017.pdf/ab174800-99c0-4574-8f87-0459e22fd235


Risco de AVC no cabeleireiro?


Você já saiu do cabeleireiro com uma baita dor no pescoço por causa da posição durante a lavagem? Alguns salões já possuem lavatórios mais modernos, que permitem que você se deite para lavar os cabelos, sem ter que jogar a cabeça muito para trás. A maioria dos estabelecimentos, contudo, ainda usa o modelo mais antigo, que causa dor. O problema é que as consequências da postura desajeitada vão muito além de um incômodo.

Elizabeth Smith, da Califórnia, está processando um salão de cabeleireiro, alegando que uma lavagem de cabelo resultou em um Acidente Vascular Cerebral (AVC), duas semanas depois. Ela contou que tudo aconteceu em razão de uma cadeira defeituosa do salão. Durante o procedimento, seu pescoço foi forçado de tal forma que causou um corte na artéria vertebral (com posterior formação de coágulo), levando a um AVC com consequências duradouras. E pasme, esse desfecho é bem mais comum do que se imagina.

Elizabeth alegou que a hiperextensão da coluna cervical, enquanto lavava os cabelos, causou o acidente que mudou para sempre sua vida. Alguns dias após o procedimento, ela passou a sentir muito incomodo na região e duas semanas depois, sentiu fraqueza no braço e perna esquerdos que terminou em um AVC.





Em consequência disso, suas habilidades motoras foram reduzidas, o andar ficou instável e a visão de seu olho esquerdo foi danificada. Além disso, um coágulo sanguíneo presente em seu cérebro ainda pode lhe causar mais lesões. O caso de Elizabeth não é o único do tipo. A ocorrência de AVC após a lavagem de cabelo no salão já é conhecida dos médicos e tem até nome próprio: síndrome do salão de beleza.

Esse tipo de problema pode acontecer de duas diferentes maneiras, sendo a primeira, a forma relatada por Elizabeth Simth. No segundo caso, a artéria vertebral é comprimida conforme a cabeça é forçada para trás. Isso faz com que haja uma diminuição na irrigação sanguínea do cérebro. Esse processo é mais comum em pessoas idosas, pois o canal vertebral está sujeito a calcificações e estreitamento.

Como evitar

Para evitar o problema, o ideal é não forçar a cabeça muito para trás na hora da lavagem. Para que isso aconteça, recomenda-se que as pessoas procurem salões que permitam que esse procedimento seja realizado enquanto se está deitado. Outra opção é utilizar toalhas como apoio na região da nuca.

Fonte: saudecuriosa.com.br


Paracetamol na gestação: redução de testosterona nos fetos masculinos


O paracetamol é um dos medicamentos mais populares para aliviar a dor e bastante utilizado na gestação, devido à contraindicação da dipirona para esta condição. Isso não significa, contudo, que o fármaco em questão seja isento de causar problemas ao feto.

Como não seria aceitável fazer a pesquisa em humanos, cientistas usaram um modelo animal e descobriram que o paracetamol prejudica de forma acentuada o desenvolvimento da fisiologia e dos comportamentos masculinos, o que eles afirmam que é "muito preocupante".

"A área do cérebro que controla o desejo sexual - o núcleo dimórfico sexual - tinha metade dos neurônios nos camundongos que receberam paracetamol em relação aos camundongos de controle. A inibição da testosterona também levou a uma redução pela metade da atividade em uma área do cérebro que é significativa para características masculinas," explicou o Dr. David Mobjerg Kristensen, da Universidade de Copenhague (Dinamarca).





Estudos anteriores já haviam demonstrado que o paracetamol pode inibir o desenvolvimento do hormônio sexual masculino - testosterona - nos fetos masculinos, aumentando assim o risco de malformação dos testículos. Mas um nível reduzido de testosterona na fase fetal também é significativo para os comportamentos dos machos adultos.

"Nós demonstramos que um nível reduzido de testosterona significa que as características masculinas não se desenvolvem como deveriam. Isso também afeta o desejo sexual. Em um experimento, os camundongos expostos ao paracetamol no estágio fetal simplesmente não conseguiram copular da mesma maneira que nossos animais de controle.

