Benzodiazepínicos no transtorno do pânico


Os benzodiazepínicos vêm sendo utilizados no transtorno do pânico (TP) como uma opção eficaz e bem tolerada. O principal objetivo dos benzodiazepínicos no pânico é a redução da intensidade e frequência dos ataques de pânico (AP), tendo também importante aplicação como medicação de uso ocasional em caso de crise. Seu uso regular também pode ajudar a reduzir a ansiedade antecipatória e a esquiva fóbica.

A escolha do benzodiazepínico dependerá da potência, meia-vida e disponibilidade de evidência de eficácia por ensaios clínicos. O mais estudado deles no TP é o alprazolam, havendo 11 estudos disponíveis, sendo sete deles controlados por placebo. Destes, seis demonstraram superioridade do alprazolam com relação ao placebo na redução da frequência de AP e cinco observaram a melhora da ansiedade antecipatória.





Como desvantagem, o alprazolam apresenta a meia-vida curta, podendo ser necessária a administração frequente e provocando “efeito rebote” entre as doses. Atualmente, está disponível o alprazolam XR (de liberação prolongada), que foi aprovado pelo FDA para o tratamento do TP, em dose única diária e não apresenta tais desvantagens.

Outros benzodiazepínicos também já foram testados para o tratamento do TP e o mais utilizado deles é o clonazepam. Este é um benzodiazepínico muito potente, com ação rápida e meia-vida longa, por isso, uma opção bastante interessante para o TP. O clonazepam conta com apresentação sublingual de sua dose mínima (0,25 mg), com ação rápida, sendo muito útil durante o AP.

Pacientes com subtipo respiratório do TP apresentam melhor resposta ao clonazepam no curto prazo do que pacientes com subtipo não respiratório. Porém, no longo prazo as respostas de ambos os grupos ao clonazepam se igualam.

Fonte: Moreira Jr


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