Depressão e Citalopram


A depressão é uma doença comum, frequentemente crônica e, muitas vezes, um incapacitante transtorno psiquiátrico. Cerca de 17% da população em algum momento de sua vida sofrerão da doença, sendo que a incidência nas mulheres é cerca de duas vezes maior do que nos homens. Estudo recente mostrou que a depressão é o quarto transtorno mais incapacitante na população geral, sendo que em 2020 será a segunda causa de incapacidade no mundo, atrás apenas da doença arterial coronariana.

Diante de tal cenário, o seu tratamento, através da psicoterapia e terapia medicamentosa, tornou-se um desafio para os médicos e outros profissionais de saúde, a fim de tentar prevenir o forte impacto social que ela acarreta.





O citalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) que tem sido utilizado na Europa desde 1989 e foi introduzido nos Estados Unidos em 1998. É indicado para o tratamento da depressão e prevenção de recaída ou recorrência dos transtornos do pânico com ou sem agorafobia e do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

É considerado o ISRS de maior seletividade descrita até o momento, com nenhum ou mínimo efeito sobre a recaptação da noradrenalina, dopamina e ácido gama-amino-butírico (GABA). Essa ausência de efeitos sobre outros receptores poderia explicar por que o citalopram produz uma quantidade menor de efeitos adversos tradicionais, como boca seca, distúrbios vesicais e intestinais, visão turva, sedação, cardiotoxicidade e hipotensão ortostática.

Tal especificidade permite seu uso com maior segurança em pacientes selecionados, como cardiopatas, idosos e em uso de diversos medicamentos.

Fonte: Moreira Jr




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