Eficácia de axetilcefuroxima


A axetilcefuroxima apresenta um amplo espectro de ação antimicrobiana com um perfil farmacocinético que permite posologia de duas administrações diárias. O fármaco é bem tolerado, seja por pacientes adultos ou pediátricos, apresentando índice de eventos adversos comparável ao de outras cefalosporinas.

Em um estudo envolvendo 369 pacientes com diagnóstico de infeções do trato respiratório alto (tonsilite, faringite, sinusite e otite média) foi obtida a melhora do quadro infeccioso em 89% dos pacientes que fizeram uso de axetilcefuroxima, acompanhado por ausência de sintomas respiratórios ao término do tratamento.

Com administração por 7 a 10 dias, ou como tratamento de curta duração (2 a 3 dias) ou uma dose única, também foi eficaz no tratamento de adultos com infecções do trato urinário.

Fonte: Anvisa




Benzodiazepínicos em idosos


Os efeitos adversos dos benzodiazepínicos (BZD) são aumentados nos idosos, ao passo que os benefícios são reduzidos. Os efeitos indesejáveis sobre a cognição neste grupo de pacientes podem ser confundidos e tratados equivocadamente como Alzheimer.

Além disso, idosos são mais suscetíveis à dependência e podem ser atingidos por dificuldades como distúrbios de memória, sedação diurna, incoordenação motora, aumento do risco de acidentes automobilísticos e quedas. O efeito em longo prazo dos BZD e a dependência deles em idosos pode assemelhar-se também à depressão ou síndromes de ansiedade, os quais podem piorar de forma progressiva durante o tratamento.

Os BZDs devem ser prescritos aos idosos com cuidado, em doses baixas e por um curto período de tempo. Os benzodiazepínicos de vida curta ou intermediaria, tais como lorazepam, alprazolam e bromazepam, são os preferíveis. Os fármacos de vida longa, como o clonazepam ou diazepam, não são recomendados, devido ao aumento dos efeitos adversos.

O uso em longo prazo tem sido associado ao aumento do risco de comprometimento cognitivo. A relação com a demência, entretanto, permanece inconclusiva, carecendo de mais estudos.

Fonte: galenoalvarenga.com.br




Hemostasia - o que é e como ocorre?


De um modo simplificado, usa-se o termo hemostasia para a interrupção fisiológica de uma hemorragia ou para os procedimentos que têm por finalidade conter sangramentos. Hemostasia é, pois, o conjunto de mecanismos que faz cessar uma hemorragia, mantendo o sangue dentro do vaso, sem coagular nem extravasar.

Esse processo depende da resistência e contratilidade dos vasos, da constituição e elasticidade dos tecidos periféricos, da atividade normal das plaquetas, de um sistema adequado de coagulação e da estabilidade do coágulo que se forma.

O processo da hemostasia é mobilizado pela lesão vascular que ocasiona a hemorragia. A primeira coisa que ocorre é uma vasoconstrição, que reduz o fluxo sanguíneo no vaso lesado. Em seguida, as plaquetas e os fatores da coagulação formam um tampão, que perdura até que o tecido vascular lesado se regenere por ação dos fibroblastos e, em seguida, o sistema fibrinolítico, pela lise do coágulo, dissolve o trombo.

A eficiência deste sistema de eventos depende de uma ação localizada, da não extensão e da rapidez do processo.

Fonte: abc.med.br




Lamotrigina - Farmacologia


A lamotrigina é um derivado da feniltriazina, sendo diferente de todos os outros fármacos antiepiléticos. Estabiliza as membranas neuronais ao bloquear canais de sódio, de cálcio e inibir fracamente a recaptação da serotonina, impedindo a liberação de glutamato nas projeções corticais nas áreas límbicas do estriado ventral.

Sua absorção oral completa, cinética linear de primeira ordem, não autoinduzível e seu metabolismo que nada tem a ver com o sistema microsomal P-450, uma vez que 80-90% de suas moléculas são simplesmente conjugadas com o ácido glicurônico e excretadas, além de sua meia-vida longa, de cerca de um dia (15 a 30 horas), são características muito importantes para tratamentos crônicos como os dos distúrbios neuropsiquiátricos.

Além de suas propriedades farmacocinéticas favoráveis, a lamotrigina geralmente é muito bem tolerada. Seus efeitos adversos mais comuns são cefaleia, náuseas e reações alérgicas, principalmente erupção cutânea.

Fonte: Moreira Jr


Riscos associados aos inibidores da fosfodiesterase-5


Os efeitos adversos relacionados aos inibidores da fosfodiesterase-5 (iPED-5) relatados com maior frequência são: cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal, distúrbio visual e mialgia. Enquanto a maioria dos efeitos adversos parece ser benigna, evidenciado por dezenas de milhões de prescrições dispensadas mundialmente, há relatos de efeitos mais relevantes, como convulsões, enxaqueca e outras alterações neurológicas.

Os efeitos adversos mais comuns decorrentes do uso da sildenafila são: cefaleia (16%), rubor (10%) e dispepsia (7%). Alterações da visão, incluindo sensibilidade à luz e presença de tons azuis na visão, ocorrem em cerca de 3% dos pacientes, particularmente naqueles que recebem doses de 100 mg. Ereções prolongadas, que se estendem por mais de 6 horas (priapismo) também foram relatadas com o uso desse fármaco.

Esses efeitos adversos são também verificados com outros iPDE-5. Porém, a afinidade menor da tadalafila pela PED-6, teoricamente, diminui a chance dos efeitos visuais. Esse fármaco, no entanto, tem afinidade aumentada pela PED-11, comumente encontrada na musculatura esquelética de outros órgãos. Pacientes que referem mialgia e dor nas costas podem ter essas queixas relacionadas a esse mecanismo.

A inibição da PDE-5, presente nos vasos sanguíneos, produz hipotensão. Dessa forma, a sildenafila não deve ser utilizada por homens em que a atividade sexual não seja recomendada em razão de condições cardiovasculares que os coloquem em risco de desenvolver hipotensão. Apesar de a sildenafila apresentar bom perfil de segurança, casos de morbidade e mortalidade associados a eventos cardiovasculares são notificados desde o seu lançamento no mercado.

