EUA cercam indústrias farmacêuticas após milhares de mortes por opiáceos


Os Estados Unidos declararam guerra às empresas que estão por trás da série de mortes pelo consumo de opiáceos. Mais de 400 cidades, condados e organizações interpuseram uma ação conjunta contra os fabricantes e distribuidores dos potentes analgésicos. Quase todos os Estados lançaram pesquisas contra a indústria farmacêutica e vários deles cogitam unir-se ao litígio coletivo.

O Governo federal apoia esse caminho e não descarta apresentar sua própria denúncia. Empresas gigantescas são acusadas de publicidade enganosa e de esconder dos consumidores o potencial de vício dos comprimidos de opiáceos. De serem cúmplices de uma feroz epidemia que assola os EUA: todos os dias morrem de overdose mais de 150 pessoas.




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“É uma crise, uma epidemia. Todo mundo sabe, todo mundo sente, então acredito que todos devemos começar a trabalhar em conjunto”, diz em uma entrevista o juiz Dan Aaron Polster. Temido pelas poderosas indústrias farmacêuticas.

As estatísticas são assustadoras. Em 2016, último ano com números fechados, morreram cerca de 64.000 norte-americanos por overdose. Cerca de 75% foram provocadas pelo abuso de comprimidos analgésicos, heroína ou fentanil. Os recordes são quebrados todos os anos. A estimativa provisória de 2017 chega a 66.000 mortes.

Fonte: El País


Descontinuação de Dramin® solução oral


A empresa Takeda disponibiliza comunicado em seu site informando que protocolou, em 19 de fevereiro, a descontinuação definitiva do medicamento Dramin® (dimenidrinato) na apresentação solução oral 2,5mg/ml – frasco 120ml, indicado para profilaxia e tratamento de náuseas e vômitos em geral.

A decisão da descontinuação ocorreu por razões comerciais e a Takeda esclarece, em mesmo comunicado, que as demais apresentações do medicamento Dramin® (dimenidrinato) continuarão a ser comercializadas.

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Fonte: takeda.com


Ceftriaxona e suas utilidades clínicas


A ceftriaxona constitui o fármaco de primeira escolha, juntamente com a cefotaxima, para o tratamento empírico de meningites, infecções graves por Haemophilus influenzae, gonorréia ou por germes Gram-positivos como o Streptococos pneumoniae.

A ceftriaxona, juntamente com a cefotaxima, possuem atividades semelhantes quando analisadas “in vitro”, porém esse antibiótico possui uso específico em infecções extra Sistema Nervoso Central. Nesse caso, essas infecções devem ser comprovadas por cultura que identifica germes Gram-negativos e testes de sensibilidade que demonstram resistência a cefazolina, ampicilina, cotrimazol, mas sensibilidade a ceftriaxona. Além disso, mostra-se eficaz em osteomielite juntamente com aminoglicosídeos.




Segundo preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), a ceftriaxona é indicada para os tratamentos de: sepse, meningite, borreliose de Lyme, infecções intra-abdominais (peritonites, infecções gastrointestinais e biliares), infecções osteoarticulares de tecidos moles, pele e ferida, infecções em pacientes imunocomprometidos, infecções genitais (inclusive gonorreia), infecções renais e do trato urinário, infecções do trato respiratório (particularmente pneumonia), infecções otorrinolaringológicas e profilaxia de infecções pós-operatórias.

Contudo, as cefalosporinas de 3ª e 4ª geração devem ser empregadas somente para o tratamento das infecções nas quais elas são indicadas, a fim de se evitarem mecanismos de resistência. O mecanismo de resistência mais prevalente às cefalosporinas consiste na destruição dos fármacos por hidrólise do anel beta-lactâmico.

Fonte: unieuro.edu.br


Medicamento que revolucionou cultura popular moderna completa 20 anos


Há exatamente duas décadas um pequeno comprimido azul em forma de losango obteve sinal verde para ser lançado no mercado nos Estados Unidos, desencadeando toda uma revolução na cultura popular moderna. O Viagra permitiu que milhões de homens impotentes pudessem voltar a ter uma vida sexual ativa.

Rompeu também tabus, ao fazer com que o problema da disfunção erétil fosse tratado abertamente. Desde o lançamento, calcula-se que tenha sido receitado 65 milhões de vezes em todo o mundo. O laboratório Pfizer, dono da patente, chegou a não dar conta dos pedidos. Agora, como todos os genéricos disponíveis (sildenafila), obviamente o cenário é outro.

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O medicamento começou a ser vendido nos EUA, após obter todas as autorizações, em 27 de março de 1998. Foi descoberto por acaso por uma equipe de pesquisadores que buscavam um tratamento para alívio da dor torácica provocada pela angina. Durante testes com voluntários, observou-se que o medicamento dilatava os vasos sanguíneos do pênis, e que esse aumento da circulação provocava como efeito secundário a ereção.

Fonte: El País


Prednisona e Prednisolona


A prednisona e a prednisolona são anti-inflamatórios esteroidais com propriedades predominantemente glicocorticoides, mais conhecidos como corticosteroides (ou apenas corticoides). Ambos apresentam o mesmo mecanismo de ação, tendo efeito anti-inflamatório equivalente.

No entanto, a prednisona é um pró-fármaco, ou seja, originalmente está na forma inativa, sendo convertida no fígado a prednisolona, a qual exercerá atividade farmacológica. Os pró-fármacos (e há outros exemplos) são compostos inativos que são metabolizados pelo corpo a suas formas terapêuticas ativas.




Apesar de estes fármacos apresentarem efeitos semelhantes, é essencial seguir as orientações do prescritor quanto ao tratamento. Isso porque, se o paciente apresentar algum tipo de disfunção hepática, por exemplo, a conversão da prednisona em prednisolona pode ser comprometida e, assim, a terapia não atingirá seus objetivos.

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A ideia que alguns talvez tenham, portanto, de que os medicamentos podem ser trocados na ausência do prescrito, simplesmente porque um deles corresponde ao pró-fármaco, não é verdadeira. Deve-se ter o cuidado de seguir corretamente a prescrição.




Estes corticosteroides são úteis no tratamento de processos inflamatórios e alérgicos, apresentando ainda atividade imunossupressora. Facilitam a síntese de lipocortina ao interagirem com receptores intracelulares, resultando na inibição da enzima fosfolipase-A2 e consequente impedimento na formação de ácido araquidônico e dos eicosanoides participantes de processos inflamatórios.

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Fonte: phresponde.com / Fármacos e Medicamentos - Lourival Larini

Falta do Lisador Gotas abre espaço a similares


Com a produção do medicamento Lisador Gotas temporariamente interrompida no início deste mês por seu fabricante, o grupo Hypermarcas, os medicamentos similares ganharam mais espaço em prateleira.

Os similares Dorilen e Doriless, ambos na apresentação em gotas, foram mais indicados (uma vez que se trata de MIPs e, portanto, podem sê-lo) como alternativa aos clientes de drogaria que procuram o Lisador Gotas e não encontram.

O motivo da descontinuidade do Lisador Gotas, assim como o prazo para normalização, ainda não foram informados pela Hypermarcas. Até que a população volte a contar com a disponibilidade deste medicamento, os similares continuarão tendo a oportunidade de suprir a demanda.




O Lisador em comprimidos está sendo comercializado normalmente, mas vale ressaltar que muitas pessoas têm a preferência pelo medicamento na forma líquida. Tantas outras, ainda, possuem dificuldade para deglutição dos comprimidos e ficam impossibilitadas de consumir medicamentos nesta forma farmacêutica.

Levotiroxina e interações medicamentosas


Segue abaixo relação prática com alguns fármacos que podem interferir no tratamento de reposição hormonal tireoidina com a levotiroxina. Na maioria dos casos, a possibilidade de interação não inviabiliza o tratamento, mas é sinônimo da necessidade de maior acompanhamento ao paciente, com medidas ajudarão a garantir a obtenção de bons resultados.

Carbamazepina - aumento na depuração da levotiroxina
Ciprofloxacino - redução da absorção intestinal da levotiroxina
Omeprazol - a redução da secreção ácida interfere na absorção da levotiroxina
Sulfato ferroso - ligação com a levotiroxina em nível intestinal, inibindo a absorção
Rifampicina - redução da concentração sérica de levotiroxina
Orlistate - redução da concentração sérica de levotiroxina
Hidróxido de alumínio - ligação com a levotiroxina em nível intestinal, inibindo a absorção
Fenobarbital - redução da concentração sérica de levotiroxina

Fonte: precepta.com.br


Omeprazol e Demência


O uso de inibidores da bomba de prótons (ex: omeprazol, pantoprazol) pode levar à deficiência de vitamina B12 no organismo e, como consequência em determinados casos, a demência pode ser desencadeada. A ideia não é a de que o omeprazol causa demência, mas que este fármaco pode dificultar a absorção de vitamina B12, esta sim importante para a manutenção de funções cognitivas, conforme veremos no texto.

Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) são fármacos que suprimem a produção do ácido gástrico e, por este motivo, podem ocasionar má absorção de vitamina B12. No entanto, há poucos dados a respeito das associações entre tratamento em longo prazo com IBPs e deficiência de vitamina B12 em grandes estudos populacionais. Com o objetivo de estudar esta associação, o JAMA (The Journal of the American Medical Association) divulgou um estudo que ocorreu em um cenário baseado em comunidade nos Estados Unidos.




Pesquisadores avaliaram a associação entre a deficiência de vitamina B12 e o uso prévio de IBPs utilizando um estudo de caso-controle na população na região norte da Califórnia. Foram comparados 25.956 pacientes com diagnóstico de deficiência de vitamina B12 incidente, entre janeiro de 1997 e junho de 2011, com 184.199 pacientes sem deficiência de vitamina B12.

As conclusões mostram que o uso prévio ou atual de IBPs foi significativamente relacionado à deficiência de vitamina B12. Estes resultados devem fazer parte dos parâmetros considerados na relação risco x benefício no ato da prescrição médica.

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Para que se compreenda a função da vitamina B12 neste contexto, devemos considerar que ela é importante tanto para a formação quanto para a maturação das hemácias, tal como necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Esta vitamina é essencial para a atividade neuronal adequada e sua deficiência corresponde ao declínio da cognição e desenvolvimento de enfermidades mentais.

Fonte: hu.ufsc.br


Losartana x Prednisona


Losartana é um antagonista específico dos receptores de angiotensina II, indicado no tratamento da hipertensão arterial.

Prednisona é um corticosteroide utilizado em processos inflamatórios e manifestações alérgicas, possuindo também atividade imunossupressora.

INTERAÇÃO: Corticosteroides como a prednisona podem reduzir os efeitos dos anti-hipertensivos por produzirem retenção de sódio, elevando a pressão arterial e interferindo no tratamento com losartana e outros fármacos de mesma indicação terapêutica.

Ainda que a prednisona apresente maior atividade anti-inflamatória e menor retenção de sódio em relação à hidrocortisona, sua administração por períodos superiores a uma semana de tratamento poderá ocasionar a interação.


Uso de antimicrobianos aumenta 65% em 15 anos


O consumo global de antibióticos aumentou em 65% entre 2000 e 2015, impulsionado pelo uso explosivo em países de renda média e baixa. O cenário representa uma ameaça à saúde global, segundo pesquisa publicada na revista americana Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).

O consumo global total de antibióticos em 2015 foi estimado em 42,3 bilhões de doses diárias. Nos 76 países estudados, a absorção de antibióticos aumentou de 21,1 bilhões de doses diárias, em 2000, para 34,8 bilhões, em 2015.

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Para o pesquisador do Center for Disease Dynamics, Economics & Policy e um dos autores do estudo, Eili Klein, esse aumento significa "um melhor acesso aos medicamentos necessários em países com muitas doenças que podem ser tratadas com eficácia com antibióticos". Mas o pesquisador alerta: "À medida que mais e mais países obtiverem acesso a essas a estes medicamentos, essas taxas (de consumo) aumentarão (...), o que levará a taxas mais altas de resistência a antibióticos".

Atualmente, a resistência bacteriana é responsável por 700mil mortes por ano em todo o mundo, segundo um grupo de especialistas internacionais formado em 2014 no Reino Unido.

Fonte: Exame




Aprovados novos tratamentos para Psoríase


O tratamento para psoríase terá mais duas opções de medicamentos no mercado brasileiro. Uma delas é o Tremfya (guselcumabe), produto biológico novo indicado para tratamento de adultos com psoríase em placas (lesões secas e com escamas na pele) em estágios de moderado a grave.

O uso do medicamento é indicado para pessoas que são candidatas à terapia sistêmica ou fototerapia. A detentora do registro no Brasil é a empresa Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.

Outro produto que fará parte do rol de opções terapêuticas para a doença é o Otezla (apremilaste), um medicamento sintético novo, destinado ao tratamento da psoríase crônica em placas, moderada a grave. É indicado para pacientes adultos que não responderam, têm contraindicação ou são intolerantes a outras terapias sistêmicas ou fototerapia.




O Otezla também poderá ser usado no tratamento da artrite psoriásica ativa em pacientes adultos que não tiveram uma resposta adequada ou foram intolerantes à terapia com medicamentos antirreumáticos modificadores da doença.

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O fabricante é a empresa Celgene InternationalSarl., localizada em Boudry, na Suíça, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a Celgene Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda. Será comercializado em comprimidos revestidos, com concentrações de 10mg, 20mg e 30mg.

A aprovação da Anvisa para esses dois produtos foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) nesta segunda-feira (26/3).

Fonte: Anvisa


Bupropiona e função sexual


Dentre os antidepressivos de segunda geração, a bupropiona está associada a menores taxas de disfunção sexual quando comparada aos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).

A bupropiona tem efeito mais acentuado na inibição da recaptação de noradrenalina e dopamina; a baixa atividade serotonérgica e as ações dopaminérgicas e noradrenérgicas sugerem menor incidência de disfunção sexual nos pacientes que fazem uso deste fármaco.




Quase dez anos após a publicação dos primeiros trabalhos confirmando a ação da bupropiona como medicação antidepressiva, conduziu-se um estudo no qual homens que apresentavam histórico de disfunção sexual durante o período em que foram tratados com antidepressivos tricíclicos, inibidores da MAO, maprotilina e trazodona, tiveram seus problemas de ordem sexual resolvidos após a substituição de seus tratamentos pelo uso da bupropiona.

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Com base nessas observações, os autores demonstraram pela primeira vez a baixa propensão deste fármaco em induzir efeitos adversos nas funções sexuais.

Ainda na década de 80, um estudo inovador demonstrou melhora nos aspectos psicológicos da disfunção sexual devido ao tratamento farmacológico, quando pacientes, homens e mulheres, portadores de disfunção psicossexual (aversão sexual/desejo sexual inibido, excitação inibida e/ou inibição do orgasmo) apresentaram melhora significativa na libido e funções sexuais após tratamento com bupropiona.

Fonte: repositorio.unesp.br




Ibuprofeno pode prevenir Alzheimer


Tomar ibuprofeno diariamente pode prevenir o Alzheimer. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Alzheimer’s Disease, o medicamento seria capaz de reduzir a inflamação cerebral causada pelo acúmulo de proteínas beta amiloide, um sinal precoce da doença.

A medicina ainda desconhece exatamente o que causa o Alzheimer, mas já se sabe que o acúmulo de placas das proteínas tau e beta-amiloide no cérebro desempenham um papel importante na formação da doença. Segundo o novo estudo, o ibuprofeno seria capaz de prevenir o desenvolvimento do Alzheimer em pessoas com altos níveis de beta-amiloide peptídica 42 (Abeta 42).




Pesquisas anteriores sugerem que depósitos de Abeta 42 no cérebro causam inflamação, destruindo os neurônios e podendo levar à demência. No entanto, a medida só seria eficaz em pessoas com maior acúmulo dessa substância e, portanto, com um risco aumentado de desenvolvimento da doença.

Nessas pessoas, uma dose diária de ibuprofeno, de um ou dois comprimidos, seria capaz de reduzir a inflamação causada pela Abeta42 e, consequentemente, prevenir o desenvolvimento do Alzheimer.

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“Sabendo que a prevalência do Alzheimer começa aos 65 anos, recomendamos que as pessoas sejam testadas dez anos antes, aos 55 anos, quando normalmente a doença começaria. Se eles apresentam níveis elevados de Abeta 42, então é a hora para começar a tomar o ibuprofeno.”, afirma Patrick McGeer, neurocientista e principal pesquisador do estudo.

Fonte: Veja


Medicamentos mais vendidos de 2017


Campeão de vendas em unidades, o descongestionante nasal Neosoro foi o medicamento mais vendido do ano de 2017, conforme auditoria de mercado realizada pela IQVIA.




O Neosoro ficou à frente do Glifage, medicamento utilizado como antidiabético associado ao regime alimentar. Completando o ranking, em terceiro lugar, figurou o anti-hipertensivo Losartana Potássica.

Em relação à receita arrecadada, o Dorflex ficou em primeiro lugar. O Xarelto, indicado para a prevenção de tromboembolismo venoso, ficou em segundo lugar. Na posição seguinte, está o Addera D3, empregado no tratamento da desmineralização óssea, entre outras indicações.




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O décimo lugar da lista está ocupado pello Annita, indicado no tratamento das gastroenterites virais, helmintíases, amebíases, giardíases e criptosporidíase.

Fonte: metropoles.com

Clonazepam é uma das substâncias mais consumidas no mundo


O consumo de psicotrópicos vem alcançando proporções elevadas nos últimos anos. Dentre esses medicamentos, o fármaco clonazepam (pertencente ao grupo dos benzodiazepínicos - BZD) recebe destaque, ao figurar em relatórios de Organismos Internacionais como uma das substâncias mais consumidas no mundo.

O Conselho Internacional de Controle de Narcóticos (INCB), em seu relatório publicado em 2009, já naquele ano apresentava indícios de abuso sistemático de preparações farmacêuticas contendo clonazepam, e aponta também a ocorrência do tráfico e do abuso da prescrição desse medicamento em muitos países. No Brasil, os dados relativos à comercialização do clonazepam apontam para um consumo superior a doze milhões de unidades desse medicamento, isso em 2012. De lá até os dias atuais, os números são ainda maiores.

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Acompanhando a tendência do elevado consumo de BZD, verifica-se que esses medicamentos também estão entre aqueles mais prescritos por médicos que não atuam no campo da psiquiatria, além das prescrições realizadas pelos próprios psiquiatras. Esse fato coloca sob suspeita a realização dos diagnósticos e a prescrição dos BZD como opção de escolha para o tratamento desses transtornos.

Tendo em vista o atual panorama, faz-se necessário problematizar a ocorrência de excesso na prescrição dos BZD, bem como do uso inadequado por parte dos pacientes, o que poderia propiciar um ambiente favorável ao elevado consumo desses medicamentos, nem sempre necessários.

Fonte: periodicos.ufsc.br


Descontinuação de Meronem® IV (Wyeth/Pfizer)


O grupo Wyeth/Pfizer comunicou, no dia 20 de março, o desabastecimento temporário do medicamento Meronem® IV (meropeném triidratado), apresentação “Sistema Fechado”.

Trata-se de de um antimicrobiano beta-lactâmico de amplo espectro com estabilidade à maioria das beta-lactamases. É efetivo contra grande variedade de bactérias gram-positivas e gram-negativas.

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A descontinuação ocorreu devido a uma decisão comercial da empresa e não há previsão de normalização.

Fonte: pfizer.com.br


Mecanismos de ação farmacológicos


Após a administração, o fármaco promoverá alterações fisiológicas no organismo para que ocorra a ação farmacológica. Assim, este fármaco percorrerá determinados caminhos, identificados como mecanismos de ação e alvo de estudo de um ramo da farmacologia: a farmacodinâmica. Vejamos a seguir algumas formas pelas quais os fármacos podem agir:

Atuação sobre enzimas: podem atuar ativando ou inibindo enzimas. Um exemplo desta ação é a interação de anticolinesterásicos com a enzima acetilcolinesterase, resultando no aumento da concentração da acetilcolina.

Interação com proteínas carregadoras: essas proteínas facilitam o transporte de substâncias através da membrana celular, sendo o alvo de diversos fármacos que atuam competindo com essas substâncias pelo sítio de ligação. A fluoxetina, por exemplo, atua inibindo a recaptação de serotonina, promovendo o aumento de sua concentração na fenda sináptica.




Interferência com os ácidos nucleicos: fármacos que afetam a função gênica, podendo atuar como inibidores da biossíntese dos ácidos nucleicos. Por não possuírem seletividade, apresentam alto grau de toxicidade. Os agentes quimioterápicos, identificados como antineoplásicos, servem como exemplo.

Interação com receptores: podem atuar ativando ou bloqueando os receptores. Fármacos que ativam os receptores são conhecidos como agonistas, enquanto antagonistas são aqueles que atuam bloqueando os receptores. O propranolol, por exemplo, é um antagonista não seletivo de receptores beta-adrenérgicos. A nafazolina é um exemplo de agonista alfa-1 adrenégico.

Fonte: infoescola.com


Enalapril e interações medicamentosas


O enalapril é um anti-hipertensivo inserido no grupo dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). Quando utilizado de forma associada a outros fármacos, pode produzir algumas das seguintes interações medicamentosas, gerando a necessidade de maior acompanhamento ao paciente:

- Espironolactona: risco de hipercalemia
- Indometacina e outros AINEs: redução da ação anti-hipertensiva
- Lítio: elevação do risco de toxicidade deste fármaco
- Alopurinol: elevação do risco de reações de hipersensibilidade
- Prednisona e outros coricosteroides: redução da ação anti-hipertensiva
- Glibenclamida e outros hipoglicemiantes: potencialização da ação hipoglicemiante
- Metformina: redução mais acentuada da glicemia
- Trazodona: risco de hipotensão grave
- Álcool: aumento do efeito hipotensor

É importante salientar que o risco de interação medicamentosa encontrado na literatura não significa que o tratamento seja inviabilizado. A análise caso a caso e o monitoramento clínico são fundamentais para a tomada de decisões envolvendo o uso de medicamentos.

Vale dizer ainda que as possibilidades descritas acima não esgotam o risco de interações envolvendo o enalapril, quando usado simultaneamente a outros tratamentos. As mesmas informações podem também ser pesquisadas quando se tratar de outro IECA no lugar do enalapril (ex: captopril, ramipril, lisinoril).

Fonte: Anvisa


Emagrecedores podem voltar a ser proibidos


Em 23 de junho de 2017, a Lei 13.454/2017 foi sancionada e permitiu a produção, venda e consumo dos emagrecedores sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol no Brasil.




A nova lei atendeu a demanda de médicos especialistas e de pacientes que sofrem com a obesidade, que, com a proibição desses medicamentos a partir de 2011, viram o espectro terapêutico para a doença ficar limitado a dietas, exercícios e recursos cirúrgicos.

Atualmente, vigora a Lei que permite a prescrição. No entanto, em setembro de 2017, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade 5779 no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação da Lei 13.454/2017 para que os emagrecedores voltem a ser proibidos no País.




A questão foi passada para o ministro Celso de Mello que, a qualquer momento, pode dar liminar que retira os medicamentos das prateleiras até que o caso seja julgado.

Fonte: Bayer Farmácia

Omeprazol e Pantoprazol: Comparação de Eficácia


Nas fontes consultadas, é descrito que estudos in vivo e in vitro demonstraram que pantoprazol é comparável ou mais potente do que o omeprazol, com menor potencial para interações com fármacos substratos das enzimas do citocromo P450 e melhor estabilidade em meio ácido.

Entretanto, doses de 20mg de omeprazol e de 40mg de pantoprazol são descritas como equipotentes para as indicações em comum. Pantoprazol 40mg e omeprazol 20mg não apresentam diferenças de eficácia no tratamento de refluxo gastroesofágico, úlcera gástrica e de infecção do trato gastrointestinal associada a H. pylori.

A maioria dos estudos relata eficácia equivalente (isto é, a taxa de cicatrização e alívio de sintomas) de omeprazol 20mg/dia e pantoprazol 40mg/dia durante 4 a 8 semanas para o tratamento da esofagite de refluxo.




Outro estudo relatou que doses de pantoprazol de 20 e 40mg e de omeprazol de 20mg mostraram-se não inferiores para tratar o desconforto gastrointestinal induzido por anti-inflamatórios não esteroides. Os autores do artigo também referem que FDA (Food and Drug Administration), OMS (Organização Mundial de Saúde) e a Associação Canadense de Gastroenterologia consideram doses de 20mg de omeprazol e 40mg de pantoprazol equivalentes.

É descrito que os inibidores da bomba prótons são metabolizados por enzimas do citocromo P450, especificamente CYP2C19 e CYP3A4. O pantoprazol é também metabolizado pela sulfotransferase citosólica e, por esssa razão, tem menos possibilidades de causar interações com substratos de enzimas do citocromo P450 quando comparado aos outros fármacos do mesmo grupo.

Fonte: ufrgs.br


Descontinuação temporária de Atensina® 0,150mg


A empresa Boehringer Ingelheim comunica, por meio de seu site, a descontinuação temporária na fabricação do medicamento Atensina® comprimidos, na concentração 0,150 mg, indicado para o tratamento da hipertensão arterial, devido à necessidade de investigação de resultados fora de especificação durante análises de liberação realizadas em lotes do medicamento.

Recentemente, as apresentações de 0,100mg e 0,200mg deste medicamento já haviam sido descontinuadas pelo mesmo motivo. A dosagem de 0,150mg, que não havia sofrido alteração de mercado, agora foi igualmente desabastecida. A previsão de normalização é até o mês de maio para as três apresentações.

Fonte: boehringer-ingelheim.com.br


O papel da cafeína associada aos analgésicos


A cafeína é um alcaloide presente em mais de 60 espécies de plantas. Sua estrutura molecular pertence a um grupo de xantinas trimetiladas que incluem seus compostos intimamente relacionados: teobromina (presente no cacau) e teofilina (presente no chá). A cafeína foi isolada em 1820, mas a estrutura correta desta metilxantina foi estabelecida na última década do século XIX.

Os efeitos não foram claramente reconhecidos até 1981, quando o bloqueio de receptores adenosina foi correlacionado às propriedades estimulantes da cafeína e de seus análogos. Provavelmente a cafeína é uma das substâncias psicoativas mais utilizadas no mundo, promovendo efeitos em inúmeras funções fisiológicas, incluindo resistência física, humor, sono e dor.

Este alcaloide tem uma longa história como adjuvante analgésico. Outros antagonistas de receptores de adenosina têm efeitos antinociceptivos, sendo que os receptores A2b parecem ser o alvo.




Em uma revisão, os autores mostram estudos pré-clínicos de ação antinociceptiva intrínseca da cafeína. A dose antinociceptiva variou entre 25 e 100 mg/kg. A antinocicepção parece ocorrer pelo bloqueio de receptores de adenosina A2a e A2b, principalmente.

Outros mecanismos não relacionados ao bloqueio da adenosina, como alterações na atividade e síntese de enzimas ciclo-oxigenases em certos locais, também estão implicadas no efeito analgésico adjuvante da cafeína.

Fonte: Scielo

Qual o risco de falha da pílula do dia seguinte?


Pode-se mensurar a efetividade da anticoncepção de emergência (AE) por duas formas diferentes. A primeira, denominada Índice de Pearl (ou Índice de Falha), calcula número de gestações por 100 mulheres que utilizam o método no período de um ano. Estima-se que este índice seja de cerca de 2%, em média, para a AE. A segunda forma mede a eficiência da AE pelo Índice de Efetividade, que calcula o número de gestações prevenidas por cada relação sexual.

A AE apresenta, em média, Índice de Efetividade de 75%. Significa dizer que ela pode evitar três de cada quatro gestações que ocorreriam após uma relação sexual desprotegida. No entanto, a eficácia da AE pode variar de forma importante em função do tempo entre a relação sexual e sua administração. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as taxas de falha são de 0,4% entre 0 e 24 horas, de 1,2% entre 25 e 48 horas e de 2,7% entre 49 e 72 horas. Entre o 4° e o 5° dia, seguramente a taxa de falha da AE é mais elevada.




Essas observações fundamentam a recomendação de utilizar a AE até o 5° dia da relação sexual desprotegida. Outro dado importante é a constatação de que a administração do levonorgestrel, em dose única ou a cada 12 horas, apresenta eficácia semelhante para prevenir a gestação. No entanto, é necessário lembrar que o uso repetitivo ou freqüente da AE compromete sua eficácia, que será sempre menor do que aquela obtida com o uso regular do método anticonceptivo de rotina.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Novo medicamento para tratamento de Hemofilia


A Comissão Europeia, agência regulatória na Europa, acaba de conceder a aprovação ao medicamento Hemlibra® (emicizumabe), desenvolvido pela Roche, para a profilaxia de rotina de episódios de sangramento em pessoas com hemofilia A com inibidores do fator VIII.

O medicamento foi estudado para uso em pacientes de todas as faixas etárias. Aproximadamente uma a cada três pessoas com hemofilia A grave pode desenvolver inibidores contra terapias de reposição do fator VIII, fazendo com que tenham maior risco de apresentar episódios de sangramento – o que acarreta mais risco de morte ou episódios recorrentes de sangramento que podem causar lesão articular em longo prazo.

Pessoas com hemofilia A com inibidores têm um risco 70% maior de morte em comparação a pessoas sem inibidores.

Fonte: Roche


Fluoroquinolonas: propriedades farmacológicas e mecanismos de resistência


As fluoroquinolonas (ex: ciprofloxacino, levofloxacino, moxifloxacino) inibem a atividade da DNA-girase, ou topoisomerase II, enzima essencial à sobrevivência bacteriana. A DNA girase torna a molécula de DNA compacta e biologicamente ativa.




Ao inibir essa enzima, a molécula de DNA passa a ocupar grande espaço no interior da bactéria e suas extremidades livres determinam síntese descontrolada de RNA mensageiro e de proteínas, resultando na morte das bactérias. São fármacos que também inibem, in vitro, a topoisomerase IV, porém não é conhecido se este fato contribui para a ação antibacteriana.

As fluoroquinolonas são bem absorvidas pelo trato gastrointestinal. A biodisponibilidade é superior a 50% e o pico sérico é atingido em 1 a 3 horas após a administração. Os alimentos não reduzem substancialmente a absorção, mas retardam o pico da concentração sérica e a ligação plasmática está normalmente entre 15 e 30%. O volume de distribuição geralmente é alto.




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A resistência às fluoroquinolonas ocorre, principalmente, por alteração na enzima DNA-girase, que passa a não sofrer a ação do antimicrobiano. Pode ocorrer por mutação cromossômica nos genes que são responsáveis pelas enzimas alvo (DNA-girase e topoisomerase IV) ou por alteração da permeabilidade ao fármaco pela membrana celular bacteriana. É possível ainda a existência de um mecanismo que aumente a retirada do antimicrobiano do interior da célula (bomba de efluxo).

