Vacinação em drogarias pode parar na justiça


Recém-autorizada pela Anvisa, a possibilidade de as drogarias comercializarem e aplicarem vacinas tem gerado polêmica entre entidades de saúde. A discussão pode, inclusive, ir parar na Justiça.

Até então, a oferta desses serviços só era permitida no Sistema Único de Saúde (SUS) e em clínicas de vacinação privadas. Na últimas semanas, porém, a Anvisa decidiu estender a possibilidade desse aval também a outros estabelecimentos de saúde - incluindo farmácias e drogarias.

Entidades que representam médicos e clínicas privadas, no entanto, têm reagido contra a ampliação da vacinação para esses locais, alegando que as farmácias não possuem estrutura suficiente para essa atividade. Também criticam a retirada da obrigatoriedade do médico como responsável técnico por estes serviços.

Para o diretor do Conselho Federal de Medicina (CFM), Sidnei Ferreira, a ausência de médicos expõe pacientes a risco e pode dificultar a assistência nos casos de eventos adversos à vacina. "Não estamos reivindicando que tenha médico na farmácia. O que não queremos é que a farmácia aplique vacinas. Quem decide sobre o atendimento em caso de evento adverso é o médico, que é o único capacitado para isso" afirma Ferreira.

Fonte: Bayer Notícias




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