Cientistas surpreendem e dizem que níveis altos de HDL aumentam taxa de mortalidade


Em um contraste impressionante com tudo o que médicos, autoridades de saúde e os meios de comunicação vêm divulgando há décadas, pesquisadores da Universidade de Copenhague (Dinamarca) anunciaram agora que as pessoas com níveis extremamente elevados de HDL - o "bom" colesterol - têm uma taxa de mortalidade muito superior à das pessoas com níveis normais de HDL.

Até agora, a ciência e a medicina afirmavam que, quanto mais colesterol HDL uma pessoa tivesse em seu sangue, melhor. Mas o colesterol HDL pode não ser tão bom quanto cientistas e médicos acreditavam.

Os pesquisadores afirmam que seus resultados devem levar a uma mudança radical na forma como o "bom" colesterol é encarado, porque contradizem seriamente o pressuposto de que ter um nível elevado de HDL no sangue é algo estritamente positivo.





Os pesquisadores dinamarqueses constataram que as pessoas com níveis extremamente elevados de HDL apresentam maior taxa de mortalidade do que as pessoas com níveis normais.

Para homens com níveis extremamente elevados de HDL, a taxa de mortalidade foi 106% maior do que para o grupo normal; para aqueles com níveis elevados (não extremamente) a taxa de mortalidade foi 36% maior.

Para as mulheres com níveis extremamente elevados, a taxa de mortalidade foi 68% maior, não havendo diferenças significativas para níveis não extremos. Na média, a taxa de mortalidade para níveis muito altos de colesterol foi 65% maior.

Para os homens, um nível extremamente elevado de HDL foi definido como superior a 3,0 mmol/L (116 mg/dL) e o nível muito alto foi definido na faixa de 2,5 a 2,99 mmol/L (97-115 mg/dL).

Para as mulheres, o nível extremamente alto foi definido como superior a 3,5 mmol/L (135 mg/dL).

Fonte: Diário da Saúde




Nova lista de Medicamentos Essenciais


O Ministério da Saúde (MS) publicou no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria que estabelece a nova Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - Rename 2017. A lista define os medicamentos que devem atender às necessidades de saúde prioritárias da população brasileira no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Rename de 2017 conta com 869 itens, contra 842 da edição de 2014. A composição dos fármacos foi obtida após consolidação das inclusões, exclusões e alterações dos medicamentos recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A lista divide os medicamentos em cinco anexos: básico, estratégico, especializado, insumos e hospitalar. Também define a responsabilidade de aquisição e distribuição de cada ente do SUS (estado, município e união). Dentre os novos medicamentos, destacam-se a inclusão do dolutegravir, que representa uma nova alternativa para o tratamento da infecção pelo HIV.

Link para consulta da lista:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relacao_nacional_medicamentos_rename_2017.pdf


Características da Monoaminoxidase - MAO


A MAO (monoaminoxidase) é uma enzima mitocondrial encontrada principalmente no fígado, nos rins, no intestino e no tecido nervoso. Os seus substratos mais importantes são as catecolaminas (dopamina, adrenalina e noradrenalina), a tiramina e os derivados do triptofano (triptamina e serotonina).

Em muitas situações, a inibição da MAO não é seletiva, ocorrendo a alteração da atividade de outros sistemas, inclusive o hepático, havendo interferência na biotransformação de compostos endógenos e exógenos. Por este motivo, os inibidores da MAO (tranilcipromina, selegilina) não são extensivamente utilizados na clínica médica.

A MAO é encontrada em dois tipos, sendo eles MAOa e MAOb. A primeira é caracterizada por apresentar como substratos preferenciais a norepinefrina e a serotonina. A segunda é preferencial pela dopamina.

Fonte: Fármacos e Medicamentos - Lourival Larini




Distribuição dos Fármacos


A distribuição dos fármacos representa o conjunto de processos envolvidos na passagem dos mesmos da circulação sistêmica para o interstício ou células dos tecidos.

A passagem do fármaco para o interstício tecidual depende, fundamentalmente, do fluxo sanguíneo, da permeabilidade capilar, do grau de ligação entre o fármaco e as proteínas plasmáticas e da sua estrutura química.

A intensidade do fluxo sanguíneo nos capilares teciduais oscila bastante em função da distribuição desigual do débito cardíaco para os vários locais do organismo. Essa distribuição é compreendida pelo estudo do chamado volume líquido de distribuição, no qual o fármaco está contido.

Após a introdução, qualquer que tenha sido a via de administração, o fármaco tem a capacidade de distribuir-se em quaisquer dos compartimentos hídricos do organismo ou ficar sequestrado em algum sítio celular.

Fonte: Fármacos & Medicamentos - Lourival Larini




Fármacos que interagem com Varfarina


Varfarina é um anticoagulante cumarínico cujo mecanismo de ação consiste na inibição de fatores da coagulação dependentes da vitamina K.

Alguns fármacos que potencializam seus efeitos: amiodarona, amitriptilina, ciprofloxacino, cimetidina, eritromicina, fluconazol, metronidazol, fenilbutazona, indometacina, piroxicam, ácido mefenâmico, cetoconazol, norfloxacino, alopurinol e metilfenidato.

Alguns fármacos que inibem seus efeitos: carbamazepina, contraceptivos orais, rifampicina, barbituratos, corticosteroides (estes podem tanto inibir quanto potencializar - não é previsível).

Fonte: Anvisa


Mitos e Verdades sobre Medicamentos Isentos de Prescrição


Consumir medicamentos sem prescrição é automedicação e é perigoso.

