Condições clínicas que exigem uso prolongado de Omeprazol


Esofagite refratária: 40mg/dia dose única. Após cicatrização, terapia de manutenção de 20mg/dia.

Condições de hipersecreção patológica: (como adenomas endócrinos, síndrome de Zollinger-Ellisson e mastocitose sistêmica) é recomendado 60mg uma vez ao dia continuadamente, até manutenção da condição clínica; a maioria dos pacientes têm sido controlados com doses entre 20mg, 1-2 vezes ao dia e doses de até 120mg ou superiores. Doses diárias maiores que 80mg devem ser divididas, geralmente em duas vezes. O tratamento é individualizado conforme condições do paciente e resposta ao tratamento. Alguns pacientes com síndrome de Zollinger-Ellisson têm sido tratados continuamente por mais de 5 anos.

Dispepsia: alívio com dose usual de 10 ou 20mg/dia por 2 a 4 semanas.

Refluxo gastro-esofágico: 20mg uma vez ao dia por 4 a 8 semanas, seguido por mais 4 a 8 semanas para pacientes não responsivos; se a esofagite erosiva reincidir, novo curso de 4-8 semanas poderá ser necessário. Dose de manutenção de 10mg/dia pode ser utilizada, entretanto doses de 20mg/dia apresentaram melhores resultados. É relatado que omeprazol se mostrou seguro e eficaz para terapia prolongada (até 11 anos) em pacientes com refluxo gastro-esofágico grave refratário a antagonistas H2.





Esofagite erosiva: omeprazol 20mg/dia uma vez ao dia para profilaxia; para manutenção da cicatrização: 20mg/dia por até 12 meses. São descritos estudos clínicos de até 12 meses para avaliação da eficácia da terapia.

Úlcera péptica: 20mg/dia dose única ou 40mg/dia (para casos graves ou não responsivos a antagonistas H2). Para úlcera duodenal, manter terapia por 4 a 8 semanas; para úlcera gástrica, manter de 4 a 8 semanas. Para manutenção da cicatrização, terapia com 10mg a 20mg/dia por até 12 meses de terapia total (incluindo as 4-8 semanas iniciais). É descrito que o fabricante não recomenda terapia de manutenção com omeprazol para úlcera duodenal; porém, 20mg uma vez ao dia por seis meses tem se mostrado seguro e efetivo para terapia de manutenção em úlcera duodenal cicatrizada.

Erradicação de Helicobacter pylori em úlcera péptica: 20mg duas vezes ao dia ou 40mg uma vez ao dia, combinado com antibióticos durante 1 a 2 semanas, dependendo da terapia utilizada; após, manter omeprazol 20mg dose única.

Ulceração associada ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINES): 20mg/dia para tratamento ou profilaxia em pacientes com história de lesão gastroduodenal que requeiram tratamento contínuo com AINE.

Fonte: ufrgs.br




Lamotrigina e Risco de Suicídio


Sintomas de depressão ou transtorno bipolar podem ocorrer em pacientes com epilepsia, existindo evidências de que os pacientes com epilepsia e transtorno bipolar apresentam risco elevado para o suicídio.

De 25% a 50% dos pacientes com transtorno bipolar tentam suicidar-se pelo menos uma vez e podem apresentar piora dos sintomas depressivos e/ou o aparecimento de ideias e comportamentos suicidas (suicidalidade), estejam ou não tomando medicações para o transtorno bipolar, incluindo lamotrigina. Ideação e comportamento suicidas foram relatados em pacientes tratados com drogas antiepilépticas (DAEs) em diversas indicações, incluindo epilepsia e transtorno bipolar.

Uma meta-análise de estudos randomizados controlados com placebo e com DAEs (inclusive lamotrigina) também demonstrou pequeno aumento no risco de ideação e comportamento suicidas. O mecanismo desse risco não é conhecido e os dados disponíveis não descartam a possibilidade de risco aumentado para lamotrigina.

Fonte: Anvisa




Suspensão de lotes do Astro


Um erro na data de validade impressa na embalagem do medicamento Astro levou a Anvisa a suspender três lotes do produto. O caso foi comunicado pela própria Eurofarma Laboratórios, fabricante do produto. A suspensão vale para os lotes 441819A, 441996A, 441996B, do produto Astro (1500 mg), pó para suspensão oral.

O problema é que a embalagem do medicamento trazia uma data de validade única para o medicamento e o diluente, sendo que o prazo de validade do diluente é diferente. O caso é considerado de baixo risco. A suspensão está na resolução RE 2.541/2017 publicada no Diário Oficial da União.

O que o consumidor deve fazer?

Os lotes suspensos serão recolhidos pelo fabricante. Os demais lotes do produto podem ser utilizados normalmente. Se você comprou os lotes que foram suspensos, entre em contato com o SAC da Eurofarma para ter informações sobre o recolhimento.

Fonte: Anvisa




OMS recomenda uso periódico de antiparasitários


A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que programas periódicos de desparasitação são recomendáveis para reduzir drasticamente problemas de saúde pública causados por vermes intestinais e parasitas.

Segundo afirmação da OMS, o tratamento, em que normalmente basta um único comprimido, pode proteger 1.5 bilhões de pessoas atualmente em risco, que são afetadas por quatro espécies principais de vermes intestinais. A recomendação foi aprovada pelo Comitê de Revisão das Diretivas da entidade.

“Os parasitas são um grande problema de saúde pública porque os vermes interferem na capacidade das pessoas de absorver nutrientes, impedindo o crescimento e o desenvolvimento físico de milhões de crianças”, relata a entidade.





A OMS utiliza medicamentos doados da indústria farmacêutica para a facilitação da realização dos programas de desparasitação em larga escala. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente em programas nacionais de controle de doenças. Também é realizado programas em parcerias com escolas.

Para a entidade, no entanto, o tratamento não é a única solução. Também a higiene básica, o saneamento, a educação para a saúde e o acesso à água potável são fundamentais para resolver problemas de saúde causados por vermes.

