Médico cita 5 motivos para que o consumo do leite seja interrompido


O médico e especialista em nutrição Dr. Gabriel Azzini cita cinco razões relevantes para que interrompamos imediatamente o consumo de leite. Vamos a elas:

Inflamações crônicas

No leite há caseína, rica em fósforo e fundamental para a nutrição de lactantes. Considerando que a maior parte das vacas do Brasil é de origem holandesa, a caseína de seu leite é identificada como de tipo A1. Esse tipo de proteína, quando metabolizada pelo organismo humano, produz um peptídeo chamado casomorfina, responsável por causar inflamações e desequilíbrios intestinais, aumentando inflamações crônicas já existentes.

Excesso de cálcio

Segundo o médico, o cálcio presente no leite está em desequilíbrio com outros minerais, como o minério, zinco, ferro e manganês. Então, quando ingerimos esse leite com excesso de cálcio, aumentamos nossa excreção renal do nutriente, o que pode resultar em um aumento do risco de cálculos renais e dificultar a absorção do cálcio pelos ossos.





Envelhecimento rápido

O médico alerta que ninguém é capaz de remover a lactose do leite. Para contornar isso, os fabricantes adicionam ao produto uma enzima chamada lactase, que quebra a lactose em D-glicose e D-galactose, esta última responsável por acelerar o envelhecimento, aumentar a resposta inflamatória, enfraquecer a imunidade, aumentar o estresse oxidativo e favorecer mutações genéticas.

Redução da testosterona e atraso da puberdade

As vacas leiteiras geralmente ficam prenhas por 300 dias no ano. Neste período elas produzem maior quantidade de leite, mas com 30 vezes mais estrogênio do que um animal que não está amamentando. Isto é um problema especialmente para os homens, uma vez que o consumo excessivo do hormônio pode reduzir a produção da testosterona e contagem de esperma, bem como atrasar a puberdade.

Câncer

Uma série de estudos já relacionaram o consumo excessivo de leite ao câncer de próstata e de ovário. O médico adverte que produtos derivados da bebida, incluindo leite em pó, queijos e iogurtes, também devem ser evitados. O ideal é que optemos por alternativas mais naturais, como leite de coco, amêndoas ou castanhas.

Fonte: Jornal Ciência




Fármacos ativam células tronco e estimulam crescimento capilar


Foi descoberta nova técnica para ativar as células-tronco no folículo piloso, fazendo crescer o cabelo - ou, ao menos, o pelo de animais de laboratório.

Os resultados, embora iniciais, podem levar a novos medicamentos que possam promover o crescimento do cabelo em pessoas com calvície, ou alopecia, que é a perda de cabelo associada a fatores como desequilíbrio hormonal, estresse, envelhecimento ou tratamentos de quimioterapia.





As células-tronco do folículo piloso são células muito duradouras - elas estão presentes na pele e produzem cabelos ao longo da vida de uma pessoa. Elas são "quiescentes", o que significa que normalmente ficam inativas, ativando-se rapidamente durante um novo ciclo de cabelo, que é quando ocorre o crescimento do cabelo novo.

A quiescência das células-tronco do folículo piloso é regulada por muitos fatores. Em certos casos, algum desses fatores não se faz presente e elas não conseguem se ativar, o que impede o "repovoamento" do cabelo.

Fonte: Diário da Saúde




Antibióticos podem fragilizar sistema imunológico


Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, mostraram que antibióticos podem interferir na capacidade do organismo de combater uma doença. Isso porque, ao afetarem bactérias comuns que habitam o intestino, esses medicamentos acabam também por enfraquecer o sistema imune. A pesquisa foi publicada na revista científica PLos Pathogens.

Cientistas estavam buscando entender o papel da microbiota intestinal na colite amebiana, infecção parasitária comum em países em desenvolvimento.





Para isso, analisaram amostras de fezes de crianças nas favelas urbanas de Dhaka, Bangladesh, e mostraram que aquelas com infecções mais severas tinham menos diversidade em bactérias que habitam o intestino. O estudo aponta que o uso de antibióticos é muito comum em países de baixa renda, com crianças sendo alvo de muitos tratamentos nos primeiros anos de vida.

Por fim, para testar mais diretamente a relação de antibióticos com o sistema imune, pesquisadores deram medicamentos para camundongos e perceberam que a alteração da microbiota do intestino provocada pelos medicamentos diminuía a atividade dos neutrófilos, importantes células de defesa do organismo.

Fonte: G1




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Açafrão-da-terra pode ter ação contra infecção generalizada


Mais conhecida como açafrão-da-terra, a cúrcuma é uma especiaria originária do continente asiático. Para além do uso culinário, ela já é adotada há milhares de anos na Índia como erva medicinal.

Ao testar uma das substâncias da cúrcuma, a curcumina, pesquisadores das Faculdades de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) e de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP verificaram seu poder contra a sepse – infecção generalizada.

Vários estudos já descreviam as propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e até anticancerígenas da curcumina. Agora, os cientistas conseguiram aumentar as taxas de sobrevivência em animais de laboratório com sepse utilizando uma solução à base da especiaria.

Esses animais viveram 20% a mais que os demais, além de apresentarem redução considerável nos níveis de citocinas pró-inflamatórias (moléculas do sistema imunológico que respondem a processos inflamatórios) no sangue.





Carlos Henrique Rocha Catalão, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, diz que foi utilizada uma dosagem de curcumina não prejudicial aos ratos sépticos. Ao contrário, ela “aumentou temporariamente a sobrevida”.

Por não encontrarem a substância no plasma dos animais 24 horas após o choque séptico, os cientistas sugerem que a curcumina pode ter sido distribuída pelos tecidos do organismo animal e exercido suas propriedades terapêuticas.

O produto à base de curcumina usado no estudo foi desenvolvido no laboratório do professor Luís Alexandre Pedro de Freitas, da FCFRP. Lá, o professor aumentou “a biodisponibilidade da curcumina através de uma dispersão sólida (pó)”, explica Catalão. “Esse pó foi diluído em água, dando forma à solução usada no tratamento dos animais”.

Fonte: Jornal da USP


Novo marcador indica risco de diabetes, mesmo com outros exames normais


O escore de lipoproteínas associadas à resistência insulínica (LPIR) é um marcador que pode detectar mais precocemente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, mesmo em pessoas que possuem peso, glicemia e colesterol normais.

O resultado está em pesquisa com participação do clínico geral e cardiologista Paulo Henrique Harada, pós-doutorando do Hospital Universitário (HU) da USP, realizada na Harvard Medical School (Estados Unidos). Esse marcador melhorou a avaliação de risco de diabetes tipo 2 em um grupo de 25 mil mulheres, mesmo já se considerando outros marcadores tradicionais.

O LPIR é um marcador composto baseado em seis partículas de colesterol (lipoproteínas). Estas são extremamente sensíveis à resistência insulínica, mecanismo ligado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. “A partir desses números é feito um escore ponderado que vai de 0 a 100, onde maiores valores indicam maior risco de diabetes tipo 2”, explica o médico.





Os marcadores clássicos do diabetes tipo 2 são idade, índice de massa corpórea (IMC), glicemia, HDL colesterol, triglicérides e histórico familiar da doença. “Em conjunto, esses fatores têm um bom desempenho, mas ainda assim com margem de erro significativa”, afirma Harada. O valor agregado desse marcador na detecção do risco de diabetes tipo 2 foi testado em 25 mil mulheres ao longo de 20 anos, que fazem parte do Women’s Health Study do Brigham and Women’s Hospital, vinculado à Harvard Medical School.

O LPIR esteve associado com o risco de diabetes durante esses 20 anos. “Foi possível classificar os pacientes como de alto risco (LPIR acima de 67), que têm 2,2 vezes o risco de desenvolver diabetes daqueles de baixo risco (LPIR abaixo de 30)”, destaca o pesquisador. “Mesmo em pessoas que se supunhas de risco baixo (IMC, glicose, HDL colesterol e triglicérides normais), a presença de LPIR alto esteve associado a maior risco de diabetes.”

Fonte: Jornal da USP


Nimesulida - efeitos cardiovasculares


A adição de nimesulida ao esquema terapêutico de paciente em uso de diurético para controle de doença cardiovascular, associada à retenção de sódio e água, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

Em estudo envolvendo cerca de 10.000 indivíduos, com 55 anos ou mais, o uso concomitante de diuréticos e nimesulida dobrou a taxa de hospitalização por insuficiência cardíaca. Pacientes com história prévia de insuficiência cardíaca congestiva apresentaram maior risco. É importante lembrar também que tanto a nimesulida quanto outros AINEs aumentam de forma dose-dependente a pressão arterial.




Esse efeito é consequência de alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na reatividade vascular. De qualquer forma, o aumento de pressão arterial, independente do risco de trombose, pode contribuir para o aumento do risco de complicações cardiovasculares desses fármacos.


Bloqueadores dos canais de cálcio e antagonistas dos receptores de angiotensina II sofreram menor interferência em seus efeitos. Entretanto, há ainda uma carência de ensaios clínicos controlados e randomizados, dificultando a obtenção de conclusões contundentes a respeito do risco de complicações cardiovasculares.

Fonte: itpac.br




Acetilcolinesterase


A acetilcolinesterase (AChE) é a enzima responsável por hidrolisar o neurotransmissor acetilcolina (ACh) nas sinapses colinérgicas. Nestas sinapses a ACh atua transmitindo a mensagem de um neurônio a outro. As sinapses colinérgicas estão amplamente distribuídas no sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP), sendo importante para a manutenção de inúmeras funções fisiológicas humanas.

Existem vários fármacos que apresentam como alvo as sinapses colinérgicas, podendo agir na enzima AChE, inibindo-a ou reativando-a. Como também, atuar em receptores de ACh como agonistas ou antagonistas. O betanecol é um fármaco colinérgico empregado no tratamento de alguns casos de retenção urinária, já o ipratrópio e a escopolamina são fármacos anticolinérgicos empregados, respectivamente, como broncodilatador e antiespasmódico.





Os fármacos que apresentam como mecanismo de ação a inibição da AChE são chamados de anticolinesterásicos ou colinérgicos indiretos. A AChE, quando bloqueada, é incapaz de hidrolisar a ACh, assim, este neurotransmissor tende a permanecer ativo por um período maior na fenda sináptica, fato que incrementa a transmissão colinérgica.

