Efeito rebote das estatinas


Além da redução na biossíntese do colesterol, as estatinas apresentam “efeitos pleiotrópicos” ou “vasculoprotetores”, com melhora da função endotelial (aumento na biodisponibilidade do óxido nítrico, inibição de respostas inflamatórias e trombogênicas, ações imunomodulatórias, regulação de células progenitoras e estabilização de placas ateroscleróticas).




Juntamente com o aumento rebote na produção do colesterol, estudos experimentais e clínicos sugerem que a descontinuação do tratamento com estatinas induz uma deterioração rebote na função endotelial (estado pró-oxidante, pró-inflamatório e pró-trombótico), maximizando os riscos vasculares.

Estudos intervencionais e observacionais evidenciam que a descontinuação das estatinas (efeito rebote) aumenta significativamente o risco de morte (secundária a eventos vasculares fatais) em relação à manutenção e à ausência de tratamento.




Recente análise retrospectiva dos dados de 12.689 pacientes com AVC isquêmico mostrou que a descontinuação das estatinas na admissão hospitalar, em relação à manutenção, apresentou risco de morte significativamente maior.

Em vista das crescentes evidências sobre o efeito rebote das estatinas, médicos e pacientes devem ser conscientizados sobre os riscos inerentes à suspensão ou descontinuação das doses.

Fonte: sciencedirect.com

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