Domperidona é associada a riscos cardíacos graves


Alguns estudos epidemiológicos demonstraram que a domperidona está associada ao aumento do risco de arritmia ventricular grave e morte cardíaca súbita. Esses riscos podem ser mais significantes em pacientes com idade superior a 60 anos e em pacientes que recebem doses orais diárias superiores a 30 mg.

Embora a domperidona seja muito prescrita para o tratamento de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), tal abordagem terapêutica tem fundamento em limitadas evidências científicas; nestes casos, recomenda-se o uso de um inibidor da bomba de prótons (ex.: omeprazol, lanzoprazol, pantoprazol) ou antagonista do receptor H2 (ex.: ranitidina, famotidina).





De acordo com La Revue Prescrire, uma revista francesa independente de renome internacional, é inaceitável expor pacientes com simples refluxo gastresofágico ou náusea e vômito a um risco de arritmia ventricular grave e morte súbita; por isso, o uso de domperidona deveria ser evitado. 

Um alerta divulgado pela Health Canada (agência reguladora canadense), em março de 2012, já advertia sobre riscos cardíacos associados ao uso de domperidona. No alerta, os fabricantes deste medicamento informaram aos profissionais da saúde daquele país sobre os riscos e recomendaram início do tratamento com a menor dose possível em adultos. Se necessário, a dose pode ser aumentada com cautela até que se alcance o efeito esperado, na condição de o benefício do aumento superar os potenciais riscos ao paciente.

O alerta também ressaltou o aumento do risco de prolongamento do intervalo QT quando a domperidona é associada a inibidores da CYP3A4 (ex.: fluconazol, cetoconazol, eritromicina, etc) em razão do aumento da concentração plasmática do procinético.

Fonte: cff.org.br




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