Fonte: Anvisa - Antimicrobianos: bases teóricas e uso clínico

Nafazolina: Mitos e Verdades


Ajuda a dissolver secreções nasais

Mito. Diferente do que a maioria das pessoas pensa, o nariz não entope pelo excesso de secreção acumulada. O fato é que o processo inflamatório da alergia, resfriado ou gripe é capaz de provocar dilatação dos vasos sanguíneos que irrigam a mucosa nasal, resultando em inchaço e produzindo obstrução do fluxo de ar. Esse é um processo natural que funciona como forma de defesa, para que o organismo seja capaz de eliminar todos os germes causadores do problema.




Simula a ação da adrenalina

Verdade. Os descongestionantes nasais, como é o caso da nafazolina, atuam de maneira muito semelhante à adrenalina, porém com ação local e mínimos efeitos sistêmicos. O fármaco atua provocando a contração dos vasos sanguíneos nasais, desobstruindo quase que instantaneamente a via respiratória.

Vicia

Mito. Muito se fala que o fármaco vicia, mas não é bem isso o que ocorre. Na verdade, com o uso frequente, a musculatura dos vasos vai deixando de responder ao medicamento, sendo necessário o uso de doses cada vez maiores para obtenção do mesmo efeito. O nome que se atribui a esta ocorrência é “rinite medicamentosa”, não chegando a ser considerado um vício.




O uso prolongado é prejudicial à saúde

Verdade. Se utilizado por mais de 3 dias consecutivos, a mucosa nasal, que inicialmente não absorve o fármaco e, portanto, o limita à região utilizada, passará a absorvê-lo gradativamente. O resultado é a presença de nafazolina na circulação sistêmica e consequentes riscos à saúde, tais como aumento da frequência cardíaca e elevação da pressão arterial.

Fonte: maismaismedicina.wordpress.com

Descontinuação de Zoltec®


Aqui temos mais um medicamento descontinuado, entre os tantos que já foram noticiados pelo blog. Desta vez trata-se do Zoltec (fluconazol) apresentação em cápsulas de 150mg.

Em contato pelo serviço de atendimento ao cliente da Pfizer (o Fale Pfizer) foi disponibilizada a informação de que o medicamento está entrando em período de descontinuação, podendo sofrer desabastecimento de mercado devido a atrasos na importação. A situação é identificada como temporária, contudo sem previsão para normalização.

Fonte: Pfizer


Diferenças entre os tipos de diclofenaco


Quando o assunto é diclofenaco, muitos costumam dizer (sejam leigos ou profissionais que atuam com a dispensação de medicamentos) que o diclofenaco sódico é mais indicado para inflamações de tecidos "duros" (como articulações, ossos, etc), enquanto o potássico, para tecidos "moles" (garganta, por exemplo). O quanto isso realmente se aplica à ação do fármaco?

Para fornecer uma explicação química, diremos que o diclofenaco pode estar ligado a um íon sódio, potássio, ou ainda à colestiramina, sendo esta uma resina. Todos os tipos de diclofenaco, entretanto, após sua absorção pelo organismo, são exatamente a mesma coisa: apenas diclofenaco.




No estômago, o diclofenaco sódico perde seu íon sódio e o potássico, o íon potássio. O diclofenaco colestiramina, por sua vez, se separa da resina. Deste modo, uma diferença essencial consiste na velocidade de absorção de cada apresentação medicamentosa.

O diclofenaco potássico tem a absorção mais rápida quando comparada à do sódico, portanto o início de sua ação farmacológica também ocorrerá com maior velocidade. O diferencial do diclofenaco colestiramina é a absorção rápida (com início de ação igualmente rápido), porém gradual; esta característica fará com que a concentração plasmática do fármaco seja menor, mas com ação prolongada no organismo.




Mesmo considerando as diferenças, estamos falando do diclofenaco, um anti-inflamatório não esteroide (AINE), que possui como mecanismo de ação a inibição não seletiva de ciclo-oxigenase (COX). Isso não irá mudar, contudo as indicações podem diferir considerando a necessidade do início de ação mais rápido, ou de uma duração mais prolongada, conforme critérios do prescritor.

Fonte: opiniao-farmaceutica.blogspot.com.br

Aprovado novo tratamento para câncer de mama


A ANVISA aprovou, no final de feveriro, o uso do medicamento Perjeta® (pertuzumabe), da Roche Farma Brasil, empresa líder em biotecnologia, como tratamento adjuvante (após cirurgia) em casos de câncer de mama inicial HER2+.

Com base nos dados disponíveis no momento da análise primária, uma estimativa de sobrevida livre de doença invasiva, em três anos, mostrou que 94,1% das pessoas tratadas com a nova combinação terapêutica não apresentaram sinais de recidiva do câncer de mama, demonstrando a eficácia do tratamento a longo prazo.

A notícia traz uma inédita perspectiva de tratamento, em um momento no qual o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estimou para o Brasil mais de 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil. O câncer HER2+ é responsável por cerca de 20% dos diagnósticos e conhecido como um dos cânceres que tendem a crescer e se disseminar mais rapidamente do que os outros tipos de tumores de mama.

Em termos globais, excluindo-se os cânceres não melanoma, os tumores na mama constituem-se como os mais frequentes e comuns entre as pacientes do sexo feminino, sendo a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres.

Fonte: Roche


Metformina na obesidade em crianças


A obesidade, além de ser considerada a desordem mais comum do mundo desenvolvido, apresenta-se com maior dimensão na juventude quando comparada aos adultos. Sua prevalência tem aumentado drasticamente na última década, tornando-se hoje uma epidemia de proporções mundiais. Essa “epidemia de obesidade” é de grande impacto na saúde pública e pode resultar em aumento do risco para doenças cardiovasculares prematuras.

Na criança, a obesidade é associada à hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia, aumento da resistência à insulina, aumento do risco para diabetes mellitus tipo 2 (DM2), esteatose hepática, apneia do sono e problemas psicológicos que podem levar a depressão.




Suas consequências imediatas incluem a discriminação social, baixa autoestima e atraso acadêmico. Em relação à DM2, na maioria dos casos ela é iniciada com excesso de peso, resistência à insulina e dislipidemia, avançando através de uma fase de jejum ou de hiperglicemia pós-prandial (intolerância à glicose) antes do aparecimento de sintomas clínicos.

A metformina é um medicamento tradicionalmente usado como agente hipoglicemiante para adultos e crianças maiores que 10 anos com DM2 ou com resistência à insulina. Embora ainda não seja aprovada para o tratamento da obesidade em crianças, seu uso off-label pode ser eficaz na perda de peso e em amenizar a resistência à insulina, tornando-se popular por sua segurança e por seus múltiplos benefícios cardiovasculares e metabólicos.