MITO. O termo automedicação é confundido com a autoprescrição, que é a prática incorreta de comprar e usar medicamentos tarjados sem a prescrição. Para que um medicamento seja aprovado pelas autoridades sanitárias como MIP, deve ter alto perfil de eficácia e, principalmente, segurança, que envolve características como baixo potencial de toxicidade e risco, reações adversas com causalidades conhecidas e reversíveis após a sua suspensão, baixo potencial de interações e período curto de uso.

O uso consciente de MIPs é parte do conceito de autocuidado.

VERDADE. O conceito estabelecido pela Organização Mundial da Saúde é a maneira como a população estabelece e mantém a própria a saúde e como previne e lida com as doenças. O autocuidado envolve questões como higiene, nutrição, estilo de vida, fatores ambientais e socioeconômicos e o uso responsável de medicamentos.





Os MIPs podem ser usados sem orientação.

MITO. Para que o uso seja consciente, o profissional de saúde (muitas vezes o farmacêutico) deve orientar o paciente quanto aos benefícios e efeitos adversos dos medicamentos, posologia, duração do tratamento, modo de ação, contraindicações e interações.

MIPs são os medicamentos que ficam fora do balcão.

VERDADE. O uso de medicamentos isentos de prescrição é papel importante no direito que o consumidor exerce de fazer escolhas conscientes a respeito da própria saúde. Para que ele possa optar pelo melhor tratamento para si, as farmácias devem investir em uma correta exposição dos fármacos ao alcance da população e organizados por princípio ativo.

Fonte: Bayer


Antimicrobianos Carbapenêmicos


- São exemplos de fármacos encontrados neste grupo o meropeném, ertapeném e imipeném;

- São beta-lactâmicos de amplo espectro com estabilidade à maioria das betalactamases;

- Efetivos contra grande variedade de bactérias gram-positivas e gram-negativas, mas ineficazes contra MRSA (Methicillin-resistant Staphylococcus aureus) e Clostridium difficile;

- Pode haver resistência no tratamento de infecções por Pseudomonas aeruginosa;

- Não são fármacos absorvidos por via oral, necessitando de administração parenteral;

- Indicação em pacientes graves com quadros de infecção abdominal, pneumonia, infecções ginecológicas e no SNC, infecção no trato urinário;

- A tolerância geralmente é boa, mas pode haver reação cruzada em pacientes alérgicos à penicilina.


Medicamento novo para Asma


Um novo tratamento para a asma foi aprovado pela Anvisa. O medicamento, inédito no Brasil, é o Nucala® (mepolizumabe), indicado para o controle da asma grave em adultos. A publicação do registro, no Diário Oficial da União, foi feita nesta segunda-feira (21/8).

A indicação de uso é feita como tratamento complementar de manutenção da asma eosinofílica grave em pacientes adultos.

O mepolizumabe bloqueia uma proteína chamada interleucina-5. Ao bloquear a ação desta proteína, limita a produção de mais eosinófilos pela medula óssea e diminui o número de eosinófilos na corrente sanguínea e nos pulmões. 

O novo medicamento está enquadrado na categoria de produto biológico novo.

Fonte: Anvisa


Topiramato nos transtornos de personalidade, agressividade e impulsividade


O topiramato tem sido utilizado no tratamento da impulsividade e da agressividade em pacientes com transtornos de personalidade, como o transtorno "borderline" da personalidade.

Foi estudada a eficácia do topiramato no tratamento de pacientes com transtorno "borderline" de personalidade em dois ensaios clínicos, um com pacientes do sexo feminino e outro com pacientes do sexo maculino. 

No primeiro estudo foram incluídas 29 pacientes (com o diagnóstico de personalidade "borderline") do sexo feminino, das quais 19 receberam topiramato e 10 placebo, por oito semanas. Houve diminuição estatisticamente significante nos escores referentes à agressividade no grupo que recebeu topiramato.





No segundo estudo, de desenho similar, foram incluídos 32 pacientes do sexo masculino (com o diagnóstico de personalidade "borderline"), dos quais 22 receberam topiramato e 10 placebo, por oito semanas. O topiramato reduziu os escores em várias subescalas relacionadas à agressividade e à impulsividade, de forma significante.

Recente revisão sistemática confirmou os efeitos terapêuticos do topiramato em reduzir a impulsividade e a agressividade, traços importantes da personalidade 'borderline", assim como em outras condições psiquiátricas (como o transtorno do estresse pós-traumático).

Os autores concluíram que o topiramato pode ser um tratamento eficaz e bem tolerado no controle da impulsividade e da agressividade, mas reconhecem que ainda serão necessários mais estudos para se verificarem os efeitos em longo prazo.

Fonte: moreirajr


Problemas físicos e cognitivos atenuados pelo chá verde


Um dos compostos do chá verde, a epigalocatequina-3-galato ou (EGCG) demonstrou capacidade para aliviar a resistência à insulina induzida por uma alimentação com altos teores de gordura e  também a deficiência cognitiva.

"O antigo hábito de beber chá verde pode ser uma alternativa mais aceitável aos medicamentos quando se trata de combater obesidade, resistência à insulina e comprometimento da memória," disse Xuebo Liu, da Universidade Noroeste A&F de Yangling (China), destacando que o consumo do chá está crescendo em pelo menos 30 países.





Para chegar a essa conclusão, Liu e seus colegas dividiram animais de laboratório em três grupos com base na dieta: 1) um grupo de controle alimentado com uma dieta padrão; 2) um grupo alimentado com uma dieta rica em gordura e frutose e 3) um grupo alimentado com uma dieta rica em gordura e frutose e mais 2 gramas de EGCG por litro de água fornecida a esses animais.