Os fármacos que bloqueiam a AChE no SNP, como por exemplo a neostigmina, são utilizados na constipação atônica, atonia intestinal, na retenção urinária, na miastnia gravis e como antagonista dos miorrelaxantes. Caso o inibidor da AChE (IAChE) apresente ação no SNC, como a Rivastigmina, este tem utilidade no tratamento da demência associada à doença de Alzheimer.

Fonte: Revista Virtual de Química




Diferenças entre inflamação e infecção


Infecções e inflamações são situações muito comuns no dia a dia. Apesar disso, muita gente tem dúvida sobre esses dois processos do nosso organismo. Entender como ocorrem, quais os sintomas e tratamentos para que possamos cuidar da nossa saúde é fundamental, então vamos ver algumas diferenças entre as duas situações:

Inflamação - é uma resposta do organismo a uma agressão, como cortes e batidas. A inflamação pode partir, também, do sistema imunológico. Nesse caso, são as nossas células de defesa que agridem o corpo. No processo inflamatório, ocorre o aumento do fluxo sanguíneo e de outros fluídos corporais para o local lesionado. Por isso, esse processo causa sintomas como:

- Vermelhidão;
- Inchaço;
- Dor;
- Aquecimento da área.




Infecção - causada por agentes externos. O organismo reage a entrada de microrganismos como vírus e bactérias, parasitas ou fungos. Nesse processo, as células de defesa tentam combatê-los, o que normalmente dá origem ao aparecimento de pus. Alguns sintomas que podem ser causados por infecções:

- Febre;
- Dor no local infectado;
- Aparecimento de pus;
- Dores musculares;
- Diarreias;
- Fadiga;
- Tosse.

Fonte: Pfizer Notícias


Metronidazol - síntese e atividade


O isolamento do antibiótico azomicina (2-nitroimidazol) a partir de um estreptomiceto em 1953 e a demonstração de suas propriedades tricomonicidas levou à síntese química e ao teste biológico de muitos nitroimidazóis.

Um composto em específico, o 1-beta-hidroxi-etil-2-metil-5nitroimidazol, chamado metronidazol, teve uma atividade especialmente elevada in vitro e in vivo contra T. vaginalis e E. histolytica.





Dural e colaboradores (1960) relataram que doses orais do fármaco forneciam atividade tricomonicida ao sêmen e urina e que podiam ser obtidas altas taxas de cura em pacienets de ambos os sexos acometidos por tricomoníase.

Estudos posteriores revelaram que o metronidazol possuía atividades clínicas extremamente úteis contra vários patógenos anaeróbios que incluíam bactérias gram-positivas e gram-negativas, além do protozoário G. lamblia.

Fonte: Goodman & Gilman


Atuação dos IECA no remodelamento cardíaco após infarto


O processo de remodelação cardíaca se caracteriza por alterações da geometria, volume, massa e constituição do coração em resposta a uma agressão. A hipertrofia miocárdica é um importante componente da remodelação cardíaca, que permite ao coração manter suas funções básicas em vigência do aumento das condições de carga. Em longo prazo, entretanto, a hipertrofia representa fator de risco dependente para morbidade e mortalidade das doenças cardíacas.

Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), usados em pacientes infartados, reduzem as arritmias, previnem o desenvolvimento de insuficiência cardíaca e diminuem a incidência de reinfarto. Dado interessante e com pouca atenção dada refere-se à variação de proteínas no coração infartado, a concentração proteica total diminui no após o estabelecimento da necrose miocárdica.





Como as proteínas contráteis representam cerca de 80% do conteúdo protéico miocárdico, pode-se especular que há comprometimento dessas proteínas no coração remodelado após o IM, o que poderia explicar o menor desempenho mecânico observado no coração infartado, mesmo se corrigindo os valores de força ou de pressão desenvolvidas para a massa de tecido muscular sobrevivente. O uso de captopril acentua a queda proteica, fato esse que poderia ser decorrente da redução na produção local de angiotensina II.

Leia também: Captopril x Prednisolona

Assim, a redução da deposição de colágeno no interstício miocárdico de ratos infartados e tratados com captopril poderia representar apenas uma das facetas de um fenômeno mais abrangente, ou seja, uma diminuição generalizada da síntese proteica cardíaca. Os inibidores da ECA devem ser administrados precocemente a todos os pacientes com disfunção ventricular ou infarto anterior, pelas vantagens desses fármacos em relação à remodelação e à melhora hemodinâmica (vasodilatação e redução da pós carga).

A diminuição da mortalidade foi verificada em estudos clínicos que selecionaram pacientes com disfunção ventricular e infartos anteriores, assim como em estudos que não selecionaram um grupo específico, utilizando IECA em todos os pacientes com infarto por até 1 a 4 anos após o evento. Sendo assim, há possibilidade de benefício com o uso dos IECA em todos os infartos, independente da função ventricular. O uso prolongado também resultou em benefícios cardiovasculares.

