Riscos associados aos inibidores da fosfodiesterase-5


Os efeitos adversos relacionados aos inibidores da fosfodiesterase-5 (iPED-5) relatados com maior frequência são: cefaleia, rubor, dispepsia, congestão nasal, distúrbio visual e mialgia. Enquanto a maioria dos efeitos adversos parece ser benigna, evidenciado por dezenas de milhões de prescrições dispensadas mundialmente, há relatos de efeitos mais relevantes, como convulsões, enxaqueca e outras alterações neurológicas.

Os efeitos adversos mais comuns decorrentes do uso da sildenafila são: cefaleia (16%), rubor (10%) e dispepsia (7%). Alterações da visão, incluindo sensibilidade à luz e presença de tons azuis na visão, ocorrem em cerca de 3% dos pacientes, particularmente naqueles que recebem doses de 100 mg. Ereções prolongadas, que se estendem por mais de 6 horas (priapismo) também foram relatadas com o uso desse fármaco.

Esses efeitos adversos são também verificados com outros iPDE-5. Porém, a afinidade menor da tadalafila pela PED-6, teoricamente, diminui a chance dos efeitos visuais. Esse fármaco, no entanto, tem afinidade aumentada pela PED-11, comumente encontrada na musculatura esquelética de outros órgãos. Pacientes que referem mialgia e dor nas costas podem ter essas queixas relacionadas a esse mecanismo.

A inibição da PDE-5, presente nos vasos sanguíneos, produz hipotensão. Dessa forma, a sildenafila não deve ser utilizada por homens em que a atividade sexual não seja recomendada em razão de condições cardiovasculares que os coloquem em risco de desenvolver hipotensão. Apesar de a sildenafila apresentar bom perfil de segurança, casos de morbidade e mortalidade associados a eventos cardiovasculares são notificados desde o seu lançamento no mercado.

Fonte: cff.org.br




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