A programação masculina não foi adequadamente estabelecida durante o desenvolvimento fetal, o que pode ser visto muito tempo depois na vida adulta. É muito preocupante," disse Kristensen.

Fonte: diariodasaude.com.br


Consumo diário de café pode promover longevidade


O consumo diário de café foi associado a um menor risco de morte por múltiplas doenças, incluindo acidente vascular cerebral (AVC), cancro, diabetes e doença renal, indicou um novo estudo. O estudo, que é considerado como o maior dentro da área, foi conduzido por uma equipe de investigadores da Universidade da Califórnia do Sul em Los Angeles, EUA.

Para o estudo, a equipe contou com os dados de 185.855 adultos que tinham integrado o Estudo de Coorte Multi-étnica norte-americano. Os participantes responderam a questionários sobre o seu estilo de vida, historial médico pessoal e familiar, alimentação, incluindo hábito de café, com cafeína ou sem cafeína.

Foi verificado que 16% nunca ou raramente consumiam café, 31% consumiam um café por dia, 25% consumiam entre dois e três cafés por dia e 7% bebia pelo menos quatro cafés diários. Os restantes 21% disseram possuir hábitos irregulares quanto ao café.





Os investigadores apuraram que os indivíduos que consumiam um café por dia apresentavam um risco 12% inferior de morrerem por doença cardiovascular, cancro, AVC, diabetes, doença renal e respiratória do que os que nunca ou raramente consumiam a bebida. Nos participantes que bebiam três cafés diários o mesmo risco era reduzido em 18%. 

O fato de o café ter ou não cafeína não pareceu exercer qualquer influência nos resultados, assim como fatores como a idade, sexo, consumo de álcool e tabaco. Foi também verificado que os efeitos benéficos do café se aplicavam aos vários grupos étnicos representados nos participantes do estudo.

Embora este estudo não estabeleça uma causa e efeito, os investigadores consideram que os benefícios do consumo de café poderão ser superiores aos riscos pois, segundo a autora principal do estudo, esta bebida contém muitos antioxidantes e componentes fenólicos que possuem propriedades anticancerígenas.

Fonte: alert-online.com




Curso gratuito de Plantas Medicinais


Está disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde (AVASUS) o curso Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde (ACS).  A capacitação prepara o aluno para o uso seguro das plantas medicinais e fitoterápicos, fortalecendo ações e serviços na Rede de Atenção à Saúde. Para realizar o curso acesse o link: https://avasus.ufrn.br/local/avasplugin/cursos/curso.php?id=149

O objetivo é orientar os agentes sobre a importância do uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos, disponibilizando informações básicas sobre cultivo de plantas medicinais, assim como orientações sobre a preparação e o uso de remédios caseiros.

Além disso, a capacitação promoverá a interação e a troca de experiências entre os profissionais envolvidos, consolidando uma rede colaborativa de aprendizagem. Esse módulo tem como base as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em conformidade com os princípios estabelecidos para a Educação Permanente do SUS.

O curso é gratuito e online, sem limites de vagas.




Sinvastatina: Características Farmacológicas


Sinvastatina é um agente redutor do colesterol, derivado sinteticamente de um produto de fermentação do Aspergillus terreus. Após a ingestão, sinvastatina, uma lactona inativa, é hidrolisado ao β-hidroxiácido correspondente.

Esse é o principal metabólito e é um inibidor da 3-hidróxi-3-metilglutarilcoenzima A (HMG-CoA) redutase, uma enzima que catalisa um passo precoce e limitante da taxa de biossíntese do colesterol.





Estudos clínicos mostram que sinvastatina é altamente eficaz para reduzir as concentrações plasmáticas do colesterol total, do LDL-colesterol, dos triglicérides e do VLDL-colesterol e para aumentar o HDL-colesterol nas formas familiar heterozigótica e não familiar de hipercolesterolemia e na hiperlipidemia mista, quando o colesterol elevado for preocupante e a dieta apenas for insuficiente.