Fonte: Revista UNILUS


Motivos pelos quais o Olcadil® faz falta no mercado


O cloxazolam, princípio ativo de Olcadil®, sendo um benzodiazepínico (BZD) de vida longa, necessita de administração menos frequente e, tal como os demais BZDs de vida longa, é menos associado a sintomas de ansiedade entre as doses.

Além disso, a maior meia-vida do cloxazolam confere menor incidência de sintomas de descontinuação diante de uma eventual interrupção ou retirada abrupta da medicação. Vejamos algumas características do cloxazolam que o destacam em relação a outros BDZs:




· Mais potente que o diazepam na função ansiolítica e menos sedativo;
· Rapidamente absorvido, com rápido início de ação;
· O pico de concentração sérico ocorre em uma hora e tem meia-vida de 40 horas, podendo ser administrado em dose única diária;
· As doses de cloxazolam podem ser individualizadas e mantidas baixas, desde que eficazes;
· A associação com antidepressivos promove o alívio dos sintomas desde o início do tratamento para transtornos ansiosos, contribuindo para adesão ao esquema terapêutico.

Em um estudo envolvendo 50 pacientes com transtorno de pânico ou transtorno de ansiedade generalizada tratados com cloxazolam, a conclusão foi de que o fármaco é uma alternativa interessante para o tratamento de transtorno de pânico e transtorno de ansiedade generalizada, em função da eficácia e perfil de tolerabilidade (Versiani e Nardi).

Para quem ainda não havia se colocado a par da interrupção na fabricação de Olcadil®, segue o link para o artigo que tratou do assunto: Olcadil: descontinuado por falta de princípio ativo

Fonte: Moreira Jr


Absorção de Fármacos


A absorção é uma etapa dos estudos de farmacocinética, representada pela transferência de um fármaco do seu local de administração até a circulação sanguínea. A velocidade e a eficácia do processo de absorção dependem de alguns fatores, tais como: via de administração utilizada, lipossolubilidade e grau de ionização.

Na via endovenosa a absorção já é completa, ou seja, a dose total do fármaco administrado alcança a circulação sistêmica. Em outras vias o mesmo não ocorre, já que a absorção pode ser parcial, fato que reduz a biodisponibilidade.

A absorção de fármacos envolve a passagem destes por membranas biológicas envolvendo alguns processos: difusão passiva, dependente de lipossolubilidade elevada (alto grau do coeficiente de partição); transporte ativo, ou difusão facilitada, em sistema dependente de ATP; endocitose e exocitose, sendo processos nos quais a substância é englobada pela membrana celular, ou secretada (no caso de neurotransmissores, por exemplo); assim como o efeito do pH, envolvendo a forma ionizada e a forma não ionizada, que são fundamentais para a o conceito de absorção.


Anti-histamínicos x Alimentos


A maioria dos anti-histamínicos H1, a exemplo dos que são comumente usados contra manifestações de rinite alérgica, apresenta boa absorção quando administrados via oral, como é demonstrado pelo fato de que estes fármacos alcançam níveis plasmáticos efetivos dentro de três horas após a administração. A boa lipossolubilidade de suas moléculas permite que cruzem facilmente as membranas celulares, o que facilita a biodisponibilidade.

Em alguns casos, a administração desses fármacos concomitantemente à ingestão de alguns alimentos pode alterar suas concentrações plasmáticas. Isso é explicado pela presença dos mecanismos de transporte ativo das membranas celulares – sendo que os mais bem conhecidos são a glicoproteína P (gP) e os polipeptídeos transportadores de ânions orgânicos (OATP). Essas glicoproteínas e polipeptídeos se encontram na membrana celular e atuam como sistemas de transporte ativo para outras moléculas, pelas quais mostram afinidade.




Em alguns casos, esses sistemas atuam como elementos importantes na absorção de alguns fármacos ou no seu clearance, enquanto em outras circunstâncias eles promovem detoxificação tecidual, na dependência de esses sistemas de transporte se localizarem nas membranas celulares do epitélio intestinal, sistema nervoso central ou rins.

Leia também: Loratadina e Desloratadina

Alguns anti-histamínicos se comportam como substratos desses sistemas de transporte, tomando como exemplo a fexofenadina. Já outros fármacos, tais como a desloratadina, não têm a sua absorção intestinal influenciada pelos sistemas de transporte. Para alguns anti-histamínicos, tais como a fexofenadina, variações na biodisponibilidade têm sido documentadas quando são ingeridos junto com alguns alimentos que servem como substrato da glicoproteína P, que é o caso do suco de laranja.

Fonte: scielo.br


Descontinuação de Selopress Zok®


A empresa Astra Zeneca disponibiliza a informação em seu site de que o medicamento Selopress Zok® (succinato de metoprolol + hidroclorotiazida) 100/12,5mg está em fase de descontinuação definitiva.

A falta do medicamento, no entanto, provavelmente ainda não será notada, uma vez que sua disponibilidade está prevista até fevereiro de 2019. Isso permitirá aos pacientes se programarem adequadamente com seus médicos e, aos profissionais, divulgarem a informação.


Perigo de medicamentos usados indevidamente contra insônia


Há muitas pessoas que vão à drogaria procurando algo que as ajude a dormir, porém sem uma prescrição médica que atenda a esta finalidade, e com a justificativa de que os medicamentos fitoterápicos não surtem o efeito desejado.

Este contexto gera um cenário que pode colocar a saúde em risco, uma vez que alguém que já realizou um determinado tratamento e experimentou a sonolência como efeito colateral resolva se automedicar tendo o objetivo de alcançar este efeito colateral do medicamento. Este indivíduo despreza, entretanto, as consequências que esta prática poderá lhe trazer.




Medicamentos que são comumente procurados com tal finalidade e que servem como exemplos são o Dramin B6® (dimenidrinato + piridoxina), indicado, conforme a bula, para a profilaxia e tratamento de náuseas e vômitos em geral, e o Miosan®, também conforme bula, destinado ao tratamento de espasmos musculares associados a condições musculoesqueléticas agudas e dolorosas.

Estes medicamentos, quando utilizados para qualquer outra finalidade que difira da recomendada por seus fabricantes, como é o caso da dificuldade para dormir, podem produzir danos à saúde, pois não há testes comprovando o uso seguro das substâncias para fins que não contemplem suas indicações.