Durante 16 semanas, os pesquisadores monitoraram os camundongos e constataram que o grupo 2 apresentou o maior peso corporal final e um peso corporal final significativamente maior do que o grupo 3, cuja única diferença era o consumo da epigalocatequina-3-galato.

Fonte: Jornal Ciência


Inibidores da Bomba de Prótons e Hipomagnesemia


O Magnésio (Mg) é essencial para o funcionamento de mais de 300 reações enzimáticas celulares que envolvem ATP, participando nelas como cofator. No organismo, como parte da homeostase, há um balanço interno desse íon, havendo constante troca entre os meios intra e extracelular.

A hipomagnesemia pode causar diversas manifestações clínicas, como fraqueza muscular, convulsões, depressão, arritmias, hipoparatireoidismo e hipocalemia, que, se não tratadas a tempo, podem levar o paciente a sérios problemas. A hipomagnesemia ocorre quando a concentração plasmática do íon Mg cai abaixo de 1,60 mg/dL.

Essa alteração é diagnosticada em 12% a 53% dos pacientes internados em enfermarias gerais e é geralmente decorrente de perdas gastrointestinais (vômitos, diarreias, sonda nasogástrica em drenagem), renais (uso de medicamentos – como os diuréticos, na fase poliúrica da necrose tubular aguda, associado à hipocalemia), de redistribuição corporal (uso de insulina, infusão de glicose e de aminoácidos) e carencial (desnutrição, alcoolismo).





Fármacos como os inibidores da bombas de prótons (IBPs) têm sido implicados na diminuição das concentrações séricas de Mg. Desde 2007, o British National Formulary inclui a hipomagnesemia como um dos possíveis efeitos do uso dos IBPs. Em 2011, a Food and Drug Administration (FDA) apresentou um comunicado informando que a prescrição de IBP pode causar baixa nos níveis séricos de Mg, principalmente com o uso prolongado. Entretanto, essa associação ainda é pouco conhecida.

A correção da hipomagnesemia associada ao uso dos IBPs necessita da interrupção do uso, tendo em vista que a sua normalização não é obtida apenas pela reposição de Mg através de infusão venosa, como visto em estudos. Especula-se que os IBPs tenham um papel de inibir, de alguma maneira, a absorção gastrointestinal de Mg.

Fonte: Scielo




Excesso de ácido fólico na gravidez pode dobrar o risco de autismo


O ácido fólico é essencial durante a gestação. Ajuda no desenvolvimento neurológico do feto durante o fechamento do tubo neural, que, quando prejudicado, apresenta problemas morfológicos, como anencefalia, fenda palatina e o lábio leporino. No entanto, seu consumo em excesso pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nos bebês, segundo novo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Pesquisadores analisaram o nível de ácido fólico no sangue de 1.391 mães, logo depois do parto, e de seus filhos durante o período de 1998 a 2013. Os resultados mostraram que as mães de crianças autistas tinham níveis quatro vezes maiores de folato do que o recomendado. Uma a cada dez voluntárias tinham o excesso da substância no sangue.

"O excesso de ácido fólico pode prejudicar os genes que fazem a maturação do encéfalo e causar alguma má formação, podendo desenvolver autismo ou autismo parcial", segundo doutor em obstetrícia pela Unifesp e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas.

Fonte: Bayer


Vitamina C induz à morte células causadoras de câncer no sangue


Injeções de altas doses de vitamina C podem ajudar no combate ao câncer de sangue, que inclui diferentes tipos de leucemia. Em experimentos realizados com camundongos, a molécula se mostrou capaz de induzir o funcionamento do gene tet methylcytosine dioxygenase, ou TET2, responsável por forçar o desenvolvimento de células tronco em células sanguíneas maduras, que acabam morrendo.

Mutações que causam deficiência no funcionamento do TET2 são encontradas em 10% dos pacientes com leucemia mielogênica aguda, 30% dos casos de síndrome mielodisplásica e 50% das leucemias mieloides crônicas.





Essas doenças provocam anemia, sangramento anormal e aumentam os riscos de infecção, pela multiplicação de células tronco doentes na medula óssea. Normalmente, a medula óssea guarda células tronco para que, na idade adulta, elas sirvam para substituir outras células especializadas quando necessário.

Em pacientes com leucemia, sinais que induzem o amadurecimento de células tronco sanguíneas não funcionam, fazendo com que elas se multipliquem e se acumulem, mas não se desenvolvam.

Fonte: Bayer


Interações Medicamentosas com Glicocorticoides


Os fármacos que atuam sobre os níveis séricos de glicocorticoides (GC) aumentando sua toxicidade, normalmente o fazem através da inibição da CYP 3A4. Este é o caso dos macrolídeos eritromicina e claritromicina e dos antifúngicos azólicos como cetoconazol e itraconazol, ainda mais potentes inibidores da CYP 3A4.

Cabe salientar que a administração de estrógenos é capaz de aumentar a meia-vida e diminuir o clearance da prednisolona. Outros fármacos, por sua vez, são capazes de diminuir o nível sérico ou atividade de vários GC sistêmicos. Isto ocorre com os indutores de CYP 3A4, como os barbitúricos e a rifampicina. Antiácidos diminuem a absorção dos GC.

A ciclosporina pode sofrer aumento de seu nível sérico e inclusive de sua toxicidade quando usada em combinação com os GC, o que é feito freqüentemente no tratamento de doenças autoimunes. A prednisolona inibe o metabolismo da ciclosporina, aumentando a concentração sérica deste fármaco.
A hipocalemia induzida pelos GC pode aumentar a concentração sérica dos digitálicos, acentuando seus efeitos colaterais bem conhecidos.





