Diuréticos tiazídicos e reações no metabolismo da glicose


Muitas das alterações eletrolíticas e metabólicas dos tiazídicos foram observadas quando se utilizaram inicialmente doses elevadas no tratamento da hipertensão arterial. Sabe-se há muito que a curva dose-resposta dos tiazídicos é plana; em consequência, passou-se a utilizar doses baixas desses medicamentos (6,25 a 25 mg/dia), sem perda da eficácia anti-hipertensiva, porém com redução importante dos efeitos metabólicos adversos. 

Os efeitos adversos dos tiazídicos no metabolismo da glicose em pacientes diabéticos têm sido observados desde a sua introdução na prática clínica. Entretanto, o desencadeamento de intolerância à glicose, em pacientes não diabéticos em uso crônico de tiazídicos, é controverso.

Um estudo com seguimento de 10 anos mostrou que o tratamento com diuréticos tiazídicos em doses baixas, associado à suplementação de potássio, não piorou a tolerância à glicose. A hipocalemia tem sido apontada como possível mecanismo fisiopatogênico relacionado à alteração do metabolismo de carboidratos.

O uso contínuo de diuréticos de alça induz alterações mínimas no metabolismo da glicose, provavelmente pela ação de curta duração, ensejando que mecanismos compensatórios sejam utilizados para neutralizar os efeitos relacionados à intolerância à glicose.

Fonte: departamentos.cardiol.br




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