Vantagens da risperidona sobre a quetiapina


Tanto risperidona como a quetiapina são classificadas como antipsicóticos de segunda geração e foram lançadas em 1994 e 1997, respectivamente. Esta classe de medicamento demonstrou efetividade tanto na redução da psicopatologia quanto na redução do número de recaídas e consequentes reospitalizações. Ao longo dos anos estes medicamentos vêm ganhando cada vez mais indicações.

Além do uso na esquizofrenia, a risperidona está indicada para tratamento de transtornos do comportamento em pacientes com demência (como agressividade, agitação psicomotora ou sintomas psicóticos), tratamento a curto prazo para mania aguda ou episódio misto em pacientes com transtorno afetivo bipolar. Já a quetiapina está indicada para o tratamento da esquizofrenia e no tratamento de episódios de mania em paciente com transtorno afetivo bipolar como monoterapia ou adjuvante.

Tanto a risperidona como a quetiapina possuem eficácia bastante consagrada no tratamento da esquizofrenia. No entanto, em uma meta-análise bastante difundida, Leucht et al. encontraram que, para o tratamento de esquizofrenia, a risperidona - assim como clozapina e olanzapina - apresentava maior eficácia em relação aos antipsicóticos de primeira geração, tendo a quetiapina eficácia semelhante aos neurolépticos mais antigos. 





No grupo de pacientes com esquizofrenia crônica, que tinha acabado de interromper o tratamento com um antipsicótico atípico, risperidona e olanzapina foram mais eficazes do que a quetiapina e ziprasidona. Também nos algoritmos do tratamento de esquizofrenia, quando há uma falha terapêutica com o primeiro neuroléptico, aconselha-se introduzir risperidona ou olanzapina, mas não quetiapina.

A quetiapina é um antipsicótico associado à sonolência. Dessa forma, a sonolência durante o dia vinculada ao uso de quetiapina pode ser um grande empecilho na manutenção de uma rotina ativa. Outro aspecto que pode comprometer a independência do paciente é a tontura, efeito colateral também vinculado à quetiapina

A interação medicamentosa também é algo que deve ser levado em conta no tratamento em longo prazo. Dessa forma, vale ressaltar que se recomenda cautela no uso concomitante de quetiapina com medicamentos utilizados em quadros infecciosos - como o cetoconazol, rifampicina e eritromicina -, por possuírem uma importante via de metabolização concomitante com a quetiapina, a CYP3A4.

Já a risperidona, que é metabolizada principalmente pela CYP2D6, teoricamente não possui interação com as medicações referidas. Em relação a efeitos arritmogênicos, a quetiapina parece ter efeitos moderados, enquanto a risperidona apresenta apenas efeitos leves.

Fonte: scielo.com




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