Mitos e Verdades sobre Antidepressivos


O médico psiquiatra diretor técnico do Hospital do Arsenal do Rio de Janeiro e professor da pós-graduação em Psiquiatria na Pontifício Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Dr. Roberto Miotto, esclarece alguns mitos associados ao tratamento com antidepressivos:

1) Depressão é uma herança genética?

Verdade. Existe, sim, um componente genético já bastante conhecido no meio médico relacionado à depressão, embora este não seja um fator determinante para o desenvolvimento da doença. "Costumo dizer que genética não é destino. Percebemos que alguns indivíduos com alto grau de depressão incidente na família evoluem de forma melhor quando começam a ser tratados desde cedo", afirma o Dr. Miotto.

2) Antidepressivos causam dependência?

Mito. De acordo com o psiquiatra, não existem evidências de que os antidepressivos causem dependência. Por outro lado, como a depressão é uma doença crônica, o tratamento farmacológico é, muitas vezes, mantido por toda a vida. "Assim como se dá com a diabete, a hipertensão ou qualquer outra doença crônica. A diferença é que não existe um estigma associado ao uso contínuo de uma medicação para hipertensão arterial, por exemplo", esclarece o Dr. Miotto.






3) O uso de antidepressivos é relacionado à sonolência e à letargia, o que poderia interferir na concentração e no trabalho. Isso é verdade?

Mito. De acordo com o médico, é comum que o paciente relate esses efeitos apenas no início do tratamento, até que o organismo se adapte à medicação. "Após esse período, essa sintomatologia não é admissível, uma vez que buscamos o efeito contrário no tratamento, que é a funcionalidade plena do paciente. Caso esses sintomas se mantenham, é importante relatar ao médico para orientação e possível troca da medicação", afirma o psiquiatra.

5) Antidepressivos causam ganho de peso?

Parcialmente verdade. Existem hoje no mercado gerações diferentes de antidepressivos. Os mais antigos estão, de fato, mais associados ao ganho de peso, entre outros efeitos, mas nem por isso são menos eficazes. Já os mais modernos, que apresentam ação dual, como a desvenlafaxina, possuem um perfil metabólico diferente, sem impactos significativos sobre o peso. São medicamentos que conseguem equilibrar a disponibilidade de dois neurotransmissores importantes e diretamente relacionados aos quadros depressivos: a noradrenalina e a serotonina.

Fonte: Bayer




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