Citalopram e Pacientes Cardiopatas


Vários pacientes cardiopatas apresentam sintomas depressivos, porque a manifestação das doenças cardiovasculares, em geral, é súbita e, por isso, muitos pacientes que antes eram ativos e saudáveis se veem, de repente, limitados ou com receio de sofrerem um novo infarto, ou porque já apresentavam sintomas subclínicos de depressão que se tornam mais evidentes após a doença cardíaca.

A depressão é três vezes mais comum em pacientes após o infarto agudo do miocárdio (IAM) do que na população em geral. Cerca de 20% dos pacientes hospitalizados após IAM preenchem critério para o transtorno depressivo. A prevalência em pacientes com angina instável, angioplastia e cirurgia cardíaca é semelhante aos de pacientes com IAM. A presença de depressão está associada a piora do prognóstico em pacientes com doença coronária, e quanto mais severa, maiores os eventos cardiovasculares.





Uma preocupação ascendente sobre os ISRS seria a possibilidade de ele levar a um prolongamento no intervalo QT, chegando a uma vulnerabilidade de o paciente desenvolver morte súbita, taquicardia ventricular polimórfica e seu subtipo, torsade de pointes. 

Em meta-análise publicada sobre o uso de citalopram e intervalo QT, incluindo relatos de casos, nenhum estudo mostrou prolongamento do intervalo QT, seja com overdose de citalopram, seja com pacientes sabidamente com fatores de risco para o prolongamento do intervalo QT e torsade de pointes.

Vale ressaltar que, apesar de tais dados, o citalopram deve ser utilizado com cautela em pacientes com prolongamento do intervalo QT adquirido ou congênito, pesando riscos e benefícios, não ultrapassando a dose de 40 mg ao dia.

Fonte: Moreira Jr


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares