Lamotrigina em transtornos do humor


Os ensaios clínicos realizados há 20 anos com a lamotrigina em pacientes com epilepsia já mostravam seu efeito benéfico sobre o humor. Seu papel no transtorno bipolar foi estabelecido no final da década de 90 e, desde então, lamotrigina tem sido indicada para o tratamento de manutenção em várias formas de transtorno bipolar em indivíduos acima de 18 anos de idade.

Lamotrigina é eficaz no tratamento do transtorno bipolar e previne tanto episódios maníacos como depressivos, o que levou à sua aprovação pelo FDA para tratamento de manutenção do transtorno bipolar em 2003. Contudo, é menos efetiva do que o lítio na prevenção de mania, mas tem menos efeitos adversos do que este.

Em um transtorno em que agentes terapêuticos como o lítio podem causar alterações renais e teratogenicidade, antipsicóticos de segunda geração são associados a ganho de peso e sedação, além de apresentarem custo elevado, valproato de sódio associado à sedação, queda de cabelos e síndrome dos ovários policísticos e, por fim, a carbamazepina à indução enzimática, o perfil de efeitos adversos da lamotrigina a torna uma opção terapêutica considerável.

Fonte: Moreira Jr


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