Em 2015, apenas 39% da população global tinha acesso a saneamento seguro, diz a OMS. No Brasil, um em cada quatro brasileiros convive com esgoto a céu aberto.

Fonte: odia.ig.com.br




Dicas para exposição dos MIPs


Os Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) são aqueles com autorização da Anvisa para que sejam expostos fora da área de balcão. Por isso, é importante que o consumidor tenha fácil acesso aos produtos, de modo que a clareza na exposição destes será benéfico para consumidor e para o estabelecimento. Seguem algumas dicas de como proceder:

- Agrupar os produtos por patologia, como gastro, gripes e resfriados, dor e febre;

- Agrupar os respectivos segmentos dentro de cada patologia:

a) Gastro: antiácido, antigases e reguladores intestinais;
b) Gripes e resfriados: antigripal, descongestionante, garganta, xaropes e antialérgicos;
c) Dor e febre: dor de cabeça, dor muscular, cólica e febre;

- Iniciar a exposição com gastro, seguida de gripes e resfriados e depois dor e febre;

- Dentro de cada patologia, distribuir os espaços dos segmentos de acordo com o giro dos produtos: itens de maior giro ficam no fim do fluxo, enquanto produtos de menor giro ficam no início do fluxo dos consumidores.

Fonte: Guia da Farmácia




Citalopram e Pacientes Cardiopatas


Vários pacientes cardiopatas apresentam sintomas depressivos, porque a manifestação das doenças cardiovasculares, em geral, é súbita e, por isso, muitos pacientes que antes eram ativos e saudáveis se veem, de repente, limitados ou com receio de sofrerem um novo infarto, ou porque já apresentavam sintomas subclínicos de depressão que se tornam mais evidentes após a doença cardíaca.

A depressão é três vezes mais comum em pacientes após o infarto agudo do miocárdio (IAM) do que na população em geral. Cerca de 20% dos pacientes hospitalizados após IAM preenchem critério para o transtorno depressivo. A prevalência em pacientes com angina instável, angioplastia e cirurgia cardíaca é semelhante aos de pacientes com IAM. A presença de depressão está associada a piora do prognóstico em pacientes com doença coronária, e quanto mais severa, maiores os eventos cardiovasculares.





Uma preocupação ascendente sobre os ISRS seria a possibilidade de ele levar a um prolongamento no intervalo QT, chegando a uma vulnerabilidade de o paciente desenvolver morte súbita, taquicardia ventricular polimórfica e seu subtipo, torsade de pointes. 

Em meta-análise publicada sobre o uso de citalopram e intervalo QT, incluindo relatos de casos, nenhum estudo mostrou prolongamento do intervalo QT, seja com overdose de citalopram, seja com pacientes sabidamente com fatores de risco para o prolongamento do intervalo QT e torsade de pointes.

Vale ressaltar que, apesar de tais dados, o citalopram deve ser utilizado com cautela em pacientes com prolongamento do intervalo QT adquirido ou congênito, pesando riscos e benefícios, não ultrapassando a dose de 40 mg ao dia.

Fonte: Moreira Jr


Depressão e Citalopram


A depressão é uma doença comum, frequentemente crônica e, muitas vezes, um incapacitante transtorno psiquiátrico. Cerca de 17% da população em algum momento de sua vida sofrerão da doença, sendo que a incidência nas mulheres é cerca de duas vezes maior do que nos homens. Estudo recente mostrou que a depressão é o quarto transtorno mais incapacitante na população geral, sendo que em 2020 será a segunda causa de incapacidade no mundo, atrás apenas da doença arterial coronariana.

Diante de tal cenário, o seu tratamento, através da psicoterapia e terapia medicamentosa, tornou-se um desafio para os médicos e outros profissionais de saúde, a fim de tentar prevenir o forte impacto social que ela acarreta.





O citalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) que tem sido utilizado na Europa desde 1989 e foi introduzido nos Estados Unidos em 1998. É indicado para o tratamento da depressão e prevenção de recaída ou recorrência dos transtornos do pânico com ou sem agorafobia e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

É considerado o ISRS de maior seletividade descrita até o momento, com nenhum ou mínimo efeito sobre a recaptação da noradrenalina, dopamina e ácido gama-amino-butírico (GABA). Essa ausência de efeitos sobre outros receptores poderia explicar por que o citalopram produz uma quantidade menor de efeitos adversos tradicionais, como boca seca, distúrbios vesicais e intestinais, visão turva, sedação, cardiotoxicidade e hipotensão ortostática.

Tal especificidade permite seu uso com maior segurança em pacientes selecionados, como cardiopatas, idosos e em uso de diversos medicamentos.

Fonte: Moreira Jr




Aplicativo de celular identifica sinais de câncer


Um novo aplicativo para celulares pode levar a uma detecção precoce de câncer de pâncreas usando apenas uma selfie. Essa doença mata 90% dos pacientes dentro de cinco anos, em parte porque não há sintomas precoces ou instrumentos de triagem não-invasiva para identificar um tumor desse tipo antes que ele se espalhe.

Por isso, pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) desenvolveram um aplicativo - batizado de BiliScreen - que usa a câmera do celular para tirar a foto e algoritmos de visão computacional e ferramentas de aprendizado de máquina para detectar níveis elevados de bilirrubina. Para isso, o programa vasculha sinais da doença na esclerótica da pessoa - a parte branca do olho.

Em um estudo clínico inicial com 70 voluntários, o aplicativo BiliScreen identificou casos suspeitos da doença com uma precisão de 89,7% em comparação com o exame de sangue atualmente utilizado. Como está em estágio inicial de desenvolvimento, o aplicativo precisou ser usado em conjunto com uma caixa que controla a exposição do olho à luz - para tirar a selfie é necessário colocar o rosto na caixa para controlar a iluminação.

A equipe pretende agora testar o aplicativo em um número maior de pessoas com risco de icterícia e condições similares, bem como continuar a fazer melhorias no programa para que seja possível dispensar o uso da caixa. Eles já estão testando armações parecidas com óculos que fornecem referências de cor para eliminar os problemas de brilho e reflexão.