Observam-se respostas acentuadas em duas semanas e respostas terapêuticas máximas ocorrem em 4 a 6 semanas. A resposta mantém-se com a continuidade do tratamento. Quando o tratamento é interrompido, os níveis de colesterol e lípides voltam aos níveis anteriores ao tratamento. A forma ativa da sinvastatina é um inibidor específico da HMG-CoA redutase, enzima que catalisa a conversão da HMG-CoA a mevalonato.

Em virtude de essa conversão ser um passo inicial da biossíntese do colesterol, não se espera que o tratamento com sinvastatina provoque acúmulo de esteróis potencialmente tóxicos. Além disso, a HMG-CoA é também rapidamente metabolizada de volta a acetilCoA, a qual participa de muitos processos de biossíntese no organismo.

Fonte: ANVISA


Estudo questiona necessidade de completar tratamento com antimicrobianos


Seguir o uso de antimicrobianos, mesmo após o desaparecimento dos sintomas da doença, é uma prática amplamente difundida entre médicos e pacientes, mas um estudo publicado no “British Medical Journal” propõe que ela está errada. Segundo Martin Llewelyn, coautor da pesquisa, não existem evidências de que esticar o tratamento para além do necessário diminua os riscos do desenvolvimento de resistência das bactérias, pelo contrário, o risco aumenta.

“Antibióticos são vitais para a medicina moderna, e a resistência a antibióticos é uma ameaça global e urgente à saúde humana”, dizem os pesquisadores. “A relação entre exposição a antibióticos e a resistência é inequívoca, tanto em nível populacional como nos pacientes individuais. Por isso, a redução do uso desnecessário de antibióticos é essencial para mitigar o desenvolvimento de resistência”.

Tradicionalmente, os médicos receitam aos pacientes que terminem o ciclo completo dos antibióticos por uma questão lógica: se algum microrganismo causador da infecção sobreviver, ele pode desenvolver resistência ao tratamento e se tornar mais difícil de ser combatido. Os pesquisadores concordam que em alguns casos, como o da tuberculose, isso é verdadeiro.





Mas a maioria das doenças bacterianas são provocadas por micro-organismos presentes em todos os humanos, como Escherichia coli e Staphylococcus aureus, que só provocam doenças quando entram na corrente sanguínea ou no sistema digestivo. E quanto mais longa for a exposição às drogas, maiores as chances de desenvolverem resistência.

Os cientistas analisaram a literatura médica sobre a prática, e encontraram “poucas evidências” de aumento das chances de um tratamento falhar se os pacientes não cumprirem todo o ciclo. Historicamente, dizem os pesquisadores, os “ciclos de antibióticos foram ajustados por precedentes, guiados pelo temor do subtratamento, com menos preocupações sobre o uso em excesso”. Os pesquisadores apontam que para a maioria das indicações, estudos para identificar a duração do tratamento mínimo simplesmente não foram realizados.

Eles citam como exemplo a pielonefrite, a infecção bacteriana nos rins. Historicamente, o tratamento recomendado é de duas semanas, mas testes demonstram que ciclos mais curtos, de sete dias com ciprofloxacina e cinco, com levofloxacina, são suficientes. E não existem pesquisas com antibióticos β-lactâmicos, a principal classe de medicamentos, que inclui a penicilina e seus derivados.

Fonte: oglobo.com




Buscopan Composto em gotas recolhido do mercado


Mais um medicamento é descontinuado no país, ao menos temporariamente. Desta vez, trata-se do Buscopan Composto gotas (escopolamina + dipirona), antiespasmódico e analgésico indicado para alívio de cólicas de diferentes etiologias.

O medicamento é fabricado pela Boehringer Ingelheim do Brasil, que comunicou à Anvisa, em maio, o fim da fabricação do produto, mas reforçando que a suspensão não é definitiva. No dia 13 de junho iniciou-se a retirada de circulação.

O motivo, segundo a empresa, consiste em resultados fora de especificação durante estudos de estabilidade, o que é rotina no monitoramento de produtos farmacêuticos. Por conta disso, a Boehringer está fazendo o recolhimento do produto, de forma voluntária e preventiva.

Fonte: Veja


Dados farmacológicos de Clonazepam


As propriedades farmacológicas atribuídas ao clonazepam são comuns aos benzodiazepínicos, grupo de fármacos dentro do qual encontram-se ainda exemplos como diazepam e alprazolam, entre outros, incluem efeitos anticonvulsivantes, sedativos, relaxantes musculares e ansiolíticos.

Acredita-se que esses efeitos podem ser mediados principalmente pela inibição pós-sináptica mediada pelo GABA, embora os dados em animais tenham mostrado adicionalmente efeito de clonazepam sobre a serotonina.

Os dados em animais e as pesquisas eletroencefalográficas em humanos mostraram que clonazepam suprime rapidamente muitos tipos de atividade paroxística, incluindo o aparecimento de ondas pontiagudas e descarga de ondas na ausência de convulsões (pequeno mal), ondas lentas pontiagudas, ondas pontiagudas generalizadas, espículas temporais ou de outra localização, bem como espículas e ondas irregulares.

As anormalidades generalizadas do eletroencefalograma são suprimidas mais regularmente que as anormalidades focais. De acordo com esses achados, clonazepam apresenta efeitos benéficos em epilepsias generalizadas e focais.

Fonte: ANVISA


Eficácia de Clonazepam na Ansiedade e no Humor


Transtornos de ansiedade

A terapêutica com clonazepam é eficaz para o tratamento de transtorno do pânico a curto prazo com ou sem agorafobia. O uso de clonazepam por mais de nove semanas não foi avaliado. A eficácia em padiatria e adolescentes até 18 anos não foi estabelecida. O tratamento da fobia com o uso de clonazepam é eficaz.

Transtornos do humor

Estudos demonstraram que o uso de clonazepam reduz os sintomas de mania em pacientes em surto. A terapêutica com clonazepam na dose de 1,5 a 6 mg/dia foi eficaz no tratamento da depressão em 81% dos casos, com início do efeito ocorrendo a partir da primeira semana de tratamento. Quando adicionado à fluoxetina, o uso de clonazepam na dose de 0,5 a 1 mg, ao deitar-se, mostrou-se superior ao uso de fluoxetina como monoterapia. Esse efeito foi observado nas primeiras semanas de tratamento.

Fonte: ANVISA


Montelucaste na rinite alérgica sazonal


A eficácia de montelucaste para o tratamento da rinite alérgica sazonal foi avaliada em estudos com desenho semelhante, randômicos, duplos-cegos, controlados com placebo e com duração de 2 semanas que incluíram 4.924 pacientes (1.751 pacientes tratados com montelucaste). Os pacientes tinham idade igual ou superior a 15 anos e histórico de rinite alérgica sazonal, teste cutâneo positivo a pelo menos um alérgeno sazonal relevante e sintomas ativos de rinite alérgica sazonal no início do estudo.





Em uma análise combinada de três estudos pivotais, a administração à noite de montelucaste em comprimidos de 10mg uma vez ao dia a 1.189 pacientes resultou em melhora estatisticamente significativa do desfecho primário, escore de sintomas nasais diurnos e componentes individuais (congestão nasal, rinorreia, prurido nasal e espirros); escore de sintomas noturnos e componentes individuais (congestão nasal ao despertar, dificuldade para dormir e despertares noturnos); escore de sintomas oculares diurnos e componentes individuais (lacrimejamento, prurido, vermelhidão e edema ocular); avaliação global da rinite alérgica por pacientes e médicos; e escore de sintomas composto (composto dos escores de sintomas nasais diurnos e sintomas noturnos), em comparação com o placebo.

Em um estudo separado de 4 semanas, no qual montelucaste foi administrado uma vez ao dia pela manhã, a eficácia durante as duas semanas iniciais foi significativamente diferente do placebo e consistente com os efeitos observados em estudos que utilizaram doses noturnas. Além disso, o efeito ao longo do período de 4 semanas foi consistente com o resultado das duas semanas.

Em pacientes com rinite alérgica sazonal e idade igual ou superior a 15 anos que receberam montelucaste, notou-se diminuição mediana de 13% na contagem de eosinófilos na circulação periférica, em comparação com o placebo, durante os períodos de tratamento duplo-cego.