Fonte: cff.org.br




Fluoxetina x Sumatriptana


Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) indicado no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e outras patologias.

Sumatriptana é um fármaco indicado no alívio das crises de enxaqueca que age como agonista seletivo vascular de receptores 5-HT1, produzindo vasoconstrição cerebral.

INTERAÇÃO: A bula relata que nos estudos realizados em período pós-comercialização da sumatriptana, surgiram relatos de pacientes que fizeram uso concomitante deste fármaco com  os ISRS, como é o caso da fluoxetina, e apresentaram sintomas associados à síndrome serotoninérgica. 

Alguns dos sintomas descritos são: incoordenação motora, confusão, fraqueza e agitação. Os relatos foram classificados como raros.




Loratadina e Desloratadina


Loratadina e desloratadina apresentam estruturas químicas semelhantes. De modo mais específico, a loratadina é convertida em desloratadina no organismo, isto é, a loratadina, ao ser metabolizada, gera a desloratadina como metabólito ativo.

Ambos os fármacos são anti-histamínicos de longa duração indicados especialmente nos casos de rinite alérgica. Devido à meia-vida longa, permitem administração única diária. No caso da loratadina, há estudos que demonstram a viabilidade de dose superior a 10mg diários, administrados em diferentes horários no decorrer do dia.





Diferente do que ocorre com anti-histamínicos de gerações anteriores, a sonolência não é associada como efeito colateral, informação que vale tanto para a loratadina como para a desloratadina.

Na comparação entre os dois fármacos, a diferença consiste, essencialmente, na possível interação com alimentos dependendo do horário de ingestão da dose e também na meia-vida. Citando números, teríamos a meia-vida aproximada da loratadina entre 17-24h e da desloratadina entre 24-27h. Estudos relatam ainda atividade anti-inflamatória associada à desloratadina, o que não ocorre com a loratadina.

Pregabalina na Fibromialgia


A monoterapia com pregabalina foi analisada em 5 estudos controlados com placebo, 3 de 12 semanas de duração de dose fixa, 1 de 7 semanas de duração de dose fixa e 1 estudo de 6 meses demonstrando a eficácia a longo prazo.

O tratamento com pregabalina em todos os estudos de dose fixa produziu redução significativa na dor associada a fibromialgia em doses de 300 a 600 mg/dia (duas vezes ao dia). Nos três estudos de dose fixa de 12 semanas, 40% dos pacientes tratados com pregabalina experimentaram 30% ou mais do alivio da escala da dor comparado a 28% dos pacientes tratados com placebo; 23% dos pacientes tratados experimentaram melhora de 50% ou mais na escala da dor comparado com 15% dos pacientes tratados com placebo.

A pregabalina produziu taxas significativamente superiores de avaliação global, através da escala de Impressão de Mudança Global do Paciente (PGIC) nos três estudos de dose fixa 12 semanas, comparado com pacientes tratados com placebo. Conforme medido através do Questionário de Impacto da Fibromialgia (FIQ), a pregabalina resultou em melhora estatisticamente significativa na função comparado com pacientes tratados com placebo em 2 dos 3 estudos de dose fixa nos quais foram avaliados.

No estudo de 6 meses, a melhora da dor, a percepção de mudança global (PGIC), função e sono foram mantidos para os pacientes tratados com pregabalina por período significativamente mais longo comparado com pacientes tratados com placebo. A pregabalina 600 mg/dia mostrou uma melhora adicional em pacientes que relataram problemas no sono em comparação com 300 e 450 mg/dia; efeitos médio sobre a dor, avaliação global foram similares em 450 e 600 mg/dia, embora a dose de 600 mg tenha sido bem menos tolerada.

Fonte: Anvisa




Pregabalina x Codeína


Pregabalina é um fármaco indicado no tratamento da dor neuropática, epilepsia, ansiedade generalizada e fibromialgia, que atua ligando-se a uma subunidade proteica auxiliar dos canais de cálcio voltagem-dependentes no sistema nervoso central.

Codeína é um analgésico opioide que também possui atividade antitussígena. Atua como agonista dos receptores opioides e é indicada para o alívio de dores moderadas a intensas.

INTERAÇÃO: Há relatos pós-comercialização de eventos relacionados à redução da motilidade do trato gastrointestinal inferior (por ex, obstrução intestinal, íleo paralítico, constipação) quando a pregabalina foi coadministrada com medicamentos que têm o potencial para produzir constipação, tais como analgésicos opioides.




Insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn)


A Insulina NPH é uma insulina intermediária e tem coloração leitosa. A sigla NPH que dizer Neutral Protamine Hagedorn, sendo Hagedorn o sobrenome de um dos seus criadores e Protamina o nome da substância que é adicionada à insulina para retardar seu tempo de ação.




Após ser aplicada, seu início de ação acontece entre duas e quatro horas, seu efeito máximo se dá entre quatro a 10 horas e a sua duração é de 10 a 18 horas.

Muitas vezes, este tipo de insulina é usada juntamente com uma insulina de ação rápida, sendo que a rápida ajuda a equilibrar os níveis glicêmicos logo após uma refeição, enquanto a NPH tem o objetivo de manter o controle durante o restante do dia.




O problema mais frequente associado ao uso de insulina é a queda repentina da glicemia, decorrente da administração de dose excessiva. Nesse caso, podem surgir sintomas como cansaço excessivo, dor de cabeça, taquicardia, náuseas, suores frios e tremores.

Recomenda-se buscar atendimento hospitalar se o paciente apresentar um quadro que inclua os sintomas descritos.

Fomte: minhavida.com.br

Comparação entre dexlansoprazol e lansoprazol na cicatrização da esofagite erosiva


A eficácia e a segurança do uso de dexlansoprazol na cicatrização da esofagite erosiva (EE) confirmada endoscopicamente foram avaliadas em dois estudos multicêntricos, duplo-cegos e randomizados, comparativos com lansoprazol, de 8 semanas de duração.

Os pacientes foram randomizados para receberem dexlansoprazol 60mg/dia ou lansoprazol 30mg/dia. Foram excluídos destes estudos pacientes que fossem H. pylori positivos ou que tivessem esôfago de Barret e/ou alterações displásicas definitivas no período basal.





