Aspectos hemodinâmicos dos antagonistas de canais de cálcio


Os antagonistas de canais de cálcio apresentam desejável efeito sobre as principais variáveis hemodinâmicas. Reduzem significativamente a resistência vascular periférica total, mantendo o débito cardíaco normal nos indivíduos sem comprometimento na função sistólica.

Alguns antagonistas de canais de cálcio, principalmente os diidropiridínicos de ação rápida, como o nifedipino sublingual, determinam quedas acentuadas e rápidas (20 a 30 minutos após sua administração) da pressão arterial. Nesse momento, observa-se ativação de mecanismos reflexos indesejáveis, principalmente aumento da atividade reflexa simpática, elevando a freqüência cardíaca.  Há algumas evidências clínicas de que em algumas situações agudas, como, por exemplo, imediatamente após infarto agudo do miocárdio, tais reflexos poderiam levar à maior mortalidade cardíaca.





Há também um trabalho recente de que pacientes diabéticos do tipo II seriam mais vulneráveis aos antagonistas de canais de cálcio, principalmente durante o uso de diidropiridínicos, apresentando maior incidência de infarto agudo do miocárdio.

Na circulação renal, ainda são controversos os benefícios hemodinâmicos dos antagonistas de canais de cálcio. Há vasodilatação mais acentuada na arteríola aferente em relação à eferente, o que determina maior fluxo ao glómerulo e, conseqüentemente, aumento na pressão intraglomerular.

Essa situação hemodinâmica é indesejável, podendo resultar em agressão às células glomerulares e mesangiais. Contudo, tal situação não acontece na prática. Apesar da maior dilatação arteriolar aferente, a acentuada queda pressórica sistêmica reduz o impacto hemodinâmico sobre o glomérulo.

Fonte: departamentos.cardiol.br




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