A depleção do potássio também é um efeito dos diuréticos e seu agravamento deve ser lembrado no paciente em uso de GC. Os níveis séricos da isoniazida podem ser reduzidos pelos GC, diminuindo a ação deste tuberculostático. Já os salicilados têm sua eficácia diminuída por aumento do clearance. Um efeito importante a ser lembrado é a indução de resistência insulínica pelos GC, resultando em aumento da glicemia.

Outras interações possíveis são entre os GC e varfarina, quando pode haver aumento ou diminuição da atividade anticoagulante (não é previsível). No uso concomitante de GC e broncodilatadores do grupo das xantinas, como teofilina, pode ocorrer alteração na ação de ambos os fármacos.

Fonte: saudedireta.com.br




AMPK - Proteína Quinase Ativada por AMP


A AMPK é uma enzima que induz uma cascata de eventos intracelulares em resposta a mudança da carga energética celular. O papel da AMPK no metabolismo celular é a manutenção da homeostasia energética.

Todas as células vivas devem continuadamente manter alta relação entre ATP e ADP para sobreviver. Isso é obtido por intermédio do catabolismo que aumenta a energia celular convertendo ADP e fosfato em ATP, enquanto o anabolismo diminui o componente energético celular, por converter ATP em ADP e fosfato.

Convém ressaltar o fato de que a relação ATP–ADP nas células geralmente permanece quase constante, indicando que o mecanismo que regula esse processo é muito eficiente. A AMPK é um componente-chave desse equilíbrio fisiológico.





Essa enzima foi descrita pela primeira vez em 1973, como uma proteína induzida por AMP que inativa as enzimas HMG-CoA redutase e a acetil CoA carboxilase. Demorou-se mais de 14 anos para correlacionar a atividade dessa enzima com o balanço energético dentro da célula. 

O sistema da AMPK é ativado por qualquer estresse que cause aumento na relação intra-celular AMP–ATP, tanto aqueles que interferem com a produção de ATP quanto também aqueles que aumentam o consumo de ATP.

Esses estímulos ativadores são os mais diversos e podem ser fisiológicos, como exercício físico e contração muscular ou patológicos como privação de glicose, hipóxia, estresse oxidativo, choque osmótico, choque térmico, envenenamento metabólico, isquemia, diminuição do pH, inibição da glicólise e desacopladores da fosforilação oxidativa.

Fonte: Scielo


Efeitos de diuréticos no metabolismo da glicose


Os efeitos adversos dos tiazídicos no metabolismo de glicose em pacientes diabéticos têm sido observados desde a sua introdução na prática clínica. Entretanto, o desencadeamento de intolerância à glicose, em pacientes não diabéticos em uso crônico de tiazídicos, é controverso.

Um estudo com seguimento de 10 anos mostrou que o tratamento com diuréticos tiazídicos em doses baixas, associado à suplementação de potássio, não piorou a tolerância à glicose. A hipopotassemia tem sido apontada como possível mecanismo fisiopatogênico relacionado à alteração do metabolismo de carboidratos.

O uso contínuo de diuréticos de alça induz alterações mínimas no metabolismo da glicose, provavelmente pela ação de curta duração, ensejando que mecanismos compensatórios sejam utilizados para neutralizar os efeitos relacionados à intolerância à glicose.

Fonte: departamentos.cardiol.br




Médico cita 5 motivos para que o consumo do leite seja interrompido


O médico e especialista em nutrição Dr. Gabriel Azzini cita cinco razões relevantes para que interrompamos imediatamente o consumo de leite. Vamos a elas:

Inflamações crônicas

No leite há caseína, rica em fósforo e fundamental para a nutrição de lactantes. Considerando que a maior parte das vacas do Brasil é de origem holandesa, a caseína de seu leite é identificada como de tipo A1. Esse tipo de proteína, quando metabolizada pelo organismo humano, produz um peptídeo chamado casomorfina, responsável por causar inflamações e desequilíbrios intestinais, aumentando inflamações crônicas já existentes.

Excesso de cálcio

Segundo o médico, o cálcio presente no leite está em desequilíbrio com outros minerais, como o minério, zinco, ferro e manganês. Então, quando ingerimos esse leite com excesso de cálcio, aumentamos nossa excreção renal do nutriente, o que pode resultar em um aumento do risco de cálculos renais e dificultar a absorção do cálcio pelos ossos.





Envelhecimento rápido

O médico alerta que ninguém é capaz de remover a lactose do leite. Para contornar isso, os fabricantes adicionam ao produto uma enzima chamada lactase, que quebra a lactose em D-glicose e D-galactose, esta última responsável por acelerar o envelhecimento, aumentar a resposta inflamatória, enfraquecer a imunidade, aumentar o estresse oxidativo e favorecer mutações genéticas.

Redução da testosterona e atraso da puberdade

As vacas leiteiras geralmente ficam prenhas por 300 dias no ano. Neste período elas produzem maior quantidade de leite, mas com 30 vezes mais estrogênio do que um animal que não está amamentando. Isto é um problema especialmente para os homens, uma vez que o consumo excessivo do hormônio pode reduzir a produção da testosterona e contagem de esperma, bem como atrasar a puberdade.

Câncer

Uma série de estudos já relacionaram o consumo excessivo de leite ao câncer de próstata e de ovário. O médico adverte que produtos derivados da bebida, incluindo leite em pó, queijos e iogurtes, também devem ser evitados. O ideal é que optemos por alternativas mais naturais, como leite de coco, amêndoas ou castanhas.