De acordo com resultados da análise, 92,3% a 93,1% dos pacientes apresentaram cicatrização com dexlansoprazol 60mg/dia, versus 86,1% a 91,5% com lansoprazol 30mg/dia após oito semanas de tratamento.

Com base nos cálculos das taxas brutas (não-processadas), as taxas de cicatrização na semana 4 ou na semana 8 foram mais elevadas com dexlansoprazol do que com lansoprazol. A superioridade estatística de dexlansoprazol 60mg em relação ao lansoprazol 30mg foi estabelecida no primeiro estudo, porém não replicada no segundo estudo.

Fonte: consultaremedios.com.br

Topiramato x Orlistate


Topiramato é um fármaco indicado no tratamento da epilepsia. Seu mecanismo de ação está relacionado com o estímulo de receptores do neurotransmissor inibitório GABA e indução do influxo de íons cloreto.

Orlistate é um inibidor reversível específico das lipases gastrointestinais, indicado para o tratamento em longo prazo de pacientes com sobrepeso ou obesidade.

INTERAÇÃO: Foram relatadas convulsões em pacientes tratados concomitantemente com Orlistate e medicamentos antiepilépticos, como é o caso do topiramato. Embora não tenha sido estabelecida uma relação causal, os pacientes devem ser monitorados em relação a possíveis mudanças na frequência ou gravidade das convulsões.




Medicamento para prevenção do HIV


O Truvada é uma combinação farmacológica de duas substâncias ativas: entricitabina e fumarato de tenofovir desoproxila. A indicação prevê a administração do medicamento diariamente, em combinação com práticas sexuais mais seguras.

Esta indicação de uso para o Truvada está aprovada desde o final do primeiro semestre de 2017 pela Anvisa e, com isso, ele pode ser indicado nos casos de pré-exposição ao vírus HIV-1.  Considera-se a redução do risco de infecção provocada pelo vírus quando adquirido sexualmente em adultos de alto risco – homens que fazem sexo com homens –  e casais sorodiscordantes (em que apenas um possui o vírus).

Fonte: Anvisa


Sibutramina e orlistate associados contra a obesidade


Em um estudo conduzido por Halpern et al foram analisados os resultados do tratamento com 10mg de sibutramina uma vez ao dia e orlistate 120mg três vezes ao dia associados a uma dieta hipocalórica e recomendações de atividade física regular, em 114 pacientes com sobrepeso ou obesidade (52 homens e 62 mulheres), que retornaram pelo menos uma vez à consulta.

Do total de pacientes incluídos no estudo, 89 relataram pelo menos um efeito adverso, enquanto 25 pacientes não apresentaram nenhuma queixa.

Alguns eventos gastrointestinais foram atribuídos ao orlistate, enquanto outros eventos, no julgamento do investigador principal, estiveram relacionados ao tratamento com sibutramina. Não foi observada elevação significativa na freqüência cardíaca ou na pressão arterial.




A maioria dos efeitos adversos relatados no estudo foram compatíveis com a farmacologia conhecida de sibutramina e orlistate. A conclusão foi a de que a combinação foi bem tolerada e eficaz em aumentar a perda de peso em pacientes obesos por um período de até três meses.

Fonte: scielo.br

A química dos beta-lactâmicos


Os beta-lactâmicos formam parte de um grupo de antimicrobianos que se define pela presença do anel beta-lactâmico, sendo uma classe de elevada importância terapêutica, devido à sua excelente eficácia associada à baixa toxicidade.

O anel beta-lactâmico determina não só o mecanismo de ação, sendo este a inibição da síntese de parede celular; como também a baixa toxicidade direta, visto que atua na parede celular bacteriana, ausente nas células eucarióticas humanas. É também determinante no principal mecanismo de resistência por parte das bactérias: as betalactamases. O anel beta-lactâmico é constituído por três átomos de carbono e um de nitrogénio, podendo conter diversos radicais substituintes que o tornam ativo.





A família dos beta-lactâmicos não é homogênea, isto é, apesar de todos possuírem o anel beta-lactâmico, a sua química não é igual, podendo conter diferentes tipos de cadeias lineares, diferenciando assim as suas características, espectros de ação e resistências às beta-lactamases. Assim, a família dos beta-lactâmicos é formada por carbapenêmicos, penicilinas, cefalosporinas e monobactâmicos.

Os inibidores das beta-lactamases, como o ácido clavulânico, são também considerados beta-lactâmicos, visto possuirem igualmente a estrutura base. O anel beta-lactâmico pode estar fundido com diversos anéis, criando cada grupo desta família. Pode ser um anel tiazolidina, no caso das penicilinas, anel di-hidrotiazina, no caso das cefalosporinas, ou o anel pirrólico dos carbapenêmicos. Os monobactâmicos não possuem nenhum anel fundido ao anel principal.

Fonte: bdigital.ufp.pt




Neurotoxicidade das fluoroquinolonas


As fluoroquinolonas (ex: ciprofloxacino, norfloxacino, moxifloxacino) podem ocasionar, entre outros efeitos tóxicos, neuropatia periférica de instalação rápida logo após início do tratamento. Na maioria das vezes, o quadro ocorre em questão de dias, apesar da possibilidade de ocorrência em qualquer período durante o tratamento.

Os sintomas de instalação da neuropatia incluem dor, sensação de queimação, formigamento, fraqueza e alteração da percepção de temperatura e da posição corporal. Não há fatores de risco indicados e tampouco se conhece a frequência da neurotoxicidade, mas o quadro pode durar meses ou até mesmo anos após a instalação.

Recomenda-se orientar o paciente quanto à possibilidade da ocorrência de sintomas associados a esta enfermidade. Em caso de sintomas sugestivos, considera-se a substituição da fluoroquinolona por um antimicrobiano de outra classe, exceto quando os riscos ainda forem menores em relação aos benefícios pretendidos.

Fonte: precepta.com.br




Ações da metformina no organismo


A experiência profissional com o uso da metformina mostra que esse fármaco é muito eficaz em reduzir a glicemia plasmática e a hemoglobina glicada nos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Essa efetividade clínica pode ser comprovada pelos resultados de estudos que mostram que a monoterapia com metformina em indivíduos obesos com DM2 por 29 semanas diminui tanto a porcentagem média da hemoglobina glicada quanto a glicemia de jejum, quando comparados com o grupo controle.

