Benzodiazepínicos em idosos


Os efeitos adversos dos benzodiazepínicos (BZD) são aumentados nos idosos, ao passo que os benefícios são reduzidos. Os efeitos indesejáveis sobre a cognição neste grupo de pacientes podem ser confundidos e tratados equivocadamente como Alzheimer.

Além disso, idosos são mais suscetíveis à dependência e podem ser atingidos por dificuldades como distúrbios de memória, sedação diurna, incoordenação motora, aumento do risco de acidentes automobilísticos e quedas. O efeito em longo prazo dos BZD e a dependência deles em idosos pode assemelhar-se também à depressão ou síndromes de ansiedade, os quais podem piorar de forma progressiva durante o tratamento.

Os BZDs devem ser prescritos aos idosos com cuidado, em doses baixas e por um curto período de tempo. Os benzodiazepínicos de vida curta ou intermediaria, tais como lorazepam, alprazolam e bromazepam, são os preferíveis. Os fármacos de vida longa, como o clonazepam ou diazepam, não são recomendados, devido ao aumento dos efeitos adversos.

O uso em longo prazo tem sido associado ao aumento do risco de comprometimento cognitivo. A relação com a demência, entretanto, permanece inconclusiva, carecendo de mais estudos.

Fonte: galenoalvarenga.com.br




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