Efeitos do pantoprazol na mucosa gástrica e sobre o H. pylori



- Efeito sobre a mucosa gástrica

Administração de pantoprazol em longo prazo (24 meses) em animais (ratos e camundongos) causou a inibição da secreção ácida gástrica, levando à hipergastrinemia, resultando na hiperplasia das células e não se observando tumores carcinoides do estômago e cólon dos animais testados. Estes fenômenos não foram constatados em seres humanos.

Segundo Fitton e Wiseman, em seres humanos com úlcera péptica recebendo pantoprazol, 40 a 80 mg, durante três anos, ocorreu um leve aumento da densidade das células enterocromafínicas, estatisticamente não significativo. Pantoprazol 40 mg durante 14 dias reduziu significativamente as lesões gastroduodenais causadas pela ingestão de ácido acetilsalicílico.





- Efeito sobre o Helicobacter pylori

O H. pylori é o elemento indutor da gastrite crônica e sua atividade se torna a base principal da úlcera duodenal. A infecção com H. pylori contribui para o desenvolvimento de úlcera gástrica e duodenal e a cura destas está relacionada ao controle da acidez gástrica, erradicação de H. pylori e prevenção de recorrências.

Pantoprazol em condições de pH 4 tem atividade bactericida contra H. pylori. A monoterapia com doses terapêuticas de pantoprazol 40 mg ao dia não é suficiente no combate a H. pylori em pacientes com úlcera duodenal. A associação de pantoprazol com amoxicilina ou claritromicina e metronidazol ou tinidazol é capaz de erradicar o H. pylori em 89% e 92% dos pacientes com úlcera duodenal.

Fonte: moreirajr




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