Estudo revela os antidepressivos mais eficazes


Um estudo publicado recentemente na revista científica The Lancet colocou um fim em um dos maiores debates da medicina: a eficácia de medicamentos contra depressão. De acordo com a pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, esses medicamentos realmente funcionam. O estudo ainda apontou quais são os antidepressivos mais eficazes.

“Esse estudo dá uma resposta final à longa controvérsia sobre antidepressivos funcionarem ou não para a depressão. Nós percebemos que os antidepressivos mais comumente prescritos funcionam para depressão moderada a severa. É uma notícia muito boa para pacientes e psiquiatras”, disse Andrea Cipriani, líder do estudo, à rede britânica BBC.

Para chegar a essa conclusão, foram analisados 522 testes clínicos envolvendo tratamento de curto prazo de depressão em adultos, que totalizaram mais de 116.477 pacientes. Segundo os pesquisadores, todos os 21 antidepressivos avaliados reduziram significativamente os sintomas da doença. Entretanto, a qualidade dos medicamentos varia bastante.




Enquanto alguns se mostraram apenas um terço mais eficazes que os placebos, outros são duas vezes mais bem-sucedidos. É importante ressaltar que só foram avaliados tratamentos de curto prazo, com oito semanas de duração. Portanto, os resultados podem não se aplicar ao uso em longo prazo.

Para os autores, a descoberta pode ajudar os médicos a escolherem a melhor prescrição para seus pacientes. Entretanto, isso não é motivo para os pacientes trocarem de imediato sua medicação, principalmente se ela estiver funcionando. Isso porque o estudo detectou o efeito dos remédios na população analisada, mas não entrou em detalhes sobre como eles afetam os indivíduos de diferentes idades, gêneros, gravidade dos sintomas e outras características.

Os medicamentos mais eficazes contra depressão, de acordo com o estudo, são: agomelatina, amitriptilina, escitalopram, mirtazapina e paroxetina. Já os menos eficazes são: fluoxetina, fluvoxamina e trazodona.

Fonte: Veja


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