Medicamento que busca prevenir infecção por HIV é testado em adolescentes


Um medicamento que protege contra o vírus HIV pode ser usado com segurança por homens jovens que fazem sexo com homens, de acordo com um novo estudo publicado no "JAMA Pediatrics".

Em um grupo diversificado de meninos adolescentes com alto risco de infecção pelo HIV, a profilaxia pré-exposição (PrEP) foi bem tolerada, disseram pesquisadores. O medicamento, aprovado com o nome de Truvada, combina dois antirretrovirais: emtricitabina e tenofovir.

A pesquisadora Sybil Hosek espera que os novos dados sejam enviados ao FDA, agência americana equivalente à Anvisa no Brasil. A expectativa é que a pílula seja aprovada para uso em pessoas mais jovens, já que hoje ela é aprovada para prevenção do HIV em adultos.

Os ensaios mostraram que o medicamento reduziu o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, mas poucas evidências foram coletadas sobre seu uso entre adolescentes e adolescentes gays e bisexuais, que estão entre os que correm maior risco de infecção pelo HIV, segundo a agência.





De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2014, o maior crescimento de casos de AIDS estava entre jovens de 15 a 24 anos. Em oito anos, foram quase 30 mil casos da doença neste grupo da população.

Para o estudo, pesquisadores inscreveram 78 homens jovens gays e bissexuais, de 15 a 17 anos, de seis cidades dos EUA. Os participantes não tinham HIV no início do estudo, mas estavam em alto risco de uma infecção. Todos os jovens receberam uma sessão de aconselhamento sobre o risco de HIV, além de acesso a doses diárias de PrEP nas 48 semanas seguintes. No geral, 47 participantes completaram o estudo.

Somente ocorreram três eventos adversos possivelmente relacionados à PrEP, descobriram os pesquisadores. "Esse perfil de segurança é importante", disse Hosek. "Não vimos muitas queixas sobre efeitos colaterais, nem efeitos adversos". Pesquisadores também não encontraram aumento em comportamento de risco durante o período de estudo.

No entanto, três dos jovens do estudo ainda foram infectados. As amostras de sangue sugerem que eles estavam tomando menos de duas doses de PrEP a cada semana no momento da infecção.

Fonte: G1




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