Antimicrobianos em infeccções urinárias


A escolha do antibiótico deve levar em consideração o espectro de ação contra os prováveis agentes, as contraindicações específicas, os efeitos colaterais e o custo do tratamento. Seguem considerações sobre algumas opções terapêuticas:


Sulfametoxazol + trimetoprima (SMX-TMP): é uma boa opção para tratamento empírico de infecções urinárias, desde que não haja evidências de resistência bacteriana. Em áreas com alta incidência de resistência bacteriana e em situações que predizem essa possibilidade, como uso prévio ou frequente de antimicrobianos, a SMX-TMP deixa de ser boa opção ou, pelo menos, deve ser usada com cautela.

Fluoroquinolonas: possuem excelente atividade e tolerância. As fluoroquinolonas de terceira geração (levofloxacino e gatifloxacino) permitem o tratamento seguro de infecções com doses únicas diárias, o que aumenta a adesão e a tolerabilidade dessas drogas. Porém, o uso irrestrito dessa classe de medicamentos em ambiente hospitalar tem ocasionado um aumento importante na incidência de resistência bacteriana às fluoroquinolonas. Atualmente, os dois principais fatores associados às infecções urinárias resistentes são a instrumentação do trato urinário e o uso recente de antibióticos quinolônicos.

Nitrofurantoína: é uma droga com boa atividade que possui pouca resistência bacteriana, tornando-se ótima opção em pacientes que fizeram uso recente de outro antibiótico. Seu maior problema é o uso necessariamente prolongado e a consequente repercussão gastrointestinal.

Fonte: Moreira Jr




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