Fonte: Unieuro




A criança tem TDAH? Na verdade pode não ter nada


O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é definido como inquietação, hiperatividade e dificuldade de manter a atenção. Em grande parte dos casos, esses sintomas são percebidos na escola, onde a concentração de diversas crianças leva a um comportamento mais inquieto. 

“Se há dificuldade de aprendizado, a criança é rapidamente diagnosticada com TDAH. Muitas vezes, ela não tem nada, e os problemas de aprendizado estão relacionados à política educacional do país e à falta de qualidade de muitas escolas. Um problema coletivo pode ser transformado em um problema pessoal”, pondera a professora Maria Aparecida Affonso Moysés, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. 





O aumento de diagnósticos vem acompanhado de um alto número de tratamentos com medicamentos, sem o auxílio de terapia que possa amenizar os sintomas. Apenas 25% dos estudantes americanos diagnosticados com transtorno de déficit de atenção recebem terapia comportamental. A maioria dos casos é tratada exclusivamente com medicamentos, o que, de acordo com a comunidade científica, deveria ser um recurso utilizado em último caso.


Na Finlândia, onde o sistema educacional leva os alunos a ocuparem as posições mais altas em rankings mundiais de desempenho, apenas 0,12% das crianças em idade escolar tomam medicamentos para déficit de atenção.

O Brasil acompanha a tendência norte-americana, com um aumento de 775% na venda de estimulantes entre 2003 e 2012, segundo levantamento do Instituto de Medicina Social da UERJ.

Fonte: Gazeta do Povo




Interdição de lote de Nimesulida


A Anvisa interditou um lote do medicamento nimesulida da empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica (Neo Química). A interdição atinge o lote B16k 1609 da Nimesulida (nimsesulida), suspensão oral, 50mg/ml.

O medicamento foi interditado após ser reprovado em dois testes: teor de princípio ativo e teste de gotejamento, na avaliação do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.





O teor de princípio ativo avalia se a quantidade de medicamento, sua concentração, está correta. Se o teor for maior ou menor que o indicado na embalagem, o tratamento do paciente pode acabar sendo afetado.

Já o teste de gotejamento mede a quantidade de gotas que devem ser utilizadas para atingir a dose que o médico recomentou. Quando isto não está correto o paciente pode acabar tomando um pouco mais ou um pouco menos que a quantidade recomendada, o que também pode afetar a qualidade do tratamento.

Fonte: Anvisa


Angiotensina II e vasoconstrição direta


A angiotensina II provoca constrição das arteríolas pré-capilares e, em menor grau, das vênulas pós-capilares, ao ativar os receptores AT1 localizados na células musculares lisas vasculares. A angiotensina II exerce efeitos diferenciais sobre o tônus dos leitos vasculares em toda a circulação.

A vasoconstrição direta é mais forte nos rins. A vasoconstrição induzida pela angiotensina II é muito menor nos vasos cerebrais e ainda mais fraca nos vasos pulmonares e musculoesqueléticos.





Nessas regiões o fluxo sanguíneo pode, na realidade, aumentar, especialmente após pequenas alterações nas concentrações do peptídeo, visto que a resposta vasoconstritora relativamente fraca é anulada pela pressão arterial sistêmica elevada.

Todavia, na presença de concentrações circulantes elevadas de angiotensina II, o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano pode ser reduzido.

Fonte: Goodman & Gilman




Piroxicam: usos terapêuticos e efeitos tóxicos


O piroxicam é aprovado para tratamento da artrite reumatoide e osteoartrite, com dose diária habitual de 20mg. Em virtude do longo período necessário para atingir o estado de equilíbrio dinâmico, a resposta terapêutica máxima dificilmente ocorre antes de 2 semanas.

O piroxicam também têm sido utilizado no tratamento da espondilite anquilosante, em distúrbios musculoesqueléticos agudos, dismenorreia, dor pós-operatória e crises de gota.

A incidência relatada de efeitos adversos atinge cerca de 20%, dos quais 5% interrompem o tratamento. Reações gastrointestinais são as mais comuns, com incidência de úlcera abaixo de 1%.

Fonte: Goodman & Gilman




Efeitos dos benzodiazepínicos no sistema cardiovascular


Os efeitos cardiovasculares dos benzodiazepínicos (BZD) são mínimos nos indivíduos normais, exceto em casos de intoxicação grave. Em doses pré-anestésicas, todos os BZD reduzem a pressão arterial e aumentam a frequência cardíaca.

Com o midazolam, os efeitos parecem ser secundários a uma redução da resistência periférica; entretanto, com o diazepam, são secundários a uma redução do trabalho ventricular esquerdo e do débito cardíaco.





O diazepam aumenta o fluxo coronário, possivelmente através de uma ação que aumenta as concentrações intersticiais de adenosina, e o acúmulo desse metabólito cardiopressor também pode explicar os efeitos inotrópicos negativos do fármaco.


Em grandes doses, o midazolam diminui consideravelmente o fluxo sanguíneo cerebral e a assimilação de oxigênio.

Fonte: Goodman & Gilman




Dormir pouco engorda, segundo estudo recente


Em um estudo publicado recentemente na revista PLOS One, cientistas afirmaram que dormir pouco pode resultar em ganho de peso, bem como envelhecimento celular rápido, danos neuronais e reduzida capacidade de memória.

