Levodopa (l-DOPA)


A levodopa foi utilizada pela primeira vez no tratamento da doença de Parkinson há mais de 30 anos e continua sendo o tratamento mais efetivo para a doença. A própria dopamina (DA) não é apropriada, visto que é incapaz de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE).

Entretanto, o precursor imediato da DA, a l-DOPA (levodopa), é rapidamente transportado através da BHE pelo transportador de aminoácidos neutros; uma vez no sistema nervoso central (SNC), a l-DOPA é convertida em dopamina pela enzima AADC (aminoácido aromático descarboxilase), tendo como sinônimo dopa-descarboxilase.

Por conseguinte, a l-DOPA deve competir com outros aminoácidos neutros pelo seu transporte através da BHE, e a sua disponibilidade no SNC pode ser comprometida por refeições recentes de proteína. A levodopa administrada por via oral é rapidamente convertida em dopamina pela AADC no trato gastrintestinal.





Esse processo metabólico diminui a quantidade de levodopa capaz de alcançar a barreira hematoencefálica para o seu transporte no SNC e também aumenta os efeitos adversos periféricos que resultam da geração de dopamina na circulação periférica (predominantemente náusea). Quando a levodopa é administrada isoladamente, apenas 1 a 3% da dose administrada alcançam o SNC em sua forma inalterada.

Para reforçar os níveis de levodopa disponíveis para o cérebro e reduzir os efeitos adversos do metabolismo periférico da levodopa, ela é quase sempre administrada em combinação com um inibidor da AADC, tomando como exemplo a carbidopa. A carbidopa impede efetivamente a conversão da levodopa em DA na periferia. O aspecto importante é que, como a carbidopa não é capaz de atravessar a BHE, ela não interfere na conversão da levodopa em DA no SNC.

A carbidopa aumenta a fração da levodopa administrada por via oral disponível no SNC de 1-3% (na ausência de carbidopa) para 10% (com carbidopa), permitindo redução significativa na dose de levodopa e diminuição na incidência de efeitos adversos periféricos.

Fonte: Farmacologia da Neurotransmissão Dopaminérgica (http://leg.ufpi.br)




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