Fonte: Diário da Saúde




Substância do café retarda surgimento de diabetes tipo 2


Nos últimos anos, pesquisadores constataram que beber café ajuda a diminuir o risco de desenvolver diabetes tipo 2. Inicialmente os cientistas suspeitavam que a cafeína fosse responsável pelo efeito, mas estudos posteriores descartaram essa possibilidade, sugerindo que outras substâncias no café podem ter um papel mais importante.

O professor Fredrik Brustad Mellbye, da Universidade Aarhus (Dinamarca), queria mais detalhes, e saiu em busca de quais substâncias exatamente atuam contra o diabetes. A equipe descobriu que se trata de um composto chamado cafestol, que já havia demonstrado aumento na secreção de insulina em células pancreáticas expostas à glicose.

Nos novos testes, agora feitos em animais, o cafestol aumentou a absorção de glicose nas células musculares de forma tão eficaz quanto um medicamento antidiabético comumente prescrito para a condição.

Os pesquisadores concluíram que o consumo diário de cafestol pode atrasar o aparecimento do diabetes tipo 2, sendo um bom candidato para o desenvolvimento de medicamentos para tratar ou prevenir a doença. O próximo passo será efetuar testes em seres humanos.

Para quem não quer esperar pelo comprimido, estudos anteriores sugerem que beber de três a quatro xícaras de café por dia reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

Fonte: Diário da Saúde




Ações Farmacológicas de Agonistas Opioides no SNC


• Analgesia: eficazes para alívio de dores contínuas e sem localização específica proveniente de órgãos internos, como intestinos. Menos eficaz para dores superficiais do tipo pontada. As dores neuropáticas podem ser resistentes, porém os pacientes referem discreta redução na intensidade e melhora em relação ao desconforto gerado pela dor.

• Sedação: dificuldade de concentração e sonolência são efeitos comuns. O alívio da dor pode ocasionar o sono, mas opioides não atuam como hipnóticos.

• Euforia e disforia: morfina e os demais opioides geram sensação de bem-estar (euforia). Caso não haja dor, a morfina pode causar agitação e inquietação (disforia).

• Alucinações: principalmente após o uso de opioides como a morfina, alucinações podem ser desencadeadas.

• Tolerância e dependência: tolerância é a redução do efeito gerado pela mesma dose do fármaco, quando repetidas doses são administradas. O mecanismo ainda não foi totalmente esclarecido, porém é provável que o processo de downregulation de receptores opioides ou que a redução da produção de opioides endógenos estejam envolvidos. A dependência ocorre quando, após o uso prolongado de opioides, o fármaco é suspenso abruptamente, desencadeando diversos sinais físicos e psicológicos, como a agitação, irritabilidade, salivação excessiva, lacrimejamento, sudorese, cãibras, vômitos e diarréia.

Fonte: Sociedade Brasileira de Anestesiologia




Mecanismo de Ação dos Fármacos Opioides


Os fármacos opioides atuam a nível celular ligando-se aos receptores opioides presentes em todo o sistema nervoso central (SNC), especialmente no núcleo do trato solitário, área cinzenta periaquedutal, córtex cerebral, tálamo e substância gelatinosa da medula espinhal. Receptores opioides podem também estar presentes em terminações nervosas aferentes periféricas e em diversos outros órgãos.

A eficácia de opioides administrados diretamente ao compartimento central é evidente, porém em caso de administração periférica em situações de pós-trauma ou estado inflamatório, sua eficácia não é tão confiável.

Os receptores opioides são ligados às proteínas G inibitórias. A ativação dessa proteína desencadeia uma cascata de eventos: fechamento de canais de cálcio voltagem dependentes, redução na produção de monofosfato de adenosina cíclico (AMPc) e estímulo ao efluxo de potássio, resultando em hiperpolarização celular. Assim, o efeito final é a redução da excitabilidade neuronal, reduzindo a neurotransmissão de impulsos nociceptivos.

Agonistas opióides puros (morfina, petidina, fentanil) apresentam alta afinidade com os receptores opióides e elevada atividade intrínseca a nível celular. Agonistas parciais, ao ligarem-se aos receptores opióides. produzem efeito submáximo quando comparadosaos agonistas puros. Antagonistas opióides (naltrexona) possuem afinidade com os receptores, porém nenhuma atividade intrínseca.

Fonte: Sociedade Brasileira de Anestesiologia    




Justiça proíbe medicamento para tratar Leucemia no SUS


A Justiça Federal em Brasília proibiu a venda do medicamento chinês Leuginase, usado para tratamento de leucemia infantil em toda a rede do SUS. A decisão judicial, em caráter liminar e que acolhe ação do MPF (Ministério Público Federal), foi dada pelo juiz Rolando Valcir Spanholo.

A compra do remédio vindo da China foi realizada sem licitação, sob alegação de economia ao erário [dinheiro público]. Em sua decisão, o juiz federal mandou o governo abrir processo de concorrência para compra de remédio equivalente e, também, que seja comprovada a eficácia do medicamento importado do país asiático.

Fonte: R7




Desenvolvimento de novo antiviral contra AIDS


Pesquisadores do Instituto da Saúde Americano desenvolveram um antiviral triplo que foi apresentado como extremamente promissor para a prevenção e o tratamento do vírus da aids. O tratamento teve detalhes publicados na revista Science.

Este antiviral de proporcionou uma proteção melhor do que a de todos os anticorpos testados até hoje, neutralizando 99% de mais de 200 cepas diferentes de HIV-1, detalharam os pesquisadores.

Estes anticorpos foram produzidos por meio de engenharia genética para detectar e neutralizar múltiplos alvos infecciosos simultaneamente. "Diferentemente dos anticorpos naturais, este antiviral triplo ataca vários objetivos infecciosos em uma só molécula", explicou o autor principal do artigo, Gary Nabel.

"Este enfoque tem o potencial de melhorar a proteção contra o HIV e é também uma base para novos tratamentos contra o câncer e doenças autoimunes e infecciosas", disse o pesquisador.