A redução da glicemia deve-se principalmente às suas ações hepáticas e musculares que apresentam efeito sensibilizador da insulina. No hepatócito, provoca inibição da gliconeogênese e da glicogenólise, além de estimulação da glicogênese; nos tecidos periféricos insulinodependentes, principalmente na musculatura esquelética, aumenta a captação de glicose, o que provoca rápida redução da glicemia.





Diferentemente dos fármacos secretagogos, a metformina não aumenta os níveis plasmáticos de insulina e não é hipoglicemiante, mesmo em doses consideráveis. Esta biguanida também parece alterar o metabolismo lipídico, diminuindo os triglicérides plasmáticos e os ácidos graxos livres em virtude de inibição da lipólise. Muitos estudos mostraram também redução na taxa de colesterol e LDL, assim como discreto aumento na taxa de HDL.

A metformina também melhora as funções endoteliais, provoca discreta redução da pressão arterial (tanto sistólica quanto diastólica) e reduz o peso de indivíduos com diabetes ou resistência periférica à insulina, possivelmente em virtude de propriedades anorexígenas.

Fonte: scielo.br




Vitamina C e Cicatrização


Um estudo envolvendo cientistas britânicos e portugueses propiciou a informação de que a vitamina C (ácido ascórbico - AA) pode ser utilizada para tratar ferimentos e proteger as células da pele contra danos no DNA. Ao avaliar as propriedades protetoras do AA sobre as células da pele humana, os cientistas constataram a otimização da capacidade regenerativa.

Embora já se saiba há décadas que o AA é o agente que previne o escorbuto, uma desordem nutricional, outras propriedades desta vitamina têm sido alvo de estudos. Resultados recentes sugerem que o AA pode neutralizar os radicais livres de forma tão eficaz quanto contribuir para a remoção de danos ao DNA, ativando as defesas celulares.

Os pesquisadores especulam ainda que os achados podem apontar para novos caminhos, considerando estudos que procuram formas de combater o câncer de pele e o tratamento de lesões de difícil cicatrização. Os resultados interessam diretamente ao campo da biologia que recebe o nome de fotobiologia, a qual estuda a interação da luz com os organismos vivos.

Segundo os pesquisadores, a indústria de cosméticos também deverá se beneficiar de novidades nessa área, uma vez que poderão aproveitar a descoberta e criar compostos que combatam os efeitos danosos sobre a pele, sejam eles causados por agentes naturais ou mesmo sintéticos.

Fonte: diariodasaude.com.br




Efeito antipirético de ibuprofeno e dipirona em pacientes pediátricos (estudo comparativo)


Em estudo com o objetivo de determinar se o ibuprofeno em dose oral única proporcionaria efeito antipirético equivalente ou superior ao da dipirona em dose oral única, em pacientes pediátricos febris, os achados indicam que o ibuprofeno determinou uma antipirese mais rápida, mais potente e de duração mais longa do que uma dose oral única de dipirona em crianças randomizadas para o grupo de temperatura alta (39,1ºC).

No grupo de pacientes com febre baixa, o início de ação do ibuprofeno também foi mais rápido em relação à dipirona; neste grupo, porém, a intensidade e a duração do efeito foram semelhantes para os dois fármacos.





Alguns aspectos metodológicos do estudo, entretanto, merecem comentários adicionais. Uma das limitações do estudo foram a baixa velocidade de inclusão de pacientes, particularmente aqueles com temperatura alta, e que não tivessem recebido medicação analgésica, antipirética ou anti-inflamatória nas últimas 6-12 horas, demonstrando claramente a tendência disseminada de automedicação entre a população.

Adicionalmente, a análise pode eventualmente conduzir a um viés, por não estimar o efeito antipirético nos pacientes que saíram do estudo. A posologia utilizada de dipirona neste estudo foi de 15 mg/kg, contra 10mg/kg de ibuprofeno.

Cabe ressaltar que a dose, empírica e equivocadamente empregada pelos profissionais de saúde, assim como por pacientes e cuidadores, é muitas vezes de 1 gota/kg (considerando-se as formulações em que 1 gota equivale a 25 mg, de modo a exceder recomendações). Esse fator contribui para a percepção eventual de eficácia antipirética superior da dipirona em relação a outros fármacos.

Fonte: Moreira Jr




Vacina contra câncer


Pesquisadores da Universidade de Medicina de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram uma vacina contra o câncer. Trata-se da aplicação de células T - responsáveis pela defesa do organismo - diretamente em tumores. Os experimentos foram realizados em ratos, e foi verificado que, ao aplicar um pouco de agentes estimulantes de imunidade diretamente em seus tumores, todos os traços de câncer são eliminados do animal, inclusive metástases.

Agora, os cientistas se preparam para testar o tratamento em pacientes humanos com linfoma. Caso a eficácia seja comprovada, o método seria mais econômico em relação a outros tratamentos e não causaria todos os efeitos colaterais da quimioterapia.

Para isso, serão utilizados oligodesoxinucleótidos de CpG - responsáveis por estimular a imunidade e ativar as células T para guiar o caminho contra as células cancerígenas.

Fonte: Bayer




Diuréticos tiazídicos e reações no metabolismo da glicose


Muitas das alterações eletrolíticas e metabólicas dos tiazídicos foram observadas quando se utilizaram inicialmente doses elevadas no tratamento da hipertensão arterial. Sabe-se há muito que a curva dose-resposta dos tiazídicos é plana; em consequência, passou-se a utilizar doses baixas desses medicamentos (6,25 a 25 mg/dia), sem perda da eficácia anti-hipertensiva, porém com redução importante dos efeitos metabólicos adversos. 

Os efeitos adversos dos tiazídicos no metabolismo da glicose em pacientes diabéticos têm sido observados desde a sua introdução na prática clínica. Entretanto, o desencadeamento de intolerância à glicose, em pacientes não diabéticos em uso crônico de tiazídicos, é controverso.

Um estudo com seguimento de 10 anos mostrou que o tratamento com diuréticos tiazídicos em doses baixas, associado à suplementação de potássio, não piorou a tolerância à glicose. A hipocalemia tem sido apontada como possível mecanismo fisiopatogênico relacionado à alteração do metabolismo de carboidratos.

O uso contínuo de diuréticos de alça induz alterações mínimas no metabolismo da glicose, provavelmente pela ação de curta duração, ensejando que mecanismos compensatórios sejam utilizados para neutralizar os efeitos relacionados à intolerância à glicose.

Fonte: departamentos.cardiol.br




Fisiopatologia da úlcera péptica


A úlcera péptica é uma das principais indicações clínicas para reduzir a secreção de suco gástrico. Uma úlcera péptica é uma ferida bem definida, circular ou oval, formada no revestimento do trato gastrintestinal. Os nomes das úlceras identificam a sua localização anatômica ou as circunstâncias em que se desenvolvem.

A úlcera duodenal, o tipo mais comum de úlcera péptica, surge no duodeno. As úlceras gástricas normalmente se situam na parte alta da curvatura do estômago. A fisiopatologia da úlcera péptica pode ser considerada um desequilíbrio entre os fatores de defesa da mucosa e fatores agressivos. A regulação da secreção de ácido pelas células parietais é especialmente importante na patogênese da úlcera péptica e constitui um alvo para a ação de fármacos.

O desenvolvimento de úlceras pépticas está relacionado à infecção da mucosa do estômago por H. pylori, bem como ao uso de determinados medicamentos (como os AINEs), os quais provocam erosões e úlceras no estômago, especialmente nas pessoas de idade avançada. Esses efeitos, no entanto, são revertidos pela interrupção do tratamento, sendo a recidiva pouco provável, a menos que se reinicie o mesmo tratamento.

As prostaglandinas, sintetizadas na mucosa gástrica, principalmente pela ciclo-oxigenase­ subtipo 1 (COX-­1), estimulam a secreção de muco, diminuem a secreção de ácido e causam vasodilatação. Essas ações protegem o estômago contra lesões. Isto, provavelmente, explica a capacidade de muitos AINEs inespecíficos de causar sangramento e erosões gástricas, visto que são inibidores da COX-­1.

Fonte: periodicos.ufsm.br


Benzodiazepínicos no transtorno do pânico


Os benzodiazepínicos vêm sendo utilizados no transtorno do pânico (TP) como uma opção eficaz e bem tolerada. O principal objetivo dos benzodiazepínicos no pânico é a redução da intensidade e frequência dos ataques de pânico (AP), tendo também importante aplicação como medicação de uso ocasional em caso de crise. Seu uso regular também pode ajudar a reduzir a ansiedade antecipatória e a esquiva fóbica.

A escolha do benzodiazepínico dependerá da potência, meia-vida e disponibilidade de evidência de eficácia por ensaios clínicos. O mais estudado deles no TP é o alprazolam, havendo 11 estudos disponíveis, sendo sete deles controlados por placebo. Destes, seis demonstraram superioridade do alprazolam com relação ao placebo na redução da frequência de AP e cinco observaram a melhora da ansiedade antecipatória.





Como desvantagem, o alprazolam apresenta a meia-vida curta, podendo ser necessária a administração frequente e provocando “efeito rebote” entre as doses. Atualmente, está disponível o alprazolam XR (de liberação prolongada), que foi aprovado pelo FDA para o tratamento do TP, em dose única diária e não apresenta tais desvantagens.

Outros benzodiazepínicos também já foram testados para o tratamento do TP e o mais utilizado deles é o clonazepam. Este é um benzodiazepínico muito potente, com ação rápida e meia-vida longa, por isso, uma opção bastante interessante para o TP. O clonazepam conta com apresentação sublingual de sua dose mínima (0,25 mg), com ação rápida, sendo muito útil durante o AP.

Pacientes com subtipo respiratório do TP apresentam melhor resposta ao clonazepam no curto prazo do que pacientes com subtipo não respiratório. Porém, no longo prazo as respostas de ambos os grupos ao clonazepam se igualam.

Fonte: Moreira Jr


Eficácia da fluvoxamina na depressão


A fluvoxamina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), cujos primeiros estudos referentes às depressões remontam ao início da década de 1980, tem se mostrado eficaz mesmo no tratamento das depressões severas. Assim, a fluvoxamina foi utilizada com sucesso no tratamento de depressões graves.

A fluvoxamina foi comparada à clomipramina, mostrando-se ambas igualmente eficazes no tratamento das depressões graves. Também foi utilizada no tratamento das depressões delirantes e sua eficácia em monoterapia nas depressões psicóticas tem sido atribuída à alta afinidade pelos receptores sigma de tipo 1.





Tem-se amplamente utilizado a fluvoxamina também no tratamento dos transtornos de ansiedade, entre eles o transtorno obsessivo-compulsivo, a ansiedade generalizada, a fobia social, o transtorno de estresse pós-traumático e os estados mistos de ansiedade e depressão, além da depressão maior com ansiedade co-mórbida.

Dos 104 pacientes que iniciaram um estudo com fluvoxamina na depressão maior, 81 (78%) concluíram o seguimento previsto, e 60 (58%) continuaram com a medicação após o término do estudo. Dos 23 pacientes que não concluíram o estudo, apenas dois o fizeram por indicação médica (efeitos adversos) e dois por alegada falta de eficácia.

Seis pacientes não retornaram para dar seqüência ao tratamento (perda de acompanhamento), e um deixou de se tratar por razões administrativas. Doze pacientes pediram para sair do estudo em virtude de supostos eventos adversos, sem que houvesse indicação médica para sua interrupção. Os resultados encontrados pelos pesquisadores sugere que a fluvoxamina é eficaz e segura no tratamento da depressão maior.

Fonte: scielo.br




Gentamicina e alterações renais


Um marco histórico dos aminoglicosídeos se deu na década de 60 com a descoberta da gentamicina. Todos os aminoglicosídeos têm o potencial de produzir toxicidade renal reversível ou irreversível. Os eventos bioquímicos que levam à lesão das células e à disfunção glomerular ainda não estão bem elucidados, mas podem envolver perturbações nas estruturas das membranas celulares.

