Novo medicamento anti-HIV


Os Estados Unidos aprovaram um novo medicamento que impede a ação do HIV-1 no organismo. Trata-se de uma combinação entre outros antirretrovirais já existentes no mercado: o dolutegravir e a rilpivirina. Entre os medicamentos da nova geração, o Juluca, como é conhecido comercialmente, é o primeiro a combinar dois compostos.

Infectologistas brasileiros comemoraram a aprovação, que aumenta a adesão ao tratamento (já que lembrar de uma só droga é mais simples). Uma outra vantagem da terapia é a diminuição de toxicidade dos medicamentos existentes.

"Depois do tratamento mais eficiente de nova geração, esse é o primeiro com somente duas drogas", diz Esper Kallás, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da USP. A nova geração de antirretrovirais tem como principal característica o fato de possuírem menos efeitos colaterais que tratamentos mais antigos, como o efavirenz, que piorava sintomas de pacientes psiquiátricos. No entanto, não havia até agora uma única pílula que combinasse os compostos mais recentes.





O medicamento recentemente aprovado deve ser utilizado em pacientes com supressão do vírus ao menos por seis meses (ou seja, que estivessem usando outros tratamentos). A ideia é que o paciente comece a tomar a medicação de referência mais comum (como o dolutegravir ou o efavirenz) e que só depois comece a usar o Juluca para manter o que os outros medicamentos já conseguiram: ou seja, manter a carga viral a mais baixa possível.

A indicação é consistente com os estudos clínicos apresentados ao FDA (órgão norte-americano similar à Anvisa), que aprovou o composto. Segundo o órgão, a eficácia do Juluca foi testada em dois ensaios clínicos com 1024 participantes, que foram divididos aleatoriamente: parte tomou o Juluca e a outra continuou com o tratamento prévio. Os resultados mostraram que a droga foi eficaz em manter o vírus suprimido tanto quanto a terapia de referência.

Fonte: g1.globo.com




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