Fonte: Bayer Notícias


Novo tratamento para doenças cardiovasculares


Cardiologistas brasileiros estão otimistas com um novo tratamento, que pode reduzir doenças cardiovasculares por meio de mecanismos imunológicos.

Resultados apresentados no Congresso Europeu de Cardiologia demonstraram que a novidade é capaz de inibir a aterosclerose, que pode ser entendida, para o público leigo, como o acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Quando atinge o coração ou o cérebro pode ser fatal.

O uso do referido fármaco, chamado de canaquinumabe, conseguiu reduzir em 15% o risco de eventos graves, como infarto e AVC.

Apesar do avanço extraordinário no combate às doenças cardiovasculares, o fármaco ainda tem um sério entrave: o aspecto financeiro. O custo do tratamento pode chegar a US$ 10 mil por ano, o que dá pouco mais de R$ 3 mil ao mês. 

Fonte: R7


O mundo está ficando sem antibióticos


O mundo está ficando sem antibióticos. O alerta foi feito nesta terça-feira (19/09) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que aponta para o número insuficiente de novos produtos sendo desenvolvidos e uma resistência cada vez maior aos medicamentos que estão no mercado.

De acordo com o órgão, a maioria dos produtos sendo desenvolvidos neste momento pelo setor farmacêutico representa somente uma modificação nos atuais antibióticos, com um impacto apenas de curto prazo.

No levantamento que considerou os produtos sendo pesquisados por diferentes multinacionais, poucos teriam o potencial de superar a resistência de infecções, cada vez mais presentes. Apenas a resistência aos antibióticos que tratam de tuberculose causa hoje a morte de 250 mil pessoas por ano. Além desse caso, a OMS já identificou outros doze casos em que a resistência a produtos no mercado já representa uma ameaça.

No total, 51 novos antibióticos estão em diferentes etapas de avaliação e testes. Desses, porém, apenas oito deles estão sendo classificados pela OMC como "tratamentos inovadores" e que irão adicionar valor ao arsenal de medicamentos que a humanidade dispõe. Mesmo esses oito candidatos não têm ainda garantias de que todos chegarão ao mercado.

Fonte: Bayer Notícias




Fumantes soropositivos morrem mais de câncer do que de AIDS


As pessoas infectadas com o vírus HIV que fumam são muito mais propensas a morrer de câncer de pulmão do que pela Aids, disseram pesquisadores em um estudo publicado na revista "Journal of the American Medical Association (JAMA)". Fumar reduz a expectativa de vida entre as pessoas que recebem terapia antirretroviral para tratar a doença.

As conclusões são particularmente preocupantes porque fumar é muito comum entre pessoas com HIV. A prevalência de fumantes neste grupo nos Estados Unidos é de 40%, cerca do dobro do que no resto da população americana.

"O tabagismo e o HIV são uma combinação especialmente ruim quando se trata de câncer de pulmão", disse o médico no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos Estados Unidos, e autor principal do estudo, Dr. Krishna Reddy.

Quase 25% das pessoas que aderem bem aos medicamentos anti-HIV, mas continuam fumando, morrerão de câncer de pulmão, de acordo com o estudo. As pessoas com HIV que tomam medicamentos antivirais e fumam têm entre seis e 13 vezes mais probabilidades de morrer de câncer de pulmão do que de HIV/Aids, acrescentou.

Fonte: Bayer Notícias




Antipsicóticos convencionais e o risco de mortalidade


O risco de morte é significativamente maior em pacientes idosos com demência, que fazem uso de antipsicóticos convencionais, em comparação com aqueles que não utilizam. O risco parece ser semelhante, ou possivelmente superior, aos riscos identificados anteriormente para os antipsicóticos atípicos.

Tal como os antipsicóticos atípicos, o risco de óbito é maior nos primeiros meses seguintes ao início do tratamento. Os prescritores devem ser alertados para que o uso de antipsicóticos em pacientes idosos com demência seja considerado apenas após uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios do tratamento.

Os dados de todos os antipsicóticos convencionais disponíveis na Nova Zelândia estão em processo de atualização para inclusão de informações sobre este risco, em consonância com advertências incluídas nos alertas relativos aos antipsicóticos atípicos.

Fonte: Farmacoterapêutica CFF




Relação entre Paracetamol e Asma


Um artigo publicado na revista The Lancet destacou o crescente corpo de evidências de uma associação entre o uso de paracetamol e o desenvolvimento de asma. No estudo foi observado um aumento do risco de sintomas de asma, em crianças com idades entre 6 e 7 anos, que usaram paracetamol no primeiro ano de vida ou no ano anterior ao estudo.

Em outros estudos observou-se que a força da associação aumenta de acordo com a freqüência de uso do paracetamol, inclusive em crianças e adultos que foram expostos ao fármaco no útero. A associação permanece significante após controle de muitos fatores de risco conhecidos para asma, entretanto, nenhum estudo foi capaz de estabelecer uma relação causal definitiva.

Embora a evidência da associação entre uso de paracetamol e o desenvolvimento de asma seja crescente, atualmente, não existe qualquer analgésico ou antipirético que poderia ser considerado uma alternativa segura. Considerando a descoberta de que a associação é mais forte com o aumento da freqüência de uso do paracetamol, qualquer intervenção clínica deve ser destinada a reduzir o uso excessivo do paracetamol.

Paracetamol ainda é o analgésico e antipirético com melhor perfil de efetividade e segurança, por isso consta em listas de medicamentos essenciais; contudo, assim como qualquer outro fármaco, o uso inadequado e injustificado pode ser prejudicial.

Fonte: CFF




Recomendações gerais para uso contínuo de IBPs


O uso contínuo de Inibidores da Bomba de Prótons (sigla IBPs - ex: omeprazol) é relativamente seguro, mas requer que médicos e farmacêuticos monitorem os pacientes adequadamente e notifiquem a ocorrência de eventos adversos à gerência de risco hospitalar, ao CVS local, ou a Anvisa. Os pacientes devem ser informados sobre os possíveis efeitos adversos relacionados ao uso contínuo desses fármacos.

