Vírus de gripe está mais letal e resistente


O vírus H7N9 está deixando os cientistas em alerta máximo. O vírus, que circula entre aves da China desde 2013, é apontado como forte candidato à próxima pandemia de gripe. Na última quarta-feira (19/10), o epidemiologista  da Divisão de Influenza do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos (EUA), Tiomothy M. Uyeki, fez um alerta: "Para o CDC, esse é o vírus número um em termos de preocupação por causa do potencial de impactar humanos e da severidade da doença. Não vimos evolução do H7N9 nas primeiras quatro epidemias, mas isso mudou na quinta onda de infecções", disse, referindo-se aos casos de 2017.

Uma pesquisa publicada na revista Cell Host & Microbe reforçou o risco que esse tipo de vírus aviário significa não apenas para a Ásia, onde, até agora, os casos se concentram. O trabalho constatou que a nova cepa do H7N9, chamada HPAI, está extremamente patogênica, replicando-se com eficiência em células do trato respiratório humano. Em roedores, o vírus se espalha com rapidez via gotas respiratórias e não responde aos medicamentos.

Até a segunda semana de outubro deste ano, houve quase 1,6 mil casos de infecções humanas, com um alto índice de letalidade: 39% dos pacientes morreram. Embora a transmissão entre pessoas ainda seja rara, a velocidade de mutação do vírus tem se mostrado bastante rápida. Outra preocupação é que as vacinas para a influenza provocada pelo H7N9 não atendem, segundo Uyeki, às novas especificidades do microrganismo.

Fonte: Bayer Notícias




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