Recaída após interrupção de tratamento do TOC


Os estudos que avaliam as taxas de recaída do TOC após a suspensão do tratamento são poucos e feitos com amostras pequenas, mas todos demonstram que o retorno dos sintomas é regra, e não exceção.

Thoren et al em um estudo retrospectivo com 15 pacientes tratados com clomipramina, observaram que seis deles recaíram em poucas semanas após a interrupção do tratamento. A substituição da clomipramina pelo placebo acarretou, em 7 semanas, a recaída de 89% dos pacientes estáveis com clomipramina por até 27 meses.

Um estudo duplo-cego com crianças e adolescentes que responderam à clomipramina observou que oito em nove recaíram quando ela foi substituída por otro fármaco por dois meses. Apenas 2 dos 11 que se mantiveram em uso da clomipramina recaíram no mesmo período.

Pato et al observaram que 4 em 5 pacientes (80%) recaíram em até 12 semanas após a retirada da fluoxetina. O tempo maior para a recaída pode ser devido à meia vida mais longa da fluoxetina e de seu metabólito ativo, a norfluoxetina.

Sobre as doses:

Estudos utilizando diferentes doses de fluoxetina e de sertralina observaram uma curva dose-resposta plana, isto é: o aumento das doses não se acompanhava de aumento da resposta. No entanto, a experiência clínica mostra que vários pacientes que não responderam a baixas doses do fármaco melhoram com o aumento da dose. Isto pode dever-se à grande variação de concentração plasmática que se obtém com a mesma dose oral em indivíduos com diferentes taxas de absorção e metabolismo dos antidepressivos.

Fonte: scielo.br




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