Eficácia da fluvoxamina na depressão


A fluvoxamina, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS), cujos primeiros estudos referentes às depressões remontam ao início da década de 1980, tem se mostrado eficaz mesmo no tratamento das depressões severas. Assim, a fluvoxamina foi utilizada com sucesso no tratamento de depressões graves.

A fluvoxamina foi comparada à clomipramina, mostrando-se ambas igualmente eficazes no tratamento das depressões graves. Também foi utilizada no tratamento das depressões delirantes e sua eficácia em monoterapia nas depressões psicóticas tem sido atribuída à alta afinidade pelos receptores sigma de tipo 1.





Tem-se amplamente utilizado a fluvoxamina também no tratamento dos transtornos de ansiedade, entre eles o transtorno obsessivo-compulsivo, a ansiedade generalizada, a fobia social, o transtorno de estresse pós-traumático e os estados mistos de ansiedade e depressão, além da depressão maior com ansiedade co-mórbida.

Dos 104 pacientes que iniciaram um estudo com fluvoxamina na depressão maior, 81 (78%) concluíram o seguimento previsto, e 60 (58%) continuaram com a medicação após o término do estudo. Dos 23 pacientes que não concluíram o estudo, apenas dois o fizeram por indicação médica (efeitos adversos) e dois por alegada falta de eficácia.

Seis pacientes não retornaram para dar seqüência ao tratamento (perda de acompanhamento), e um deixou de se tratar por razões administrativas. Doze pacientes pediram para sair do estudo em virtude de supostos eventos adversos, sem que houvesse indicação médica para sua interrupção. Os resultados encontrados pelos pesquisadores sugere que a fluvoxamina é eficaz e segura no tratamento da depressão maior.

Fonte: scielo.br




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