Metilfenidato: Altamente benéfico quando bem indicado, segundo neuropediatra


Quando indicado corretamente, o metilfenidato, conhecido pelo nome comercial de Ritalina, ajuda a melhorar a concentração e o poder de memorização, a curto prazo. A médio prazo, facilita as funções executivas, como poder de abstração, noção espaço-temporal, capacidade de planejamento, organização e iniciativa.

A longo prazo, de acordo com o neuropediatra e professor da Universidade de Brasília Carlos Aucélio Nogueira, ele atua na plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de mudar a sua forma de funcionar.

No caso das pessoas que sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, chamado de TDAH, o medicamento age no cérebro estimulando neurotransmissores que têm deficiência ou são produzidos em baixa quantidade chamados de dopamina e noradrenalina. Os sintomas mais clássicos são a irritabilidade, dificuldade de concentração, agitação e impulsividade.

A incidência, segundo o professor Carlos, vem subindo em todo o mundo nas últimas décadas e atualmente varia de 6 a 8% das crianças em idade escolar. Esse crescimento, contudo, não acompanha o aumento exponencial da venda do medicamento no país (Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, de 2000 a 2008, a venda de caixas de metilfenidato saltou de 71 mil para 1.147.000, um aumento de 1.615%) e, por isso, virou alvo de críticas de especialistas ligados a pediatria e à educação.

Fonte: ebc.com.br




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