Fonte: Jornal Ciência




Fármacos ativam células tronco e estimulam crescimento capilar


Foi descoberta nova técnica para ativar as células-tronco no folículo piloso, fazendo crescer o cabelo - ou, ao menos, o pelo de animais de laboratório.

Os resultados, embora iniciais, podem levar a novos medicamentos que possam promover o crescimento do cabelo em pessoas com calvície, ou alopecia, que é a perda de cabelo associada a fatores como desequilíbrio hormonal, estresse, envelhecimento ou tratamentos de quimioterapia.





As células-tronco do folículo piloso são células muito duradouras - elas estão presentes na pele e produzem cabelos ao longo da vida de uma pessoa. Elas são "quiescentes", o que significa que normalmente ficam inativas, ativando-se rapidamente durante um novo ciclo de cabelo, que é quando ocorre o crescimento do cabelo novo.

A quiescência das células-tronco do folículo piloso é regulada por muitos fatores. Em certos casos, algum desses fatores não se faz presente e elas não conseguem se ativar, o que impede o "repovoamento" do cabelo.

Fonte: Diário da Saúde




Antibióticos podem fragilizar sistema imunológico


Pesquisadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, mostraram que antibióticos podem interferir na capacidade do organismo de combater uma doença. Isso porque, ao afetarem bactérias comuns que habitam o intestino, esses medicamentos acabam também por enfraquecer o sistema imune. A pesquisa foi publicada na revista científica PLos Pathogens.

Cientistas estavam buscando entender o papel da microbiota intestinal na colite amebiana, infecção parasitária comum em países em desenvolvimento.





Para isso, analisaram amostras de fezes de crianças nas favelas urbanas de Dhaka, Bangladesh, e mostraram que aquelas com infecções mais severas tinham menos diversidade em bactérias que habitam o intestino. O estudo aponta que o uso de antibióticos é muito comum em países de baixa renda, com crianças sendo alvo de muitos tratamentos nos primeiros anos de vida.

Por fim, para testar mais diretamente a relação de antibióticos com o sistema imune, pesquisadores deram medicamentos para camundongos e perceberam que a alteração da microbiota do intestino provocada pelos medicamentos diminuía a atividade dos neutrófilos, importantes células de defesa do organismo.

Fonte: G1




Livros Impressos - Interação Medicamentosa


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Açafrão-da-terra pode ter ação contra infecção generalizada


Mais conhecida como açafrão-da-terra, a cúrcuma é uma especiaria originária do continente asiático. Para além do uso culinário, ela já é adotada há milhares de anos na Índia como erva medicinal.

Ao testar uma das substâncias da cúrcuma, a curcumina, pesquisadores das Faculdades de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) e de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP verificaram seu poder contra a sepse – infecção generalizada.

Vários estudos já descreviam as propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e até anticancerígenas da curcumina. Agora, os cientistas conseguiram aumentar as taxas de sobrevivência em animais de laboratório com sepse utilizando uma solução à base da especiaria.

Esses animais viveram 20% a mais que os demais, além de apresentarem redução considerável nos níveis de citocinas pró-inflamatórias (moléculas do sistema imunológico que respondem a processos inflamatórios) no sangue.





Carlos Henrique Rocha Catalão, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, diz que foi utilizada uma dosagem de curcumina não prejudicial aos ratos sépticos. Ao contrário, ela “aumentou temporariamente a sobrevida”.

Por não encontrarem a substância no plasma dos animais 24 horas após o choque séptico, os cientistas sugerem que a curcumina pode ter sido distribuída pelos tecidos do organismo animal e exercido suas propriedades terapêuticas.

O produto à base de curcumina usado no estudo foi desenvolvido no laboratório do professor Luís Alexandre Pedro de Freitas, da FCFRP. Lá, o professor aumentou “a biodisponibilidade da curcumina através de uma dispersão sólida (pó)”, explica Catalão. “Esse pó foi diluído em água, dando forma à solução usada no tratamento dos animais”.

Fonte: Jornal da USP


Novo marcador indica risco de diabetes, mesmo com outros exames normais


O escore de lipoproteínas associadas à resistência insulínica (LPIR) é um marcador que pode detectar mais precocemente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, mesmo em pessoas que possuem peso, glicemia e colesterol normais.

O resultado está em pesquisa com participação do clínico geral e cardiologista Paulo Henrique Harada, pós-doutorando do Hospital Universitário (HU) da USP, realizada na Harvard Medical School (Estados Unidos). Esse marcador melhorou a avaliação de risco de diabetes tipo 2 em um grupo de 25 mil mulheres, mesmo já se considerando outros marcadores tradicionais.

O LPIR é um marcador composto baseado em seis partículas de colesterol (lipoproteínas). Estas são extremamente sensíveis à resistência insulínica, mecanismo ligado ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. “A partir desses números é feito um escore ponderado que vai de 0 a 100, onde maiores valores indicam maior risco de diabetes tipo 2”, explica o médico.





Os marcadores clássicos do diabetes tipo 2 são idade, índice de massa corpórea (IMC), glicemia, HDL colesterol, triglicérides e histórico familiar da doença. “Em conjunto, esses fatores têm um bom desempenho, mas ainda assim com margem de erro significativa”, afirma Harada. O valor agregado desse marcador na detecção do risco de diabetes tipo 2 foi testado em 25 mil mulheres ao longo de 20 anos, que fazem parte do Women’s Health Study do Brigham and Women’s Hospital, vinculado à Harvard Medical School.

O LPIR esteve associado com o risco de diabetes durante esses 20 anos. “Foi possível classificar os pacientes como de alto risco (LPIR acima de 67), que têm 2,2 vezes o risco de desenvolver diabetes daqueles de baixo risco (LPIR abaixo de 30)”, destaca o pesquisador. “Mesmo em pessoas que se supunhas de risco baixo (IMC, glicose, HDL colesterol e triglicérides normais), a presença de LPIR alto esteve associado a maior risco de diabetes.”

Fonte: Jornal da USP


Nimesulida - efeitos cardiovasculares


A adição de nimesulida ao esquema terapêutico de paciente em uso de diurético para controle de doença cardiovascular, associada à retenção de sódio e água, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

Em estudo envolvendo cerca de 10.000 indivíduos, com 55 anos ou mais, o uso concomitante de diuréticos e nimesulida dobrou a taxa de hospitalização por insuficiência cardíaca. Pacientes com história prévia de insuficiência cardíaca congestiva apresentaram maior risco. É importante lembrar também que tanto a nimesulida quanto outros AINEs aumentam de forma dose-dependente a pressão arterial.




Esse efeito é consequência de alterações no equilíbrio hidroeletrolítico e na reatividade vascular. De qualquer forma, o aumento de pressão arterial, independente do risco de trombose, pode contribuir para o aumento do risco de complicações cardiovasculares desses fármacos.


Bloqueadores dos canais de cálcio e antagonistas dos receptores de angiotensina II sofreram menor interferência em seus efeitos. Entretanto, há ainda uma carência de ensaios clínicos controlados e randomizados, dificultando a obtenção de conclusões contundentes a respeito do risco de complicações cardiovasculares.

Fonte: itpac.br




Acetilcolinesterase


A acetilcolinesterase (AChE) é a enzima responsável por hidrolisar o neurotransmissor acetilcolina (ACh) nas sinapses colinérgicas. Nestas sinapses a ACh atua transmitindo a mensagem de um neurônio a outro. As sinapses colinérgicas estão amplamente distribuídas no sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP), sendo importante para a manutenção de inúmeras funções fisiológicas humanas.

Existem vários fármacos que apresentam como alvo as sinapses colinérgicas, podendo agir na enzima AChE, inibindo-a ou reativando-a. Como também, atuar em receptores de ACh como agonistas ou antagonistas. O betanecol é um fármaco colinérgico empregado no tratamento de alguns casos de retenção urinária, já o ipratrópio e a escopolamina são fármacos anticolinérgicos empregados, respectivamente, como broncodilatador e antiespasmódico.





Os fármacos que apresentam como mecanismo de ação a inibição da AChE são chamados de anticolinesterásicos ou colinérgicos indiretos. A AChE, quando bloqueada, é incapaz de hidrolisar a ACh, assim, este neurotransmissor tende a permanecer ativo por um período maior na fenda sináptica, fato que incrementa a transmissão colinérgica.

Os fármacos que bloqueiam a AChE no SNP, como por exemplo a neostigmina, são utilizados na constipação atônica, atonia intestinal, na retenção urinária, na miastnia gravis e como antagonista dos miorrelaxantes. Caso o inibidor da AChE (IAChE) apresente ação no SNC, como a Rivastigmina, este tem utilidade no tratamento da demência associada à doença de Alzheimer.

Fonte: Revista Virtual de Química




Diferenças entre inflamação e infecção


Infecções e inflamações são situações muito comuns no dia a dia. Apesar disso, muita gente tem dúvida sobre esses dois processos do nosso organismo. Entender como ocorrem, quais os sintomas e tratamentos para que possamos cuidar da nossa saúde é fundamental, então vamos ver algumas diferenças entre as duas situações:

Inflamação - é uma resposta do organismo a uma agressão, como cortes e batidas. A inflamação pode partir, também, do sistema imunológico. Nesse caso, são as nossas células de defesa que agridem o corpo. No processo inflamatório, ocorre o aumento do fluxo sanguíneo e de outros fluídos corporais para o local lesionado. Por isso, esse processo causa sintomas como:

- Vermelhidão;
- Inchaço;
- Dor;
- Aquecimento da área.




Infecção - causada por agentes externos. O organismo reage a entrada de microrganismos como vírus e bactérias, parasitas ou fungos. Nesse processo, as células de defesa tentam combatê-los, o que normalmente dá origem ao aparecimento de pus. Alguns sintomas que podem ser causados por infecções:

- Febre;
- Dor no local infectado;
- Aparecimento de pus;
- Dores musculares;
- Diarreias;
- Fadiga;
- Tosse.

Fonte: Pfizer Notícias


Metronidazol - síntese e atividade


O isolamento do antibiótico azomicina (2-nitroimidazol) a partir de um estreptomiceto em 1953 e a demonstração de suas propriedades tricomonicidas levou à síntese química e ao teste biológico de muitos nitroimidazóis.

Um composto em específico, o 1-beta-hidroxi-etil-2-metil-5nitroimidazol, chamado metronidazol, teve uma atividade especialmente elevada in vitro e in vivo contra T. vaginalis e E. histolytica.





Dural e colaboradores (1960) relataram que doses orais do fármaco forneciam atividade tricomonicida ao sêmen e urina e que podiam ser obtidas altas taxas de cura em pacienets de ambos os sexos acometidos por tricomoníase.

Estudos posteriores revelaram que o metronidazol possuía atividades clínicas extremamente úteis contra vários patógenos anaeróbios que incluíam bactérias gram-positivas e gram-negativas, além do protozoário G. lamblia.