Os pesquisadores descobriram que adultos que dormiam seis horas por noite tiveram um ganho médio de medida de cintura três centímetros maior do que aqueles que dormiam nove horas por noite.


O estudo, feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, atesta que a falta de problemas de sono junto à química de nosso metabolismo pode afetar a capacidade de nosso organismo de manter um peso saudável.





Além da diferença de cintura, os participantes também tiveram seus índices de massa corporal registrados. Para referência: cada hora extra de sono entre seis e nove horas representou valores baixos de IMC de 0,46 kg/m² nos adultos pesquisados. 

Os dados também mostraram uma relação entre tempo de sono mais curto e níveis reduzidos do “bom” colesterol (HDL), responsável por remover o colesterol “ruim” (LDL) da corrente sanguínea e reduzir os riscos de doenças cardíacas. Curiosamente, e contradizendo uma conexão feita no passado, o estudo não mostrou qualquer ligação entre uma dieta menos saudável e menos sono durante a noite.


Os pesquisadores sugerem que a quantidade perfeita de sono está entre sete, oito e nove horas por noite, dependendo da pessoa. Eles consideram ainda que as recentes descobertas poderão fornecer uma nova visão entre a relação do sono e doenças metabólicas, como o diabetes, que atualmente afeta mais de 422 milhões de pessoas em todo o mundo, egundo a OMS.

Fonte: Jornal Ciência




Serotonina na saciedade e na atividade sexual


Saciedade

A relação entre saciedade e serotonina acontece em nosso hipotálamo. Em níveis normais de transmissão, o indivíduo se alimenta normalmente. No entanto, lembra o neurologista Leandro Cruz, pessoas com transmissão abaixo da média acabam abusando de doces e massas para se sentirem satisfeitas. Perceba que isso acontece com frequência em pessoas que declaram estar tristes, estado também ligado à transmissão ineficiente.


Essa relação existe porque, segundo a neurologista Ana Crippa, a serotonina é responsável pelo chamado estado de vigília quieta, diretamente relacionado à saciedade.





Atividade sexual

Embora muitos o chamem de "neurotransmissor do prazer", em excesso, a serotonina atrapalha o desempenho sexual. Essa relação acontece no hipotálamo. Quando há transmissão intensa, a libido cai, chegando a interferir no orgasmo de ambos os sexos.



Essa relação acontece, por exemplo, quando um indivíduo toma antidepressivos, que melhoram a transmissão da serotonina em nosso cérebro e, logo, diminuem a libido. A neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares lembra que, muitas vezes, antidepressivos são ministrados para pacientes com ejaculação precoce.

Fonte: Minha Vida


Omeprazol - risco de danos renais aumentado em até 96%


Uma pesquisa, que avaliou 173.321 pessoas que usaram omeprazol e outras 20.270 que tomaram um antagonista de receptor histamínico H2 (ranitidina, cimetidina), descobriu que a maioria dos pacientes que tomava os inibidores da bomba de prótons (IBPs) passou a apresentar mais problemas renais do que aqueles que se tratavam com os anti-histamínicos H2.

Os riscos de desenvolver insuficiência renal eram aumentados em até 96% entre os primeiros pacientes. Além disso, foi possível descobrir que os pacientes não sofriam problemas renais agudos antes do uso contínuo do medicamento, o que significa que eles não estavam cientes de um declínio na função renal.





Os pesquisadores, portanto, alertam para que pacientes e médicos sejam mais vigilantes no monitoramento do uso desses medicamentos.

É comum encontrarmos pacientes em uso de IBPs diariamente por vários meses ou anos, muitas vezes sem necessidade. Na maioria dos casos, medicamentos como omeprazol devem ser utilizados de forma pontual, por 4 a 6 semanas, para o tratamento de problemas gástricos. Deve-se evitar o uso dos IBPs por vários meses seguidos.

Fonte: Saúde Curiosa


Questão respondida - Carbapenêmicos


O que foi dito em A é verdade, pois de fato são beta-lactâmicos com maior espectro de ação, se comparados à maioria dos demais. A afirmação em B é a falsa, pois meropeném e imipeném são equivalentes clínicos, apesar de algumas diferenças entre os resultados alcançados na terapêutica.

O que temos em C é verdade, resultando em uma vantagem de imipeném sobre meropeném. Por outro lado, meropeném é efetivo a P. aeruginosa resistente a imipeném.

A toxicidade de fato é semelhante, assim como há equivalência clínica, então D é verdadeira. A alternativa E menciona corretamente o mecanismo de ação desta classe de antimicrobianos.

Resposta: B


Questão respondida e explicada - Eicosanoides


A alternativa A está errada pelo fato de as prostaglandinas exercerem manutenção fisiológica com atuação na mucosa gastrointestinal, na musculatura lisa vascular e renal.

O erro na alternativa C consiste no fato de o tromboxano A2 produzir efeito oposto ao da prostaciclina, ao invés de similar, conforme está descrito. A alternativa D cita a importância dos leucotrienos na gastrite, o que está incorreto; leucotrienos são presentes na asma brônquica.