Antes de se introduzir um IBP para o controle de efeitos adversos de outros medicamentos, como os AINE, deve-se analisar a necessidade de uso do medicamento indutor da intolerância e a possibilidade de controlar os efeitos gastrintestinais através de medidas como: evitar o uso de álcool, administrar o medicamento em conjunto com alimento ou água, ajustar a dose ou substituir o medicamento.

Espera-se que estudos com metodologias adequadas sejam realizados, no futuro, para elucidar a associação entre o uso contínuo de inibidores da bomba de prótons e o desenvolvimento de problemas como câncer gástrico e enterite bacteriana.

Fonte: CFF




Estudo comparativo entre diazepam e buspirona como ansiolíticos


Os benzodiazepínicos estão entre os fármacos mais prescritos no mundo, devido principalmente à sua ação ansiolítica e hipnótica, além de possuir ação miorrelaxante e anticonvulsivante. Por conta disso, estima-se que o consumo de benzodiazepínicos dobra a cada cinco anos.

Embora sejam fármacos relativamente seguros, restrições à sua utilização têm sido cada vez maiores, devido à incidência dos efeitos colaterais, relacionados à depressão do sistema nervoso central. Em relação aos benzodiazepínicos, a dependência pode desenvolver-se em dias ou semanas em decorrência do uso contínuo, visto que os principais sintomas de descontinuação do uso são opostos ao efeito terapêutico esperado – alivio da insônia, depressão, ansiedade e dor – ou intensificação da recorrência dos sintomas originais.

A buspirona é uma droga de escolha que tem se mostrado bastante eficaz no tratamento da ansiedade, pois apresenta menos efeitos colaterais em relação ao diazepam, comprovados seus efeitos em comparação a outros ansiolíticos. Diferentemente dos benzodiazepínicos, que possuem propriedades anticonvulsivantes e miorrelaxantes, a buspirona é considerada ansioseletiva, por ser desprovida de outras ações atribuídas aos benzodiazepínicos.





Outra importante diferença entre a buspirona e os benzodiazepínicos é a ausência de depressão significativa no sistema nervoso central em pacientes recebendo doses terapêuticas de buspirona, mesmo na presença de álcool. Isso se dá pela sua maior seletividade a receptores específicos, cuja ação ansiolítica está ligada diretamente a receptores serotoninérgicos e dopaminérgicos.

Em estudo, concluiu-se que com base nos resultados obtidos, que não houve diferença significativa no efeito ansiolítico de diazepam e buspirona, visto que ambos apresentaram os mesmos efeitos nos testes realizados.

Diante dos resultados encontrados, infere-se que o diazepam é indicado quando se deseja um efeito mais duradouro, devido à sua ação prolongada no organismo; já a buspirona depende de alguns fatores, como o tempo de ação, via de administração e interação com outros fármacos. Associa-se ainda, à buspirona, menos efeitos colaterais significativos.

Fonte: Revista Saúde em Foco




Efeitos Centrais da Dipirona


A potente propriedade antipirética decorre da capacidade de inibição da COX-3 na síntese de prostaglandina E no sistema nervoso central (SNC), notadamente no hipotálamo. Notadamente pelos seus dois metabólitos: 4-metil-amino-antipirina (4-MAA) e 4-aminoantipirina (4-AA).

A Ação analgésica também é exercida pelos dois metabólitos ativos 4-MAA e 4-AA que são capazes de inibir as COX 1,2 e 3 e atuar em vários níveis sinergicamente com o sistema petidérgico (endorfina e encefalinas) e serotonina.

Estudos atribuem à dipirona ação sobre áreas talâmicas, sobre o núcleo magno da rafe (NMR), bulbo, sobre a substância periaquedutal cinzenta e de maneira relevante no corno dorsal espinhal. É reportada a importância da ativação de circuitos opioidérgicos, pois esta ativação é reversível pela naloxona. Também é relevante a atuação antiálgica no sistema descendente inibitório bulboespinhal noradrenérgico e serotoninérgico.

Fonte: associacaoamigosdagrandeidade.com




Consulta Pública para Lenalidomida


Entre os dias 20 e 29 de setembro, cidadãos, entidades sociais e representantes do setor de medicamentos podem contribuir com o regulamento de uso da lenalidomida no País. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (13/09) a Consulta Pública 393/2017, que propõe regras para o controle e monitoramento do medicamento.

A lenalidomida é um substância nova para o tratamento de pacientes com Mieloma Múltiplo Refratário ou que reapareceu (MMRR) que receberam ao menos um esquema prévio de tratamento. Apesar de auxiliar no combate a essa doença, o medicamento traz um risco sério de provocar malformações congênitas graves. Ou seja, o uso desta substância pode levar ao nascimento de bebês malformados e também à morte dos recém-nascidos. Esses efeitos são chamados de teratogênicos.

O produto é similar à talidomida, um conhecido teratógeno usado no tratamento de pessoas com hanseníase, mas que também pode provocar malformações congênitas graves com risco à vida. Por causa desses riscos, o futuro regulamento da substância deverá estipular requisitos essenciais relacionados à distribuição, especialmente quanto a situações de gravidez.

Fonte: Anvisa




Ácido acetilsalicílico: Maior eficácia na prevenção de problemas coronários em diabéticos com duas doses diárias


Tomar o ácido acetilsalicílico duas vezes ao dia, ao invés de uma, como é a recomendação atual, pode melhorar a proteção cardiovascular em pessoas com diabetes tipo 2, de acordo com uma pesquisa apresentada na reunião anual da Associação Europeia de Estudos sobre Diabetes (EASD), em Lisboa, em Portugal.

Hoje, o ácido acetilsalicílico é o padrão ouro na prevenção primária de males coronarianos. No entanto, a substância tem meia-vida muito curta, e os estudos sugerem que tomá-la somente uma vez por dia não inibe completamente a função plaquetária.





