Inibidores da Bomba de Prótons e Hipomagnesemia


O Magnésio (Mg) é essencial para o funcionamento de mais de 300 reações enzimáticas celulares que envolvem ATP, participando nelas como cofator. No organismo, como parte da homeostase, há um balanço interno desse íon, havendo constante troca entre os meios intra e extracelular.

A hipomagnesemia pode causar diversas manifestações clínicas, como fraqueza muscular, convulsões, depressão, arritmias, hipoparatireoidismo e hipocalemia, que, se não tratadas a tempo, podem levar o paciente a sérios problemas. A hipomagnesemia ocorre quando a concentração plasmática do íon Mg cai abaixo de 1,60 mg/dL.

Essa alteração é diagnosticada em 12% a 53% dos pacientes internados em enfermarias gerais e é geralmente decorrente de perdas gastrointestinais (vômitos, diarreias, sonda nasogástrica em drenagem), renais (uso de medicamentos – como os diuréticos, na fase poliúrica da necrose tubular aguda, associado à hipocalemia), de redistribuição corporal (uso de insulina, infusão de glicose e de aminoácidos) e carencial (desnutrição, alcoolismo).





Fármacos como os inibidores da bombas de prótons (IBPs) têm sido implicados na diminuição das concentrações séricas de Mg. Desde 2007, o British National Formulary inclui a hipomagnesemia como um dos possíveis efeitos do uso dos IBPs. Em 2011, a Food and Drug Administration (FDA) apresentou um comunicado informando que a prescrição de IBP pode causar baixa nos níveis séricos de Mg, principalmente com o uso prolongado. Entretanto, essa associação ainda é pouco conhecida.

A correção da hipomagnesemia associada ao uso dos IBPs necessita da interrupção do uso, tendo em vista que a sua normalização não é obtida apenas pela reposição de Mg através de infusão venosa, como visto em estudos. Especula-se que os IBPs tenham um papel de inibir, de alguma maneira, a absorção gastrointestinal de Mg.

Fonte: Scielo




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