As alternativas B e E falam da prostaglandina I2 (prostaciclina), estando correta a afirmação de ativação de adenilatociclase, mas é equivocada a vasoconstrição descrita em B. Portanto, a resposta correta é a alternativa E.

Resposta: E


Antibióticos podem causar disfunções neurológicas


Os antibióticos surgiram no século 20 para curar doenças até então incuráveis. Agora, porém, o grande combatente de infecções bacterianas desperta preocupação entre especialistas. Em artigo publicado na revista científica Neurology, cientistas dos Estados Unidos alertam que o medicamento pode provocar agitações corporais anormais, delírios e outras disfunções cerebrais.

Para o estudo, os investigadores da Academia Americana de Neurologia (AAN) analisaram relatórios científicos disponíveis em bibliotecas virtuais e encontraram relatos de 391 pessoas que, após tratamento com antibióticos, sofreram problemas neurológicos.





Desses pacientes, 47% manifestaram delírios ou alucinações, 14% tiveram convulsões, 15% demonstraram espasmos musculares involuntários, 5% sofreram perda de controle dos movimentos do corpo e 19% apresentaram exames neurológicos com alguma alteração negativa.

Leia também: Cefalosporinas

Um total de 54 tipos de antibióticos provocaram os problemas — desde os muito prescritos pelos médicos, como as sulfonamidas, usadas no tratamento doenças inflamatórias intestinais, e a ciprofloxacina, que combate infecções no trato urinário; a antibióticos aplicados por via intravenosa, como a penicilina, que combate a sífilis e a gonorreia.

Shamik Bhattacharyya, autor do estudo e também professor da Harvard Medical School, ressalta que mais pesquisas são necessárias para entender a fundo esse efeito adverso dos antibióticos. “Mas eles devem ser considerados como uma possível causa do delírio”, ressalta. Em 70% dos casos detectados no estudo, o exame de eletroencefalograma acusou atividade elétrica anormal do cérebro.

Fonte: crfsc.gov.br




Meropeném


Os carbapenéns, grupo de antimicrobianos no qual se insere o meropeném, são beta-lactâmicos que diferem das penicilinas devido à presença de insaturação e átomo de carbono ao invés de enxofre. É uma classe com maior espectro de ação, se comparada à maioria dos demais beta-lactâmicos.

O meropeném é um derivado dimetilcarbamoilpirolidinil da tienamicina. Sua toxicidade se assemelha à do imipeném, exceto pelo fato de que pode ter menor tendência a provocar convulsões, as quais ocorrem em 0,5% dos pacientes tratados com meropeném, contra 1,5% quando há uso de imipeném.

A atividade in vitro equivale à do imipeném, exibindo atividade contra P. aeruginosa resistente ao imipeném, porém com menor atividade contra cocos gram-positivos. A experiência clínica demonstra equivalência com imipeném.

Fonte: Goodman & Gilman


Nefrotoxicidade de Cefalosporinas


As cefalosporinas foram implicadas como agentes potencialmente nefrotóxicos, apesar de não serem tão nefrotóxicas quanto os aminoglicosídeos ou polimixinas. Ocorreu necrose tubular renal após a administração de cefaloridina em doses superiores a 4g/dia.

Outras cefalosporinas são muito menos tóxicas e, nas doses recomendadas, raramente produzem toxicidade renal significativa quando utilizadas isoladamente.





A cefalotina em altas doses provocou necrose tubular renal aguda em certos casos, e as doses causaram nefrotoxicidade em pacientes com doença renal pré-existente.


Existem evidências de que a administração concomitante de cefalotina e gentamicina atua de modo sinérgico, causando nefrotoxicidade. Essa complicação é particularmente acentuada em pacientes com mais de 60 anos.

Fonte: Goodman & Gilman




Vitamina B3: prevenção de abortos espontâneos


Um tratamento com base na vitamina B3 pode prevenir abortos espontâneos, ao permitir o desenvolvimento de uma molécula essencial para o crescimento dos embriões.

De acordo com um estudo publicado no periódico "New England Journal of Medicine", o déficit de dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD, na sigla em inglês) provoca abortos ou deficiências no bebê, se a gravidez prosperar.





"Após 12 anos de investigações, nossa equipe descobriu que este déficit pode ser tratado e os abortos espontâneos e as deficiências podem ser evitados tomando uma simples vitamina", explicou a pesquisadora no Instituto de Pesquisa Cardíaca Victor Chang, Sally Dunwoodie.

A descoberta tem potencial para reduzir o número de abortos espontâneos e os defeitos de nascença em todo o mundo, segundo Sally.

Para o ministro da Saúde australiano, Greg Hunt, o estudo traz um "achado médico histórico" e "uma nova esperança para as mulheres", dado que um quarto delas sofre um aborto involuntário ao longo da vida.

Fonte: Bayer


Questão respondida - tipos de insulina


As alternativas A e B tratam da insulina regular, ambas mencionando o início rápido e diferindo a duração e tipo de controle de glicemia (basal ou pós-prandial). A alternativa correta entre as duas é a B, pois a duração é curta e o controle é pós-prandial.

As demais alternativas estão erradas, então vamos passar por cada uma delas para identificar os erros.