Fonte: ANVISA




Valeriana nas perturbações da ansiedade e do sono


Entre os fármacos disponíveis no mercado para a ansiedade e insônia, existem alguns que são eficazes em tratamentos de curta duração, tais como as benzodiazepinas, mas cujo abuso pode causar dependência, deterioração cognitiva e risco aumentado de acidentes e quedas.

O recurso às medicinas alternativas/complementares aumentou nos últimos anos, com o aparecimento de medicamentos naturais para o tratamento da ansiedade e insónia.

A valeriana é uma planta nativa da Europa, América do Norte e Ásia, cuja raiz é amplamente usada há várias décadas, pelas suas propriedades sedativas, hipnóticas e ansiolíticas, pelo que se torna premente saber quais os benefícios e riscos do uso desta substância.





Os extratos desta planta medicinal têm afinidade com o receptor GABA-A (ácido gama-aminobutírico) que está envolvido na promoção e regularização do sono. A valeriana contém uma variedade de compostos químicos, incluindo ácido valerênico e derivados que atuam sinergicamente para exercerem efeito sedativo. Os extratos de raiz de valeriana mais comummente usados são os de Valeriana officinalis.

De acordo com resultados de revisão feita por alguns estudos, a evidência é insuficiente para recomendar a utilização da valeriana para o tratamento das perturbações de ansiedade. A evidência sobre o uso da valeriana no tratamento das perturbações do sono está limitada pelos resultados contraditórios dos estudos analisados e pelos seus problemas metodológicos, apesar de serem sugeridos efeitos na insônia ligeira a moderada.

A realização de mais ensaios clínicos aleatorizados e controlados é fundamental para melhor determinar a eficácia de valeriana e ainda para avaliar o custo-benefício desta terapêutica nas perturbações do sono e ansiedade.

Fonte: actamedicaportuguesa.com




Digoxina e Verapamil: indução de hipertrofia em cardiomiócitos


Os cardiotônicos e os bloqueadores de canais de cálcio (BCCs) são fármacos comumente utilizados em pacientes com cardiopatias. Os primeiros aumentam a força de contração cardíaca por elevarem os níveis citosólicos de cálcio (Ca2+).

O mecanismo de ação proposto mais aceito é que o cardiotônico se liga à bomba de sódio/potássio (Na+/K+) da membrana do cardiomiócito elevando os níveis de Na+ intracelular e, consequentemente, o trocador Na+/Ca2+ promove a troca de Ca2+ para dentro da célula e o Na+ para fora.

Os BCCs promovem efeitos inversos dos cardiotônicos. Ao se ligarem aos canais de Ca2+ voltagem dependente, eles bloqueiam o influxo de Ca2+ promovendo assim, redução tanto da contratilidade como da condutibilidade cardíaca. Desta forma, esses fármacos alteram a biodisponibilidade intracelular de Ca2+ no cardiomiócito determinando o grau de força de contração muscular. Entretanto, o Ca+2 participa de outros processos fisiológicos, incluindo a transcrição gênica e a proliferação celular.





Não estão bem elucidados na literatura os efeitos desses fármacos sobre a morfologia cardíaca de corações normais ou hipertrofiados pelo treinamento físico (TF).

Uma vez que o TF promove efeitos benéficos ao coração, como melhora do débito cardíaco no exercício, melhora no controle do sistema nervoso autônomo, hiperplasia e aumento no número de mitocôndrias, a hipótese é que a administração crônica de cardiotônico ou BCCs, associada ao treinamento físico intervalado de alta intensidade (TAI), promova alterações na estrutura das células cardíacas.

Em estudo conduzido pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, os achados sugerem que a administração crônica de digoxina ou de verapamil promoveu hipertrofia de cardiomiócitos de ratos sedentários e/ou treinados. Novos estudos devem ser realizados para a elucidação de possíveis mecanismos relacionados a esses importantes e significativos efeitos.

Fonte: scielo.br




A gota e o alopurinol


Quem sofre de “gota” deve achar irônico este nome que sugere coisa minúscula, mas que batiza doença tão dolorida. O processo natural de destruição de células do corpo, para que novas células se instalem, resulta em substâncias que precisam ser expelidas. O ácido úrico é uma dessas substâncias, sendo excretado pela urina.