Estudos remotos realizados com a microscopia óptica e o uso de uma pequena variedade histoquímica de corantes para a morfologia apontavam para as alterações produzidas pelos aminoglicosídeos nas células do túbulo proximal

Segundo Hanslik et al, a nefrotoxicidade da gentamicina nos túbulos contorcidos proximais se deve ao fato de que o fármaco é internalizado pelos lisossomos, causando liberação de enzimas hidrolases, conseqüentemente causando necrose das células e obstrução do túbulo proximal.

Um avanço nos métodos de análise e elucidações mais precisas sobre o envolvimento das estruturas lisossomais observado no estudo de Gurnani et al mostrou o acúmulo de gentamicina no interior dos lisossomos, inibindo a atividade das fosfolipases e esfingomielinases, causando a formação de corpos mielóides.

O inchaço e explosão dos lisossomos resultam na liberação de enzimas lisossomais e aminoglicosídeos, seguida de necrose das células do túbulo proximal, prejudicando as funções renais.

Fonte: Scielo




Tratamento farmacológico da dependência do álcool


O dissulfiram (DSF) foi a primeira intervenção farmacológica aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) para o tratamento da dependência de álcool. Para o êxito do tratamento com DSF é importante que os pacientes estejam engajados em algum programa de tratamento.

O DSF oral supervisionado é eficaz quando incorporado a um tratamento que inclua uma abordagem de reforço comunitário; isto é, intervenções elaboradas com a finalidade de criar novas habilidades sociais por meio de aconselhamento, além de atividades de ressocialização (por ex.: clubes sociais) e recreacionais, que estimulem a abstinência.

É importante a adoção de estratégias que aumentem a aderência ao tratamento, tais como contratos sociais de contingência – que consistem em acordos terapêuticos entre o paciente e as pessoas envolvidas no seu tratamento, com o objetivo de determinar a supervisão da administração do medicamento por algum familiar. A efetividade do tratamento aumenta com essas intervenções.

O DSF é um inibidor irreversível e inespecífico de enzimas, que decompõe o álcool no estágio de acetaldeído. Ao inibir a enzima acetaldeído-desidrogenase (ALDH), ocorre um acúmulo de acetaldeído no organismo, levando à reação etanol-dissulfiram.

Fonte: scielo.br




Saccharomyces boulardii na terapêutica da diarreia aguda


Probióticos contendo Saccharomyces boulardii têm sido utilizados no tratamento de diarreias de etiologias diversas, incluindo infecciosa e inflamatória.

Os mecanismos de ação e efeitos benéficos desses microrganismos no controle do quadro diarreico consistem na redução da hipersecreção de água e eletrólitos, estimulação da atividade de dissacaridases dos enterócitos, produção de aminopeptidases, secreção de IgA, atividade antitoxina, antiinflamatória, metabólica, e antimicrobiana.





Tais propriedades biológicas desses microrganismos não patogênicos permitem a sua utilização no tratamento de doenças gastrintestinais endêmicas especialmente em países em desenvolvimento com gastroenterites por rotavírus, diarreia dos viajantes, além de doenças inflamatórias intestinais como a doença de Crohn e colite ulcerativa.

Para que os efeitos terapêuticos de Saccharomyces boulardii ocorram, ainda que por diferentes mecanismos e etiologias infecciosas, a concentração desse probiótico deve ser adequada a cada fase da gastroenterite aguda.





A administração de Saccharomyces boulardii nas primeiras horas atua contrapondo o efeito do aumento de velocidade de trânsito intestinal e incrementando a quantidade de microrganismos terapêuticos presentes na luz intestinal, assim como seu tempo de permanência, permitindo que os efeitos terapêuticos sejam mais eficazes.

Fonte: Moreira Jr

Lamotrigina em transtornos do humor


Os ensaios clínicos realizados há 20 anos com a lamotrigina em pacientes com epilepsia já mostravam seu efeito benéfico sobre o humor. Seu papel no transtorno bipolar foi estabelecido no final da década de 90 e, desde então, lamotrigina tem sido indicada para o tratamento de manutenção em várias formas de transtorno bipolar em indivíduos acima de 18 anos de idade.

Lamotrigina é eficaz no tratamento do transtorno bipolar e previne tanto episódios maníacos como depressivos, o que levou à sua aprovação pelo FDA para tratamento de manutenção do transtorno bipolar em 2003. Contudo, é menos efetiva do que o lítio na prevenção de mania, mas tem menos efeitos adversos do que este.

Em um transtorno em que agentes terapêuticos como o lítio podem causar alterações renais e teratogenicidade, antipsicóticos de segunda geração são associados a ganho de peso e sedação, além de apresentarem custo elevado, valproato de sódio associado à sedação, queda de cabelos e síndrome dos ovários policísticos e, por fim, a carbamazepina à indução enzimática, o perfil de efeitos adversos da lamotrigina a torna uma opção terapêutica considerável.

Fonte: Moreira Jr


Mecanismos de resistência da Candida albicans aos antifúngicos


A resistência envolve mecanismos moleculares e pode ser intrínseca ou adquirida. A resistência intrínseca é uma característica fenotípica de determinada espécie de microrganismo e confere a ele a resistência inata antes da exposição deste ao antifúngico. Isso ocorre, por exemplo, com a espécie de C. krusei, que possui resistência intrínseca ao fluconazol.

A resistência adquirida ocorre em microrganismos que desenvolveram mutações após a exposição ao antifúngico e posteriormente houve a seleção, sobrevivência e proliferação daqueles mutantes resistentes. Fatores de transcrição mutantes contribuem com a formação de resistência microbiológica aos antifúngicos.

A resistência que ocorre em C. albicans inclui uma variação que tem como fundo a descendência clonal. A falta de recombinação sexual leva à aquisição de resistência a drogas através da plasticidade do genoma e aumento de taxas de mutação e de recombinação mitóticas. Entretanto, a resistência mediada por bombas de efluxo é uma das mais comuns.

Fonte: rbac.org.br


Pregabalina e dor ciática


A pregabalina é muito utilizada no tratamento da dor neuropática, ansiedade e fibromialgia. Um artigo recente publicado no New England Journal of Medicine examinou se o fármaco é eficaz na redução da dor crônica lombar tipo ciática.