O erro encontrado na alternativa C consiste no controle da glicemia, que é basal. A insulina ultralenta requer uma aplicação diária, e não diversas, conforme descrito em D. O erro na E consiste no fato de que o paciente já pode se alimentar após 5min da aplicação de insulina ultrarrápida, e não somente após 1h.

Resposta: B


Questão respondida - Interação entre omeprazol e cetoconazol


Esta é uma questão que envolve o conceito de interação medicamentosa.

O que ocorre é a menor absorção do antifúngico, devido à supressão ácida produzida pelo omeprazol, ou mesmo por outros inibidores da bomba de prótons (pantoprazol, esomeprazol, lanzoprazol). O cetoconazol necessita de meio ácido para que a absorção ocorra satisfatoriamente.

Com isso, já identificamos a alternativa correta. Não ocorre o sinergismo de adição (a), assim como maior atividade antiulcerosa (c), pois o antifúngico não potencializa a ação do omeprazol.

A última alternativa já está facilmente eliminada, uma vez que a questão trata exatamente de uma interação medicamentosa. Maior absorção do antifúngico (b) seria o oposto daquilo que responde corretamente a questão.

Resposta: D


Ansiolíticos: da revolução ao abuso


Os primeiros ansiolíticos benzodiazepínicos foram sintetizados em meados da década de 1950. Após exaustivas avaliações clínicas, o primeiro fármaco, clordiazepóxido, é lançado no mercado em 1960, causando um grande impacto para o tratamento dos transtornos de ansiedade.

Era o inicio do que foi chamado naquela década de “revolução dos benzodiazepínicos”. Em pouco tempo os benzodiazepínicos tornaram-se os medicamentos mais populares e prescritos para o tratamento de transtornos de ansiedade em todo o mundo.


A dimensão do consumo foi verificada em estudos internacionais de prevalência, mostrando que uma entre dez pessoas usava regularmente esses medicamentos. No Brasil, a prevalência de ansiolíticos na cidade de São Paulo foi estimada em 10,2% no ano de 1989.





Mais recentemente, estimativas realizadas pelo CEBRID, através de levantamento domiciliar, mostraram que o uso na vida de ansiolíticos foi de 3,3% da população brasileira (entre 12 e 65 anos). Contudo, o mais importante desses resultados é a observação de mudanças do padrão de prescrição no uso crônico dos medicamentos ao longo dos últimos anos.

Após mais de 50 anos do lançamento do clordiazepóxido, o uso de benzodiazepínicos continua a instigar controvérsia, em particular o potencial de abuso e dependência. Apesar da conhecida eficácia ansiolítica dos benzodiazepinicos, o incremento de consumo tem proporcionado o uso indevido ou abusivo. De fato, os ansiolíticos passaram ser usados em excesso quase sempre em indivíduos com histórico de uso abusivo de outras substâncias, como os opioides.





Em meados da década de 1970, os relatos de casos de dependência passaram a ser mais frequentes na literatura médica. Esses relatos influenciaram muito os padrões de prescrição de BZD nos países britânicos e EUA. No Brasil, foi avaliado o impacto da legislação mais restritiva na venda de medicação psicotrópica.


No mundo atual, muitos indivíduos usam abusivamente os ansiolíticos para lidar com situações estressantes em atividades cotidianas, na tentativa de solucionar problemas individuais e sociais (perda de emprego) ou então, para obter sensações prazerosas (euforia).

Fonte: Jornal USP


Hospitais tentam conter abuso nas prescrições de antimicrobianos


Uma das principais causas da resistência bacteriana é o uso excessivo de antibióticos, inclusive dentro do ambiente hospitalar. Por esse motivo, hospitais brasileiros vêm implantando um novo sistema para controlar o consumo desses medicamentos e evitar abusos.

"Há uma dificuldade estrutural para enfrentar a resistência antimicrobiana, mas hoje sabemos que é preciso implementar regras básicas para diminuir o uso de antimicrobianos. O paciente chega com um problema e o médico já prescreve o antibiótico," afirma Sylvia Lemos Hinrichsen, médica infectologista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).





Desde o ano passado, Sylvia vem treinando hospitais brasileiros a racionalizar o uso de antibióticos, após estudar programas de gestão de uso desses medicamentos no Reino Unido.

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Chamadas de Antimicrobial Stewardship Program (ASM), as iniciativas começaram nos anos 2000 e se tornaram comuns na Europa e nos Estados Unidos com a preocupação crescente sobre superbactérias. No Brasil, programas para controle do uso de antibióticos também não são novos, mas as iniciativas ainda estão em fase inicial.

Fonte: G1


Pacientes procuram emagrecedores e fármacias fazem promessas


O possível regresso das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol ao mercado é alvo de impasse entre farmácias de manipulação e distribuidores.

Diante de informações de que já há farmácias recebendo encomendas de clientes, a Anfarmag (Associação Nacional das Farmácias de Manipulação) enviou comunicado às empresas alertando para o cenário de incerteza jurídica pela lei ser contra resolução ainda em vigor da Anvisa, "levando ao risco de ser responsabilizada civil, administrativa ou criminalmente".

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Enquanto isso, pacientes correm em busca de farmácias que ofereçam ou prometam acesso aos inibidores, mesmo com dúvidas sobre a origem e a segurança das substâncias.





