Consumo indiscriminado e irracional de paracetamol


De acordo com os dados da FDA, em função do desconhecimento, a população tende a consumir grande variedade de medicamentos isentos de prescrição (MIP) à base de paracetamol, sendo utilizados concomitantemente para inúmeras indicações. O uso de múltiplas preparações que contém paracetamol (em geral combinações em doses fixas) constitui um fator de risco para a hepatotoxicidade.

A American Academy of Pediatrics descreve a intoxicação do paracetamol em quatro fases. A primeira consiste na anorexia, náuseas, vômitos, mal-estar, sudorese e o que pode provocar a administração de doses adicionais do paracetamol. Na segunda fase, os sinais da primeira são substituídos pela dor no quadrante superior direito ou sensibilidade, aumento do fígado e oligúria em alguns pacientes; a bilirrubina e os níveis de enzimas hepáticas se tornam elevados e o tempo de protrombina prolongado.





Na terceira fase, geralmente 3 a 5 dias no curso, anorexia, náuseas, vômitos e mal-estar reaparecem junto com sinais de insuficiência hepática, incluindo icterícia, hipoglicemia, encefalopatia, coagulopatia, insuficiência renal e cardiopatia. A quarta fase está associada com a recuperação ou a progressão para a morte por insuficiência hepática completa.

O desconhecimento por parte da população perante aos riscos do paracetamol conduzem à utilização indiscriminada; no entanto, é importante que os consumidores sejam adequadamente educados e informados, promovendo o uso seguro e racional. Esta educação visa à efetividade terapêutica e pode ser alcançada pela intervenção do farmacêutico.

Fonte: revista.oswaldocruz.br




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