Anticoagulantes podem prevenir demência


A associação entre fibrilação atrial (FA) e demência já é bem documentada. Em novo estudo, publicado esse mês no European Heart Journal, pesquisadores investigaram se o tratamento com anticoagulante oral oferece proteção cognitiva ao paciente.

Para isso, foi realizado um estudo retrospectivo de 444.106 pacientes com diagnóstico hospitalar de FA e nenhum diagnóstico prévio de demência, na Suécia, entre 2006 e 2014. Mais de 40% dos participantes estavam usando anticoagulantes (varfarina) no início do estudo e 3% utilizavam novos anticoagulantes orais (NOAC). Durante o follow-up, cerca de 6% da coorte desenvolveu demência (1,73 diagnósticos por 100 pacientes-ano).

Pacientes em tratamento com anticoagulantes no baseline foram associados com risco de demência 29% menor do que os pacientes sem tratamento anticoagulante e 48% menor risco no tratamento. A comparação direta entre os NOAC e a varfarina não mostrou diferença.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que o risco de demência em pacientes com FA é maior sem o tratamento com anticoagulantes orais, o que sugere que o início precoce da terapia pode ajudar a preservar a função cognitiva.

Fonte: ecodiario.es




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