Combinações perigosas em gripes e resfriados


Quem atua em drogaria sabe: quando chega alguém com gripe ou resfriado, é natural que procure um antigripal e, muitas vezes, um "chazinho vick". Qual o problema nisso? Eis a motivação deste texto, buscando disseminar uma orientação farmacêutica bem simples, mas importante.

O problema consiste no fato de que os antigripais geralmente contém em sua formulação um analgésico (combate às dores no corpo), um anti-histamínico e um descongestionante (combate aos sintomas nasais). Em algumas das apresentações de antigripais, o analgésico em questão é o paracetamol. Até aí tudo bem, caso a posologia do medicamento seja corretamente seguida.

Quero chegar ao ponto em que este mesmo cliente, após escolher o seu antigripal (supondo que o produto contenha o paracetamol, a exemplo da ilustração com Resfenol), procura também um chá, no caso o Vick Pirena.




Ocorre que a intenção de quem desconhece a ação dos medicamentos, normalmente, é a de experimentar a sensação do chá quentinho como algo mais para ajudá-lo na melhora dos sintomas. O cliente, então, não nota que o chá é apenas um analgésico, também o paracetamol, que já está contido no antigripal.

Dessa forma, há ingestão de paracetamol na dose do antigripal e mais paracetamol no chá. Agindo assim, o indivíduo corre o risco de ingerir uma sobredose do fármaco, que traz como possível consequência, e mais conhecida, a dos efeitos tóxicos ao fígado (hepatotoxicidade). O papel dos profissionais que têm a oportunidade de prestar este tipo de atendimento é exatamente o de evitar que o problema ocorra, explicando a função dos medicamentos adquiridos e orientando a melhor forma de uso.

Com essa medida, poderemos prevenir que as pessoas coloquem sua saúde em risco por agirem de modo equivocado, exatamente por falta de informação que pode estar ao alcance de todos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os artigos mais populares