Fonte: Goodman & Gilman


Atuação dos IECA no remodelamento cardíaco após infarto


O processo de remodelação cardíaca se caracteriza por alterações da geometria, volume, massa e constituição do coração em resposta a uma agressão. A hipertrofia miocárdica é um importante componente da remodelação cardíaca, que permite ao coração manter suas funções básicas em vigência do aumento das condições de carga. Em longo prazo, entretanto, a hipertrofia representa fator de risco dependente para morbidade e mortalidade das doenças cardíacas.

Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), usados em pacientes infartados, reduzem as arritmias, previnem o desenvolvimento de insuficiência cardíaca e diminuem a incidência de reinfarto. Dado interessante e com pouca atenção dada refere-se à variação de proteínas no coração infartado, a concentração proteica total diminui no após o estabelecimento da necrose miocárdica.





Como as proteínas contráteis representam cerca de 80% do conteúdo protéico miocárdico, pode-se especular que há comprometimento dessas proteínas no coração remodelado após o IM, o que poderia explicar o menor desempenho mecânico observado no coração infartado, mesmo se corrigindo os valores de força ou de pressão desenvolvidas para a massa de tecido muscular sobrevivente. O uso de captopril acentua a queda proteica, fato esse que poderia ser decorrente da redução na produção local de angiotensina II.

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Assim, a redução da deposição de colágeno no interstício miocárdico de ratos infartados e tratados com captopril poderia representar apenas uma das facetas de um fenômeno mais abrangente, ou seja, uma diminuição generalizada da síntese proteica cardíaca. Os inibidores da ECA devem ser administrados precocemente a todos os pacientes com disfunção ventricular ou infarto anterior, pelas vantagens desses fármacos em relação à remodelação e à melhora hemodinâmica (vasodilatação e redução da pós carga).

A diminuição da mortalidade foi verificada em estudos clínicos que selecionaram pacientes com disfunção ventricular e infartos anteriores, assim como em estudos que não selecionaram um grupo específico, utilizando IECA em todos os pacientes com infarto por até 1 a 4 anos após o evento. Sendo assim, há possibilidade de benefício com o uso dos IECA em todos os infartos, independente da função ventricular. O uso prolongado também resultou em benefícios cardiovasculares.

Fonte: Unieuro




A criança tem TDAH? Na verdade pode não ter nada


O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é definido como inquietação, hiperatividade e dificuldade de manter a atenção. Em grande parte dos casos, esses sintomas são percebidos na escola, onde a concentração de diversas crianças leva a um comportamento mais inquieto. 

“Se há dificuldade de aprendizado, a criança é rapidamente diagnosticada com TDAH. Muitas vezes, ela não tem nada, e os problemas de aprendizado estão relacionados à política educacional do país e à falta de qualidade de muitas escolas. Um problema coletivo pode ser transformado em um problema pessoal”, pondera a professora Maria Aparecida Affonso Moysés, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. 





O aumento de diagnósticos vem acompanhado de um alto número de tratamentos com medicamentos, sem o auxílio de terapia que possa amenizar os sintomas. Apenas 25% dos estudantes americanos diagnosticados com transtorno de déficit de atenção recebem terapia comportamental. A maioria dos casos é tratada exclusivamente com medicamentos, o que, de acordo com a comunidade científica, deveria ser um recurso utilizado em último caso.


Na Finlândia, onde o sistema educacional leva os alunos a ocuparem as posições mais altas em rankings mundiais de desempenho, apenas 0,12% das crianças em idade escolar tomam medicamentos para déficit de atenção.

O Brasil acompanha a tendência norte-americana, com um aumento de 775% na venda de estimulantes entre 2003 e 2012, segundo levantamento do Instituto de Medicina Social da UERJ.

Fonte: Gazeta do Povo




Interdição de lote de Nimesulida


A Anvisa interditou um lote do medicamento nimesulida da empresa Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica (Neo Química). A interdição atinge o lote B16k 1609 da Nimesulida (nimsesulida), suspensão oral, 50mg/ml.

O medicamento foi interditado após ser reprovado em dois testes: teor de princípio ativo e teste de gotejamento, na avaliação do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.





O teor de princípio ativo avalia se a quantidade de medicamento, sua concentração, está correta. Se o teor for maior ou menor que o indicado na embalagem, o tratamento do paciente pode acabar sendo afetado.

Já o teste de gotejamento mede a quantidade de gotas que devem ser utilizadas para atingir a dose que o médico recomentou. Quando isto não está correto o paciente pode acabar tomando um pouco mais ou um pouco menos que a quantidade recomendada, o que também pode afetar a qualidade do tratamento.

Fonte: Anvisa


Angiotensina II e vasoconstrição direta


A angiotensina II provoca constrição das arteríolas pré-capilares e, em menor grau, das vênulas pós-capilares, ao ativar os receptores AT1 localizados na células musculares lisas vasculares. A angiotensina II exerce efeitos diferenciais sobre o tônus dos leitos vasculares em toda a circulação.

A vasoconstrição direta é mais forte nos rins. A vasoconstrição induzida pela angiotensina II é muito menor nos vasos cerebrais e ainda mais fraca nos vasos pulmonares e musculoesqueléticos.





Nessas regiões o fluxo sanguíneo pode, na realidade, aumentar, especialmente após pequenas alterações nas concentrações do peptídeo, visto que a resposta vasoconstritora relativamente fraca é anulada pela pressão arterial sistêmica elevada.

Todavia, na presença de concentrações circulantes elevadas de angiotensina II, o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano pode ser reduzido.

Fonte: Goodman & Gilman




Piroxicam: usos terapêuticos e efeitos tóxicos


O piroxicam é aprovado para tratamento da artrite reumatoide e osteoartrite, com dose diária habitual de 20mg. Em virtude do longo período necessário para atingir o estado de equilíbrio dinâmico, a resposta terapêutica máxima dificilmente ocorre antes de 2 semanas.

