Beta-lactamases de espectro estendido


A emergência e a disseminação de betalactamases de espectro estendido (ESBL, do inglês Extended-Spectrum Beta-lactamase) entre os membros da família Enterobacteriaceae têm sido descritas mundialmente como ponto de urgência clínica devido à grande incidência desses isolados em infecções relacionadas com a assistência à saúde.

A esse respeito, as ESBL são definidas como enzimas capazes de hidrolisar cefalosporinas de terceira e quarta gerações e aztreonam. Até o momento, mais de 430 ESBL foram caracterizadas, havendo descrição de muitas delas no Brasil.

Frequentemente, as ESBL são codificadas por genes presentes em elementos genéticos móveis, como plasmídeos, transposons e integrons, os quais também carregam genes de resistência a outras classes de antibióticos, de modo que o isolamento de cepas produtoras de ESBL multirresistentes é a principal causa de falha terapêutica, levando ao aumento considerável de morbidade por infecções bacterianas.

Por outro lado, o uso de antimicrobianos na produção animal tem favorecido a seleção de enterobactérias produtoras de ESBL com potencial para disseminação na comunidade por meio de contato direto e consumo de alimentos contaminados, podendo ainda se estabelecer nos ecossistemas.

Fonte: Scielo




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