Para o estudo, pesquisadores realizaram um ensaio randomizado, duplo-cego, controlado com placebo, de pregabalina em 207 pacientes com dor crônica lombar tipo ciática. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber uma dose de 150mg/dia de pregabalina ajustada para uma dose máxima de 600 mg/dia ou um placebo correspondente por até 8 semanas.

O desfecho primário foi a intensidade da dor na perna em uma escala de 10 pontos (com 0 indicando nenhuma dor e 10 a pior dor possível) na semana 8. A intensidade da dor também foi avaliada na semana 52, um ponto de tempo secundário para o desfecho primário.




Os desfechos secundários incluíram a extensão da incapacidade, a intensidade da dor nas costas e as medidas de qualidade de vida em momentos pré-especificados ao longo de um ano. Um total de 106 pacientes receberam pregabalina e 101 receberam placebo.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que o tratamento com pregabalina não reduziu significativamente a intensidade da dor na perna associada à compressão ciática e não melhorou significativamente outros resultados, em comparação com placebo, ao longo de 8 semanas. A incidência de eventos adversos foi significativamente maior no grupo de pregabalina, sugerindo que a escolha do fármaco nos casos de dor ciática precisa ser repensada.

Fonte: pebmed.com.br

Segurança do Naproxeno


Estudos demonstraram que o naproxeno foi considerado o analgésico mais seguro para pacientes que precisam usar anti-inflamatórios constantemente e são mais propensos a problemas cardiovasculares.





Entretanto, foram analisados também os efeitos adversos gastrointestinais e de aumento da pressão arterial do naproxeno comparando outros anti-inflamatórios não esteroides, que mostraram que o naproxeno teve índices um pouco aumentados em relação a outras opções de AINEs tradicionais, demonstrando que os riscos e os benefícios de cada fármaco devem ser avaliados para uma prescrição mais segura.

São considerados fatores de alto risco para hemorragia gastrointestinal: Grupo de idosos; Antecedentes pessoais de úlcera péptica; Utilização de corticosteroides sistêmicos; Utilização de anticoagulantes; Utilização concomitante de ácido acetilsalicílico; Infecção por H. pylori.





São considerados fatores de alto risco cardiovascular: Antecedentes pessoais de acidente vascular cerebral; Antecedentes pessoais de acidente isquêmico transitório; Antecedentes pessoais de síndrome coronária aguda; Angina estável; Antecedentes pessoais de revascularização arterial; Doença arterial periférica.

Fonte: editorarealize.com.br

Venlafaxina na depressão maior


Em estudo conduzido pela faculdade de medicina da UFMG, no qual comparou-se a velafaxina aos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), tais como fluoxetina, paroxetina e outros, para o tratamento da depressão maior, ou transtorno depressivo maior (TDM), a venlafaxina foi associada a uma resposta mais evidente quanto à remissão de sintomas.

Na comparação com tricíclicos (amitriptilina, nortriptilina e outros), a resposta ao tratamento à base de venlafaxina foi estimada como sendo maior, mas não diferindo de maneira estatisticamente significativa. Não se observaram diferenças quanto à taxa de remissão, embora os tricíclicos foram bem menos tolerados do que a venlafaxina, a qual possibilitou maior adesão ao tratamento.

Meta-análise do estudo forneceu evidências da eficácia clínica da venlafaxina de liberação controlada em alcançar a resposta terapêutica e a remissão em pacientes com depressão maior. A venlafaxina parece ser mais eficaz do que os ISRS e pelo menos tão eficaz quanto os tricíclicos, no tratamento de depressão maior. Além disso, a venlafaxina é eficaz na redução da recaída quando dada a longo prazo após episódio depressivo maior.

Fonte: Moreira Jr




Fibratos


Os fibratos, tais como o ciprofibrato, fenofibrato ou bezafibrato, são fármacos indicados, principalmente, no tratamento das hipertrigliceridemias endógenas, da disbetalipoproteinemia e de algumas das hiperlipidemias mistas, quando os níveis de triglicérides forem superiores a 500 mg/dL.

Mais recentemente, demonstrou-se a validade do uso de fibratos em pacientes com níveis baixos de HDL-C, mesmo com níveis considerados normais de colesterol total ou LDL-C, para pacientes em prevenção secundária da doença arterial coronariana (DAC) e, especialmente e em pacientes com diabetes mellitus ou síndrome metabólica.




Estes fármacos estimulam o receptor nuclear PPAR-alfa (peroxisome proliferator activated receptor), determinando múltiplas ações no metabolismo lipídico, como aumento da expressão de apo AI e AII, redução de apo CIII, aumento da lipase lipoproteica, entre outras ações. Dessa forma,aumentam a depuração de lipoproteínas ricas em triglicérides e favorecem o transporte reverso do colesterol, observando-se redução de VLDL-C e aumento do HDL-C.

Meta-análises de estudos que empregaram fibratos demonstraram que os fármacos têm efeito nulo nos desfechos cardiovasculares de longo prazo; no entanto, quando se analisaram separadamente os pacientes com níveis elevados de triglicéride e baixos de HDL-C, observou-se benefício semelhante ao encontrado com os inibidores da HMG-CoA redutase.

Assim, os novos guidelines europeus e americanos preconizam que os níveis de TG moderadamente elevados em indivíduos de alto risco devam ser tratados de maneira mais intensiva com medicamentos, de preferência os fibratos, uma vez que está estabelecendo maior associação entre hipertrigiliceridemia e doença cardiovascular (DCV).

Fonte: Moreira Jr


Relaçao entre Diabetes e Alzheimer


Com o envelhecimento, tanto o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). como a Doença de Alzheimer (DA) se tornam mais frequentes. Esta associação sempre intrigou os cientistas, principalmente após terem descoberto que as alterações nas células do sistema nervoso na população com DA são semelhantes às verificadas nas células do pâncreas que produzem insulina.

Descobertas neste campo incluem a informação de que o cérebro, além do pâncreas, também pode produzir insulina. Considerando esta hipótese, a ideia é a de que em ambas as doenças a insulina não faz seu trabalho adequadamente, resultando em maior grau de inflamação e lixo celular (substância beta amilóide). 

