Lamotrigina - Farmacologia


A lamotrigina é um derivado da feniltriazina, sendo diferente de todos os outros fármacos antiepiléticos. Estabiliza as membranas neuronais ao bloquear canais de sódio, de cálcio e inibir fracamente a recaptação da serotonina, impedindo a liberação de glutamato nas projeções corticais nas áreas límbicas do estriado ventral.

Sua absorção oral completa, cinética linear de primeira ordem, não autoinduzível e seu metabolismo que nada tem a ver com o sistema microsomal P-450, uma vez que 80-90% de suas moléculas são simplesmente conjugadas com o ácido glicurônico e excretadas, além de sua meia-vida longa, de cerca de um dia (15 a 30 horas), são características muito importantes para tratamentos crônicos como os dos distúrbios neuropsiquiátricos.

Além de suas propriedades farmacocinéticas favoráveis, a lamotrigina geralmente é muito bem tolerada. Seus efeitos adversos mais comuns são cefaleia, náuseas e reações alérgicas, principalmente erupção cutânea.

Fonte: Moreira Jr


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