Opioides: incidência de uso e prevalência de dependência


Estima-se entre 12 a 21 milhões de usuários de opioides no mundo inteiro, sendo que três quarto deles usam heroína. A Europa e a Ásia são os principais mercados de consumo de ópio proveniente do Afeganistão. Nos EUA, o uso de heroína é estimado por 1,2 milhões de usuários (0,6 % da população entre 15 e 64 anos). Os americanos são os maiores usuários mundiais de opiáceos, consumindo 80% do suplemento global.

As vendas dessas medicações aumentaram 149%, de 50,7 milhões de gramas, em 1997, para 126,5 milhões de gramas, em 10 anos. E a venda per capita foi de 74 miligramas, em 1997, para 369 miligramas, em 2007 (402%). Os analgésicos derivados dos opiáceos para tratamento de dor oncológica ou não, mas sem prescrição médica, geralmente são obtidos entre amigos ou por internet e seu consumo aumentou significativamente em 10 anos (1293% para metadona, 866% para oxicodona e 525% para derivados do fentanil). Esses medicamentos, usados indevidamente, levam à morte 9,3 vezes mais frequentemente que a cocaína e 5,3 vezes, que a heroína. Nos EUA, quase 80% dessas mortes são não-intencionais.

No Brasil, o segundo levantamento domiciliar nas 108 maiores cidades, realizado pelo CEBRID, revelou que 1,3% da população faz uso na vida de opioides e as mulheres, entre 18 e 34 anos, são as que mais usam. A incidência de uso de heroína é de 0,09% e de codeína, 1,9%. O Brasil é o maior consumidor de analgésicos opioides da América do Sul. Embora exista uma variedade de drogas opioides com indicação para uso clínico, os problemas mais prevalentes estão associados à heroína.

O risco de uso e dependência de outros opioides está limitado a pessoas que desenvolveram dependência no curso de um tratamento médico e aos profissionais da saúde que têm acesso a opioides. Estima-se, no Brasil, que entre os médicos a taxa de uso nocivo é de 4% e dependência de opioides, 22,7%.

Fonte: sbmfc.org.br




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