Pesquisadores têm mostrado que os diabéticos apresentam risco entre 50% a 65% maior de desenvolver DA do que um indivíduo de mesma idade não diabético. A resistência à insulina (RI), diagnosticada no exame médico através da medida da cintura abdominal, é apontada como o mecanismo básico que precede tanto o DM2 como a DA.

Este dado ajuda a entender porque alguns portadores de DA não são obrigatoriamente diabéticos. A RI cerebral pode ser mais grave do que a periférica, ou seja, o pâncreas consegue se recuperar da RI. O cérebro, por sua vez, perde progressivamente sua massa de células funcionante.

O conjunto de informações até aqui alcançadas foi suficiente para que a comunidade científica se referisse à RI associada à DA como uma nova forma de Diabetes Mellitus, recebendo a designação de tipo 3.

Fonte: institutoalzheimerbrasil.org.br




Testes para nova opção terapêutica contra Herpes


O vírus do herpes simples (HSV-1) é um dos mais comuns na população mundial. Tem contágio fácil, pois ocorre por meio de fluidos corporais, como a saliva; e poucas opções terapêuticas disponíveis. Por isso, cientistas buscam criar medicamentos com potencial para melhorar o combate a esse micro-organismo. Nessa linha, uma equipe americana encontrou uma substância capaz de eliminar o patógeno em células humanas e de ratos. Os resultados promissores foram publicados na última edição da revista Science Translational Medicine e poderão render opções de tratamento para outros subtipos da enfermidade.

Os investigadores explicam que, além da oferta limitada no tratamento do herpes, outro problema enfrentado no combate à doença é a resistência dos remédios prescritos. Os medicamentos disponíveis para tratar a infecção HSV-1 impedem o vírus de produzir proteínas que se replicam, conhecidas como análogos de nucleósidos. O uso contínuo dessas substâncias, porém, tem reduzido o efeito delas.

Segundo Deepak Shukla, professor de microbiologia e imunologia na Universidade de Illinois (EUA), essa é uma demanda antiga. Precisamos de medicamentos alternativos, que funcionem em novos alvos, porque os pacientes que desenvolvem resistência aos análogos de nucleósidos têm poucas opções eficazes para tratar a infecção. Shukla e a equipe resolveram estudar a molécula BX795, usada em experimentos científicos diversos. Ela age como um inibidor da TBK1, uma enzima envolvida na inflamação.

A substância foi aplicada em células da córnea humana e de ratos contaminadas pelo vírus do herpes simples, e os resultados foram extremamente positivos: a BX795 “limpou” as células infectadas. “Nós encontramos uma molécula que funciona de uma maneira totalmente nova. Em vez de trabalhar com o vírus, funciona nas células hospedeiras e ajuda a limpá-lo”, explicou Shukla.

Fonte: correiobraziliense.com.br




Descoberta de novo antibiótico


Pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, descobriram em amostras do solo recolhidas em diversos pontos dos Estados Unidos uma nova família de antibióticos com potencial para combater infecções difíceis de tratar na atualidade..

Testes realizados mostraram que os compostos naturais, chamados de malacidins, foram capazes de debelar uma série de doenças bacterianas que se tornaram resistentes à maioria dos antibióticos disponíveis, entre elas as que são causadas pela cepa MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina, traduzindo a sigla).

De acordo com a opinião de especialistas, a descoberta renova esperanças relacionadas à busca de antibióticos mais eletivos. Resistências bacterianas representam um problema grave no mundo todo, com números que atingem a casa dos 700mil óbitos anuais. Deste modo, há pressa para a descoberta de novos tratamentos.

Fonte: noticias.uol.com.br/ciencia




Amoxicilina x Acetilcisteína


Amoxicilina é uma penicilina com ação bactericida, pertencente ao grupo dos antimicrobianos beta-lactâmicos. Age por meio da inibição da síntese de parede celular nos agentes patógenos.

Acetilcisteína é um fármaco com atividade mucolítico-fluidificante das secreções mucosas e mucopurulentas, indicado como expectorante.

INTERAÇÃO: Há possibilidade de aumento na biodisponibilidade do antimicrobiano, decorrente de interferência direta na velocidade de absorção, em caso de administração simultânea. A implicação disso consiste no fato de não se garantirem os níveis séricos desejados da amoxicilina até o horário da próxima dose, prejudicando, assim, a posologia recomendada. A fim de que um problema neste sentido seja evitado, a recomendação é a de intervalo de 2h entre as doses do antimicrobiano e do mucolítico.




Eficácia da memantina na doença de Alzheimer


A memantina é um fármaco antagonista, não-competitivo, voltagem-dependente do receptor N-metil-D-aspartato (NMDA), que bloqueia os efeitos patológicos dos níveis elevados de glutamato. Os achados sugerem que os pacientes com doença de Alzheimer (DA) de estágios moderado a grave podem experimentar benefícios com o tratamento antiglutaminérgico, diminuindo a progressão da deterioração característica da doença, principalmente no que diz respeito à atividade da vida diária.

A utilização da memantina, na dose de 20mg por dia, pode reduzir tempo e custo dos gastos por parte dos cuidadores e, ao mesmo tempo, melhorar os domínios global, funcional e comportamental dos pacientes portadores de DA. A eficácia, a segurança e a tolerabilidade do uso da memantina em pacientes portadores de DA nos estágios de moderado a grave foram demonstradas na avaliação dos quatro estudos selecionados.

Artigos analisados evidenciaram benefícios do uso da memantina nas doses de 10mg ou 20mg ao dia, quando comparada com o placebo, apresentando melhora da capacidade funcional, das atividades da vida diária e dos distúrbios comportamentais, com diferenças estatisticamente significativas. A melhora da cognição, entretanto, não foi superior à do placebo em dois estudos.

A memantina aumenta a autonomia do paciente portador de DA, principalmente na habilidade de levantar-se, mover-se de forma independente, tomar banho ou ir ao banheiro, vestir-se, orientar-se no espaço, realizar atividades em grupos e interessar-se por hobbies. Portanto as pressões e o estresse sofridos pelo cuidador diminuirão, bem como o tempo gasto com o paciente e o risco de depressão, aumentando então a sua qualidade de vida.

Fonte: scielo.br




Os artigos mais populares