A gota e o alopurinol


Quem sofre de “gota” deve achar irônico este nome que sugere coisa minúscula, mas que batiza doença tão dolorida. O processo natural de destruição de células do corpo, para que novas células se instalem, resulta em substâncias que precisam ser expelidas. O ácido úrico é uma dessas substâncias, sendo excretado pela urina.

O acúmulo de ácido úrico no sangue, seja pela produção excessiva ou por sua eliminação deficiente, ataca principalmente as articulações, começando em geral pelo pé, com dor súbita e aguda, inchaço e vermelhidão. Pode chegar ao joelho, dedos da mão, punho e cotovelo. No estágio crônico, prejudica órgãos como rins e fígado, havendo risco de deformidades irreversíveis.

O fármaco mais usado contra a gota é o alopurinol. Ocorre que o medicamento pode causar severas reações alérgicas, dentro de um conjunto de aspectos fisiológicos que se denominou Síndrome da Intolerância ao Alopurinol (SAI). Entre outros efeitos, a SAI se caracteriza por febres, comprometimento renal e hepático, lesões eritematosas (a vermelhidão na pele) e estuda-se ainda sua influência o processo da catarata.

O esforços de pesquisadores para o tratamento da gota consistem no estudo de novos fármacos que possam poupar os pacientes acometidos pela gota dos efeitos danosos provocados pelo alopurinol, porém sem redução da eficácia no tratamento.

Fonte: unicamp.br




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