O acúmulo de ácido úrico no sangue, seja pela produção excessiva ou por sua eliminação deficiente, ataca principalmente as articulações, começando em geral pelo pé, com dor súbita e aguda, inchaço e vermelhidão. Pode chegar ao joelho, dedos da mão, punho e cotovelo. No estágio crônico, prejudica órgãos como rins e fígado, havendo risco de deformidades irreversíveis.

O fármaco mais usado contra a gota é o alopurinol. Ocorre que o medicamento pode causar severas reações alérgicas, dentro de um conjunto de aspectos fisiológicos que se denominou Síndrome da Intolerância ao Alopurinol (SAI). Entre outros efeitos, a SAI se caracteriza por febres, comprometimento renal e hepático, lesões eritematosas (a vermelhidão na pele) e estuda-se ainda sua influência o processo da catarata.

O esforços de pesquisadores para o tratamento da gota consistem no estudo de novos fármacos que possam poupar os pacientes acometidos pela gota dos efeitos danosos provocados pelo alopurinol, porém sem redução da eficácia no tratamento.

Fonte: unicamp.br




Produção de Benzetacil é temporariamente suspensa


A produção de Benzetacil (benzilpenicilina benzatina), antimicrobiano usado para tratar sífilis e outras infecções, foi suspensa temporariamente no País. A empresa responsável pela produção, a Eurofarma, alega que o motivo da interrupção consiste na implantação de melhorias, mas sem entrar em detalhes.

A referida indústria farmacêutica ressalta estar empenhada em restabelecer a produção o mais rápido possível, sem poupar esforços para a retomada do abastecimento do antimicrobiano, bastante utilizado em serviços hospitalares.

Ainda segundo a Eurofarma, as unidades remanescentes do produto poderão ser consumidas normalmente até a data de validade informada na embalagem. A Anvisa ainda não se pronunciou sobre a suspensão.

Fonte: uol notícias




Losartana e Valsaltarna - ARAs


Losartana e Valsartana são anti-hipertensivos inseridos no grupo dos ARAs: antagonistas de receptores de angiotensina II. Há ainda outros representantes neste grupo, mas abaixo seguem algumas informações pertinentes aos dois que foram separados para formarem este texto:

A losartana apresenta atividade muito maior sobre receptores AT1 em relação aos receptores AT2. Este fármaco apresenta alta ligação às proteínas plasmáticas, fato que deve ser levado em consideração no que diz respeito às interações medicamentosas, uma vez que há possibilidade de deslocamento da fração ativa para seu sítio de ação.





A dose inicial recomendada é a de 50mg diários, podendo ser aumentada ou associada a um diurético, como a hidroclorotiazida. Os efeitos adversos mais comuns são cefaleia, tontura e fadiga, com menor ocorrência de tosse quando comparado a um IECA.

 A valsartana produz antagonismo seletivo da angiotensina II, atuando sobre os receptores AT1. A presença de alimentos interfere na biodisponibilidade do fármaco, reduzindo a área sob a curva e a Cmáx. Não interfere em sistemas oxidativos dependentes do citocromo P450, fato que reduz a possibilidade de causar problemas com interação no metabolismo hepático.

O efeito anti-hipertensivo é obtido com 80 ou 160mg diários deste fármaco, cujos efeitos adversos são raros. Não é recomendada sua administração durante a gravidez.




Linfócitos T


O processamento de precursores de célula T no Timo começa na vida fetal e aparentemente ocorre durante toda a infância. O Timo, de 70 gramas no final da fase de lactente, pesa no idoso apenas cerca de 3 gramas. A diminuição do suporte hormonal desse órgão no idoso pode explicar a diminuição da resposta imune nos indivíduos nessa faixa etária.  

