Escolha do antipsicótico na esquizofrenia


Os antipsicóticos tradicionais (mais propensos a produzirem reações extrapiramidais e outros efeitos colaterais) podem constituir-se a primeira escolha para o tratamento de quadros psicóticos da fase aguda da esquizofrenia ou como coadjuvantes nos episódios maníacos do transtorno bipolar do humor, por serem reconhecidamente eficazes e seguros e, principalmente, pelo seu menor custo, quando este fator é decisivo.

Entretanto, os de baixa potência podem provocar tonturas, sedação e constipação intestinal; os de alta potência, sintomas extrapiramidais aos quais são suscetíveis especialmente jovens do sexo masculino. 

Os antipsicóticos atípicos, em geral, não causam efeitos extrapiramidais nas doses usuais, são mais bem tolerados e, na atualidade, são cada vez mais preferidos como fármacos de primeira escolha. Vejamos alguns exemplos: risperidona - quando o quadro do paciente inclui sintomas positivos proeminentes, hostilidade, agitação, obesidade, tabagismo ou diabetes; olanzapina - quando há tendência a ocorrerem sintomas extrapiramidais ou acatisia; clozapina - quando há histórico de discinesia tardia.

Além de melhor perfil de efeitos colaterais, uma metanálise recente constatou melhor eficácia de alguns representantes entre os atípicos, tais como clozapina e olanzapina, em relação aos tradicionais,  a exemplo do haloperidol.

Fonte: ufrgs.br/psiquiatria




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares