Anticoagulantes podem prevenir demência


A associação entre fibrilação atrial (FA) e demência já é bem documentada. Em novo estudo, publicado esse mês no European Heart Journal, pesquisadores investigaram se o tratamento com anticoagulante oral oferece proteção cognitiva ao paciente.

Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo de 444.106 pacientes com diagnóstico hospitalar de FA e nenhum diagnóstico prévio de demência, na Suécia, entre 2006 e 2014. Mais de 40% dos participantes estavam usando anticoagulantes (varfarina) no início do estudo e 3% utilizavam novos anticoagulantes orais (NOAC). Durante o follow-up, cerca de 6% da coorte desenvolveu demência (1,73 diagnósticos por 100 pacientes-ano).

Pacientes em tratamento com anticoagulantes no baseline foram associados com risco de demência 29% menor do que os pacientes sem tratamento anticoagulante e 48% menor risco no tratamento. A comparação direta entre os NOAC e a varfarina não mostrou diferença.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que o risco de demência em pacientes com FA é maior sem o tratamento com anticoagulantes orais, o que sugere que o início precoce da terapia pode ajudar a preservar a função cognitiva.

Fonte: ecodiario.es




Teste contra superbactérias


Um teste desenvolvido no Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA) conseguiu identificar em apenas meia hora se as bactérias são resistentes aos antibióticos. Como o teste atual leva pelo menos dois dias, a esperança é que isso dê aos médicos uma nova ferramenta para combater infecções provocadas pelas chamadas superbactérias.

Hoje, quando os médicos tratam pacientes com infecções bacterianas, eles frequentemente ignoram antibióticos de primeira linha e seguem direto para antibióticos de segunda linha, mais fortes. Esta prática aumenta a chance de que o tratamento seja efetivo, mas não é ideal porque o aumento do uso de antibióticos de segunda linha aumenta a probabilidade de que as bactérias também se tornem resistentes a essas drogas mais fortes.





O novo teste funciona assim: uma amostra de urina coletada de um paciente na UTI é dividida em duas partes. Uma parte é exposta a um antibiótico por 15 minutos, enquanto a outra parte incuba sem antibióticos.

As bactérias de cada amostra então são quebradas para liberar seus conteúdos celulares, que passam por um processo que combina uma técnica de detecção química, chamada amplificação isotérmica digital em tempo real, ou dLAMP, e uma análise por um biochip. Esta combinação replica marcadores de DNA específicos para que eles possam ser fotografados e contados individualmente - eles aparecem como pontos fluorescentes no biochip.

O teste parte do princípio de que as bactérias irão replicar seu DNA (em preparação para a divisão celular) de forma menos eficiente em uma solução antibiótica, resultando na presença de menos marcadores de DNA. No entanto, se as bactérias são resistentes ao antibiótico, a replicação do seu DNA não será dificultada e o teste revelará números semelhantes de marcadores de DNA nas soluções tratadas e não tratadas.

Fonte: Diário da Saúde




Interações com Azitromicina


A azitromicina é um antimicrobiano macrolídeo que não apresenta o mesmo potencial para interações medicamentosas quando comparado aos demais fármacos do mesmo grupo (eritromicina e claritromicina). Contudo, há de se considerar, do mesmo modo, alguns riscos quando há uso simultâneo com outros medicamentos. Vejamos alguns exemplos:

Antiácidos: redução no pico de concentração plasmática do antimicrobiano

Digoxina: aumento dos níveis séricos do cardiotônico (risco de toxicidade)

Estatinas: há relatos de rabdomiólise no período pós-comercialização

Varfarina: risco de potencialização da anticoagulação (exigência de maior controle do INR)

Importante dizer que aqui não se encontram todas as possbilidades de interação provocada pelo uso de azitromicina. Trata-se de possibilidades que aparecem com mais relevância na bula do medicamento.

Diante da suspeita de qualquer outra interação, a pesquisa de dados se faz necessária.

Fonte: Anvisa



Efeitos Renais dos AINEs


Prostaglandinas homeostáticas - prostaciclina, PGE2 e PGD2 -, geradas por ação da COX-1 em distintas regiões dos rins, dilatam a vasculatura, diminuem a resistência vascular renal e aumentam a perfusão do órgão. Isso leva à redistribuição do fluxo sanguíneo da córtex renal para os néfrons na região intramedular.

A inibição desses mecanismos tende a diminuir a perfusão renal total e redistribuir o fluxo sanguíneo para o córtex, processo que culmina em vasoconstrição renal aguda, isquemia medular e, em certas condições, insuficiência renal aguda. Além disso, PGE2 e PGF2 medeiam efeitos diuréticos e natriuréticos, enquanto PGE2 e PGI2 antagonizam a ação da vasopressina. Ambas, geradas nos glomérulos, contribuem para manter a taxa de filtração glomerular.

Essas prostaglandinas constituem um mecanismo autorregulador em presença da diminuição da perfusão renal, como na insuficiência cardíaca e em condições de hipovolemia. As respostas à diminuição do fluxo sanguíneo renal e às alterações hemodinâmicas renais incluem a estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que resulta em vasoconstrição e retenção de sódio e água, e na estimulação do sistema nervoso simpático, que aumenta adicionalmente o tônus vascular.





Nessas situações, as prostaglandinas promovem dilatação compensatória da vasculatura renal para assegurar um fluxo sanguíneo normal e prevenir a deterioração funcional aguda do rim. Além disso, essas prostaglandinas reduzem a liberação de noradrenalina, o que também favorece a vasodilatação. É devido, em grande parte, à atenuação desses mecanismos contrarregulatórios mediados pelas prostaglandinas que os AINEs comprometem a função renal, especialmente em pacientes de alto risco, que já apresentam redução da perfusão renal.

Retenção de sódio e água e edema são efeitos colaterais dos AINEs, mas são habitualmente leves e subclínicos. A prevalência de edema sintomático é de 3% a 5%. Outra reação potencialmente adversa induzida pelos AINEs é a hipercalemia. Os AINEs atenuam a liberação de renina mediada pelas prostaglandinas, reduzem a formação de aldosterona e, em consequência, diminuem a excreção de potássio.

Além disso, em presença de fluxo glomerular diminuído, a oposição aos efeitos natriuréticos e diuréticos das prostaglandinas pelos AINEs pode aumentar a reabsorção de sódio e água no túbulo renal, com diminuição da troca Na+-K+ no néfrom distal. As complicações renais induzidas pelos AINEs são reversíveis com a supressão desses fármacos. Entretanto, em presença de condições adversas associadas, podem, embora raramente, provocar disfunção renal aguda, síndrome nefrótica, nefrite intersticial ou necrose papilar renal.

Fonte: prograd.uff.br




Depressão: O Mal do Século


Os brasileiros acreditam, de modo geral, ter maior conhecimento sobre a doença do século: a depressão. Contudo, falta informação e muitos possuem concepção equivocada do problema. A depressão deve ser desmistificada, ao invés de ser encarada com preconceito, carregando rótulos como: "frescura", "uma fase que logo passa" ou, ainda, "doença de preguiçosos".

Trata-se de distúrbio afetivo manifestado por sintomas emocionais e físicos, com presença de apatia, pessimismo e baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se, interferindo na habilidade do indivíduo para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis.

Estudos apontam que o aumento da depressão pode estar relacionado com a vida que se leva nas grandes cidades, com alta urbanização associada a privações sociais. Segundo a OMS, São Paulo é a cidade com maior índice de perturbações mentais no mundo.

A depressão pode aparecer em todas as idades e em ambos os sexos ou classes sociais. De acordo com dados obtidos, a doença é muito mais representativa nas pessoas mais jovens, com maior incidência em 25% dos entrevistados na faixa etária de 18 a 29 anos de idade, seguido por pessoas entre os 30 e 39 anos de idade que apresentam índice de 23%.

Fonte: Bayer Notícias




Medicamentos biológicos são a nova aposta da saúde


Os medicamentos biológicos são o que há de mais avançado na área da saúde e continuam sendo a melhor aposta dos pesquisadores, além de representar uma esperança de tratamento para várias doenças crônicas. "Eles são a mais nova geração de medicamentos no mundo. São um grande avanço. Não são drogas, não causam dependência, têm baixos efeitos colaterais e exigem baixas doses para fazerem efeito", enumera o alergista Dr. José Carlos Perini.

Os biofármacos, como também são chamados, são produzidos de forma muito diferente dos medicamentos convencionais. A fabricação é complexa, feita a partir da manipulação genética de organismos vivos, e, por isso, são mais eficazes. E também muito mais caros.

No Brasil, milhares de pessoas já utilizam esses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a maior parte deles vinda de fora. "Eles respondem por 51% do orçamento do Ministério da Saúde (MS). Mas há multinacionais no País produzindo os biológicos. Estamos investindo em fábricas. O objetivo é a nacionalização da tecnologia, o que vai gerar, de início, 40% de economia", diz o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do MS, Marco Sireman.

Fonte: Bayer Notícias




Estudo de contraceptivo natural e unissex


Um estudo feito por três biólogas da universidade de Berkeley, California, relatou uma forma de contraceptivo de uso unissex que, basicamente, acaba com a força dos espermatozoides. A substância utilizada foi a pristimerina, conhecida na Medicina Tradicional Chinesa.

Nas mulheres, a progesterona é conhecida por regular, com a ajuda do estrogênio, o ciclo menstrual. Porém, outra função do hormônio é a de fornecer energia aos espermatozoides, conforme eles tentam romper a parede do óvulo. A pristimerina atua na mesma via da progesterona; entretanto, ao invés de fornecer energia aos espermatozoides, os inutiliza por meio de reações químicas.

A promessa é a de um anticoncepcional natural, sem efeitos colaterais e que pode ser administrado em mulheres e homens. A questão ética também entraria como um benefício associado a esta substância, pois ela evita a formação do zigoto, de forma a se isentar de críticas religiosas (uma vez que o início da vida se daria após a fecundação e esta não chega a ocorrer).

Fonte: universointeligente.com


Aprovado medicamento para reprodução assistida


Um novo medicamento para auxiliar mulheres que querem ter filhos foi aprovado pela Anvisa. O produto é o Rekovelle® que tem como princípio ativo a substância deltafolitropina. O produto é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos, que são necessários para a existência de uma gravidez.

O hormônio folículo estimulante humano (FSH) estimula o ovário para o desenvolvimento, crescimento e maturação folicular, assim como a produção de esteroides gonadais em mulheres que não apresentam insuficiência ovariana primária, ou seja, que não estão na menopausa precoce.

Indicação da deltafolitropina

O produto Rekovelle (deltafolitropina) foi aprovado com a seguinte indicação terapêutica: "Estimulação ovariana controlada para desenvolvimento de folículos múltiplos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide".

Fonte: Anvisa




Vírus de gripe está mais letal e resistente


O vírus H7N9 está deixando os cientistas em alerta máximo. O vírus, que circula entre aves da China desde 2013, é apontado como forte candidato à próxima pandemia de gripe. Na última quarta-feira (19/10), o epidemiologista  da Divisão de Influenza do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (EUA), Tiomothy M. Uyeki, fez um alerta: "Para o CDC, esse é o vírus número um em termos de preocupação por causa do potencial de impactar humanos e da severidade da doença. Não vimos evolução do H7N9 nas primeiras quatro epidemias, mas isso mudou na quinta onda de infecções", disse, referindo-se aos casos de 2017.

Uma pesquisa publicada na revista Cell Host & Microbe reforçou o risco que esse tipo de vírus aviário significa não apenas para a Ásia, onde, até agora, os casos se concentram. O trabalho constatou que a nova cepa do H7N9, chamada HPAI, está extremamente patogênica, replicando-se com eficiência em células do trato respiratório humano. Em roedores, o vírus se espalha com rapidez via gotas respiratórias e não responde aos medicamentos.

Até a segunda semana de outubro deste ano, houve quase 1,6 mil casos de infecções humanas, com um alto índice de letalidade: 39% dos pacientes morreram. Embora a transmissão entre pessoas ainda seja rara, a velocidade de mutação do vírus tem se mostrado bastante rápida. Outra preocupação é que as vacinas para a influenza provocada pelo H7N9 não atendem, segundo Uyeki, às novas especificidades do microrganismo.

Fonte: Bayer Notícias




Descoberto novo alvo para ação de antibióticos


Em um artigo publicado na revista 'Nature Communications', um grupo que reúne cientistas do Brasil e da França descreve uma nova estratégia para matar bactérias do tipo bacilo. Pertencem a esse grupo diversas espécies causadoras de doenças em humanos como Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Helicobacter pylori.

"Nossos achados abrem caminho para o desenvolvimento de medicamentos antibióticos com mecanismo de ação completamente diferente do encontrado nas drogas usadas atualmente, podendo ser útil no tratamento de infecções por patógenos resistentes", disse a pesquisadora do Instituto de Biologia Estrutural (IBS) em Grenoble, na França.

O projeto teve como objetivo principal entender os processos relacionados à formação da parede celular bacteriana. No caso de patógenos do tipo bacilo, logo após a divisão celular, determinadas proteínas precisam se associar para garantir que as células filhas adquiram o formato alongado da parede celular. Forma-se, com isso, um complexo protéico conhecido como elongassoma.

No trabalho agora publicado, o grupo conseguiu, pela primeira vez, isolar a parte central do complexo formada pelas proteínas PBP2 e MreC e elucidar sua estrutura tridimensional. O passo seguinte foi gerar versões mutantes da MreC, com alterações nos aminoácidos situados justamente na região de interface com a PBP2. Em testes in vitro, os cientistas observaram que a proteína modificada não era mais capaz de interagir com a PBP2 para formar o complexo.

Fonte: Bayer Notícias




Como os medicamentos desencadeiam efeitos terapêuticos?


Os principais alvos farmacológicos dos princípios ativos (fármacos) estão representados por receptores intra ou extracelulares, enzimas, canais iônicos e moléculas transportadoras. Quanto mais específica for à interação entre um fármaco e um alvo farmacológico, menor é a probabilidade desse fármaco desencadear efeitos indesejáveis.

Alguns fármacos se ligam a receptores e simulam os efeitos reguladores das substâncias sinalizadoras endógenas são chamados de agonistas, caso de formoterol e fenoterol, dentre outros. Outros fármacos são chamados de antagonistas e promovem o bloqueio ou reduzem a ação das substâncias endógenas, sendo o caso da escopolamina, ipratrópio e atenolol.

Enzimas representam importantes alvos para muitos fármacos. A inibição da enzima ciclo-oxigenase reduz a síntese de prostaglandinas (substâncias endógenas envolvidas nos processos de dor, febre e inflamação) e explica o mecanismo de ação da importante classe de medicamentos denominada anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como é o caso de tenoxicam e diclofenaco.





Outra importante classe de medicamentos amplamente usada na terapêutica e que atua por inibição enzimática está representada pelos inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), como os anti-hipertensivos captopril e enalapril.

Inibidores de acidez gástrica como omeprazol, atuam por inibir a molécula transportadora conhecida como bomba de prótons presente nas células parietais do estômago e responsáveis pela síntese estomacal de ácido clorídrico. Outra classe de medicamentos que atua por inibir moléculas transportadoras diz respeito aos diuréticos de alça, cujo principal representante é a furosemida.

Com relação aos canais iônicos, várias são as classes de medicamentos que atuam sobre essas proteínas. É o caso dos benzodiazepínicos, a exemplo de clonazepam, que modulam positivamente esses canais iônicos permeáveis aos íons cloreto e, assim, intensificam a passagem desses íons para o interior das células nervosas, desencadeando hiperpolarização celular e efeito depressor sobre o SNC.

Fonte: cienciasmedicas.com.br




Diclofenaco em casos de asma pré-existente (efeitos respiratórios)


Em pacientes com asma, rinites alérgicas sazonais, inchaço na mucosa nasal (ex.: pólipos nasais), doenças pulmonares obstrutivas crônicas ou infecções crônicas do trato respiratório, reações devido aos AINEs como exacerbação da asma (chamada como intolerância a analgésicos ou asma induzida por analgésicos), edema de Quincke ou urticária, são mais frequentes que em outros pacientes.

Desta forma, recomenda-se precaução especial na administração de diclofenaco a estes pacientes (prontidão para emergência). Esta recomendação aplica-se também a pacientes alérgicos a outras substâncias, como por exemplo, aparecimento de reações cutâneas, prurido ou urticária em decorrência do uso de outros medicamentos.

Fonte: Anvisa




Estrutura da bomba H+K+ATPase (bomba protônica)


A secreção ácida nas células parietais do estômago cria um gradiente de íons, nos quais prótons são bombeados de fluidos intracelulares para o lúmen gástrico contra um gradiente. A engenharia enzimática responsável por este transporte ativo é a bomba H+K+ATPase, alvo de fármacos como omeprazol e pantoprazol.

A bomba H+K+ATPase está localizada, na sua forma inativa, na membrana dos túbulos citoplasmáticos e, quando ativada, na membrana dos canalículos da célula parietal do estômago. É composta de duas subunidades polipeptídicas não idênticas, a catalítica ou "a" e a estrutural ou "b".

A subunidade catalítica atua mediando toda a função de transporte da bomba; hidrolisa ATP e interage com cátions transportados, além de ser um sítio de ação de inibidores reversíveis e irreversíveis da bomba. O papel da subunidade estrutural ainda permanece indefinido.

Estudos demonstraram que ambas as subunidades estão ligadas fortemente e têm papel importante na conformação estrutural e funcional da bomba. A atividade fisiológica está sujeita à modulação (estimulação e inibição) por sinais moleculares neuronais e endócrinos, como acetilcolina, gastrina, histamina e somatostatina.

Fonte: Moreira Jr




Valproato de sódio e hepatotoxicidade


Casos de insuficiência hepática resultando em fatalidade ocorreram em pacientes recebendo valproato de sódio. Estes incidentes usualmente ocorreram durante os primeiros seis meses de tratamento. Hepatotoxicidade grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar, fraqueza, letargia, edema facial, anorexia e vômito.

Em pacientes com epilepsia, a perda de controle de crises também pode ocorrer. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto ao aparecimento desses sintomas. Testes de função hepática deverão ser realizados antes do início do tratamento e em intervalos frequentes após iniciado, especialmente durante os primeiros seis meses.





No entanto, os médicos não devem confiar totalmente na bioquímica sérica, uma vez que estes exames nem sempre apresentam alterações, sendo, portanto, fundamental a obtenção de história clínica e realização de exames físicos cuidadosos. Deve-se ter muito cuidado quando valproato de sódio for administrado em pacientes com história anterior de doença hepática.

Pacientes em uso de múltiplos anticonvulsivantes, crianças, pacientes com doenças metabólicas congênitas, com doença convulsiva grave associada a retardo mental e pacientes com doença cerebral orgânica, podem ter um risco particular.

A experiência tem demonstrado que crianças abaixo de dois anos de idade apresentam um risco consideravelmente maior de desenvolver hepatotoxicidade fatal, especialmente aquelas com condições anteriormente mencionadas. Quando o valproato de sódio for usado neste grupo de pacientes, deverá ser administrado com extremo cuidado e como agente único. Os benefícios da terapia devem ser avaliados em relação aos riscos.

Fonte: Anvisa




Biossíntese de Acetilcolina


A biossíntese desse neurotransmissor por parte dos neurônios colinérgicos se dá pela acetilação da colina, catalisada pela enzima colina-acetiltransferase (CAT), com acetil coenzima A (acetil-CoA) funcionando como doador de grupos acetil.

A colina é ativamente transportada para o axoplasma do neurônio a partir de sítios extraneuronais por um processo de captação de colina de alta e baixa afinidade. O sistema de alta afinidade pode sofrer inibição pelo hemicolínio.

Após a síntese, a acetilcolina é transportada para as vesículas de armazenamento. Cada vesícula pode conter de 1.000 a mais de 50.000 moléculas de acetilcolina, além de ATP e uma proteína específica denominada vesiculina, Quando o turnover de acetilcolina é alto, o transporte de colina para as terminações nervosas pode se transformar na etapa que limita a velocidade da reação.

Fonte: InfoEscola


Surto de Hepatite A em São Paulo


A cidade de São Paulo vive um surto de hepatite A. De janeiro até o dia 9 de setembro, a Vigilância Sanitária registrou 483 casos da doença, ante 54 no mesmo período do ano passado. O pico de casos foi em julho, mas o vírus, que ataca o fígado, ainda está circulando na cidade.

Segundo a médica epidemiologista da equipe de doenças transmitidas por alimentos da Secretaria Municipal da Saúde, Dra. Geraldine Madalosso, o aumento foi detectado a partir de abril e as causas começaram a ser apuradas. "Entre os casos investigados, 43% relataram como fonte provável a via sexual desprotegida, com sexo oral e anal", disse.

Dos pacientes que tiveram a doença neste ano, de acordo com a Dra. Geraldine, 87% são do sexo masculino e 80% têm entre 18 e 39 anos de idade. Uma característica positiva da hepatite A é que ela é considerada benigna. "Em adultos, ela se manifesta de maneira aguda, mas não crônica, como as do tipo B e C, que trazem outras complicações ao paciente", finalizou a médica.

Fonte: Bayer Notícias




Clonazepam em distúrbios epilépticos


Clonazepam é eficaz no tratamento de crises epilépticas do tipo ausência em pacientes refratários à terapia convencional. É também efetivo no controle da epilepsia precipitada por estímulo sensorial, como a epilepsia fotomioclônica ou epilepsia de “leitura”.

Crises parciais complexas e focais respondem melhor ao clonazepam, em comparação a outros fármacos. Embora clonazepam seja tão eficaz quanto diazepam no tratamento de status epilepticus, seu uso é limitado, por causa do efeito depressor no sistema cardiorrespiratório. Estudos demonstraram que a terapêutica com clonazepam permite a redução ou interrupção de outro anticonvulsivante já em uso.

Clonazepam não é efetivo no tratamento de mioclonia pós-anóxica, porém é eficaz na epilepsia mioclônica e no controle de movimentos mioclônicos com disartria. Em crianças, clonazepam é eficaz no tratamento de convulsões motoras menores e crises tipo “pequeno mal” refratárias nas doses de 0,05 a 0,3 mg/kg/dia, divididas em doses, reduzindo as crises em até 70% dos pacientes.

Fonte: Anvisa 




Papel do monofosfato cíclico de adenosina (AMPc)


A descoberta do papel do AMPc (3´5´-adenosina-monofosfato-cíclico) como mediador intracelular introduziu o conceito de segundos mensageiros na transdução de sinais. O AMPc é um nucleotídeo sintetizado no interior das células a partir do ATP, sob ação de uma enzima ligada à membrana, a adenilato ciclase. O AMPc é continuamente produzido e inativado por hidrólise da 5´-AMP, por meio de uma família de enzimas conhecidas como fosfodiesterases.

O AMPc regula muitos aspectos da função celular, incluindo enzimas envolvidas no metabolismo energético, divisão e diferenciação celulares, transporte de íons, canais iônicos e proteínas contráteis. Entretanto, estes efeitos são produzidos por um mecanismo comum, isto é, a ativação de proteínas-quinases pelo AMPc.

As proteínas-quinases regulam a função de muitas proteínas celulares diferentes ao catalisarem a fosforilação de resíduos de serina e treonina, utilizando o ATP como fonte de fosfato. A fosforilação pode ativar ou inibir enzimas-alvo ou canais iônicos.

A produção aumentada de AMPc, em resposta à ativação dos receptores β-adrenérgicos, afeta várias enzimas envolvidas no metabolismo do glicogênio e da gordura no fígado, adipócitos e células musculares. O resultado consiste em uma resposta coordenada, em que a energia armazenada na forma de glicogênio e gordura torna-se disponível como glicose para suprir a contração muscular.

Fonte: ciclicoamp.blogspot.com.br




Sildenafila: eficácia, segurança e efeitos sobre a pressão arterial


A eficácia e a segurança do citrato de sildenafila no tratamento da disfunção erétil (DE) em homens já foi demonstrada através de estudos em aberto e controlados com placebo tanto em grupos etários mais jovens quanto em idosos portadores de comorbidades.

O risco de complicações cardíacas com a utilização do citrato de sildenafila em pacientes jovens saudáveis é baixo; porém, aconselha-se maior precaução quando prescrito a cardiopatas. Na realidade, a única contraindicação absoluta é o uso concomitante com nitratos.

Em estudo, o aparecimento de complicações cardiovasculares foi baixo, apesar da alta prevalência de comorbidades cardiovasculares associadas. Um paciente apresentou quadro de fibrilação atrial aguda com resposta ventricular alta na visita, porém na vigência de pneumonia adquirida na comunidade.





Os efeitos do citrato de sildenafila sobre a pressão arterial (PA) já foram bem documentados. Em homens normotensos doses de 100 mg podem reduzir a pressão arterial sistólica (PAS) em até 8 a 10 mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD) de 3 a 6 mmHg. O efeito hipotensor pode ocorrer em pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica (HAS), embora possa não ser clinicamente significativo.

O pico do efeito hipotensor tipicamente ocorre aproximadamente uma hora após a ingestão e coincide com o pico plasmático. Em homens saudáveis, a diminuição da PA retorna para níveis pré-tratamento em quatro a oito horas; essas reduções são geralmente assintomáticas. 

O efeito do citrato de sildenafila sobre a pressão arteiral postural (PAP) foi descrito em jovens saudáveis, nos quais não se observou queda significativa na PA ou aumento na FC em ortostatismo.

Fonte: Moreira Jr




Como agem os neurotransmissores


Os neurotransmissores são armazenados em vesículas neuronais. Uma vez que ocorre a liberação, estas vesículas decaem na fenda sináptica, reagindo diretamente com os receptores situados nas membranas do neurônio seguinte. Parte do neurotransmissor pode ser reaproveitada pelo próprio neurônio que a liberou, ou pode ser rearmazenada novamente em vesículas neuronais recém sintetizadas.

Para que haja o rearmazenamento, deve haver a recepção do neurotransmissor liberado pelo próprio neurônio. É possível ainda que outra parte do neurotransmissor seja metabolizada ou destruída por enzimas, e seus produtos eliminados no organismo. Os neurônios precisam ter sempre a disposição esses neurôtransmissores para serem sintetizados a qualquer momento.

Assim, sempre que um neurotransmissor é liberado, ocorre a síntese e o armazenamento de novas moléculas de neurotransmissor bem como novas vesículas neuronais para substituir as que foram utilizadas. Quando é sintetizado e não utilizado, o neurotransmissor necessita ficar armazenado a espera de um momento preciso para ser liberado.

Fonte: saudeemmovimento.com.br




Claritromicina x Insulina


O uso concomitante de claritromicina (antimicrobiano da classe dos macrolídeos) e insulina pode resultar em hipoglicemia significativa, de forma que é recomendado o monitoramento cuidadoso da glicose.

Esta medida ajudará a evitar descompensações e complicações no tratamento de diabéticos, caso estes indivíduos necessitem utilizar o antimicrobiano em questão.

A mesma informação precisa ser considerada se o tratamento do diabetes for conduzido com hipoglicemiantes orais, como os fármacos que correspondem às sulfonilureias (glibenclamida, glimepirida e outros).




Levodopa (l-DOPA)


A levodopa foi utilizada pela primeira vez no tratamento da doença de Parkinson há mais de 30 anos e continua sendo o tratamento mais efetivo para a doença. A própria dopamina (DA) não é apropriada, visto que é incapaz de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE).

Entretanto, o precursor imediato da DA, a l-DOPA (levodopa), é rapidamente transportado através da BHE pelo transportador de aminoácidos neutros; uma vez no sistema nervoso central (SNC), a l-DOPA é convertida em dopamina pela enzima AADC (aminoácido aromático descarboxilase), tendo como sinônimo dopa-descarboxilase.

Por conseguinte, a l-DOPA deve competir com outros aminoácidos neutros pelo seu transporte através da BHE, e a sua disponibilidade no SNC pode ser comprometida por refeições recentes de proteína. A levodopa administrada por via oral é rapidamente convertida em dopamina pela AADC no trato gastrintestinal.