O piroxicam também têm sido utilizado no tratamento da espondilite anquilosante, em distúrbios musculoesqueléticos agudos, dismenorreia, dor pós-operatória e crises de gota.

A incidência relatada de efeitos adversos atinge cerca de 20%, dos quais 5% interrompem o tratamento. Reações gastrointestinais são as mais comuns, com incidência de úlcera abaixo de 1%.

Fonte: Goodman & Gilman




Efeitos dos benzodiazepínicos no sistema cardiovascular


Os efeitos cardiovasculares dos benzodiazepínicos (BZD) são mínimos nos indivíduos normais, exceto em casos de intoxicação grave. Em doses pré-anestésicas, todos os BZD reduzem a pressão arterial e aumentam a frequência cardíaca.

Com o midazolam, os efeitos parecem ser secundários a uma redução da resistência periférica; entretanto, com o diazepam, são secundários a uma redução do trabalho ventricular esquerdo e do débito cardíaco.





O diazepam aumenta o fluxo coronário, possivelmente através de uma ação que aumenta as concentrações intersticiais de adenosina, e o acúmulo desse metabólito cardiopressor também pode explicar os efeitos inotrópicos negativos do fármaco.


Em grandes doses, o midazolam diminui consideravelmente o fluxo sanguíneo cerebral e a assimilação de oxigênio.

Fonte: Goodman & Gilman




Dormir pouco engorda, segundo estudo recente


Em um estudo publicado recentemente na revista PLOS One, cientistas afirmaram que dormir pouco pode resultar em ganho de peso, bem como envelhecimento celular rápido, danos neuronais e reduzida capacidade de memória.

Os pesquisadores descobriram que adultos que dormiam seis horas por noite tiveram um ganho médio de medida de cintura três centímetros maior do que aqueles que dormiam nove horas por noite.


O estudo, feito pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, atesta que a falta de problemas de sono junto à química de nosso metabolismo pode afetar a capacidade de nosso organismo de manter um peso saudável.





Além da diferença de cintura, os participantes também tiveram seus índices de massa corporal registrados. Para referência: cada hora extra de sono entre seis e nove horas representou valores baixos de IMC de 0,46 kg/m² nos adultos pesquisados. 

Os dados também mostraram uma relação entre tempo de sono mais curto e níveis reduzidos do “bom” colesterol (HDL), responsável por remover o colesterol “ruim” (LDL) da corrente sanguínea e reduzir os riscos de doenças cardíacas. Curiosamente, e contradizendo uma conexão feita no passado, o estudo não mostrou qualquer ligação entre uma dieta menos saudável e menos sono durante a noite.


Os pesquisadores sugerem que a quantidade perfeita de sono está entre sete, oito e nove horas por noite, dependendo da pessoa. Eles consideram ainda que as recentes descobertas poderão fornecer uma nova visão entre a relação do sono e doenças metabólicas, como o diabetes, que atualmente afeta mais de 422 milhões de pessoas em todo o mundo, egundo a OMS.

Fonte: Jornal Ciência




Serotonina na saciedade e na atividade sexual


Saciedade

A relação entre saciedade e serotonina acontece em nosso hipotálamo. Em níveis normais de transmissão, o indivíduo se alimenta normalmente. No entanto, lembra o neurologista Leandro Cruz, pessoas com transmissão abaixo da média acabam abusando de doces e massas para se sentirem satisfeitas. Perceba que isso acontece com frequência em pessoas que declaram estar tristes, estado também ligado à transmissão ineficiente.


Essa relação existe porque, segundo a neurologista Ana Crippa, a serotonina é responsável pelo chamado estado de vigília quieta, diretamente relacionado à saciedade.





Atividade sexual

Embora muitos o chamem de "neurotransmissor do prazer", em excesso, a serotonina atrapalha o desempenho sexual. Essa relação acontece no hipotálamo. Quando há transmissão intensa, a libido cai, chegando a interferir no orgasmo de ambos os sexos.



Essa relação acontece, por exemplo, quando um indivíduo toma antidepressivos, que melhoram a transmissão da serotonina em nosso cérebro e, logo, diminuem a libido. A neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares lembra que, muitas vezes, antidepressivos são ministrados para pacientes com ejaculação precoce.

Fonte: Minha Vida


Omeprazol - risco de danos renais aumentado em até 96%


Uma pesquisa, que avaliou 173.321 pessoas que usaram omeprazol e outras 20.270 que tomaram um antagonista de receptor histamínico H2 (ranitidina, cimetidina), descobriu que a maioria dos pacientes que tomava os inibidores da bomba de prótons (IBPs) passou a apresentar mais problemas renais do que aqueles que se tratavam com os anti-histamínicos H2.

Os riscos de desenvolver insuficiência renal eram aumentados em até 96% entre os primeiros pacientes. Além disso, foi possível descobrir que os pacientes não sofriam problemas renais agudos antes do uso contínuo do medicamento, o que significa que eles não estavam cientes de um declínio na função renal.





Os pesquisadores, portanto, alertam para que pacientes e médicos sejam mais vigilantes no monitoramento do uso desses medicamentos.

É comum encontrarmos pacientes em uso de IBPs diariamente por vários meses ou anos, muitas vezes sem necessidade. Na maioria dos casos, medicamentos como omeprazol devem ser utilizados de forma pontual, por 4 a 6 semanas, para o tratamento de problemas gástricos. Deve-se evitar o uso dos IBPs por vários meses seguidos.

Fonte: Saúde Curiosa


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