Benzodiazepínicos e disfunções sexuais


Os efeitos indesejáveis sexuais dos psicofármacos recebem crescente atenção, pois têm importantes consequências. Apesar de os benzodiazepínicos formarem um grupo de medicamentos dos mais utilizados no mundo, poucos estudos focalizaram seus efeitos na sexualidade. 





Relatos de casos descrevem: diminuição da libido, disfunção erétil, retardo da ejaculação e anorgasmia. Em uma pesquisa envolvendo alprazolam foram detectados: redução da libido (47%), disfunção erétil (44%) e anorgasmia (16%). Em estudo retrospectivo, 42,9% de 42 pacientes tratados com clonazepam queixaram-se de significativa disfunção sexual, principalmente disfunção erétil.

Evidências desses estudos e dados do Programa de Ansiedade e Depressão do Instituto de Psiquiatria da UFRJ sugerem que dose e potência dos benzodiazepínicos influem na frequência, intensidade e tipo de dificuldade sexual.




Doses elevadas de benzodiazepínicos de alta potência (p.ex., 4 a 10 mg/dia de alprazolam, 4 a 6 mg/dia de clonazepam) estão associadas a maior ocorrência de disfunções sexuais.

Fonte: pesquisa.bvs.br

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