Em pesquisa apresentada em Lisboa, a médica vascular Liv Vernstroem e colegas do Hospital Universitário de Aarhus, na Dinamarca, investigaram se o efeito do ácido acetilsalicílico diminuía no intervalo de 24 horas em 21 pessoas com diabetes e sem doença coronariana, além de indivíduos saudáveis, para fins de controle. Os pesquisadores descobriram que, tanto os pacientes de diabetes quanto os participantes do grupo de controle, apresentaram aumento na agregação plaquetária ao longo do intervalo de 24 horas.

Isso significa que a capacidade do ácido acetilsalicílico para inibir a agregação dessas células e, assim, prevenir a formação de coágulos foi reduzida com o passar do tempo quando a substância foi ingerida apenas uma vez por dia.

Uma vez que as pessoas com diabetes apresentam risco aumentado de doença cardiovascular, os pesquisadores concluíram que o ideal é um tratamento antiplaquetário que inclua mais de uma dose diária.

Fonte: Bayer Notícias




Novo tipo de cápsulas surge no mercado


Os medicamentos podem ser fabricados de acordo com uma série de apresentações, como comprimidos, soluções, cremes, gotas, entre várias outras formas. Uma das mais conhecidas são as cápsulas. Além de fáceis de engolir, permitem uma absorção mais rápida pelo organismo.

Na maioria dos casos, essas cápsulas são feitas com matéria-prima de origem animal. A proteína animal é utilizada para a produção de gelatina, que por sua vez, será aplicada na fabricação das cápsulas.

No entanto, uma parcela do público, formada principalmente por veganos, vegetarianos e consumidores de produtos halal e kosher (que respeitam leis muçulmanas e judaicas de criação animal, respectivamente) tem buscado alternativas às capsulas tradicionais. E a principal opção encontrada pela indústria farmacêutica são as cápsulas de origem vegetal, principalmente a tapioca.

Segundo a farmacêutica Fernanda Lobo Vicentin, mesmo aqueles que não possuem restrições alimentares podem se beneficiar da cápsula de tapioca, que se apresenta como uma alternativa mais natural.

Fonte: G1


Eli Lilly inicia segundo processo seletivo de estágio em 2017


Focada em desenvolver talentos, formar empreendedores comprometidos com os valores e a missão da companhia, a Eli Lilly do Brasil realiza, entre os dias 11 e 29 de setembro, as inscrições para a segunda etapa de seu Programa de Estágio 2017, com vagas para diferentes áreas de atuação, entre elas, farmácia, marketing, administração, engenharia de produção, engenharia ambiental, engenharia química e veterinária.

Com o intuito de capacitar, engajar e motivar estudantes, o processo representa uma oportunidade de permanência e crescimento na companhia. "Há uma real perspectiva de efetivação, mas, independentemente disso, nossos esforços se concentram na identificação de potenciais talentos e no aperfeiçoamento profissional para o mercado de trabalho", explica Isabela Pires, Diretora de RH da empresa.

Durante os dois anos de duração do estágio, o aluno terá oportunidade de conhecer de perto e participar ativamente das atividades rotineiras da companhia e na implementação de projetos.

Para se inscrever, basta acessar o endereço www.vagas.com.br/lilly




Expectativa de dez anos para cura da AIDS


A cura da Aids está cada vez mais próxima, segundo o presidente do 20º Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2017), Alberto Chebabo. "Sabemos que existem locais onde o vírus HIV se esconde e onde a medicação atualmente empregada não consegue atuar. É possível controlar a doença, mas não há como eliminar esses reservatórios onde o vírus fica alojado dentro do organismo", explicou.

Segundo Chebabo, nesses locais o vírus fica adormecido, sem se multiplicar, por isso é difícil identificar esses espaços para eliminá-lo. Várias pesquisas estão em andamento no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para tirar o vírus do estado de latência. A expectativa é a de que em até dez anos essas pesquisas resultem em medicamentos que levem à cura da Aids.

No Brasil, instituições importantes como Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) vêm desenvolvendo pesquisas de modo colaborativo com esse objetivo.

Fonte: Bayer




Os Riscos do Gengibre


O gengibre apresenta benefícios à saúde, tais como auxiliar na digestão, fortalecimento do sistema imunológico, anti-inflamatório ou lipolítico, mas há também riscos envolvidos, os quais convém que sejam de nosso conhecimento.

O consumo em excesso do chá feito com a raiz pode provocar agitação, insônia e taquicardia. Além disso, pode-se considerar também desconforto estomacal, gases e má digestão. Em pessoas saudáveis, esses são os problemas possíveis associados. O problema maior, na verdade, ocorre em indivíduos hipertensos ou gestantes.





Hipertensos devem evitar o consumo do gengibre, pois a raiz contém substâncias que aceleram o metabolismo e aumentam a vasodilatação e, por isso, ela pode agravar quadros de hipertensão arterial. Neste caso, o ideal é evitar o consumo, exceto se houver orientação médica para tal, de forma moderada e com a pressão arterial estabilizada.

É sempre importante salientar que gestantes precisam ter cuidado com chás e produtos naturais, pois estes produtos também podem causar problemas ao feto, da mesma forma como ocorre com o uso de medicamentos. 

O gengibre pode ser perigoso pelo risco de produzir efeito abortivo, principalmente nos primeiros meses da gestação, quando o feto ainda está se formando. Além disso, muitas grávidas podem apresentar elevação da pressão arterial durante a gestação, que pode ser agravada com o consumo da raiz, aumentando os riscos do parto.

Fonte: Receita Natural


Notificações de Descontinuação e Reativação de Medicamentos


Muitos podem ser os motivos da falta de um determinado medicamento no mercado. Uma das possíveis causas é a descontinuação temporária ou definitiva de fabricação pelo laboratório. Nesses casos, os fabricantes devem informar à Anvisa essa interrupção com no mínimo seis meses de antecedência, conforme a RDC nº 18/2014.

A Anvisa disponibiliza link para consulta de medicamentos para os quais os laboratórios notificaram a descontinuação de fabricação ou importação. Clique aqui para realizar sua consulta.