Como se trata de medicamentos que são tarjados, porém sem retenção de receita, significa que o cliente da drogaria pode consegui-los, mas obrigatoriamente será atendido por um profissional que terá a chance de prestar uma orientação importante visando a preservação da saúde. Esta chance não pode ser desperdiçada.




Entre algumas das reações adversas descritas em bula do Dramin B6®, temos: cefaleia, tontura, visão turva, boca seca, irritabilidade e púrpura anafilática. Quanto ao Miosan®, algumas das reações são: mal estar, vômitos, anafilaxia, angioedema, edema de língua, arritmias cardíacas, alterações das funções hepáticas, hepatite, hipotensão, psicose, convulsões e outras.

Possíveis novos tratamentos para esquizofrenia


Em um estudo pioneiro colaborativo, realizado em Ribeirão Preto e no Paquistão, foi demonstrado que a minociclina, um antibiótico com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, reduziu não só os sintomas clássicos da esquizofrenia, mas também melhorou os sintomas negativos e alguns sintomas cognitivos de pacientes. Estes achados podem contribuir para que o antibiótico tenha nova aplicação terapêutica.

Igualmente, em uma série de estudos clínicos e pré-clínicos, em parceria com grupos ingleses e canadenses, o grupo da FMRP-USP demonstrou que o anticonvulsivante lamotrigina pode potencializar os efeitos dos antipsicóticos habituais e melhorar toda a amplitude de sintomas da esquizofrenia, ao menos em uma parcela de portadores deste transtorno.

O nitroprussiato de sódio é um doador de óxido nítrico utilizado clinicamente desde 1929 para o tratamento de hipertensão grave, sendo que os seus mecanismos de ação são complexos e apenas parcialmente compreendidos.

Mais recentemente, em um impressionante estudo seminal publicado na prestigiosa revista JAMA Psychiatry, o grupo da FMRP-USP, liderado pelo professor Hallak juntamente com outros colaboradores internacionais, verificou que o nitroprussiato de sódio rapidamente melhorou as várias dimensões de sintomas em pacientes com esquizofrenia, apoiando os achados prévios em estudos com animais de laboratório.

Fonte: Veja


Novo medicamento para tratamento de insônia


Em junho do ano passado a Anvisa aprovou o registro do medicamento Rozerem (ramelteona) comprimidos 8 mg, o qual é indicado para o tratamento da insônia caracterizada por dificuldade em iniciar o sono.

A inovação do Rozerem está em seu mecanismo de ação. Enquanto a maioria dos medicamentos contra insônia trabalham desacelerando o sistema nervoso central, a ramelteona imita a melatonina, um químico que contribui para a regulação do ciclo natural de sono-vigília (ciclo circadiano) do corpo.

Na ocasião, a Anvisa informou também que a detentora do registro do medicamento no Brasil é a Takeda Pharma LTDA. Em contato com a empresa para obter informação a respeito do lançamento, a informação é a de que o Rozerem, neste momento, passa por avaliação do modelo de comercialização e ainda não há previsão para sua chegada às drogarias.


Puran T4 300mcg: ativo, mas difícil de encontrar


O Puran T4 na apresentação de 300mcg não está com nenhum tipo de problema na indústria (Sanofi), contudo se trata de um medicamento em falta em muitas drogarias atualmente.

Isso foi constatado pela própria atendente do SAC da empresa, ao verificar a situação do produto no mercado em contato telefônico..

O status atual, portanto, é o de medicamento ativo, mas iremos acompanhar mais este caso para ficarmos informados e assim podermos transmitir orientações mais precisas às pessoas em tratamento.


Carbamazepina e Oxcarbazepina: comparação de eficácia


Em estudo clínico de epilepsia, a carbamazepina e a oxcarbazepina demonstraram possuir eficácia intermediária em relação à lamotrigina (que apresentou os melhores resultados) e às demais opções estudadas.

O uso de carbamazepina foi mais associado à falha ao tratamento, devido à ocorrência de eventos adversos, enquanto a oxcarbazepina apresentou melhor perfil de tolerabilidade. Entretanto, o uso de oxcarbazepina foi associado a um menor controle das crises epiléticas em relação ao uso da carbamazepina.




Dados desse estudo sugerem similaridade entre os dois fármacos, sem diferenças consistentes entre eles. Em relação aos desfechos secundários, também não houve diferenças significativas entre a oxcarbazepina e carbamazepina.

Uma revisão sistemática da Cochrane foi realizada com o objetivo de comparar a eficácia e a tolerabilidade da carbamazepina em relação à oxcarbazepina, em monoterapia, para tratamento de crises epilépticas parciais. Acreditava-se que a oxcarbazepina causava menos efeitos adversos e menos reações alérgicas em relação à carbamazepina.

Para o desfecho considerado não houve diferenças significativas, assim como em relação aos eventos adversos. Segundo a revisão, a carbamazepina e oxcarbazepina têm eficácia e tolerabilidade similares em pacientes com crises epilépticas parciais e as evidências disponíveis não sugerem a superioridade de uma comparada à outra.

Fonte: rebrats.saude.gov.br


Descontinuação de Buscopan Composto® em gotas favorece procura por Tropinal®


Com a decisão da descontinuação definitiva do Buscopan Composto® na sua apresentação em gotas por parte de seu fabricante, a empresa Boehringer Ingelheim, aumentaram a frequência pela procura e também o número de prescrições do Tropinal® em gotas (solução oral), produzido pela EMS Sigma Pharma.

Algumas pessoas ainda têm dúvidas a respeito da indicação do Tropinal®, o qual, assim como o Buscopan Composto®, atua como antiespasmódico e analgésico, indicado no tratamento de cólicas de diferentes etiologias.

Um motivo para que exista este aumento na procura pelo Tropinal®, principalmente na apresentação em gotas, consiste na dificuldade que algumas pessoas possam ter para consumir medicamentos na forma farmacêutica de comprimidos, criando empecilhos, assim, ao tratamento com a apresentação de Buscopan Composto® disponível atualmente no mercado.

Vale dizer que os similares do Buscopan Composto® em gotas também passaram a sair mais das prateleiras. Além disso, tratava-se de um medicamento isento de prescrição (MIP) e, portanto, acessível ao cliente da drogaria. O Tropinal®, por sua vez, é tarjado e somente pode ser adquirido quando solicitado a um profissional atuante no estabelecimento.






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