Mecanismos nefrotóxicos dos aminoglicosídeos


Vários estudos experimentais foram realizados na tentativa de elucidar os mecanismos da nefrotoxicidade. A existência de fatores genéticos foi sugerida devido a diferenças na susceptibilidade a nefrotoxicidade entre ratos, coelhos e outros animais. O ponto de partida para a nefrotoxicidade é a ligação do fármaco com o túbulo proximal.

Acredita-se que existam receptores específicos no túbulo proximal, onde ocorre endocitose do aminoglicosídeo. A ligação na membrana tubular ocorre com a megalina, um receptor endocitótico expresso na membrana apical do epitélio tubular proximal.





Uma vez ligado à megalina, o complexo aminoglicosídeo-megalina é transportado para dentro da célula e se une ao lisossomo, onde irá fundir-se com estruturas pré-existentes, causando progressiva deposição de lipídeos polares, que adotam disposição lamelar concêntrica e formam o chamado corpo mieloide.

Além disto, ocorrem várias outras alterações em organelas e enzimas, como nos ribossomos, nas mitocôndrias e na bomba Na/K-ATPase.





Os aminoglicosídeos acumulam-se gradualmente nos lisossomos e induzem alterações morfológicas. Os mecanismos através dos quais os aminoglicosídeos alteram a filtração glomerular não são ainda totalmente esclarecidos.

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Vários fatores foram relacionados, tais como liberação de hormônios vasoconstrictores, liberação de fator agregador de plaquetas, deposição de restos celulares obstruindo néfrons individuais e diminuição na superfície glomerular e/ou alteração na permeabilidade glomerular com diminuição do coeficiente de ultrafiltração glomerular.

Fonte: Scielo


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