Efeitos de BRAs na função plaquetária


Vários estudos demonstraram que certos BRAs conseguem inibir a agregação plaquetária e antagonizar a vasoconstrição induzida pelo tromboxano A2, independentemente do receptor AT1. Essa ação não é compartilhada por todos os BRAs.

Em uma preparação utilizando artérias coronarianas de cães suspensas em câmaras de perfusão, a losartana e seu metabólito inibiram a contração induzida por um análogo do tromboxano A2 . Essa inibição foi específica para a losartana. É provável que o metabólito da losartana, estruturalmente similar à indometacina, seja o responsável pela ação antiagregação plaquetária.

A valsartana também demonstrou capacidade de inibir agregação plaquetária. Essa inibição foi independente do receptor AT1 e ainda mais intensa para o seu metabólito valeril 4-hidróxi-valsartana.

Fonte: departamentos.cardiol.br




Losartana e Redução dos Níveis de Ácido Úrico


Hiperuricemia é achado freqüente em pacientes hipertensos e geralmente decorre do clearance renal reduzido de urato. Há hoje evidências de que o ácido úrico seja um fator causal de hipertensão arterial e que, dependendo do seu nível, se associe com a morbidade e mortalidade cardiovasculares. 

A losartana produz efeito uricosúrico em voluntários sadios, pacientes hipertensos e em pacientes que receberam transplante cardíaco. Os demais bloqueadores de receptores de angiotensina (BRAs) foram extensivamente estudados e não influenciaram os níveis plasmáticos de ácido úrico.

O mecanismo pelo qual a losartana aumenta a excreção de ácido úrico consiste na redução da reabsorção de uratos no túbulo proximal do rim. A losartana, por ser uma molécula carregada negativamente, inibe uma bomba que normalmente reabsorve urato e excreta ânions, à semelhança da ação da probenecida.

Fonte: departamentos.cardiol.br




Receptor de nicotina que provoca o vício do tabaco também é usado para tratar doenças pulmonares


O mesmo mecanismo fisiológico que leva ao vício no cigarro poderá ser usado para tratar doenças pulmonares inflamatórias, tanto agudas quanto crônicas.

A nicotina inalada com a fumaça é absorvida pelo pulmão, entra na corrente sanguínea e quase instantaneamente ativa na superfície das células nervosas os chamados receptores nicotínicos de acetilcolina, causando a sensação de euforia seguida por relaxamento que a torna tão viciante.

Agora, pesquisadores brasileiros descobriram um efeito terapêutico associado à ativação de receptores nicotínicos específicos, localizados nos macrófagos, células que são responsáveis por desencadear a resposta inflamatória diante de uma potencial ameaça.





"Em testes com animais, a estimulação específica dos receptores nicotínicos por uma droga experimental chamada PNU-282987 reduziu a inflamação em um quadro alérgico crônico, semelhante ao da asma, e em um modelo de inflamação pulmonar semelhante à Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), insuficiência respiratória causada principalmente pelo acúmulo de líquido nos pulmões, normalmente associada a um processo infeccioso", contou a pesquisadora Carla Máximo Prado, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O próximo passo será testar o fármaco em um estudo em maior escala e, a seguir, em células humanas.

Fonte: Diário da Saúde




Escolha do antipsicótico na esquizofrenia


Os antipsicóticos tradicionais (mais propensos a produzirem reações extrapiramidais e outros efeitos colaterais) podem constituir-se a primeira escolha para o tratamento de quadros psicóticos da fase aguda da esquizofrenia ou como coadjuvantes nos episódios maníacos do transtorno bipolar do humor, por serem reconhecidamente eficazes e seguros e, principalmente, pelo seu menor custo, quando este fator é decisivo.

Entretanto, os de baixa potência podem provocar tonturas, sedação e constipação intestinal; os de alta potência, sintomas extrapiramidais aos quais são suscetíveis especialmente jovens do sexo masculino. 

Os antipsicóticos atípicos, em geral, não causam efeitos extrapiramidais nas doses usuais, são mais bem tolerados e, na atualidade, são cada vez mais preferidos como fármacos de primeira escolha. Vejamos alguns exemplos: risperidona - quando o quadro do paciente inclui sintomas positivos proeminentes, hostilidade, agitação, obesidade, tabagismo ou diabetes; olanzapina - quando há tendência a ocorrerem sintomas extrapiramidais ou acatisia; clozapina - quando há histórico de discinesia tardia.

Além de melhor perfil de efeitos colaterais, uma metanálise recente constatou melhor eficácia de alguns representantes entre os atípicos, tais como clozapina e olanzapina, em relação aos tradicionais,  a exemplo do haloperidol.

Fonte: ufrgs.br/psiquiatria




Benzodiazepínicos na Ansiedade Generalizada


Os benzodiazepínicos já foram considerados medicamentos de primeira linha no tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Também existem múltiplos estudos randomizados e controlados demonstrando sua eficácia no TAG.

Essa classe medicamentosa tem demonstrado ser eficaz no tratamento de curto prazo do TAG e apresenta a vantagem de ter efeito imediato, podendo ser usada, ocasionalmente, no tratamento das exacerbações agudas de ansiedade. Por exemplo, são muito utilizados no período de introdução de antidepressivos, quando estes ainda não atingiram o efeito desejado devido à latência terapêutica. 





Apesar de seguros e com efeitos colaterais limitados à sedação, os benzodiazepínicos são problemáticos como monoterapia de longo prazo devido à possibilidade de desenvolvimento de tolerância e dependência. É frequente ocorrer necessidade de doses cada vez maiores devido à adaptação ao efeito da droga e à ocorrência de sintomas de abstinência após a sua retirada abrupta.

A preocupação com o abuso de benzodiazepínicos na população de pacientes com ansiedade crônica, no entanto, é superestimada, sendo tal temor mais justificado quando há histórico de propensão a adicções. Outra desvantagem destes medicamentos seria a ausência de efeito antidepressivo, considerando a alta prevalência de depressão em comorbidade com o TAG.

