Uso de Antidepressivos na Gestação


As constantes e periódicas mudanças hormonais, as alterações orgânicas da reprodução, da puberdade, o uso prolongado de contraceptivos orais, as alterações orgânicas e existenciais do pós-parto e da menopausa contribuem, significativamente, para que as mulheres tenham duas vezes mais depressão do que os homens.

Esse índice pode aumentar durante a gestação devido a uma gravidez indesejada, podendo a depressão persistir após o parto e gerando a necessidade de terapia farmacológica. A utilização de medicamentos durante a gestação deve ser analisada com cuidado devido a potenciais efeitos teratogênicos sobre o feto.





De acordo com o FDA, a fluoxetina recebe classificação C, na qual estudos em animais têm mostrado efeitos adversos sobre o feto, porém sem estudos consistentes em humanos. Até agosto de 1996, dados mostram que não há evidências de que o uso da fluoxetina durante o primeiro trimestre de gravidez aumente o risco para malformações.

No entanto, em estudo desenvolvido no período entre 1996 e 2003, por Pedersen et al, verificou-se a associação entre os ISRS e surgimento de malformações congênitas. Em números, porém, esta relação não é expressiva, uma vez que, em outro estudo posterior, obteve-se o seguinte: Ao comçarar-se 128 gestantes sem uso de antidepressivos com outras 128 utilizando ISRS, a taxa de defeitos graves congênitos no grupo controle foi de 1,8% e no grupo exposto foi de 2,0%.

Quanto ao risco de abortos espontâneos, a situação já é bem diferente, de acordos com números do mesmo estudo: 7,8% para o grupo controle contra 14,8% para o grupo exposto.

Fonte: lume.ufrgs.br




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