Benzodiazepínicos aumentam risco de Alzheimer


Pacientes que fazem uso de benzodiazepínicos (ex: clonazepam, alprazolam, diazepam) para tratar condições psiquiátricas devem considerar a transição para outras terapias pelos riscos aumentados de Alzheimer, ressaltam especialistas do American College of Osteopathic Neurologists and Psychiatrists.

O psiquiatra Helene Alphonso, um dos especialistas responsáveis pela divulgação dos estudos, cita exemplos de pesquisas que encontraram a relação entre o uso e Alzheimer. Uma revisão dos dados de 9.000 pacientes canadenses descobriu que aqueles que tomaram o medicamento por um período superior a três meses, mas inferior a 180 dias, tiveram risco aumentado de desenvolver a doença em 32%.  





Quando o período de uso de um benzodiazepínico passa de seis meses, o risco chega a 82%. Resultados semelhantes foram encontrados por pesquisadores franceses que estudaram mais de 1.000 pacientes idosos.

Uma primeira alternativa, cita Alphonso, são antidepressivos. “A pesquisa atual é extremamente clara e médicos precisam fazer parcerias com seus pacientes para movê-los para outras terapias, como antidepressivos, que são comprovadamente mais seguros e eficazes.” 

O argumento para limitar o uso de benzodiazepínicos é particularmente forte para os pacientes com 65 anos ou mais, mais suscetíveis a quedas, lesões, overdose acidental e morte quando tomam os medicamentos.

Fonte: brasileiros.com.br




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