Fibratos


Os fibratos, tais como o ciprofibrato, fenofibrato ou bezafibrato, são fármacos indicados, principalmente, no tratamento das hipertrigliceridemias endógenas, da disbetalipoproteinemia e de algumas das hiperlipidemias mistas, quando os níveis de triglicérides forem superiores a 500 mg/dL.

Mais recentemente, demonstrou-se a validade do uso de fibratos em pacientes com níveis baixos de HDL-C, mesmo com níveis considerados normais de colesterol total ou LDL-C, para pacientes em prevenção secundária da doença arterial coronariana (DAC) e, especialmente e em pacientes com diabetes mellitus ou síndrome metabólica.




Estes fármacos estimulam o receptor nuclear PPAR-alfa (peroxisome proliferator activated receptor), determinando múltiplas ações no metabolismo lipídico, como aumento da expressão de apo AI e AII, redução de apo CIII, aumento da lipase lipoproteica, entre outras ações. Dessa forma,aumentam a depuração de lipoproteínas ricas em triglicérides e favorecem o transporte reverso do colesterol, observando-se redução de VLDL-C e aumento do HDL-C.

Meta-análises de estudos que empregaram fibratos demonstraram que os fármacos têm efeito nulo nos desfechos cardiovasculares de longo prazo; no entanto, quando se analisaram separadamente os pacientes com níveis elevados de triglicéride e baixos de HDL-C, observou-se benefício semelhante ao encontrado com os inibidores da HMG-CoA redutase.

Assim, os novos guidelines europeus e americanos preconizam que os níveis de TG moderadamente elevados em indivíduos de alto risco devam ser tratados de maneira mais intensiva com medicamentos, de preferência os fibratos, uma vez que está estabelecendo maior associação entre hipertrigiliceridemia e doença cardiovascular (DCV).

Fonte: Moreira Jr


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