Os linfócitos T liberados pelo Timo são programados para realizar diferentes funções via duas subpopulações principais, ambas em conjunção com os antígenos de histocompatibilidade:

a) Linfócitos T que, após exposição a um antígeno estranho numa célula (ex: antígeno viral na superfície de células próprias infectadas), se tornam células citotóxicas que podem lisar as células alvo, Constituem o subgrupo T8. Nesse subgrupo também se encontram as células T supressoras que agem bloqueado a respostas imune quando o estímulo antigênico cessa.





b) Células T que, após exposição a antígenos, agem como células T imunorreguladoras, com funções auxiliadoras. Constituem o subgrupo T4 (na sua maior parte) e atuam: promovendo o desenvolvimento de células T citotóxicas; estimulam macrófagos promovendo suas propriedades microbicidas; estimulam a secreção de anticorpos por células B (função "helper").

As células T constituem aproximadamente 70% dos linfócitos circulantes. As células B de 10 a 15% dos linfócitos restantes. A movimentação, nos dois sentidos, entre tecidos e sangue é feita pelos dois tipos de linfócitos, em menor extensão pelos linfócitos B. Os linfócitos T possuem vida média bem mais longa que a dos linfócitos B. 

Fonte: ciencianews.com.br




Basófilos


Os basófilos são células sanguíneas produzidas na medula óssea e têm meia vida no sangue estimada entre 1 e 2 dias. Em condições normais, os basófilos são bastante numerosos no sangue circulante de anfíbios, répteis e aves, enquanto que no homem correspondem a no máximo 2% dos leucócitos circulantes, sendo, por isso, difícil encontrá-los em lâminas de esfregaço.

O aumento da população dessas células no sangue circulante, a basofilia, está diretamente relacionado com a defesa do organismo, os basófilos circulantes aumentam em cerca de duas vezes em patologias mieloproliferativas como a leucemia granulocítica crônica.





Este tipo celular, quando analisado ao microscópio óptico apresenta um núcleo volumoso, segmentado com forma irregular e recoberto por grânulos grosseiros, enquanto que em análises realizadas com microscopia eletrônica de transmissão, o núcleo apresenta cromatina com aspecto denso e irregular.

O citoplasma dos basófilos é rico em grânulos citoplasmáticos maiores do que os encontrados em outros tipos de granulócitos, os quais muitas vezes dificultam a observação do núcleo celular. Ao microscópio eletrônico, estes grânulos frequentemente têm em seu interior filamentos ou partículas alongadas.

Os grânulos encontrados nos basófilos possuem entre 0,15-05μm de diâmetro e apresentam metacromasia quando corados pelo azul de toluidina. Eles contêm histamina, fatores quimiotáticos para eosinófilos, neutrófilos e heparina. A membrana plasmática dos basófilos apresenta receptores para a imunoglobulina E (IgE).

Fonte: infoescola.com




Trazodona: Farmacodinâmica e Interações Medicamentosas


A trazodona parece aumentar a concentração de serotonina extracelular por meio da combinação de mecanismos envolvendo transportadores e receptores de serotonina. A capacidade da trazodona de inibir a recaptação de serotonina foi a primeira explicação para sua ação antidepressiva.

Estudos posteriores envolvendo roedores e tecido cerebral humano mostraram entre 25 e 330 vezes maior afinidade por receptores 5-HT2 do que para inibição da recaptação de serotonina, enquanto ISRS clássicos, como a fluoxetina, mostram em torno de 15 vezes maior afinidade pela inibição da recaptação de serotonina do que para receptor 5-HT2.

Trazodona é um forte antagonista de receptor 5-HT2A, efeito provavelmente envolvido em sua ação antidepressiva e ansiolítica. Também é antagonista de autorreceptores pré-sinápticos 5-HT1. Seu metabólito ativo é um potente agonista serotoninérgico direto, agindo sobre os receptores 5-HT2C, podendo colaborar tanto com os efeitos terapêuticos quanto com os colaterais da trazodona.





O uso combinado de trazodona com anti-hipertensivos e substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC) deve ser monitorado; com clonidina, estão descritos redução do efeito anti-hipertensivo e aumento do risco de depressão do SNC. Entre as substâncias que podem potencializar essa depressão do SNC, estão os barbitúricos, os anti-histamínicos, os opioides, os benzodiazepínicos, os antipsicóticos e outros, incluindo o álcool.

