Sildenafila: eficácia, segurança e efeitos sobre a pressão arterial


A eficácia e a segurança do citrato de sildenafila no tratamento da disfunção erétil (DE) em homens já foi demonstrada através de estudos em aberto e controlados com placebo tanto em grupos etários mais jovens quanto em idosos portadores de comorbidades.

O risco de complicações cardíacas com a utilização do citrato de sildenafila em pacientes jovens saudáveis é baixo; porém, aconselha-se maior precaução quando prescrito a cardiopatas. Na realidade, a única contraindicação absoluta é o uso concomitante com nitratos.

Em estudo, o aparecimento de complicações cardiovasculares foi baixo, apesar da alta prevalência de comorbidades cardiovasculares associadas. Um paciente apresentou quadro de fibrilação atrial aguda com resposta ventricular alta na visita, porém na vigência de pneumonia adquirida na comunidade.





Os efeitos do citrato de sildenafila sobre a pressão arterial (PA) já foram bem documentados. Em homens normotensos doses de 100 mg podem reduzir a pressão arterial sistólica (PAS) em até 8 a 10 mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD) de 3 a 6 mmHg. O efeito hipotensor pode ocorrer em pacientes portadores de hipertensão arterial sistêmica (HAS), embora possa não ser clinicamente significativo.

O pico do efeito hipotensor tipicamente ocorre aproximadamente uma hora após a ingestão e coincide com o pico plasmático. Em homens saudáveis, a diminuição da PA retorna para níveis pré-tratamento em quatro a oito horas; essas reduções são geralmente assintomáticas. 

O efeito do citrato de sildenafila sobre a pressão arteiral postural (PAP) foi descrito em jovens saudáveis, nos quais não se observou queda significativa na PA ou aumento na FC em ortostatismo.

Fonte: Moreira Jr




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