Risco de câncer com pioglitazona


A pioglitazona é um fármaco utilizado para tratamento do diabetes e, como qualquer outro para qualquer outra indicação terapêutica, apresenta recomendações precisas. É consumido na atualidade, segundo estimativas, por algo em torno de 1% dos diabéticos.

O uso do fármaco foi aprovado em 2000, comercializado como referência (Actos) e mais tarde como genérico. As primeiras suspeitas de câncer como reação adversa surgiram em 2005, com a confirmação posterior de existência de pequenso risco de câncer de bexiga.

De fato, em 2011, as agências do medicamento (europeia e norte-americana), revisaram suas complicações e benefícios, determinando a continuidade do uso, salvo em pessoas com antecedentes de câncer de bexiga ou hematúria (sangue na urina, que é outro sintoma desse tipo de tumor).





Após análise de todos os dados disponíveis, as agências regulatórias de medicamentos europeias concluem que em determinados pacientes diabéticos a relação risco-benefício do tratamento com medicamentos que contêm pioglitazona se mantém favorável, sempre que se tenham em conta uma série de contraindicações e advertências que servem para minimizar o modesto incremento de risco de câncer de bexiga observado em alguns estudos.

Esta possibilidade de reação adversa, agora mais esclarecida, rendeu multas a dois grandes laboratórios, Takeda Pharmaceuticals e Eli Lilly, por ocultação de riscos à saúde em decorrência do uso do produto.

Fonte: elpais




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