Quanto à escolha dos benzodiazepínicos, estudos apontam não haver diferença significativa entre os membros desta classe em relação à eficácia no TAG. Porém, manuais de psicofarmacologia sugerem dar preferência ao uso de benzodiazepínicos de meia-vida longa, como o diazepam e clonazepam.

Fonte: moreirajr


Assistência farmacêutica mais eficaz é comum ao redor do mundo, mas no Brasil depende de regulamentação


Mais de metade dos pacientes brasileiros (53%) não segue corretamente os tratamentos indicados por seus médicos; 26% afirmam ter dificuldades para fazer consulta de retorno por conta da agenda dos especialistas, fila de espera e custo; e outros 23% afirmam que abandonaram as medicações prescritas devido ao incômodo causado por efeitos colaterais.

Os dados são de pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope) encomendada pela Associação Brasileira de Redes de Drogaria e Farmácias (Abrafarma). Os dados revelam que, em todo o País, os sistemas público e privado de saúde não são suficientes para garantir que o paciente assuma compromisso com o tratamento de sua saúde de acordo com as orientações médicas.





No entanto, há uma ação que depende do governo federal e que pode ampliar a estrutura disponível para pacientes acompanharem sua saúde e o tratamento de doenças: regulamentar, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Lei 13.021/2014, que autoriza ao farmacêutico aplicar vacinas e realizar o acompanhamento da saúde do paciente por meio de exames rápidos que avaliam indicadores-chave para cada condição.

A tecnologia para que farmacêuticos possam assumir o papel de acompanhar e incentivar o paciente a acompanhar seus indicadores biológicos já existe: equipamentos e dispositivos para testes rápidos, que permitem a leitura instantânea de diversos dados sobre mais de 100 categorias de doenças.

Fonte: Bayer


Medicamento Novo contra Leucemia


Um medicamento inovador para o tratamento de leucemia com recidiva começou a ser comercializado no País. O Blinatumomab, conhecido como Blincyto, possui tecnologia de ponta e seu mecanismo de ação visa ativar a defesa do próprio organismo do paciente para destruir as células tumorais.

A molécula se liga à célula tumoral e à célula imune, fazendo que o tumor seja destruído pelo sistema imune do próprio paciente. Em julho, o medicamento teve o preço aprovado pela Anvisa e agora inicou-se a comercialização.

Um paciente do Hospital São Camilo Cura d'Ars, em Fortaleza (CE), foi um dos primeiros a receber o medicamento, depois que ele passou a ser comercializado. Outros 58 pacientes, porém, já haviam sido beneficiados desde 2015 dentro do Programa de Acesso Expandido da Anvisa, que antecipa o fornecimento de alguns medicamentos inovadores de modo restrito, mesmo antes de sua aprovação final no País.





Segundo o responsável pelo tratamento do paciente no hospital e pós-doutor em hematologia, Ronald Feitosa Pinheiro, o medicamento é indicado para o caso do paciente em questão. Ele é reincidente, sem opções de tratamentos.

O tratamento foi iniciado na última sexta-feira, 1º de setembro, e o paciente já demonstra sinais de melhora. Segundo Pinheiros, "as 'células ruins' caíram de 60 mil para 4 mil". A duração total do tratamento é de 28 dias. Podem ser realizados, conforme indicação em bula, até 5 ciclos, dependendo da resposta do paciente e da decisão do médico.

Por meio de nota, a Amgen, que produz o medicamento, alertou que o tempo de tratamento ainda é curto para falar em melhora. "A Amgen fica muito satisfeita em saber que, na percepção do médico responsável, o paciente já vem apresentando sinais de melhora. Porém, apesar do índice apontado como sinal de melhora - contagem de células tumorais - ser um dos indicativos de resposta ao tratamento, este é um período muito curto para medir e confirmar o sucesso da terapia", informou a empresa.

Fonte: R7


Medicamento que busca prevenir infecção por HIV é testado em adolescentes


Um medicamento que protege contra o vírus HIV pode ser usado com segurança por homens jovens que fazem sexo com homens, de acordo com um novo estudo publicado no "JAMA Pediatrics".

Em um grupo diversificado de meninos adolescentes com alto risco de infecção pelo HIV, a profilaxia pré-exposição (PrEP) foi bem tolerada, disseram pesquisadores. O medicamento, aprovado com o nome de Truvada, combina dois antirretrovirais: emtricitabina e tenofovir.

A pesquisadora Sybil Hosek espera que os novos dados sejam enviados ao FDA, agência americana equivalente à Anvisa no Brasil. A expectativa é que a pílula seja aprovada para uso em pessoas mais jovens, já que hoje ela é aprovada para prevenção do HIV em adultos.

Os ensaios mostraram que o medicamento reduziu o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, mas poucas evidências foram coletadas sobre seu uso entre adolescentes e adolescentes gays e bisexuais, que estão entre os que correm maior risco de infecção pelo HIV, segundo a agência.





De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2014, o maior crescimento de casos de AIDS estava entre jovens de 15 a 24 anos. Em oito anos, foram quase 30 mil casos da doença neste grupo da população.

Para o estudo, pesquisadores inscreveram 78 homens jovens gays e bissexuais, de 15 a 17 anos, de seis cidades dos EUA. Os participantes não tinham HIV no início do estudo, mas estavam em alto risco de uma infecção. Todos os jovens receberam uma sessão de aconselhamento sobre o risco de HIV, além de acesso a doses diárias de PrEP nas 48 semanas seguintes. No geral, 47 participantes completaram o estudo.

Somente ocorreram três eventos adversos possivelmente relacionados à PrEP, descobriram os pesquisadores. "Esse perfil de segurança é importante", disse Hosek. "Não vimos muitas queixas sobre efeitos colaterais, nem efeitos adversos". Pesquisadores também não encontraram aumento em comportamento de risco durante o período de estudo.

No entanto, três dos jovens do estudo ainda foram infectados. As amostras de sangue sugerem que eles estavam tomando menos de duas doses de PrEP a cada semana no momento da infecção.

Fonte: G1




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