Esse processo metabólico diminui a quantidade de levodopa capaz de alcançar a barreira hematoencefálica para o seu transporte no SNC e também aumenta os efeitos adversos periféricos que resultam da geração de dopamina na circulação periférica (predominantemente náusea). Quando a levodopa é administrada isoladamente, apenas 1 a 3% da dose administrada alcançam o SNC em sua forma inalterada.

Para reforçar os níveis de levodopa disponíveis para o cérebro e reduzir os efeitos adversos do metabolismo periférico da levodopa, ela é quase sempre administrada em combinação com um inibidor da AADC, tomando como exemplo a carbidopa. A carbidopa impede efetivamente a conversão da levodopa em DA na periferia. O aspecto importante é que, como a carbidopa não é capaz de atravessar a BHE, ela não interfere na conversão da levodopa em DA no SNC.

A carbidopa aumenta a fração da levodopa administrada por via oral disponível no SNC de 1-3% (na ausência de carbidopa) para 10% (com carbidopa), permitindo redução significativa na dose de levodopa e diminuição na incidência de efeitos adversos periféricos.

Fonte: Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica (http://leg.ufpi.br)




Receptores de Dopamina


Os receptores de dopamina são membros da família de proteínas receptoras acopladas à proteína G. Originalmente, as propriedades dos receptores de dopamina foram classificadas de acordo com seu efeito sobre a formação de AMP cíclico (cAMP): a ativação dos receptores de classe D1 leva a um aumento do cAMP, enquanto a ativação dos receptores da classe D2 inibe a produção de cAMP. Estudos subseqüentes levaram à clonagem das proteínas receptoras, revelando cinco receptores distintos, codificados, cada um deles, por um gene separado.

Todos os receptores de dopamina (DA) conhecidos exibem a estrutura típica dos receptores acoplados à proteína G, com sete domínios transmembrana. A classe D1 contém dois receptores de dopamina (D1 e D5), enquanto a classe D2 contém três receptores (D2, D3 e D4). Existem duas formas alternativas da proteína D2, D2 S (isto é, curta) e D2L (isto é, longa), que representam variantes de junção alternativas do mesmo gene; sua diferença reside na terceira alça citoplasmática, que afeta a interação com a proteína G, mas não a ligação à dopamina.





As cinco proteínas receptoras diferentes de dopamina possuem distribuições distintas no cérebro. Ambos os receptores, D1 e D2, são expressos em altos níveis no estriado, onde desempenham papel no controle motor dos núcleos basais, bem como no tubérculo olfatório. Os receptores D2 também são expressos em altos níveis nos lactótrofos da adeno-hipófise, onde regulam a secreção de prolactina.

Acredita-se que os receptores D2 desempenhem papel na esquizofrenia, visto que muitas medicações antipsicóticas exibem alta afinidade por esses receptores, embora a localização dos receptores D2 envolvidos ainda não tenha sido elucidada. Os receptores D3 e D4 estão relacionados aos receptores D2 em nível tanto estrutural quanto funcional e também podem estar envolvidos na patogenia da esquizofrenia.

Ocorre expressão de altos níveis dos receptores D3 no sistema límbico, incluindo o nucleus accumbens e o tubérculo olfatório, enquanto os receptores D4 foram localizados no córtex frontal, diencéfalo e tronco encefálico. Os receptores D5 apresentam distribuição esparsa e são expressos em baixos níveis, principalmente no hipocampo, tubérculo olfatório e hipotálamo.

Fonte: Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica (http://leg.ufpi.br)




Inibidores da ECA e insuficiência hepática


Em raras ocasiões, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), correspondendo a captopril, enalapril, lisinopril e ramipril, têm sido associados a uma síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante, não sendo possível descartar o risco de óbito. Os mecanismos desta síndrome não são conhecidos.

Pacientes recebendo inibidores da ECA que desenvolveram icterícia ou elevações acentuadas das enzimas hepáticas devem descontinuar imediatamente o tratamento com estes fármacos e receber acompanhamento médico apropriado.

Fonte: Anvisa




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