Atenção deve ser dada a medicamentos que se apresentem como composições de fármacos, como de paracetamol ou de ácido acetilsalicílico com opioides e outros. A possibilidade de acentuar a sonolência, a sedação e o prejuízo psicomotor coloca indivíduos idosos sob maior risco, inclusive de queda e fratura óssea com suas implicações. Sinérgica também é a interação com bupropiona, aparentemente podendo facilitar a eclosão de crises convulsivas.

Outra interação que pode ser considerada é aquela decorrente da associação com fármacos que causem bloqueio alfa-adrenérgico, mecanismo implicado no desencadeamento de priapismo pela trazodona e que também tem sido descrito com outras medicações de forma isolada.

Fonte: scielo.br




Encefalopatia induzida por Cefepima


A encefalopatia por cefepima tem sido descrita de forma crescente na literatura médica, com relatos de casos em todo o mundo. Podem encontrar-se casos que se caracterizam por quadro clínico de alteração do sensório, geralmente associada a extrema agitação, associado a padrão de eletroencefalografia (EEG) peculiar, constituído por descargas generalizadas de ondas agudas periódicas a 2Hz.

Em estudo, os pacientes avaliados experimentaram reversão do quadro clínico após a suspensão de cefepima. Todos os pacientes estudados eram adultos (idades entre 55 e 84 anos). Os quadros clínicos que motivaram a internação de cada paciente foram variados, sendo que 2 deles estavam em tratamento para linfoma.





Os quadros infecciosos que originaram o tratamento com cefepima foram: infecção do trato urinário (3 casos), neutropenia febril (2 casos) e septicemia (2 casos). As doses de cefepima utilizadas variaram entre 4 e 8 g/dia. Num dos pacientes a dose foi ajustada à função renal. A droga foi suspensa em todos os casos tão logo confirmada a suspeita diagnóstica de encefalopatia por cefepima.

A instalação da encefalopatia induzida por cefepima se deu entre o 2º e o 9º dias de uso do antibiótico e o quadro neurológico em geral caracterizou-se por declínio do sensório, agitação e crises epilépticas (na maioria das vezes, abalos mioclônicos multissegmentares).

Todos os pacientes, exceto um, apresentavam insuficiência renal durante a instalação da encefalopatia. Os EEGs realizados na vigência do quadro demonstraram alterações periódicas generalizadas. Todos os pacientes apresentaram reversão do quadro clínico após a suspensão de cefepima.

Fonte: scielo.br




Uso de Antidepressivos na Gestação


As constantes e periódicas mudanças hormonais, as alterações orgânicas da reprodução, da puberdade, o uso prolongado de contraceptivos orais, as alterações orgânicas e existenciais do pós-parto e da menopausa contribuem, significativamente, para que as mulheres tenham duas vezes mais depressão do que os homens.

Esse índice pode aumentar durante a gestação devido a uma gravidez indesejada, podendo a depressão persistir após o parto e gerando a necessidade de terapia farmacológica. A utilização de medicamentos durante a gestação deve ser analisada com cuidado devido a potenciais efeitos teratogênicos sobre o feto.





De acordo com o FDA, a fluoxetina recebe classificação C, na qual estudos em animais têm mostrado efeitos adversos sobre o feto, porém sem estudos consistentes em humanos. Até agosto de 1996, dados mostram que não há evidências de que o uso da fluoxetina durante o primeiro trimestre de gravidez aumente o risco para malformações.

No entanto, em estudo desenvolvido no período entre 1996 e 2003, por Pedersen et al, verificou-se a associação entre os ISRS e surgimento de malformações congênitas. Em números, porém, esta relação não é expressiva, uma vez que, em outro estudo posterior, obteve-se o seguinte: Ao comçarar-se 128 gestantes sem uso de antidepressivos com outras 128 utilizando ISRS, a taxa de defeitos graves congênitos no grupo controle foi de 1,8% e no grupo exposto foi de 2,0%.

Quanto ao risco de abortos espontâneos, a situação já é bem diferente, de acordos com números do mesmo estudo: 7,8% para o grupo controle contra 14,8% para o grupo exposto.

Fonte: lume.ufrgs.br




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