Os fármacos são antigos, não têm patente, tendem a custar pouco e, segundo endocrinologistas, eram boas opções quando bem indicados.

Uma equipe de reportagem ligou para 17 farmácias de diferentes cidades para saber se havia previsão de manipulação dessas substâncias. Duas delas afirmaram que já tinham anfepramona, mas que não há previsão de oferta de femproporex e mazindol.


Outros seis estabelecimentos tinham previsão de receber a anfepramona em breve, inclusive com preços já fixados. Outra farmácia afirma que obteve uma quantia pequena para atender a demanda de um médico, que "já acabou".

Fonte: Notícias ao Minuto




Classificação da Insulina


As insulinas são classificadas com relação à duração da ação. Podem ser: regulares, ultrarrápidas, isófanas ou ultralentas. É importante considerar que, quanto maior o pico de ação, maior o risco de hipoglicemia.

Regular: é a única solúvel e isso é importante, pois é a única insulina que pode ser administrada de forma EV. Apresenta início rápido e duração curta, sendo, portanto, útil para controlar a glicemia pós-prandial - é aplicada cerca de 30min antes da alimentação.


Ultrarrápida: também apresenta início de ação rápido e duração curta, sendo conveniente ao paciente, pois ele pode se alimentar cerca de 5min após a aplicação.





Isófana (NPH) ou insulina humana: apresenta, além da insulina, protamina e zinco, que levam a uma precipitação do conteúdo e à consequente absorção mais lente. A asociação confere aspecto leitoso, sendo facilmente distinguida das demais. Utilizada para controle da glicemia basal.

Ultralenta: é utilizada para controlar a glicemia basal, assim como a NPH, requerindo apenas uma aplicação diária (meia-vida longa). Os tipos principais são a insulina zinco e glargina.

Fonte: Manual de Farmacologia FMUSP




Questão com resposta comentada - Fármacos ácidos e básicos


Esta é uma questão que trata dos conceitos de absorção dos fármacos, ionização e lipossolubilidade.

A resposta correta da questão está na alternativa A, pois fármacos básicos em meio ácido estarão em sua forma ionizada (polar), sendo menos lipossolúvel e, portanto, mais facilmente excretados. 

Fármacos ácidos em meio ácido, por sua vez, conforme é dito na alternativa B, estarão na forma molecular (não-ionizada/apolar), o que os torna mais lipossolúvel e, portanto, sendo mais facilmente absorvidos ao invés de excretados.

Resposta: A




Açaí contra o transtorno bipolar


O açaí já foi associado ao melhor controle do colesterol e também à prevenção do câncer. Agora, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e da Universidade de Toronto, no Canadá, adicionam outra fpropriaedade ao fruto: a possibilidade de melhoria do transtorno bipolar.

O extrato do açaí reverteu, em experimentos realizado em laboratório, uma disfunção nas mitocôndrias, organelas que produzem energia para as células. Na doença, elas são liberadoras de radicais livres.

Houve também redução na inflamação, conforme afirmação do biomédico Alencar Kolinski Machado, um dos brasileiros envolvidos no projeto. “Sabe-se que indivíduos bipolares têm ativação inflamatória crônica”, informa o pesquisador.

Fonte: Saúde Abril


Informações de Buspirona contra ansiedade


A buspirona é a primeira de uma classe de drogas ansiolíticas, as azapironas. Duas hipóteses têm sido propostas como mecanismo de ação, ambas decorrentes de sua ação como agonista parcial dos receptores 5-HT1A:

1- atuação nos receptores pré-sinápticos somatodendríticos (auto-receptores), diminuindo a freqüência de disparos do neurônio serotoninérgico pré-sináptico;


2- atuação como agonista parcial nos receptores pós-sinápticos, competindo com a serotonina por esses receptores e, conseqüentemente, reduzindo sua ação.





A eficácia da buspirona em modelos animais tem sido variável, apresentando resultados contraditórios em um mesmo tipo de modelo, sendo os resultados mais consistentes observados com a potencialização da resposta de sobressalto e com a resposta emocional condicionada. A buspirona também apresentou efeito tipo ansiolítico no labirinto em T elevado.

Estudos de comparação de eficácia têm mostrado que a resposta terapêutica da buspirona é comparável à do alprazolam e lorazepan. Aparentemente, a buspirona não acarreta riscos de abuso, dependência ou abstinência, não interage com o álcool ou outras drogas hipnóticas e não apresenta sedação ou prejuízo psicomotor.





Aparentemente, a buspirona é menos eficaz que os BZD no tratamento dos sintomas somáticos e autonômicos do transtorno de ansiedade generalizada, sendo mais indicada quando predominam os sintomas psíquicos, como preocupações, tensão e irritabilidade. Os efeitos adversos mais comumente associados ao uso da buspirona são náusea, vertigem, cefaleia e, ocasionalmente, nervosismo e excitação.


Apesar desse perfil favorável, o uso clínico da buspirona não conseguiu superar os BZD, havendo uma série de questionamentos sobre sua eficácia ou potência ansiolítica. Mais ainda, parece haver menor resposta à buspirona em pacientes com uso prévio de BZD.

Fonte: Scielo




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